sexta-feira, novembro 30, 2007

Pó de Estrelas


Muitas vezes é utilizada expressão que nós somos pó de estrelas. Isto, podendo parecer que não passa de poesia, é um facto. Aliás praticamente tudo o que existe no planeta e que vemos em nosso redor é pó de estrelas.
Vamos começar pelo principio, ou pelos instantes logo a seguir ao principio. Após o Big Bang, quando o Universo se formou, apenas se formaram átomos de hidrogénio e alguns de hélio. No entanto hoje "vemos" muitos mais elementos. De onde é que estes vieram?

Das estrelas, é a resposta.

Existe apenas um local no Universo onde estes elementos podem ser gerados naturalmente. Nos núcleos das estrelas onde as temperaturas de milhões de graus e pressões monumentais permitem que ocorra o processo de fusão nuclear que geram outros elementos.
Através de uma cadeia de reacções as estrelas geram a partir do Hidrogénio todos os outros elementos até ao ferro e níquel através do processo de fusão nuclear. As reacções nucleares ocorrem de acordo com o seguinte esquema:
A queima de Hidrogénio produz Hélio
A queima de Hélio produz Carbono, Oxigénio e Neon
A queima de Carbono, Oxigénio e Neon produz todos os elementos até o Silício
A queima de Silício produz todos os elementos até o Ferro


Acontece que os elementos mais pesados que o ferro, como é o caso do ouro ou do crómio, não podem ser gerados nas estrelas por este processo. Então quando é que se formam?

Quando uma estrela colapsa e ocorre uma Supernova, é a resposta.

Quando ocorre uma Supernova o "input" de energia permite a formação dos elementos mais pesados que o ferro e o níquel.

Estes processo são um pouco mais complexos do que aqui descrevi. Para quem quiser seguir os rasto pela net ficam aqui, aqui e aqui alguns links.

Quando olhamos para uma praia ou quando olhamos para outra pessoa a maior parte dos átomos que os constituem foram formados em estrelas. Somos de facto pó de estrelas..

3 comentários:

Méon disse...

Pó de estrela! Será isto poesia?
Então lembremo-nos da célebre frase de Novalis:
«A poesia é o real absoluto...
Quanto mais poético, mais real»

Fecha-se o círculo. E o post de João Moedas tem todo o sentido.

Um abraço

Anónimo disse...

Um oceano, um riacho, um vale ou uma floresta,possuem uma linguagem, um significado que nos leva ao nosso próprio significado. Nada nos explica mais do que a Cosmologia. Há algo nessa ciência tentando dizer que o deslumbramento criou tudo. Há nela um vocabulário, uma linguagem, que não pode ser interpretada científicamente, mas sensitivamente porque uma cachoeira, um oceano, uma caverna ou cordilheira, foram obras de alguma sensação que deseja falar de si, deseja ser traduzida. E de repente, uma Verdade que nunca foi contada sobre nós escorre e brilha.

Anónimo disse...

Jon Jost, The Earlier Films. Speaking Precisely

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