quinta-feira, maio 08, 2008

Vulcão Chaitén



O Vulcão Chaitén, localizado no sul do Chile, entrou em erupção no passado dia 2 de Maio, após 9000 anos de silêncio. A pluma de cinzas elevou-se nos céus cerca de 15 quilómetros. A imagem de cima foi tirada durante uma noite de tempestade nos últimos dias (Crédito da foto - UPI, Carlos Gutierrez).





Fontes: daqui e daqui

Estamos todos ali!


Toda a Cultura, todas os seres que conhecemos, toda a História... toda a música e monumentos... todas as guerras, países e religiões... Aconteceu tudo ali naquele minúsculo ponto!
Esta foto foi tirada pela nave espacial Voyager 1 da NASA a 14 de Fevereiro de 1990 (não me lembro bem o que estava a fazer nesse dia) quando esta se encontrava a 6,4 Milhares de Milhões de quilómetros da Terra.

segunda-feira, abril 28, 2008

Orion


Esta fotografia foi-me enviada pelo meu amigo Pedro Almeida (Obrigado :)). É sem dúvida uma excelente foto do claustro do Convento das Maltezas em Estremoz (onde há um Centro Ciência Viva). Mas se olharem bem, ali mesmo por cima encontra-se uma das minhas constelações preferidas: Orion. Esta constelação é constituída por magníficas estrelas brilhantes e é uma das mais visíveis em ambos os hemisférios. É também conhecida como "O Caçador", já que fazia lembrar (e aquela gente tinha muita imaginação) o Orion da Mitologia Grega que era um caçador gigante dos tempos primordiais. As três estrelas mais horizontais, também conhecidas como as "Três Marias", foram imaginadas como sendo o cinto do gigante e o outro lineamento mais vertical como correspondendo à espada.

A imagem debaixo veio daqui

sexta-feira, abril 25, 2008

Nascer e Pôr da Terra Cheia





Estas são as primeiras imagens de um Nascer e Pôr da Terra Cheia sobre a Lua. Foram captadas a 6 de Abril de 2008 por uma câmara de vídeo de alta definição (High Definition Television - HDTV) a bordo da sonda de exploração lunar 'KAGUYA' (SELENE), da Agência de Exploração Aeroespacial Japonesa (JAXA) e NHK (Japan Broadcasting Corporation). Esta sonda continua a orbitar a Lua a uma altitude de aproximadamente 100 km.

Vejam os vídeos (é só clicar):
Nascer da Terra

terça-feira, abril 22, 2008

Dia da Terra - Hoje

quarta-feira, abril 16, 2008

Espeleologia


A Espeleologia é a disciplina científica consagrada ao estudo das cavernas e de alguns objectos cársicos, da suas características, génese (espeleogénese), evolução e características físicas, bem como meio biológico associado, actual ou passado. A espeleologia é assim uma ciência multi-disciplinar envolvendo a Geologia (Tectónica, Morfologia, Hidrologia, Espeleogénese), a Paleontologia, a Biologia (Flora, Fauna, Ambiente Cavernícola, Ecologia) e a Arqueologia.

Desde tempos imemoraveis que o Homem se sente atraído pelas cavernas, quer como abrigo temporário ou definitivo, quer como local mágico e/ou religioso dedicado ao culto de deuses, ou ainda como sendo as portas do inferno. No entanto muitos de nós já passámos perto de cavernas e com certeza que nos chamou a atenção e despertou alguma curiosidade. Existem cavidades no solo (naturais ou artificiais) praticamente por toda a parte, mas é sobretudo nas regiões onde existem grandes extensões de calcário (uma rocha essencialmente constituída por carbonato de cálcio) que se encontram as cavidades denominadas cavernas ou, mais popularmente, grutas, covas, furnas ou algares.

