quinta-feira, março 27, 2008

Equação de Drake - Is there anybody out there?


28 de Março de 2008
"A Equação de Drake e as Civilizações Extraterrestres"
,
Prof. Rui Agostinho.
FCUL/OAL/CAAUL

(mais informações aqui)


A Equação de Drake, proposta por Frank Drake em 1961, foi formulada com o propósito de fornecer uma estimativa do número de civilizações existentes na nossa galáxia com as quais poderíamos ter hipótese de estabelecer comunicação.

A Equação de Drake tem a seguinte forma:


N = R^{*} ~ \times ~ f_{p} ~ \times ~ n_{e} ~ \times ~ f_{l} ~ \times ~ f_{i} ~ \times ~ f_{c} ~ \times ~ L


Em que:

N é o número de civilizações extraterrestres na nossa galáxia com as quais poderíamos ter hipóteses de estabelecer contacto
R* é a taxa de formação de estrelas na nossa galáxia
fp é a fracção de tais estrelas que possuem planetas em órbita
ne é o número médio de planetas que potencialmente permitem o desenvolvimento de vida por estrela com planetas
fl é a fracção dos planetas com potencial para a vida que realmente desenvolvem vida
fi é a fracção dos planetas que desenvolvem vida que desenvolvem vida inteligente
fc é a fracção dos planetas que desenvolvem vida inteligente que está disponível e apta para comunicar
L é o tempo esperado de vida de tal civilização

"R* - estimada por Drake como sendo de 10/ano. Os últimos cálculos da NASA e da ESA indicam que essa taxa é de, aproximadamente, 6/ano. Porém, o Instituto Planck para a Física Extraterrestre, na Alemanha, afirma que a nossa galáxia não é uma das maiores produtoras de estrelas e supernovas, no Universo. (Teknospace Team)"

Fontes: Observatório Astronómico de Lisboa, Teknospace, Wkipédia
A imagem veio daqui

quarta-feira, março 26, 2008

Astronauta Rick Linnehan


Uma homenagem aos companheiros terráqueos que estão lá em cima. São poucos os que têm o privilégio de sair da Terra, deve ser brutal vê-la do Espaço.

Crédito da imagem: NASA

domingo, março 16, 2008

Sobre o Universo


O Universo é grande! É mesmo muito muito grande! Muito maior do que conseguimos imaginar. Podemos especular e dizer que ele é infinito, o que não faz sentido para as nossas cabeças. O que é uma coisa infinita? Também podemos chutar para canto e dizer que é finito mas ilimitado, um pouco como a superfície da Terra. É finita porque andando no mesmo sentido podemos voltar ao mesmo sitio, mas é ilimitada porque nunca chegaremos a uma gigantesca parede intransponível ou cairemos num buraco até ao centro da Terra. Se o espaço-tempo for curvo o Universo pode ser semelhante a uma superfície esférica mas a 4 dimensões. Na prática um espaço destes torna possível que se nos deslocarmos numa direcção possamos voltar ao mesmo sítio, um pouco como aqueles jogos de computador em que se formos em direcção ao limite esquerdo do ecrã, aparecemos e imediato no limite direito, mas no nosso caso o ecrã seria o nosso espaço tridimensional.

E se o Universo for finito e limitado? Isto faz ainda menos sentido. Estamos habituados a que sempre que uma coisa acabe tenha qualquer coisa do outro lado. E se o Universo tiver uma parede? Esta é a hipótese menos plausível. Qualquer das formas ser infinito ou finito e ilimitado não me conforta muito mais.
Estas são algumas das questões que me provocam extremo fascínio. Provavelmente nunca irei saber as respostas. No entanto é importante referir que as hipóteses levantadas são baseadas em teorias com bastante sucesso, como é o caso da relatividade geral de Einstein. E melhor, é até possível que num curto espaço de tempo observações do cosmos possam obrigar-nos a escolher uma destas hipóteses.

É preciso saber com precisão qual a densidade do Universo e qual a sua estrutura até às escalas mais pequenas. E depois cada vez que se faz uma pergunta surgem logo mais duas ou três. Para calcular a densidade do Universo temos de saber quanta massa existe. Ora, até agora a matéria comum apenas consegue explicar 5% da massa do Universo. Mas existem efeitos gravitacionais que apontam no sentido de haver outras coisas no nosso Universo que não fazemos ainda a mínima ideia do que sejam, entre as minhas preferidas estão a Matéria Negra e a Energia Negra, que já aqui abordei e a que irei voltar em "posts" futuros.

