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quinta-feira, dezembro 29, 2011

Clima, Partículas de Deus, Buracos Negros e essas coisas.. A Terraquegira está de volta!


Bem, depois de um longo interregno de escrita neste blog, estou de volta! Não vou tentar justificar a minha ausência.. mas talvez a mudança de hemisfério e algum tempo livre passado a escrever uma tese tenha contribuído substancialmente. Em frente.

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É notável que um blog que começou como uma brincadeira de amigos esteja prestes a alcançar o meio milhão de visitas, e que mesmo em modo automático durante quase um ano tenha mantido uma média diária acima das 100 visitas. A Terraquegira ganhou vida própria e como tal senti que tinha de voltar.

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Nos últimos tempos muita coisa mudou. Uma crise mundial está a desolar o planeta e agora todos parecem ser economistas, discutindo soluções milagrosas em conversas de café. Pelo meio a consciência ambiental, que levou décadas a conquistar, passou a coisa secundária. O Brasil congratula-se por ter encontrado mais combustíveis fósseis prontinhos a queimar, tendo desta forma safado-se da crise! Agora todos querem ser amigos da Petrobras. Bora lá mandar mais CO2 para a atmosfera que é fixe!

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Curioso também é que aquela que foi provavelmente a mais importante Cimeira do Clima dos últimos anos tenha sido ignorada. Afinal o que nos preocupa agora a todos é mesmo a economia! A cimeira foi em Durban, na África do Sul, no início deste mês. Os cientistas tinham alertado para o facto de que se não se tomar medidas urgentes será impossível evitar um aumento de 2 graus na temperatura média do planeta até 2050. E o que é que os políticos que foram passear a Durban fizeram? Nada! O texto que resultou da cimeira diz basicamente o seguinte: para já não vamos fazer nada (pudera estamos em crise), em 2020 voltamos a pensar no assunto e logo e vê. Não sei se isto faz algum sentido para vocês.. a mim diz-me que andamos a ser governados por gente estúpida!! Qualquer das formas parece-me uma boa altura para se pensar a sério em tecnologias de sequestro de CO2..

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Entretanto, também há boas notícias! Parece que o mundo afinal não acabou! Outra vez. Lá para os lados do grande acelerador de partículas ainda está tudo bem. Diz que a partícula de deus (ou bosão de Higgs para o leigos) até por lá apareceu. Aguardam-se confirmações.. caso contrario muitas páginas de elegantes equações terão de ir pelo cano abaixo..

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Li também que se o mundo não acabar em 2012, uma grande nuvem de poeira cósmica colidirá com o buraco negro supermassivo que está no centro da nossa galáxia, provocando uma espectacular explosão de radiação. Aguardemos pacientemente.

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Pois é claro! Muito há por partilhar. Especialmente agora que assinei a subscrição da revista NewScientists por uma ano. Coisa que só consegui porque finalmente arranjei um trabalho (em ciência) bem pago, não em Portugal é certo. Parece que por lá anda tudo a doar os ordenados para salvar a economia.

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Foto: Antennae Galaxies

terça-feira, outubro 02, 2007

Aterações Climáticas em Portugal


Está disponível online um estudo pormenorizado acerca das alterações climáticas em Portugal Continental do projecto SIAM (Climate Change in Portugal. Scenarios, Impacts and Adaptation Measures), dirigido pelo Professor Dr. Filipe Duarte Santos.


sexta-feira, setembro 07, 2007

Porque pode ser tarde


A espécie humana tem-se mostrado nos últimos anos bastante eficaz na procura e acumulação de conhecimento. Basta entrar numa qualquer biblioteca universitária para nos apercebemos que temos matéria para estudar suficiente para nos ocupar por 20 ou 30 vidas. Por exemplo avanços na Física do final do século XIX e início do século XX realizados por Maxwell, Einstein, Bohr e companhia mudaram a nossa forma de “ver” e compreender o mundo, apesar de muita gente ainda não ter dado por isso. Mas esse é o preço a pagar. A transmissão deste conhecimento adquirido só se consegue com bons sistemas de ensino, que praticamente não existem. É certo que tem havido melhorias, mas não chega.

Em oposição à capacidade de adquirir conhecimento, o homem tem-se mostrado muito pouco eficaz na utilização do mesmo, especialmente quando não é do interesse dos grandes grupos empresariais ou porque não interessa a determinados grupos políticos. Os cientistas não têm conseguido passar a mensagem, com culpas de todos os lados. Tem melhorado mas também não chega.