Apesar de desde a mais remota antiguidade haver referências escritas e mais ou menos interpretativas sobre cavernas foi só no último quarto do século XIX que se iniciou o seu estudo sistemático (exploração, estudo e documentação). Foi com o francês Édouard-Alfred Martel que nasceu a espeleologia moderna. Martel foi um pioneiro na exploração do mundo subterrâneo, tendo explorado milhares de cavernas por todo o mundo. Foi também ele que em 1895 fundou a Société de Spéléologie, a primeira instituição em todo o mundo dedicada ao estudo das cavernas.

Fica aqui um link onde se pode encontrar um pouco da história da espeleologia em Portugal.

A fotografia de topo foi tirada na Mammoth cave, uma caverna labiríntica com mais de 500 quilómetros de galerias e passagens. A fotografia aqui em baixo foi tirada no Ladoeiro, na Serra d'Aire e Candeeiros.


Queria dedicar este post aos meus amigos do Espeleo Clube de Torres Vedras onde passei escelentes momentos e com quem muito aprendi. Um abraço especial para o Ricardo (na fotografia).

Sigur Ros - Hafsol @ Glastonbury

Porque a música também faz parte desta magnífica Terra. O Homem já mostrou ser capaz das maiores crueldades, e isto é para que não nos esqueçamos que também temos o dom de fazer coisa maravilhosas.

A música é cantada em Islandês, mas fica aqui uma tradução:

Behind a vessel of clouds, the sun wakes up from its lethargy
Refreshes itself with some little raindrops
Plays with the hot flames of the fire
Makes rainbows

quarta-feira, abril 09, 2008

Phobos: uma das luas de Marte



Esta fotografia espectacular foi obtida em 23 de Março de 2008 pela Mars Reconnaissance Orbiter da NASA. Na realidade são duas fotos tiradas com um intervalo de 10 minutos e posteriormente combinadas de forma a obter uma imagem 3D. Phobos tem cerca de 22 km de diâmetro e tem sido alvo de interesse devido ao facto dos cientistas da NASA terem evidencias desta lua ser rica em gelo e compostos ricos em carbono.



Crédito da Imagem: NASA

terça-feira, abril 08, 2008

Velocidade da Terra

Viajamos a uma velocidade incrível!

A Terra gira em torno do Sol a 107.000 Km/h ou 30 km/s.

O Sol gira em torno do centro da nossa galáxia Via Láctea a cerca de 900.000 km/hora ou 250 km/s. (e demora cerca duzentos milhões de anos a dar uma volta completa).

A Via Láctea move-se em relação à galáxia Andrómeda a cerca de 1.080.000 km/hora ou 300 km/s.

O nosso Grupo Local (de galáxias) move-se em relação a um outro denominado de Aglomerado Virgem a uma velocidade de 1.800.000 km/h ou 500 km/s.

Imagem: NASA

sexta-feira, abril 04, 2008

quinta-feira, abril 03, 2008

Buraco Negro XTE J1650: o mais pequeno detectado até hoje


O conceito de Buraco Negro, na sua forma moderna, emergiu da teoria da relatividade geral de Einstein. Esta prediz que se uma porção de matéria for suficientemente comprimida, a sua gravidade torna-se tão forte que distorce uma porção de espaço de onde nada consegue escapar. A velocidade de escape excede a velocidade da luz (aproximadamente 300.000 km/s) e nem mesmo esta pode escapar do seu interior, daí a origem do termo negro (se não houver luz emitida ou reflectida o objecto é invisível).

No entanto, os efeitos gravitacionais dos Buracos Negros sobre a matéria envolvente, em particular sobre nuvens de gás, podem ser detectados. Foi exactamente isso que um equipa de astrónomos fez. Mediram as vibrações de uma nuvem de gás de forma extremamente precisa e com isso puderam calcular a força do campo gravitacional do Buraco Negro, o que lhes permitiu saber qual a sua massa.