Algumas das respostas de fundo acerca do nosso Universo parecem estar no Horizonte, mas ainda temos de esclarecer algumas coisas primeiro, mas é assim que a ciência funciona. Já sabemos muito mais do que há uns poucos anos atrás. Sabemos que a Terra é redonda, sabemos que vivemos num sistema solar entre muitos, localizado numa galáxia entre muitas e que o espaço lá fora é enorme. E se existir um Multiverso no qual o nosso seria apenas mais um entre uma imensidão deles? Não me admirava nada!

sexta-feira, março 14, 2008

Via Láctea



A nossa Galáxia, um aglomerado de milhares de milhões de estrelas e outros objectos (nebulosas, buracos negros, planetas, entre outros). A Via Láctea tem cerca de 100 mil anos luz, o que significa que se pudéssemos viajar à velocidade da luz (300 mil km/s) demoraríamos 100 mil anos a atravessá-la. Esta nossa grande casa é apenas uma entre muitas. Estima-se que existam cerca de 100 mil milhões de galáxias no universo observável.

Crédito da imagem: NASA/CXC/M.Weiss

Vestígios de um Lago em Marte


Foram descobertos os restos de um antigo lago em Marte através da observação e da interpretação de imagens obtidas pela HiRISE (The University of Arizona-led High Resolution Imaging Experiment instalado na sonda da NASA Mars Reconnaissance Orbiter).

Este lago fossilizado foi encontrado no interior de uma cratera. Do ponto de vista geológico é possível identificar uma brecha de impacto (formada aquando do impacto meteorítico que formou a cratera) coberta por sedimentos finos (argilas) típicos de um lago calmo que terá preenchido a cratera. Também se observam leques de deposição de sedimentos.

Esta descoberta é importante por duas razões. Primeiro, é mais uma evidência de que terá existido água no estado líquido em Marte e portanto um excelente indicio para a existência de vida. Segundo, estas argilas constituem o tipo de sedimento ideal para fossilização de seres-vivos. Assim este local irá ser certamente um dos alvos de futuras missões espaciais a Marte. Se existir vida fossilizada em Marte, mesmo que seja microbiana, aquele é um dos sítios a investigar.


Crédito das imagens: NASA/JPL/University of Arizona

quarta-feira, março 12, 2008

Descoberta do "Núcleo Interno" do Núcleo Interno da Terra confirmada

O conhecimento da nossa área do Universo é actualmente enorme, no entanto pode ser infinitamente pequeno se pensarmos na imensidão do Universo. Mas já pusémos robots em Marte, já andámos pela Lua e no entanto conhecemos muito pouco do que está mesmo debaixo dos nosso pés. As pessoas que estudam essa fracção ínfima do nosso Universo são comummente e carinhosamente apelidados de "os gajos que estudam os calhaus", perceba-se geólogos. Os geofísicos livram-se muitas vezes deste mal.

A Terra, o nosso querido planeta, é um planeta vivo, dinâmico, em constante alteração e agitação. O seu interior fervilha, mas pouco conhecemos de facto do que lá se passa. Temos muito poucas formas de "ver" o que está ali em abaixo. Uma das formas, a directa, é fazer um buraco (sondagem) e tirar amostras (amostragem). Tentámos e o máximo que atingimos foram apenas cerca de 12 km, e lembremo-nos de que a Terra tem aproximadamente 6400 km de raio. É de facto muito pouco mas um feito enorme em termos técnicos.

A outra forma de aceder ao interior da Terra é através de método indirectos, em particular utilizando o eco de um tipo de ondas mecânicas, as ondas sísmicas. Note-se que ao contrario das ondas electromagnéticas, como é o caso da luz, que se propagam através de um meio físico, as ondas sísmicas correspondem à vibração do próprio meio. É por isso que sentimos o chão a mexer quando se dá um sismo, o meio está a vibrar e essa vibração é devida à propagação das ondas sísmicas.

