quinta-feira, dezembro 29, 2011

Lovejoy pertinho pertinho do Sol!

Cometa Lovejoy

video

Imagens espectaculares do Cometa Lovejoy captadas pelo Comandate da Estação Espacial Internacional, descoberto no dia 27 de Novembro por um astrónomo amador australiano Terry Lovejoy. Este cometa passou extremamente perto do Sol, tendo atravessado a coroa solar. Toda a gente esperava um grandioso choque com o Sol mas Lovejoy deu a volta intacto. Quem não viu não se preocupe.. ele volta daqui a 314 anos.

Crédito: NASA
Lovejoy perto do Sol aqui
Mais informação aqui e aqui

Clima, Partículas de Deus, Buracos Negros e essas coisas.. A Terraquegira está de volta!


Bem, depois de um longo interregno de escrita neste blog, estou de volta! Não vou tentar justificar a minha ausência.. mas talvez a mudança de hemisfério e algum tempo livre passado a escrever uma tese tenha contribuído substancialmente. Em frente.

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É notável que um blog que começou como uma brincadeira de amigos esteja prestes a alcançar o meio milhão de visitas, e que mesmo em modo automático durante quase um ano tenha mantido uma média diária acima das 100 visitas. A Terraquegira ganhou vida própria e como tal senti que tinha de voltar.

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Nos últimos tempos muita coisa mudou. Uma crise mundial está a desolar o planeta e agora todos parecem ser economistas, discutindo soluções milagrosas em conversas de café. Pelo meio a consciência ambiental, que levou décadas a conquistar, passou a coisa secundária. O Brasil congratula-se por ter encontrado mais combustíveis fósseis prontinhos a queimar, tendo desta forma safado-se da crise! Agora todos querem ser amigos da Petrobras. Bora lá mandar mais CO2 para a atmosfera que é fixe!

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Curioso também é que aquela que foi provavelmente a mais importante Cimeira do Clima dos últimos anos tenha sido ignorada. Afinal o que nos preocupa agora a todos é mesmo a economia! A cimeira foi em Durban, na África do Sul, no início deste mês. Os cientistas tinham alertado para o facto de que se não se tomar medidas urgentes será impossível evitar um aumento de 2 graus na temperatura média do planeta até 2050. E o que é que os políticos que foram passear a Durban fizeram? Nada! O texto que resultou da cimeira diz basicamente o seguinte: para já não vamos fazer nada (pudera estamos em crise), em 2020 voltamos a pensar no assunto e logo e vê. Não sei se isto faz algum sentido para vocês.. a mim diz-me que andamos a ser governados por gente estúpida!! Qualquer das formas parece-me uma boa altura para se pensar a sério em tecnologias de sequestro de CO2..

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Entretanto, também há boas notícias! Parece que o mundo afinal não acabou! Outra vez. Lá para os lados do grande acelerador de partículas ainda está tudo bem. Diz que a partícula de deus (ou bosão de Higgs para o leigos) até por lá apareceu. Aguardam-se confirmações.. caso contrario muitas páginas de elegantes equações terão de ir pelo cano abaixo..

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Li também que se o mundo não acabar em 2012, uma grande nuvem de poeira cósmica colidirá com o buraco negro supermassivo que está no centro da nossa galáxia, provocando uma espectacular explosão de radiação. Aguardemos pacientemente.

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Pois é claro! Muito há por partilhar. Especialmente agora que assinei a subscrição da revista NewScientists por uma ano. Coisa que só consegui porque finalmente arranjei um trabalho (em ciência) bem pago, não em Portugal é certo. Parece que por lá anda tudo a doar os ordenados para salvar a economia.

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Foto: Antennae Galaxies

segunda-feira, abril 18, 2011

Sistema Terra-Vida

Recebi da Editora Oficina de Textos um pedindo para divulgar o livro em baixo. Pareceu-me bastante interessante, até porque aborda de forma integrada alguns temas que me apaixonam. Por isso o divulgo aqui. Ainda não adquiri um exemplar, mas talvez o venha a fazer em breve. (joao_moedas)

Sistema Terra-Vida

uma introdução

Charles Cockell

Tradução: Silvia Helena Gonçalves

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Por que a Terra é o único planeta no Sistema Solar onde a vida é conhecida? O que controla os ventos e as correntes marinhas? Que efeitos os vulcões e o movimento das placas tectônicas tiveram sobre o desenvolvimento e evolução da vida? O que os fósseis nos revelam sobre o passado da Terra?