Nikolai Shaposhnikov e Lev Titarchuk, do Goddard Space Flight Center da NASA descobriram o Buraco Negro mais pequeno alguma vez detectado. Este objecto denominado de XTE J1650 tem cerca de 3,8 vezes a massa do Sol e o seu diâmetro é de aproximadamente 25 quilómetros (o tamanho de uma grande cidade). Segundo Shaposhnikov este é o objecto mais pequeno alguma vez detectado fora do sistema solar.

Ver notícia aqui

quarta-feira, abril 02, 2008

Sobre o Universo (continuação) - O Big Bang e o Universo Infinito


No post anterior Sobre o Universo falei sobre o facto de o Universo poder ser infinito. O leitor João perguntou "O facto de se pressupor uma origem (Big Bang) e o facto de estar em expansão não conduz imediatamente à conclusão de finitude?"
É uma pergunta pertinente e que tem toda a lógica. Se o Universo começou no Big Bang isso não implica necessariamente que este seja finito? Vou atrever-me a responder à pergunta.

A teoria do Big Bang baseia-se entre outras coisas nas observações de Hubble que mostraram que as Galáxias se estão a afastar. Na realidade elas não se mexem. É o espaço entre elas que expande. A analogia clássica é a da superfície de um balão. Se marcarmos pontinhos na superficie de um balão vazio e depois o enchermos, os pontinhos vão afastar-se. Eles não se afastam por se estarem a mover, mas sim porque a superfície do balão está e expandir.

Quando dizemos que no momento do Big Bang todo o Universo estava concentrado num ponto podemos estar a cometer um erro. O que a teoria do Big Bang diz é: o Universo observável estava concentrado num ponto com densidade e temperaturas extremas. Esta distinção é muito importante e crucial. Vou tentar explorar esta questão com a ajuda de uma imagem.

A figura em baixo mostra dois momentos do Universo. O lado esquerdo representa o Universo quando este tinha 1 Giga-ano (1 milhar de milhões de anos) de idade após o Big Bang , e do lado direito está o nosso Universo perto da actualidade, ou seja, com cerca de 13 Giga-anos.


As caixas têm ambas cerca de 78 mil milhões de anos luz (78 Giga-anos/luz) de largura. A bola verde do lado direito representa o nosso Universo observável. Do lado esquerdo está representado o Universo quando este tinha 1 Giga-ano luz. É possível observar que a bola verde era muito mais pequena, o nosso Universo observável era muito mais pequeno. Se recuássemos até ao momento do Big Bang o nosso Universo observável seria apenas um ponto e nesse momento a caixa estaria cheia de ponto e seria completamente preta. O nosso Universo observável seria um ponto de densidade infinita, mas na verdade todo o Universo poderia estar cheio de pontos de densidade infinita.

Note-se que as caixas são apenas uma parte infinitesimal do Universo. As paredes não existem. A caixa é infinita para todos lados. Os pontos pretos são representações de Galáxias. Umas dentro do nosso Universo observável, outras fora.

Resumindo, se partirmos do principio de que o Universo é infinito, no momento do Big Bang o Universo observável estaria concentrado num ponto de densidade extrema, mas o Universo poderia continuar a ser infinito e teria densidade extrema em toda a parte, em toda a infinitude.

Fonte: UCLA Division of Astronomy and Astrophysics. Texto adaptado de Prof. Edward L. Wright que se encontra aqui.

Imagem de topo: Rampant Mac

quinta-feira, março 27, 2008

Equação de Drake - Is there anybody out there?


28 de Março de 2008
"A Equação de Drake e as Civilizações Extraterrestres"
,
Prof. Rui Agostinho.
FCUL/OAL/CAAUL

(mais informações aqui)


A Equação de Drake, proposta por Frank Drake em 1961, foi formulada com o propósito de fornecer uma estimativa do número de civilizações existentes na nossa galáxia com as quais poderíamos ter hipótese de estabelecer comunicação.