Um exemplo desta falta de eficácia tem sido a forma como o Aquecimento Global tem sido tratado. Apesar de o assunto andar a ser debatido à já alguns anos, só recentemente passou a ser moda. Mas o facto de ser moda tem um problema. As modas passam. E na realidade pouco mais tem sido feito do que algumas reuniões a delinear objectivos baseados em muitos estudos, grande parte deles manipulados pelos ditos grupos para quem Aquecimento Global não é sinónimo de dinheiro ou de mais uns votos.

São precisos mais estudos para compreender melhor qual é de facto a situação do Planeta e da forma como este vai “reagir”. No entanto aqui mais do que em qualquer outro assunto deve ser aplicado o Principio da Precaução, que diz mais ou menos isto: “Quando houver ameaça de danos graves ou irreversíveis, a ausência de certeza científica absoluta não será utilizada como razão para o adiamento de medidas economicamente viáveis para prevenir a degradação ambiental”.

Li ontem numa notícia do Público que o Árctico pode ficar sem gelo já em 2030. Não é daqui a mil anos, nem é daqui a 100 anos, é daqui a pouco mais de 20. As consequências podem ser brutais. A corrente do Golfo irá ser destabilizada e isso poderá ter consequências nefastas globais.

O problema é que esta notícia deixou de ser notícia. O assunto já não é novo e praticamente todos os meses a notícia repete-se nos jornais porque mais um grupo de cientistas veio defender esta previsão.

É portanto imperativo que se tomem medidas urgentes, aplicando o Principio da Precaução. E podem ter a certeza que não é poupando um bocadinho de electricidade em casa que vamos resolver o problema. As medidas têm de ser tomadas conjuntamente a nível global por quem tem o poder e cabe a nós pressionar essas pessoas ou instituições. Temos de exigir aos nossos políticos medidas claras e efectivas e não o blá blá blá do costume.

Já temos o conhecimento necessário para detectar problemas deste tipo e resolve-los. A inércia é enorme, mas à que agir.

O Planeta, esse, irá adaptar-se, mesmo que as consequências sejam negativas para a nossa espécie e para as milhares de espécies que gentilmente temos vindo a extinguir.

sexta-feira, julho 06, 2007

Veredicto: Inocente


Ao contrário do que muita gente e um ou outro documentário cheio de erros querem fazer crer, a actuais alterações climáticas não são da responsabilidade de alterações na quantidade radiação emitida pelo Sol nem da alteração do fluxo de raios cósmicos no modulado pela actividade solar.
Como noticiado na Nature, na Wired e no Guardian, dois papers acabadinhos de sair apontam de novo para a inexistência de um aumento da actividade do astro rei (que atingiu um máximo em 1985-87) correlacionavel com o aumento da temperatura. Aumento este que também é impossível de atribuir a alterações no fluxo de raios cósmicos visto que o trabalho mais recente nessa área para além de não encontrar grande relação entre aumento da temperatura e o dito fluxo permitiria apenas atribuir 2% do aquecimento verificado a tal agente.
Resta agora esperar para ver se os "cépticos" vão continuar a espalhar bibliografia desactualizada e com erros graves como o último berro do progresso cientifico ou se não tentar arranjar outro mecanismo que explique o aumento recente da temperatura. Eu sugiro que se comecem e virar para o interior do planeta visto que o exterior aparentemente já deu o que tinha a dar, a não ser que se queiram juntar ás fileiras daqueles que acreditam que vem aí o Hercólubus...

Bibliografia:

T. SLOAN, A.W.WOLFENDALE, 2007. Cosmic Rays and Global Warming, 30th International Cosmic Ray Conference.
M. LOCKWOOD, C. FROHLICH, 2007. Recent oppositely-directed trends in solar climate forcings and the global mean surface air temperature. Proceedings of the Royal Society A. in press. doi:10.1098/rspa.2007.1880

segunda-feira, junho 25, 2007

[R]evolução Energética

Deixa o teu e-mail e durante 7 semanas recebes 1 dica por semana, sobre a utilização de energia.

Faz a diferença no modo como a energia é usada em tua casa, e no Mundo.

[R]evolução Energética

http://www.greenpeace.org/international/campaigns/climate-change/take_action/7steps


Enviado por João Aguiar.

quarta-feira, maio 02, 2007

Cientista norte-americano diz que Árctico está a derreter mais rápido do que as previsões da ONU

1979 - 2005


"O glaciologista norte-americano Ted Scambos alertou hoje que o degelo do Árctico leva já 30 anos de avanço sobre as previsões do Painel Intergovernamental para as Alterações Climáticas (IPCC).


