terça-feira, junho 06, 2006

O que "gira" à volta da Terra

É bom quando somos surpreendidos assim. Longe estava eu de imaginar que em pleno interior ribatejano, iria encontrar um parque temático da Ciência Viva, dedicado à Astronomia, tão bem desenvolvido e projectado.


O parque fica bem perto de Constância. Tem exposições diárias, com cinco módulos, bem como um observatório astronómico e um planetário. Aconselhado aos amantes, aos curiosos e aos aprendizes do universo que "gira" à volta da Terra.















Horário:
Segunda | Descanso Semanal
Terça e Quarta | 10h00 às 13h00 - 14h30 às 18h00
Quinta | 10h00 às 13h00 - 14h30 às 18h00 | 21h00 às 23h00
Sexta | 10h00 às 13h00 - 14h30 às 18h00 | 21h00 às 23h00*
Sábado | 15h00 às 19h00 | 21h00 às 23h00
Domingo e Feriados | 15h00 às 20h00
* (Só na primeira Sexta-Feira de cada mês)


Centro de Ciência Viva de Constância

domingo, maio 14, 2006

E agora?

Ao princípio junta-se o útil ao agradável. A necessidade de oferta com a ciência da procura.
As casas cobrem-se de rochas ornamentais, as estradas ganham quilómetros e alguns bolsos enchem-se de dinheiro. Abrem-se buracos, rasgam-se serras, sempre com a intenção de explorar os recursos e equilibrar a economia. O pior é quando os buracos se somam, as serras desaparecem e a economia não ajuda.

Estremoz, 2006

Estremoz, 2006


E agora?


Lanço um desafio...

Que fazer às pedreiras abandonadas ou em fim de exploração?
Que reabilitação poderão ter?

sexta-feira, março 17, 2006

"Super Terra" a 9.000 anos-luz (por LUSA)

Uma equipa de astrónomos de vários países descobriu uma "Super Terra" fora do nosso sistema solar, a 9.000 anos-luz, indica um artigo hoje publicado por uma revista norte- americana de astronomia.

O planeta, formado por rochas e materiais semelhantes aos da Terra, pesa 13 vezes mais e tem uma temperatura média de 200 graus centígrados abaixo de zero, o que o converte num dos locais mais frios descobertos até agora fora do Sistema Solar.

Segundo a Astrophysical Journal Letters, este corpo celeste tem a massa de Neptuno e gira em volta de uma estrela duas vezes maior do que o Sol.

Os astrónomos detectaram o planeta no ano passado graças a um sistema chamado OGLE (acrónimo em inglês para Experiência de Lente Óptica Gravitacional), que analisa mudanças na luz vinda de estrelas distantes.

O método aplica-se quando uma estrela passa em frente de outro corpo celeste e a enorme força gravitacional actua como uma lente, aumentando a luz da estrela mais distante.

Observada a partir da Terra, a estrela que está atrás dessa luz parece maior e vai desaparecendo à medida que o outro corpo se afasta dela.

Segundo Andrew Gould, director do projecto, esta é a primeira vez que se detecta una estrela semelhante, porque os investigadores não tinham "os meios de a encontrar".

Por outro lado, o cientista assinalou que este tipo de "super Terras" geladas são bastante comuns, já que existem nas órbitas de "cerca de 35 por cento das estrelas", indicou.

Nos últimos anos, os astrónomos descobriram cerca de 170 planetas extra-solares, a maior parte dos quais gigantes gasosos como Júpiter.


agência LUSA
enviado por I. M.

sábado, fevereiro 11, 2006

Preservar vs Divulgar

Somos muitas vezes confrontados com esta escolha. Uma parte de nós leva-nos a querer partilhar os achados, os lugares intocados, mas por outro lado, desconfiados por natureza, reservamos esses direitos apenas para uns "predestinados".
Confesso-me incapaz, ainda, de saber definir as fronteiras entre a protecção e a divulgação. Penso ser essencial o envolvimento da população para a preservação do mundo natural. No entanto, como fazê-lo sem invadir esses espaços? Como incentivar uma povoação a participar numa escavação paleontológica sem que os trabalhos sejam "perturbados"? Qual é, nestes casos, o papel da divulgação?
A divulgação do património terá sempre os seus custos. Teremos de correr alguns riscos no início, principalmente porque este início já vem tarde. Urge conquistar a sociedade civil para os projectos de investigação, para o crescimento cultural e ambiental.

Monumento Natural das Pegadas de dinossáurios da Serra de Aire

cadaval, 2006

golfinhos do Sado


lince ibérico

lobo ibérico

segunda-feira, fevereiro 06, 2006

Será mais fácil de perceber assim?


...e se as mudanças nos começassem a afectar a nós? Incomodariam? Mudaríamos de atitude?

imagem enviada por Inês Mateus

quinta-feira, janeiro 12, 2006

A Terra vista do espaço

Um blog sobre o Planeta Azul não poderia deixar de recordar a existência dos dois softwares que melhor a retratam (literalmente): o Google Earth e o NASA Worldwind.