A Equação de Drake tem a seguinte forma:


N = R^{*} ~ \times ~ f_{p} ~ \times ~ n_{e} ~ \times ~ f_{l} ~ \times ~ f_{i} ~ \times ~ f_{c} ~ \times ~ L


Em que:

N é o número de civilizações extraterrestres na nossa galáxia com as quais poderíamos ter hipóteses de estabelecer contacto
R* é a taxa de formação de estrelas na nossa galáxia
fp é a fracção de tais estrelas que possuem planetas em órbita
ne é o número médio de planetas que potencialmente permitem o desenvolvimento de vida por estrela com planetas
fl é a fracção dos planetas com potencial para a vida que realmente desenvolvem vida
fi é a fracção dos planetas que desenvolvem vida que desenvolvem vida inteligente
fc é a fracção dos planetas que desenvolvem vida inteligente que está disponível e apta para comunicar
L é o tempo esperado de vida de tal civilização

"R* - estimada por Drake como sendo de 10/ano. Os últimos cálculos da NASA e da ESA indicam que essa taxa é de, aproximadamente, 6/ano. Porém, o Instituto Planck para a Física Extraterrestre, na Alemanha, afirma que a nossa galáxia não é uma das maiores produtoras de estrelas e supernovas, no Universo. (Teknospace Team)"

Fontes: Observatório Astronómico de Lisboa, Teknospace, Wkipédia
A imagem veio daqui

quarta-feira, março 26, 2008

Astronauta Rick Linnehan


Uma homenagem aos companheiros terráqueos que estão lá em cima. São poucos os que têm o privilégio de sair da Terra, deve ser brutal vê-la do Espaço.

Crédito da imagem: NASA

domingo, março 16, 2008

Sobre o Universo


O Universo é grande! É mesmo muito muito grande! Muito maior do que conseguimos imaginar. Podemos especular e dizer que ele é infinito, o que não faz sentido para as nossas cabeças. O que é uma coisa infinita? Também podemos chutar para canto e dizer que é finito mas ilimitado, um pouco como a superfície da Terra. É finita porque andando no mesmo sentido podemos voltar ao mesmo sitio, mas é ilimitada porque nunca chegaremos a uma gigantesca parede intransponível ou cairemos num buraco até ao centro da Terra. Se o espaço-tempo for curvo o Universo pode ser semelhante a uma superfície esférica mas a 4 dimensões. Na prática um espaço destes torna possível que se nos deslocarmos numa direcção possamos voltar ao mesmo sítio, um pouco como aqueles jogos de computador em que se formos em direcção ao limite esquerdo do ecrã, aparecemos e imediato no limite direito, mas no nosso caso o ecrã seria o nosso espaço tridimensional.

E se o Universo for finito e limitado? Isto faz ainda menos sentido. Estamos habituados a que sempre que uma coisa acabe tenha qualquer coisa do outro lado. E se o Universo tiver uma parede? Esta é a hipótese menos plausível. Qualquer das formas ser infinito ou finito e ilimitado não me conforta muito mais.
Estas são algumas das questões que me provocam extremo fascínio. Provavelmente nunca irei saber as respostas. No entanto é importante referir que as hipóteses levantadas são baseadas em teorias com bastante sucesso, como é o caso da relatividade geral de Einstein. E melhor, é até possível que num curto espaço de tempo observações do cosmos possam obrigar-nos a escolher uma destas hipóteses.

É preciso saber com precisão qual a densidade do Universo e qual a sua estrutura até às escalas mais pequenas. E depois cada vez que se faz uma pergunta surgem logo mais duas ou três. Para calcular a densidade do Universo temos de saber quanta massa existe. Ora, até agora a matéria comum apenas consegue explicar 5% da massa do Universo. Mas existem efeitos gravitacionais que apontam no sentido de haver outras coisas no nosso Universo que não fazemos ainda a mínima ideia do que sejam, entre as minhas preferidas estão a Matéria Negra e a Energia Negra, que já aqui abordei e a que irei voltar em "posts" futuros.