Usando as ondas geradas por sismos e utilizando sismógrafos extremamente precisos os cientistas conseguem inferir acerca da estrutura interna da Terra e foi assim que se detectou o núcleo da Terra. Este principio baseia-se no facto de as ondas serem reflectidas e refractadas nas interfaces de meios com elevado contraste de densidades, como é o caso do manto e do núcleo. De forma geral as densidades dos meios estão relacionadas com a sua composição química pelo que também podemos inferir acerca da constituição química do interior do Planeta.

Hoje em dia é mesmo possível obter imagens tridimensionais do interior da Terra utilizado computadores. Foi exactamente isso que uma equipa da Universidade de Illinois fez utilizando a técnica de tomografia tridimensional. Desta forma obtiveram um "imagem" do "núcleo interno" do núcleo interno da Terra, que até agora pouco mais era do que uma especulação muito bem fundamentada (Ver notícia aqui).

A Terra tem um núcleo com cerca de 3400 km de raio, o núcleo interno tem aproximadamente 1300 km e o que esta equipa de cientistas descobriu foi um núcleo interno do núcleo interno com cerca de 600 km de raio. É difícil traduzir "inner inner core"! O núcleo interno interno! :)
Crédito da imagem: Precision Graphics

À conversa sobre o clima em três continentes


Na próxima quinta-feira, dia 13 de Março, às 12h45, estudantes e cientistas em Lisboa, Washington, Chicago, Cardiff e Alexandria, debatem as alterações climáticas e o papel do Homem na evolução do planeta.

Mais informações aqui

quinta-feira, março 06, 2008

Avalanche em Marte



Uma nave espacial (Mars Reconnaissance Orbiter) da NASA captou pela primeira vez uma avalanche gerada junto ao Polo Norte de Marte. É possível identificar na imagem uma nuvem de poeira e gelo junto ao sopé de uma escarpa. Esta imagem foi captada a 19 de Fevereiro de 2008. Esta é mais uma evidência de que Marte é um planeta dinâmico, apesar de a maior parte da superfície de Marte estar fossilizada desde há muitos milhões de anos.

Crédito da imagem: NASA/JPL-Caltech/University of Arizona

Ler mais aqui

terça-feira, março 04, 2008

Glosoli

Este video é uma montagem com base em cenas do documentário "Ice Worlds" da série Planet Earth da BBC. A musica é a Glósóli dos Sigur Rós.

Átomos


O Átomo é definido como a partícula mais pequena que caracteriza um elemento químico. Esta é a definição actual, pois o conceito surgiu quando filósofos Indianos e Gregos propuseram que a matéria deveria ser constituída por elementos indivisíveis. Esta ideia foi de alguma forma confirmada no século XVII e XVIII quando os químicos da altura mostraram que algumas substancias não podiam ser separadas por outros processos senão químicos.

Em 1897 J.J. Thomson demonstrou pela primeira vez que os átomos possuíam uma estrutura interna e que os electrões podiam ser deflectidos dos átomos. Os electrões foram os primeiras partículas mais pequenas que os átomos (partículas subatómicas) a serem identificadas. Afinal os átomos não eram esferas, como imaginou Dalton no inicio do século XIX seguindo a linha dos Gregos, mas sim agregados de partículas mais pequenas - os átomos possuíam estrutura interna.

Durante algum tempo apenas se conheciam os electrões, o que levantava dois grandes problemas: 1) os electrões têm carga negativa mas os átomos são neutros; onde parava o resto da carga positiva para compensar? ; 2) os electrões tinham uma massa muito pequena, que não explicava a massa total dos átomos, eram preciso milhares de electrões!

Foi Ernst Rutherford que tropeçou na solução para os dois problemas ao detectar um ponto minúsculo com carga positiva no centro dos átomos, responsável pela quase totalidade das suas massas - os núcleos (que actualmente sabemos serem constituidos por protões e neutrões).




Não me vou alongar mais na história. Para quem quiser saber mais detalhes deixo aqui um link para a entrada "Atom" na Wikipédia. O que queria mesmo fazer neste post era dar uma noção, se possível, das dimensões minúsculas dos átomos. Vamos a isso...

Para começar vamos tentar imaginar o tamanho de um átomo. Tipicamente estes têm cerca de 0,3 nanometros, o que corresponde a 0,3 mil milionésimos de um metro (3x10^-10m). Para construirmos uma fila de átomos com 3 mm de comprimento (com o tamanho de dois traços "--" ) tínhamos de pôr lado a lado cerca dez milhões de átomos. É obra!

