segunda-feira, julho 31, 2006

Sismologia: Pequenos sismos ajudam a prever os grandes

Uma notícia que saiu na Lusa, faz-me pensar no que pode acontecer no nosso cantinho da Terra que gira.

São os desastres naturais, como sismos e actividade vulcânica, que mais interesse despertam. Por certo estará relacionado com o medo, com a capacidade de transformação da paisagem...superior à nossa. O que é certo é que tem sido esta fonte de energia, a verdadeira "empresa de construção" em todo o mundo. Cria montanhas, oceanos...também os apaga, aproxima e afasta continentes. Aquece a Terra, oferece-nos Vida.

Lembro-me muitas vezes de que aconteça o que acontecer com o nosso "descuido" com a natureza, a Terra continuará a girar sobre si mesma, como se nem sequer tivéssemos existido. Nós, que somos o explendor máximo da criação...nem...sequer...existido.

A notícia da Lusa, enviada por I. M.

"Sismologia: Pequenos sismos ajudam a prever os grandes - estudo

Tóquio, 31 Jul (Lusa) - Investigadores japoneses e norte- americanosafirmam estar mais perto de desvendar os segredos da previsão sísmicadepois de terem descoberto uma ligação entre abalos quaseimperceptíveis, a grande profundidade, e terramotos devastadorescapazes de arrasar cidades.

A chave para a descoberta foram os chamados sismos silenciosos, que semovimentam tão lenta e gradualmente que não produzem ondas sísmicas,mas podem provocar abalos violentos ao acumular pressão sobre ascamadas superiores da crosta terrestre.

Este avanço na investigação sísmica resultou de um projecto de trêsanos das universidades de Tóquio e de Stanford (Estados Unidos), queencontrou um meio de fazer com exactidão um mapa dos epicentros dessespré-sismos minúsculos.

O trabalho, divulgado no princípio do mês pela revista Nature, poderácontribuir para melhorar as previsões sísmicas e ajudar a salvarvidas.
"Monitorizar estes sismos silenciosos é importante para prever grandessismos mais tarde", sublinhou Sho Nakamula, da Universidade de Tóquio.

Os sismos silenciosos só foram descobertos recentemente e, até agora,os cientistas tinham dificuldade em localizar o seu hipocentro (focono interior da Terra a partir do qual se considera iniciada apropagação da energia libertada por um sismo) e determinar comexactidão o mecanismo que os provoca.

O novo estudo assinala em pormenor a ligação entre os sismossilenciosos e outro tipo de abalos de profundidade, os tremores deterra de baixa frequência, que podem chegar a durar duas horas.

Ao monitorizar estes sismos de baixa frequência, os cientistas podem
concentrar pressão e onde é provável que ocorram grandes terramotos,com importantes consequências para as zonas de grande activida desísmica.


A investigação representa um progresso na previsão de grandes sismospor localizar exactamente a origem dos abalos de baixa frequência edos silenciosos, considerou Kazushige Obara, do Instituto Nacionalsobre Ciência da Terra e Prevenção de Desastres, que não participou noestudo mas descobriu em 2002 a existência dos sismos de baixa frequência.
"Todavia, não mostra ainda a relação exacta entre os tremores lentos eos grandes sismos", afirmou.

Duas das áreas estudadas neste projecto foram o sinclinal (a partecôncava de uma dobra da crosta terrestre) de Nankai, ao largo da costado Pacífico da ilha japonesa de Shikpku e a plataforma subaquática aolargo da costa pacífica dos estados norte-americanos de Washington e Oregon.
A região de Nankai é abalada uma vez por século por gigantescossismos, o último dos quais ocorreu em 1946 e causou cerca de 1.400mortos.
O noroeste do Pacífico é outra área crítica onde no último século seregistaram vários sismos de magnitude 7 e mais fortes e se estima queocorra um terramoto de magnitude 9, com maremoto, num intervalo de 400a 600 anos. O último com essa força data de 1700.