Algumas das respostas de fundo acerca do nosso Universo parecem estar no Horizonte, mas ainda temos de esclarecer algumas coisas primeiro, mas é assim que a ciência funciona. Já sabemos muito mais do que há uns poucos anos atrás. Sabemos que a Terra é redonda, sabemos que vivemos num sistema solar entre muitos, localizado numa galáxia entre muitas e que o espaço lá fora é enorme. E se existir um Multiverso no qual o nosso seria apenas mais um entre uma imensidão deles? Não me admirava nada!

sexta-feira, março 14, 2008

Via Láctea



A nossa Galáxia, um aglomerado de milhares de milhões de estrelas e outros objectos (nebulosas, buracos negros, planetas, entre outros). A Via Láctea tem cerca de 100 mil anos luz, o que significa que se pudéssemos viajar à velocidade da luz (300 mil km/s) demoraríamos 100 mil anos a atravessá-la. Esta nossa grande casa é apenas uma entre muitas. Estima-se que existam cerca de 100 mil milhões de galáxias no universo observável.

Crédito da imagem: NASA/CXC/M.Weiss

Vestígios de um Lago em Marte


Foram descobertos os restos de um antigo lago em Marte através da observação e da interpretação de imagens obtidas pela HiRISE (The University of Arizona-led High Resolution Imaging Experiment instalado na sonda da NASA Mars Reconnaissance Orbiter).

Este lago fossilizado foi encontrado no interior de uma cratera. Do ponto de vista geológico é possível identificar uma brecha de impacto (formada aquando do impacto meteorítico que formou a cratera) coberta por sedimentos finos (argilas) típicos de um lago calmo que terá preenchido a cratera. Também se observam leques de deposição de sedimentos.

Esta descoberta é importante por duas razões. Primeiro, é mais uma evidência de que terá existido água no estado líquido em Marte e portanto um excelente indicio para a existência de vida. Segundo, estas argilas constituem o tipo de sedimento ideal para fossilização de seres-vivos. Assim este local irá ser certamente um dos alvos de futuras missões espaciais a Marte. Se existir vida fossilizada em Marte, mesmo que seja microbiana, aquele é um dos sítios a investigar.


Crédito das imagens: NASA/JPL/University of Arizona

quarta-feira, março 12, 2008

Descoberta do "Núcleo Interno" do Núcleo Interno da Terra confirmada

O conhecimento da nossa área do Universo é actualmente enorme, no entanto pode ser infinitamente pequeno se pensarmos na imensidão do Universo. Mas já pusémos robots em Marte, já andámos pela Lua e no entanto conhecemos muito pouco do que está mesmo debaixo dos nosso pés. As pessoas que estudam essa fracção ínfima do nosso Universo são comummente e carinhosamente apelidados de "os gajos que estudam os calhaus", perceba-se geólogos. Os geofísicos livram-se muitas vezes deste mal.

A Terra, o nosso querido planeta, é um planeta vivo, dinâmico, em constante alteração e agitação. O seu interior fervilha, mas pouco conhecemos de facto do que lá se passa. Temos muito poucas formas de "ver" o que está ali em abaixo. Uma das formas, a directa, é fazer um buraco (sondagem) e tirar amostras (amostragem). Tentámos e o máximo que atingimos foram apenas cerca de 12 km, e lembremo-nos de que a Terra tem aproximadamente 6400 km de raio. É de facto muito pouco mas um feito enorme em termos técnicos.

A outra forma de aceder ao interior da Terra é através de método indirectos, em particular utilizando o eco de um tipo de ondas mecânicas, as ondas sísmicas. Note-se que ao contrario das ondas electromagnéticas, como é o caso da luz, que se propagam através de um meio físico, as ondas sísmicas correspondem à vibração do próprio meio. É por isso que sentimos o chão a mexer quando se dá um sismo, o meio está a vibrar e essa vibração é devida à propagação das ondas sísmicas.