As respostas para essas e muitas outras questões você encontra em Sistema Terra-Vida, livro que oferece uma visão concisa e ao mesmo tempo completa dos processos de retroalimentação entre a geosfera, a atmosfera, a hidrosfera e a biosfera.

Com belíssimas ilustrações coloridas e textos claros, objetivos e de alto nível acadêmico, a obra reúne ciências biológicas e da Terra para explorar a coevolução da vida ao longo do tempo geológico. Traz investigações sobre os controles físicos que se combinam para fazer da Terra um planeta habitável, explicações sobre o ciclo do carbono, vulcanismo, alterações do clima durante o terciário, evolução das espécies, glaciação, a vida no fanerozoico entre muitos outros tópicos pertinentes ao assunto.

Sistema Terra-Vida foi projetado e organizado para uso em cursos de graduação e incorpora uma grande variedade de recursos para apoiar a aprendizagem do aluno. Seu objetivo é mostrar que mais nobre que o acúmulo de conhecimento é a capacidade da elaboração de dúvidas e novos questionamentos, além da formulação de novas respostas.

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O AUTOR

Charles Cockell é Professor de Microbiologia na The Open University, Milton Keynes, Reino Unido. Ele se interessa academicamente por geomicrobiologia, astrobiologia e exploração espacial e já realizou expedições para o Ártico e a Antártida, entre outros locais, para estudar a vida em ambientes extremos. O Prof. Cockell escreveu e editou outros seis livros, incluindo Impossible Extinction (Cambridge University Press, 2003).

quarta-feira, março 09, 2011

terça-feira, janeiro 18, 2011

quinta-feira, janeiro 13, 2011

Uma nova Terra: Keppler-10b

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Tenho andado ausente da Terraquegira devido a estar a escrever uma tese. Quem já escreveu uma sabe o que isso significa, quem ainda não experimentou tal diversão pode imaginar (resumindo: uma catrefada de tendinites)! Apesar de a minha tese ser obviamente interessante não é por causa dela que estou aqui a escrever hoje. Estou a escrever porque foi descoberto o primeiro exoplaneta rochoso, denominado Keppler-10b. Traduzindo, exoplaneta porque está fora do sistema solar e rochoso porque, ao contrário dos mais de 500 exoplanetas detectados, este não é um planeta gasoso como Júpiter ou Saturno, mas constituído por material no estado sólido (rocha).
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Um dos métodos mais comuns de identificar exoplanetas é o “método de trânsito” que detecta a sombra do planeta quando este transita diante da estrela hospedeira. Este método tem sido bem sucedido na detecção de planetas gigantes como Saturno mas é ineficaz em planetas “pequenos” como a Terra. Por isso, diversos métodos têm sido aperfeiçoados de modo a detectar planetas irmãos. Não vou entrar pelo complicado emaranhado de métodos, digo apenas que o Keppler-10b foi identificado através de medições de velocidade radial (para quem tiver curiosidade a wikipedia tem bons artigos acerca dos métodos de identificação de exoplanetas, ver links em baixo).
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A descoberta de um planeta rochoso fora do sistema solar é um gigantesco marco na história da ciência e é para mim, pessoalmente, gratificante estar a viver nesta época em que o Universo representa o que o mar desconhecido representou há séculos atrás. Esta descoberta tem ainda uma outra particularidade. É que se os cientistas começarem a descobrir planetas rochosos, semelhantes ao nosso, como se não houvesse amanhã (coisa que aconteceu com os gasosos) então a probabilidade de se vir a descobrir vida noutro planeta aumenta dramaticamente. Há quem já esteja a pressionar a ONU para organizar uma série de reuniões para decidir que estratégia adoptar caso isso aconteça. É que os cientistas, se por alguma razão receberem uma chamada de algum ET, não têm ordem para responder. Apesar do número elevado de filmes americanos sobre a coisa não sei se alguém sabe bem o que fazer se isso acontecer. Qualquer das formas não creio que respondam de Keppler-10b. Apesar de o planeta ser semelhante ao nosso em tamanho (1.4 vezes), está muito perto da estrela hospedeira e tem uma confortável temperatura à superfície de cerca de 1300 graus. Espera-se novas descobertas da sonda Keppler, lançada em 2009 pela NASA, e que neste momento está lá em cima à procura de novas Terras.
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Para saber mais:

quarta-feira, janeiro 12, 2011