Este projecto trans-Pacífico, iniciado em 2002, foi dirigido pelosgeocientistas Greg Beroza e David Shelly, da Universidade de Stanford,e Satoshi Ide, da Universidade de Tóquio."

CM. Lusa

quarta-feira, julho 19, 2006

Brian Greene. O novo Carl Sagan...

Brian Greene, o mais célebre cosmólogo da atcualidade, defende a teoria das supercordas, que resume o Universo numa única equação.

ÂNGELA PIMENTA, de Nova York

Há 20 anos que um punhado de físicos se dedica a elaborar uma teoria que explique, numa única equação, o funcionamento das galáxias, a natureza e o comportamento das mais ínfimas partículas do Universo. Tal achado materializaria o mais caro sonho de Albert Einstein: a unificação da teoria geral da relatividade, que trata de grandes dimensões espaciais, com a mecânica quântica, que tenta compreender o que se passa no coração das subpartículas atómicas.
Até recentemente, o debate sobre tal hipótese - a teoria das supercordas - restringia-se a herméticos congressos astronómicos e publicações académicas. Mas eis que, nos últimos cinco anos, Brian Greene, um físico americano com uma ar juvenil, notável currículo académico e talento para traduzir conceitos sofisticados em metáforas cotidianas, tem conseguido electrizar o grande público.
Em 1999, ele publicou o seu primeiro best-seller, O Universo Elegante. Traduzido para 26 línguas, o livro que disseca a teoria das supercordas foi transformado no ano passado em documetário pelo canal educativo americano PBS. Recentemente, Greene lançou O Tecido do Cosmos, que trata de noções de espaço e tempo. Graças a seu sucesso popular, o físico vem sendo comparado ao cosmologista britânico Stephen Hawking, autor de Uma Breve História do Tempo, e ao americano Carl Sagan (1934-1996), consagrado nos anos 80 pela série de TV Cosmos.
Doutor em Física pela Universidade de Oxford, Greene leciona em Colúmbia, Nova York, onde também dirige um instituto dedicado a estudos cosmológicos.

Michael Faraday

Michael Faraday nasceu em Newington, Surrey, em 22 de setembro de 1791, e morreu em Hampton Court em 25 de agosto de 186. Faraday foi químico, filósofo e estudioso de eletricidade, sendo nesse campo em que se destacou mais e ficou conhecido mundialmente.
Faraday foi oriundo de uma família pobre e seu pai era ferreiro. Quando sua família emigrou para Londres, Faraday empregou-se com sr. Ribeau, um encadernador e comerciante de livros, e aí que ele começou seus métodos autodidatas.
Em 1812, Faraday foi convidado para assistir a quatro conferências de sir Humphry Davy, um importante químico inglês e presidente da Royal Society entre 1820 e 1827. Faraday tomou notas dessas conferências e, mais tarde, redigiu-as em formato mais completo. Ele foi então encorajado a enviar suas notas a sir H. Davy, que recebeu-as favoravelmente.
Em 1813, foi nomeado ajudante de laboratório da Royal Institution por recomendação de sir H. Davy. Recebeu a nomeção para diretor do laboratório em fevereiro de 1825 e, em 1833, tornou-se titular da cátedra Fullerton de química na Royal Institution.
Faraday teve importância na química como descobridor de dois cloretos de carbono, investigador de ligas de aço e produtor de vários tipos novos de vidros. Um desses vidros tornou-se historicamente importante por ser a substância em que Faraday identificou a rotação do plano de polarização da luz quando era colocado num campo magnético e também por ser a primeira substância a ser repelida pelos pólos de um ímã.
Porém, suas descobertas no campo da eletricidade ofuscaram quase que por completo sua carreira química. Entre elas a mais importante é a indução electromagnética.

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.