Usando as ondas geradas por sismos e utilizando sismógrafos extremamente precisos os cientistas conseguem inferir acerca da estrutura interna da Terra e foi assim que se detectou o núcleo da Terra. Este principio baseia-se no facto de as ondas serem reflectidas e refractadas nas interfaces de meios com elevado contraste de densidades, como é o caso do manto e do núcleo. De forma geral as densidades dos meios estão relacionadas com a sua composição química pelo que também podemos inferir acerca da constituição química do interior do Planeta.

Hoje em dia é mesmo possível obter imagens tridimensionais do interior da Terra utilizado computadores. Foi exactamente isso que uma equipa da Universidade de Illinois fez utilizando a técnica de tomografia tridimensional. Desta forma obtiveram um "imagem" do "núcleo interno" do núcleo interno da Terra, que até agora pouco mais era do que uma especulação muito bem fundamentada (Ver notícia aqui).

A Terra tem um núcleo com cerca de 3400 km de raio, o núcleo interno tem aproximadamente 1300 km e o que esta equipa de cientistas descobriu foi um núcleo interno do núcleo interno com cerca de 600 km de raio. É difícil traduzir "inner inner core"! O núcleo interno interno! :)
Crédito da imagem: Precision Graphics

À conversa sobre o clima em três continentes


Na próxima quinta-feira, dia 13 de Março, às 12h45, estudantes e cientistas em Lisboa, Washington, Chicago, Cardiff e Alexandria, debatem as alterações climáticas e o papel do Homem na evolução do planeta.

Mais informações aqui

quinta-feira, março 06, 2008

Avalanche em Marte



Uma nave espacial (Mars Reconnaissance Orbiter) da NASA captou pela primeira vez uma avalanche gerada junto ao Polo Norte de Marte. É possível identificar na imagem uma nuvem de poeira e gelo junto ao sopé de uma escarpa. Esta imagem foi captada a 19 de Fevereiro de 2008. Esta é mais uma evidência de que Marte é um planeta dinâmico, apesar de a maior parte da superfície de Marte estar fossilizada desde há muitos milhões de anos.

Crédito da imagem: NASA/JPL-Caltech/University of Arizona

Ler mais aqui

terça-feira, março 04, 2008

Glosoli

Este video é uma montagem com base em cenas do documentário "Ice Worlds" da série Planet Earth da BBC. A musica é a Glósóli dos Sigur Rós.

Átomos


O Átomo é definido como a partícula mais pequena que caracteriza um elemento químico. Esta é a definição actual, pois o conceito surgiu quando filósofos Indianos e Gregos propuseram que a matéria deveria ser constituída por elementos indivisíveis. Esta ideia foi de alguma forma confirmada no século XVII e XVIII quando os químicos da altura mostraram que algumas substancias não podiam ser separadas por outros processos senão químicos.

Em 1897 J.J. Thomson demonstrou pela primeira vez que os átomos possuíam uma estrutura interna e que os electrões podiam ser deflectidos dos átomos. Os electrões foram os primeiras partículas mais pequenas que os átomos (partículas subatómicas) a serem identificadas. Afinal os átomos não eram esferas, como imaginou Dalton no inicio do século XIX seguindo a linha dos Gregos, mas sim agregados de partículas mais pequenas - os átomos possuíam estrutura interna.

Durante algum tempo apenas se conheciam os electrões, o que levantava dois grandes problemas: 1) os electrões têm carga negativa mas os átomos são neutros; onde parava o resto da carga positiva para compensar? ; 2) os electrões tinham uma massa muito pequena, que não explicava a massa total dos átomos, eram preciso milhares de electrões!

