sexta-feira, setembro 29, 2006

Quantos tipos de vulcões existem?

Há muito que queria "trazer" os vulcões para este espaço. Depois de fazer uma visita ao Natural History Museum, não tinha mais desculpa.

Sendo o vulcanismo um dos fenómenos mais espantosos e temidos desta nossa terra-que-gira, tal como os sismos, assumem um papel importante na informação sobre o funcionamento interno da Terra. Isto deve-se, em parte, à dificuldade de fazer passar a mensagem da importância, da relevância e da beleza da geologia, pela "demora" dos acontecimentos que estuda.















Quantos tipos de vulcões existem? São todos explosivos? De que depende a intensidade das explosões nos vulcões?


Façam o vosso vulcão e respondam às vossas dúvidas...

sábado, setembro 23, 2006

Imagine

Imagine there's no Heaven
It's easy if you try
No hell below us
Above us only sky
Imagine all the people
Living for today
Imagine there's no countries
It isn't hard to do
Nothing to kill or die for
And no religion too
Imagine all the people
Living life in peace
You may say that I'm a dreamer
But I'm not the only one
I hope someday you'll join us
And the world will be as one
Imagine no possessions
I wonder if you can
No need for greed or hunger
A brotherhood of man
Imagine all the people
Sharing all the world
You may say that I'm a dreamer
But I'm not the only one
I hope someday you'll join us
And the world will live as one

John Lennon

sexta-feira, setembro 15, 2006

Estudo revela que Sol não será responsável pelas alterações climáticas

Revista “Nature”
AFP

A evolução da energia libertada pelo Sol não parece ter tido consequências nas alterações climáticas do planeta, pelo menos, desde o século XVII e provavelmente não virão a ter nos próximos milénios, revela um estudo publicado na edição da revista britânica “Nature” amanhã nas bancas.
A luminosidade do Sol, ou a energia que liberta, aumenta ou diminui pouco menos de 0,1 por cento, segundo o ciclo das manchas solares.
Remontando, por extrapolação, aos períodos deste ciclo até ao ano 1000, os investigadores concluíram que as variações foram muito fracas para explicar as alterações do clima na Terra.
“No conjunto, não podemos encontrar provas de variações da luminosidade do Sol de uma amplitude suficiente para causar variações climáticas significativas a uma escala de cem, mil ou mesmo um milhão de anos”, escrevem os autores do estudo, realizado por uma equipa que trabalha em institutos americano, suíço e alemão.
“Durante o último século, a acção do homem ultrapassou, de longe, as alterações da luminosidade do Sol” no que diz respeito às alterações climáticas, explicou um dos cientistas, Tom Wigley, do Centro Nacional para a Investigação Atmosférica (NCAR).As reconstituições da evolução do clima desde o século XVII mostram uma nítida aceleração do sobre-aquecimento no último século.

in Publico

Novo planeta gigante

Astronomia Cientistas da Universidade de Harvard descobrem novo planeta gigante
Reuters

Uma equipa de astrónomos da Universidade de Harvard revelou hoje ter descoberto um novo planeta gigante, ao qual chamou HAT-P-1, orbitando em redor de uma estrela distante, a 450 anos-luz da Terra. A descoberta poderá obrigar a reavaliar as teorias sobre a formação dos planetas.
“Descobrimos um novo objecto muito bizarro”, comentou o astrofísico Robert Noyes, numa conferência de imprensa. “As pessoas que fazem modelos teóricos ficaram sem saber o que pensar disto”. O HAT-P-1 é o maior planeta alguma vez detectado, com um diâmetro quase um terço maior do que o de Júpiter mas com metade do peso. Contrariamente a Júpiter, Saturno e a outros “gigantes de gás”, este planeta não tem um núcleo sólido, afirmam os cientistas do Observatório Astrofísico Smithsonian, da Universidade de Harvard.Está extremamente perto da sua estrela, um sétimo da distância entre Mercúrio e o Sol e completa a órbita em 4,5 dias.
O que está a baralhar os cientistas é que o planeta é maior do que o previsto pelas actuais teorias. A sua dimensão pode ser o resultado do calor que vem do seu interior mas os cientistas ainda têm que determinar como isso pode acontecer, disse Noyes.
Os astrónomos detectaram o planeta devido a luz da estrela enfraquece quando o planeta passa à sua frente.

in Publico

quinta-feira, setembro 14, 2006

Uma Verdade Inconveniente

Estreia da semana, um tema de que se fala muito. Ainda não fui, mas foi-me recomendado, e como isto sempre funciona melhor com imagens, e chocantes...

Uma Verdade Inconveniente
Título original: An Inconvenient Truth
De: Davis Guggenheim
Género: Doc

Classificacao: M/16
EUA, 2006, Cores, 100 min.