O primeiro é mais uma iniciativa do Google, que na sua demanda para catalogar e tornar acessível tudo o que existe, decidiu lançar um programa que disponibiliza imagens de satélite de todo o planeta assim como as principais localidades e estradas de cada região e até a localização de epicentros de sismos, aparelhos vulcânicos. Nos Estados Unidos é ainda possível saber onde fica a caixa multibanco, o restaurante, aeroporto, bar, centro comercial ou o hotel mais próximo.
A resolução das imagens é variável, existindo zonas onde é possível distinguir carros na rua (normalmente as zonas mais habitadas) e outras onde um quarteirão de uma cidade ocupa pouco mais que um pixel. Há também a possibilidade de visualizar o terreno a 3D, com resultados bastante espectaculares em zonas onde a resolução das imagens é mais alta.

O Worldwind é uma iniciativa da NASA e foi o primeiro deste género de programas. Disponibiliza imagens do satélite LANDSAT 7 para todo o mundo e os ortofotomapas da USGS para o território Americano. Apesar de ser menos versátil e não permitir resoluções tão altas como o Google Earth fora dos Estados Unidos, o Worldwind apresenta uma cobertura muito mais homogénea do globo, incluindo ilhas remotas e zonas pouco povoadas e uma ferramenta que permite a visualização de fenomenos naturais recentes na superfície terrestre (erupções vulcânicas, tempestades de areia, incêndios, furacões, a sombra de eclipses, etc).

Ambos os programas não se esgotam nas caracteristicas enumeradas acima e são ferramentas extremamente úteis para as Ciências da Terra e não só. Para além de disponibilizarem as sempre úteis imagens da área em estudo, podem até permitir a selecção de novas zonas de interesse ou simplesmente uma espreitadela virtual a sitios onde sempre quisemos ir mas ainda não tivemos essa oportunidade.


Worldwind: tempestade de areia ao largo das Canarias


Worldwind: Mount Saint Hellen


Worldwind: Monte Fugi


Worldwind: Estrutura de Richat, Mauritânia


Google Earth: Himalaias


Google Earth: Baixa de Lisboa


Google Earth: Vale do Zêzere, Serra da Estrela


PS: O autor não se responsabiliza por uma eventual descida da productividade no trabalho devido ao uso destes programas.

terça-feira, janeiro 10, 2006

"...tudo se transforma"

Há quem olhe para o nosso planeta e diga sem qualquer dificuldade que as rochas são "seres mortos", sem vida. Bom, talvez seja dos meus olhos, mas eu vejo as coisas de maneira diferente.
Uma rocha tem muito mais para nos dizer do que julgamos. Para ser sincero, é como se fossem livros codificados, mas daqueles que nos interessam mais. Porquê? Porque nos contam a história da Terra e são pistas fundamentais para o futuro.

A resposta para esta visão ou para poder ler estas histórias, não se encontra numa consulta num bom oculista, mas sim numa viagem...

ciclo das rochas

Este é um dos muitos folhetos de possíveis viagens...não nossas, mas das rochas, desses objectos que não têm vida. O que é certo é que é por causa delas que existe Vida neste planeta. Por isso, habituei-me a olhar de fora para dentro e ver as rochas como uma ínfima parte da Terra, um ser vivo, em constante transformação.


Links:
Windows to the Universe
Earth Floor

segunda-feira, janeiro 02, 2006

O que nos aquece?

Parece que estamos a aquecer, é um facto.



A grande questão é saber quais são as fontes deste calor, serão os gases com efeito de estufa? E será o Homem e o seu desenvolvimento industrial os principais responsáveis pela emissão destes gases? Ou serão os Vulcões?
É certo que este processo contribui para um aumento na poluição, mas será mesmo o principal responsável pelo Aquecimento Global?


Há quem não tenha dúvidas, mas há também quem não concorde com esta visão alarmante. Surge o debate. São encontrados outros responsáveis, como as variações de energia do próprio Sol, ou outras justificações, como a tendência Natural para este aquecimento, já que sempre assim foi na história da Terra.


E quais serão os verdadeiros efeitos deste aumento de temperatura? Será que o gelo polar vai mesmo derreter e aumentar o nível de água nos oceanos? Será que vamos passar a ter Verões cada vez mais quentes e Invernos cada vez mais frios?

A Terra sempre nos colocou desafios, sempre nos deixou a certeza de que nunca poderemos saber tudo sobre ela. Existirão sempre grandes questões, incertezas quanto à sua origem e evolução. O que não deixa dúvidas, é que é nela que habitamos, e é dela que recebemos a "dádiva" de estarmos Vivos.
Poderemos não ser os responsáveis por esta mudança. Se assim for, vamos poder descansar de novo e seguir as nossas vidas, coisa que nós, humanos, fazemos muito bem. Não importa muito se somos responsáveis pelas melhorias, o importante é não fazermos asneira, principalmente se isso nos vai incomodar.



links:
Earth Observatory
Global Warming Debate
EPA

terça-feira, dezembro 20, 2005

Uma casa azul


Casa Azul:


Planeta Terra, Nº 3

149.600.000 Km Sol
Via Láctea

- 7 assoalhadas, em movimento

- 510.926.783 Km2
- Energia Solar
- Aquecimento Central
- Satélite