Foi Ernst Rutherford que tropeçou na solução para os dois problemas ao detectar um ponto minúsculo com carga positiva no centro dos átomos, responsável pela quase totalidade das suas massas - os núcleos (que actualmente sabemos serem constituidos por protões e neutrões).




Não me vou alongar mais na história. Para quem quiser saber mais detalhes deixo aqui um link para a entrada "Atom" na Wikipédia. O que queria mesmo fazer neste post era dar uma noção, se possível, das dimensões minúsculas dos átomos. Vamos a isso...

Para começar vamos tentar imaginar o tamanho de um átomo. Tipicamente estes têm cerca de 0,3 nanometros, o que corresponde a 0,3 mil milionésimos de um metro (3x10^-10m). Para construirmos uma fila de átomos com 3 mm de comprimento (com o tamanho de dois traços "--" ) tínhamos de pôr lado a lado cerca dez milhões de átomos. É obra!

Para facilitar podemos ampliar estes traços "--" de forma a estenderem-se por 3 km. Deste modo um átomo ocupariam cerca de 2 mm. Talvez seja mais fácil de visualizar assim!

Agora o núcleo. Este é ainda mais pequeno que o átomo, na realidade muito mais pequeno. O diâmetro de um núcleo é cerca de um décimo milésimo de um átomo. Se pensarmos num átomo como uma esfera com um metro de diâmetro, o seu núcleo terá cerca de um décimo de milímetro. Bué pequeno! O incrível é que é aqui que se concentra a quase totalidade da massa dos átomos - 99,9%. Apenas 0,1% da massa é atribuída aos electrões que "circulam" em torno do núcleo.

O engraçado disto é que a maior parte daquilo a que chamamos átomos é espaço vazio. O espaço vazio que rodeia o núcleo, onde circulam os electrões (6 no caso do carbono), é cerca de 10 mil vezes maior que o diâmetro do núcleo. De facto nós somos constituídos essencialmente por vazio.

A descoberta do muito pequeno e o desenvolvimento da Física das Partículas, assim como a descoberta do muito grande e do desenvolvimento actual da Cosmolgia, foram dois grandes passos de gigante da ciência moderna. Ver o mundo em outras escalas e perceber que existem escalas no Universo (ou Multiverso) para além da nossa, ajuda-nos sem duvida a perceber um pouco qual a nossa posição no meio disto tudo.

Voltarei a este assunto um dia destes.

Bibliografia: Peter Atkins, 2008. O Dedo de Galileu, As dez grandes ideias da ciência. Ciência Aberta nº161, Gradiva.

Crédito da imagem de topo: Joseph Stroscio and Robert Celotta, NIST

segunda-feira, fevereiro 25, 2008


Encontrei isto em O Lisboeta Observador

segunda-feira, fevereiro 04, 2008

Mercúrio



A nave espacial MESSENGER foi lançada a 3 de Agosto de 2004. Durante 2006 e 2007 recolheu dados dos planetas Vénus e Mercúrio. Em Janeiro de 2008 obteve excelentes imagens do primeiro planeta a contar do Sol. Aqui estão algumas.

Para saber mais: aqui
Cédito das imagens: NASA/Johns Hopkins University Applied Physics Laboratory/Carnegie Institution of Washington.

NASA divulga Beatles através do Universo


A NASA vai divulgar hoje a canção dos Beatles "Across the universe" no cosmos!

Via Ciência Hoje

quinta-feira, janeiro 31, 2008

A Terra Debaixo do Mar


Ciclo de Conferências

A Terra Debaixo do Mar


Dedicado ao Integrated Ocean Drilling Program (IODP)

1ª Sessão:

Yoshiyuki TatsumiDrilling into the memory of Earth

Susana Lebreiro - Environmental Significance of the Mediterranean Outflow Water and its Global Implications: A Leg to be!



Academia das Ciências (Salão Nobre), 8 de Fevereiro, pelas 17 horas

Programa detalhado do Ciclo em