Documentário que tem como figura condutora Al Gore, o antigo Vice-presidente dos Estados Unidos, que depois da sua derrota nas eleições de 2000 voltou à sua cruzada de ajudar o planeta. Segundo alguns cientistas, teremos apenas dez anos para evitar uma grande catástrofe que pode destruir o nosso planeta gerando condições meteorológicas agressivas, inundações, epidemias e ondas de calor que ultrapassam tudo o que conhecemos. O documentário segue a luta de Al Gore para travar o aquecimento global e a sua tentativa de impor o problema, não como uma questão política, mas sim um desafio global para a Humanidade.

in cinecartaz

Para mais informações: climate crisis

terça-feira, setembro 12, 2006

A Geologia pela Wikipedia

Sou muitas vezes confrontado como sendo um "cientista dos calhaus".
Lembro-me da frase de uma professora: "Calhaus? não, calhau, estudamos um calhau e é o 3º a contar do Sol."
Muito bem, senhora professora.

Resolvi fazer uma pesquisa, muito fácil e rápida, porque acho que nos cabe a nós, "cientistas do calhau" divulgar a nossa ciência.

Podem encontar este texto e mais informações em Wikipedia

Geologia, do grego γη- (ge-, "a terra") e λογος (logos, "palavra", "razão"), é a ciência que estuda a Terra, sua composição, estrutura, propriedades físicas, história e os processos que lhe dão forma. É uma das Ciências da Terra. Os geólogos ajudaram a determinar a idade da Terra, que se julga ser cerca de 4.6 biliões de anos, descobriram que a litosfera terrestre se encontra fragmentada em várias placas tectónicas que se deslocam subre o manto superior fluido e viscoso (astenosfera) de acordo com um conjunto de processos denominado tectónica de placas. Os geólogos ajudam a localizar e a gerir os recursos naturais, como o petróleo e o carvão, bem como os metais como o ferro, cobre e urânio, por exemplo. Outros materiais de interesse económico são as gemas, bem como muitos minerais com aplicação industrial, como asbesto, pedra pomes, perlita, mica, zeólitos, argilas, quartzo ou elementos como o enxofre e cloro.
A palavra "geologia" foi usada pela primeira vez por
Jean-André Deluc em 1778, sendo utilizada por Horace-Bénédict de Saussure em 1779 de maneira mais definitiva. Astrogeologia é o termo usado para designar estudos similares de outros corpos do sistema solar. No entanto, também são usados termos específicos tais como selenologia (da Lua), areologia (de Marte).
A Geologia relaciona-se directamente com outras ciências, em especial com a
Geografia e Astronomia. Por outro lado a Geologia serve-se de ferramentas fornecidas pela Química, Física e Matemática, entre outras. Finalmente, a Biologia e a Antropologia servem-se da Geologia para dar suporte a muitos dos seus estudos.

Stephen Hawking


O físico britânico Stephen Hawking, de 63 anos, fez contribuições fundamentais à compreensão da formação do Universo, incluindo estudos sobre os buracos negros. Uma doença degenerativa o mantém-o preso a uma cadeira de rodas e obriga-o a falar por meio de um computador.

Desde que lançou "Uma breve história do tempo", em 1988, seus livros já venderam mais de dez milhões de cópias e foram traduzidos em 40 línguas. Ele tornou-se o cientista mais famoso do mundo e atrai fundos para o Departamento de Matemática Aplicada da Universidade de Cambridge, na Grã-Bretanha, onde ocupa a cadeira que foi de Isaac Newton.

Hawking já contou que o Papa João Paulo II pediu-lhe uma vez que não tentasse mergulhar nas origens das galáxias, por ser um mistério apenas de Deus.

Optimista e bem-humorado, o cientista afirmou nesta numa visita à China:

- A raça humana necessita de um desafio intelectual. Deve ser chato ser Deus e não ter nada para descobrir.

Actualmente, ele está a escrever um livro de divulgação científica para crianças, em colaboração com sua filha Lucy.

- Será uma espécie de Harry Potter e o Universo, mas sobre ciência e não sobre magia - explicou.


(Publicada em 21/06/2006 às Globo Online)



Biografia:

Stephen William Hawking nasceu em Oxford, Inglaterra, em 8 de Janeiro de 1942. Seus pais eram Frank e Isobel Hawking. Teve duas irmãs mais novas, Philippa e Mary, e um irmão adotivo, Edward.

Entrou na University College, Oxford, onde pretendia estudar matemática. Como não pode estudar matemática, optou então por física, formando-se três anos depois. Obteve a graduação de doutoramento na Trinity Hall em Cambridge, onde é actualmente um membro honorário. Depois de obter o grau passou a ser investigador, e mais tarde professor nos Colégios Maiores de Gonville e Caius. Depois de abandonar o Instituto de Astronomia em 1973, Stephen entrou para o Departamento de Matemática Aplicada e Física Teórica, e desde 1979 ocupa o posto de professor lucasiano de Matemática.