Deriva Continental

A ideia da deriva continental foi proposta pela primeira vez por Alfred Wegener. Em 1912, ele propôs a teoria, com base nas formas dos continentes de cada lado do Oceano Atlântico, que pareciam se encaixar.
Muito tempo antes de Wegener, outros cientistas notaram este fato. A ideia da deriva continental surgiu pela primeira vez no final do século XVI, com o trabalho do holandês Abraham Ortelius que era um criador de mapas. No seu trabalho de 1596, Thesaurus Geographicus, Ortelius sugeriu que os continentes estariam estado juntos no passado. A sua sugestão teve origem apenas na similaridade geométrica das costas actuais da Europa e África com as costas da América do Norte e do Sul; mesmo para os mapas relativamente imperfeitos da época, ficava evidente que havia um bom encaixe entre os continentes. A ideia evidentemente não passou de uma curiosidade que não produziu consequências.
Outro geógrafo, Antonio Snider-Pellegrini utilizou o mesmo método de Ortelius para desenhar o seu mapa com os continentes encaixados em 1858. Como nenhuma prova adicional fosse apresentada, além da consideração geométrica, a ideia foi novamente esquecida.
A similaridade entre os fósseis encontrados em diferentes continentes, bem como entre formações geológicas, levou alguns geólogos do hemisfério Sul a acreditar que todos os continentes já estiveram unidos, na forma de um supercontinente que recebeu o nome de Pangeia.
A hipótese da deriva continental tornou-se parte de uma teoria maior, a teoria das placas tectónicas. Este artigo trata do desenvolvimento da teoria da deriva continental antes de 1950.

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.

Tectónica de Placas

Tectónica de placas (do grego τεκτονικός relativo à construção) é uma teoria da geologia, desenvolvida para explicar o fenómeno da deriva continental, sendo a teoria actualmente com maior aceitação entre os cientistas que trabalham nesta área. Na teoria da tectónica de placas a parte mais exterior da Terra está composta de duas camadas: a litosfera que inclui a crusta e a zona solidificada na parte mais externa do manto. Sob a litosfera encontra-se a astenosfera que inclui a parte mais interior e viscosa do manto. Numa escala temporal de milhões de anos, o manto parece comportar-se como um líquido super-aquecido e extremamente viscoso, mas em resposta a forças repentinas, como os terramotos, comporta-se como um sólido rígido.

As placas tectónicas da Terra foram cartografadas na segunda metade do século XX
Basicamente, a litosfera flutua sobre a astenosfera, e encontra-se partida em pedaços que se designam por placas tectónicas. Abaixo listam-se as principais placas tectónicas:
Placa Africana
Placa da Antártida
Placa Euroasiática
Placa Norte-americana
Placa Sul-americana
Placa do Pacífico
Placa Australiana
Existem ainda várias e mais numerosas placas menores.

A teoria da tectónica de placas surgiu a partir da observação de dois fenómenos geológicos distintos: a deriva continental, identificada no início do século XX e a expansão dos fundos oceânicos, detectada pela primeira vez na década de 1960. A teoria propriamente dita foi desenvolvida no final dos anos 60 e desde então tem sido universalmente aceite pelos cientistas, tendo revolucionado as Ciências da Terra (comparável no seu alcance com o desenvolvimento da tabela periódica na Química, a descoberta do código genético na Biologia ou à mecânica quântica na Física).

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.

quinta-feira, julho 13, 2006

Por sugestão de um habitual visitante, aqui ficam dois livros de cabeceira:

"Sobre a Terra"
...é um livro de Ricardo Garcia, jornalista ambiental.
Como diz na capa, óptimo para quem lê e escreve sobre ambiente. É, de facto, urgente saber como escrever sobre ambiente, para que estes temas não caiam no esquecimento de uns "iluminados".

"Breve História de Quase Tudo" - Bill Bryson
Este é daqueles livro de consulta, do género almanaque da história. "Deixa-me abrir o livro e descobrir mais um pouco sobre uma época da evolução da ciência.." é o que apetece fazer às vezes.
Um dos pontos fortes do livro é existirem duas histórias de quase tudo. Uma, que já referi, a evolução da ciência. A outra, e que acompanha a anteior de uma forma quase inperceptível, é a evolução do universo, do sistema solar, da Terra...
Mais um jornalista...