Para facilitar podemos ampliar estes traços "--" de forma a estenderem-se por 3 km. Deste modo um átomo ocupariam cerca de 2 mm. Talvez seja mais fácil de visualizar assim!

Agora o núcleo. Este é ainda mais pequeno que o átomo, na realidade muito mais pequeno. O diâmetro de um núcleo é cerca de um décimo milésimo de um átomo. Se pensarmos num átomo como uma esfera com um metro de diâmetro, o seu núcleo terá cerca de um décimo de milímetro. Bué pequeno! O incrível é que é aqui que se concentra a quase totalidade da massa dos átomos - 99,9%. Apenas 0,1% da massa é atribuída aos electrões que "circulam" em torno do núcleo.

O engraçado disto é que a maior parte daquilo a que chamamos átomos é espaço vazio. O espaço vazio que rodeia o núcleo, onde circulam os electrões (6 no caso do carbono), é cerca de 10 mil vezes maior que o diâmetro do núcleo. De facto nós somos constituídos essencialmente por vazio.

A descoberta do muito pequeno e o desenvolvimento da Física das Partículas, assim como a descoberta do muito grande e do desenvolvimento actual da Cosmolgia, foram dois grandes passos de gigante da ciência moderna. Ver o mundo em outras escalas e perceber que existem escalas no Universo (ou Multiverso) para além da nossa, ajuda-nos sem duvida a perceber um pouco qual a nossa posição no meio disto tudo.

Voltarei a este assunto um dia destes.

Bibliografia: Peter Atkins, 2008. O Dedo de Galileu, As dez grandes ideias da ciência. Ciência Aberta nº161, Gradiva.

Crédito da imagem de topo: Joseph Stroscio and Robert Celotta, NIST

segunda-feira, fevereiro 25, 2008


Encontrei isto em O Lisboeta Observador

segunda-feira, fevereiro 04, 2008

Mercúrio



A nave espacial MESSENGER foi lançada a 3 de Agosto de 2004. Durante 2006 e 2007 recolheu dados dos planetas Vénus e Mercúrio. Em Janeiro de 2008 obteve excelentes imagens do primeiro planeta a contar do Sol. Aqui estão algumas.

Para saber mais: aqui
Cédito das imagens: NASA/Johns Hopkins University Applied Physics Laboratory/Carnegie Institution of Washington.

NASA divulga Beatles através do Universo


A NASA vai divulgar hoje a canção dos Beatles "Across the universe" no cosmos!

Via Ciência Hoje

quinta-feira, janeiro 31, 2008

A Terra Debaixo do Mar


Ciclo de Conferências

A Terra Debaixo do Mar


Dedicado ao Integrated Ocean Drilling Program (IODP)

1ª Sessão:

Yoshiyuki TatsumiDrilling into the memory of Earth

Susana Lebreiro - Environmental Significance of the Mediterranean Outflow Water and its Global Implications: A Leg to be!



Academia das Ciências (Salão Nobre), 8 de Fevereiro, pelas 17 horas

Programa detalhado do Ciclo em

quinta-feira, janeiro 10, 2008

Estamos todos ali...

Esta é a primeira imagem da Terra obtida na superficie de um outro planeta para lá da Lua (em 03.08.2004). Foi captada pela Mars Exploration Rover Spirit.

Crédito: Image Credit: NASA/JPL/Cornell/Texas A&M

Via: theonearmedscissor

Tempo Geológico

Um excelente artigo sobre o Tempo Geológico:


How The Discovery Of Geologic Time Changed Our View Of The World




Imagem de "Geologic Time", U.S. Geologic Survey, retirado daqui

sexta-feira, dezembro 14, 2007

CONFERÊNCIAS do GeoFCUL


Físicos, o Grand Canyon e a idade da Terra


por Fernando Barriga (GeoFCUL, CREMINER)


19 de Dezembro às 17h00 na sala 6.2.53 do EdifícioC6 na Faculdade de Ciências - Universidade de Lisboa

terça-feira, dezembro 11, 2007

Nasa Great Images





Deixo aqui uma pequena homenagem aos Astronautas da NASA. As imagens são do arquivo da Nasa - Great Images in NASA. Missões Apollo 16 e 17.

quarta-feira, dezembro 05, 2007

Jeffrey Wilson dia 8 de Dezembro em Lisboa

O Luís Rodrigues, do Ciência ao Natural, enviou-nos a seguinte informação:

O Professor Jeffrey A. Wilson, da Universidade do Michigan, desloca-se a Portugal para efectuar uma palestra, no próximo dia 8 de Dezembro (sábado), pelas 18h, no Museu Nacional de História Natural, durante a XXI Feira Internacional de Minerais, Gemas e Fósseis. A palestra intitula-se "Monoliths of the Mesozoic: Paleobiology of sauropod dinosaurs".