Isto significa que, durante o Verão, o oceano árctico pode ficar livre ou quase livre de gelo já em 2020, três décadas mais cedo do que as piores previsões do IPCC, que apontavam para 2050. (...)"



Ver notícia completa aqui (in Público)

quarta-feira, março 28, 2007

Como é que você pode controlar a mudança do clima?

CHANGE



As alterações climáticas são um problema global e, no entanto, cada um de nós pode fazer a diferença. Mesmo as mais pequenas alterações na nossa rotina diária podem ajudar a evitar as emissões de gases de efeito de estufa sem afectar a nossa qualidade de vida. Na realidade, podem até representar uma poupança de dinheiro.
"Devemos alterar o nosso comportamento e aprender a utilizar menos energia e a produzir menos poluição. Se cada um de nós actuar imediatamente, pode fazer-se enormes progressos." Emma Thompson, actriz, Abril de 2006
Ver aqui o que podemos fazer.

O aquecimento global vai criar zonas climáticas


"O aquecimento global pode criar zonas climáticas como nunca antes existiram na Terra, diz uma equipa de cientistas norte-americanos que estudou a evolução até 2100 de dois cenários delineados no último relatório do Painel Intergovernamental para as Alterações Climáticas."

"Os novos climas do século XXI podem promover a formação de novas associações entre espécies e outras surpresas ecológicas, enquanto o desaparecimento de outros climas aumentará o risco de extinção de espécies de distribuição geográfica ou climática estreita."

"A nossa análise mostra que é muito mais provável que as zonas climáticas se alterem no cenário de maior aumento da temperatura média. Por isso, diria que apresentamos argumentos fortes para dar prioridade à redução das emissões de dióxido de carbono, antes de investir em soluções de conservação das espécies baseadas na adaptação às alterações climáticas." Até porque a única coisa certa é que haverá surpresas: "Termos de lidar com climas completamente diferentes do que já experimentamos torna difícil fazer planos para o futuro."

Notícia completa: aqui

terça-feira, março 06, 2007

Poluição asiática dá a volta ao mundo ( e ao clima)


As nuvens persistentes com três kilómetros de espessura constituídas por poeiras, fuligem e aerossóis que cobrem partes da China, Índia, Bangladesh e outros países do Sudeste Asiático concorrem com o efeito de estufa para reclamar o primeiro lugar na categoria de "efeito antropogénico mais nocivo do século".
Estas nuvens, derivadas de emissões proveniente de actividades industriais e da queima de biomassa, para além de serem óbvias fontes de problemas respiratórios, vão bloquear a radiação solar diminuindo a temperatura diurna na região por elas coberta e afectando a produtividade das colheitas da região.
Vão também agir como núcleos de condensação de nuvens por toda a região do Índico e Pacífico, condensando gotículas mais pequenas dentro de cada nuvem. Isto vai inibir a sua coalescência e consequente precepitação sob a forma de chuva, modificando os padrões de precipitação nessas regiões, incluindo a duração e distribuição da Monção Indiana, vital para a agricultura naquela parte do mundo.
Mas não é só a Monção Indiana que é afectada, estes aerossóis vão influenciar toda a distribuição de tempestades na região do Pacífico, condicionando inclusive o padrão de ocorrência das mesmas nas costas Oeste dos Estados Unidos da América e Canadá.
E para ajudar ainda mais à festa, se a fuligem contida nestas nuvens se depositar no topo de glaciares ou calotes polares vai contribuir para que o gelo absorva uma maior quantidade de radiação solar, acelerando o seu degelo.


A existência destas nuvens é mais uma razão para que estes países sejam pressionados (se não o fizerem voluntariamente, afinal os riscos para a saúde pública e para as colheitas são em si enormes) a adoptarem rapidamente medidas tendo em vista a redução das suas emissões de aerossóis e dióxido de carbono e abandonar a retórica do "se vocês poluíram, nós também podemos", caminhando na direcção de um desenvolvimento mais sustentável, porque afinal o problema pelos vistos não é só deles...

Mais informações:
Programa de monotorização e estudo de impacte da nuvem de poluição asiática.
Reportagem sobre a influencia dos aerossois asiáticos na distribuição das tempestados no Pacífico.
Reportagens na CNN e na BBC sobre os riscos relacionados com a nuvem de poluição.
Efeitos dos aerossóis no clima.
Influencia da nuvem de poluição na produtividade agrícola.