Casou-se pela primeira vez em julho de 1965 com Jane Wilde. O seu segundo casamento realizou-se com sua enfermeira - Elaine Mason - em 16 de Setembro de 1995. Hawking continua combinando a vida em família (com sua esposa, seus três filhos e um neto) e sua investigação em física teórica junto com um extenso programa de viagens e conferências.

Hawking é portador de esclerose amiotrófica lateral, uma rara doença degenerativa que paralisa, um a um, os músculos do corpo. A doença foi detectada quando tinha 21 anos. Por isso, sofreu em 1985 uma traqueotomia, e desde então utiliza um sintetizador de voz para se comunicar. Gradualmente foi perdendo o movimento dos seus braços e pernas, assim como do resto da musculatura voluntária, incluindo a força para manter a cabeça erguida, com todo o qual sua mobilidade é praticamente nula.


Obra:

Os principais campos de pesquisa de Hawking são cosmologia teórica e gravidade quântica. Em 1971, em colaboração com Roger Penrose, ele provou o primeiro de muitos teoremas de singularidade; tais teoremas fornecem um conjunto de condições suficientes para a existência de uma singularidade no espaço-tempo. Este trabalho demonstra que, longe de serem curiosidades matemáticas que aparecem apenas em casos especiais, singularidades são uma característica genérica da relatividade geral.

Hawking também sugeriu que, após o Big Bang, primordiais ou mini buracos negros foram formados. Com Bardeen e Carter, ele propôs a quarta Lei da mecânica de buraco negro, fazendo uma analogia com a termodinâmica. Em 1974, ele calculou que buracos negros deveriam termicamente criar ou emitir partículas subatómicas, conhecidas como radiação Hawking.
O asteróide 7672 Hawking é assim chamado em sua homenagem.

O Universo não teve um começo único

O Universo não teve um começo único, defende Stephen Hawking
Publicada em 21/06/2006 Globo Online

A pergunta sobre quando o Universo começou nunca será respondida, simplesmente porque não houve um único princípio. A argumentação é do cientista britânico Stephen Hawking , que defende que o início de tudo aconteceu de todas as maneiras imagináveis - e talvez de outras desconhecidas. Segundo a "Nature", Hawking e seu colega Thomas Hertog, da Suíça, devem publicar em breve um estudo sobre esta teoria.

Desta profusão de começos, a grande maioria se degenerou sem deixar qualquer marca no Universo como conhecemos hoje. Apenas uma mínima fracção deles se fundiu para formar o cosmos actual, afirmam Hawking e Hertog, segundo a "Nature".
Eles insistem que esta é a única conclusão possível sobre o começo do Universo, se a física quântica for considerada seriamente.

- A mecânica quântica impossibilita uma história única - afirmou Hertog ao site da revista.
Hawking e Hertog argumentam que os incontáveis "mundos alternativos" já pensados podem ter realmente existido. Pela teoria deles, nós deveríamos imaginar o Universo nos primeiros instantes do Big Bang como uma superposição de todas estas possibilidades, como a projecção de bilhões de filmes passados um por cima do outro.

A ideia pode parecer estranha, mas é precisamente a visão adoptada pela teoria quântica, afirma a "Nature". Por exemplo, o senso comum sugere que uma partícula de luz viaja em linha recta para chegar de uma lâmpada ao nosso olho. No entanto, para fazer as previsões corretas sobre o comportamento da partícula, a mecânica quântica precisa considerar também todas as trajectórias possíveis, incluindo aquela em que o fotão bate pelas paredes milhares de vezes antes de alcançar nossa vista.

A soma de todas as trajectórias é a única maneira de explicar algumas das propriedades esquisitas das partículas quânticas, como sua aparente habilidade de estar em dois lugares ao mesmo tempo. A chave da questão é que nem todas as trajectórias contribuem igualmente para o comportamento do fotão: a da linha recta domina as outras, escreve a "Nature".
Hertog defende que a mesma lógica deve ser verdade para a linha do tempo que levou o Universo a seu estado actual. Nós deveríamos encará-la como a soma de todas as histórias possíveis, argumenta ele.

quarta-feira, setembro 06, 2006

Ciclo "Origens"

No âmbito da Ciência Viva no Verão, o Núcleo Interactivo de Astronomia (NUCLIO), está a promover um ciclo de conferências sobre...as Origens.

De onde vimos, De quem viémos...

Será que a Terra...gira?


As sessões terão início às 21:30.

Planetário Calouste Gulbenkian, nos dias 6/9, 13/9, 20/9, 27/9
Instituto Geográfico do Exército, nos dias 8/9, 15/9, 22/9 e 29/9.