O referido Professor vem igualmente efectuar trabalhos conjuntos com paleontólogos do MNHN.
Jeffrey A. Wilson integrou a equipa que descobriu e descreveu o dinossáurio recentemente “famoso” Nigersaurus taqueti, que apresentava mais de 500 dentes no seu crânio.

Jeffrey A. Wilson é ainda responsável pela actual classificação dos dinossáurios Sauropoda (o maiores, quadrúpedes e herbívoros), participou na identificação de nove novas espécies de dinossáurios (Afrovenator abakensis, Deltadromeus agilis, Isisaurus colberti, Jobaria tiguidensis ,Rajasaurus narmadensis, Rugops primus, Spinostropheus gautieri, Suchomimus tenerensis e Nigersaurus taqueti), e liderou e participou diversas campanhas de prospecção e escavação de vertebrados fósseis no Níger, Paquistão, Índia, Jordânia e Marrocos.





Para saber mais:
Luis Azevedo Rodrigues
Natural History Museum Rua da Escola Politécnica, 58P-1250-102 Lisboa
PORTUGAL
Phone: +351 21 392 18 35FAX: +351 21 390 58 50
Obrigao Luis

sábado, dezembro 01, 2007

Geologia de Campo (Santa Cruz de La Palma, Canárias)

Caldeira do Taburiente (vulcao mais antigo, composto essencialmente por acumulaçoes piroclásticas. O que mantém o edifício na sua estabilidade precária sao os inúmeros filoes que o cortam. Ainda assim, pode ver-se uma enorme cicatriz de deslizamento.)




Vulcao de San Antonio no extremo sul da ilha.



Teneguia. Vulcao mais recente da ilha, formado durante a última erupçao vulcânica em solo espanhol (1971). A ilha cresce em direcçao ao sul como resultado da actividade de um "hot spot". (Agora o Rui M. devia explicar o que é um hot spot...)

sexta-feira, novembro 30, 2007

Pó de Estrelas


Muitas vezes é utilizada expressão que nós somos pó de estrelas. Isto, podendo parecer que não passa de poesia, é um facto. Aliás praticamente tudo o que existe no planeta e que vemos em nosso redor é pó de estrelas.
Vamos começar pelo principio, ou pelos instantes logo a seguir ao principio. Após o Big Bang, quando o Universo se formou, apenas se formaram átomos de hidrogénio e alguns de hélio. No entanto hoje "vemos" muitos mais elementos. De onde é que estes vieram?

Das estrelas, é a resposta.

Existe apenas um local no Universo onde estes elementos podem ser gerados naturalmente. Nos núcleos das estrelas onde as temperaturas de milhões de graus e pressões monumentais permitem que ocorra o processo de fusão nuclear que geram outros elementos.
Através de uma cadeia de reacções as estrelas geram a partir do Hidrogénio todos os outros elementos até ao ferro e níquel através do processo de fusão nuclear. As reacções nucleares ocorrem de acordo com o seguinte esquema:
A queima de Hidrogénio produz Hélio
A queima de Hélio produz Carbono, Oxigénio e Neon
A queima de Carbono, Oxigénio e Neon produz todos os elementos até o Silício
A queima de Silício produz todos os elementos até o Ferro


Acontece que os elementos mais pesados que o ferro, como é o caso do ouro ou do crómio, não podem ser gerados nas estrelas por este processo. Então quando é que se formam?

Quando uma estrela colapsa e ocorre uma Supernova, é a resposta.

Quando ocorre uma Supernova o "input" de energia permite a formação dos elementos mais pesados que o ferro e o níquel.

Estes processo são um pouco mais complexos do que aqui descrevi. Para quem quiser seguir os rasto pela net ficam aqui, aqui e aqui alguns links.

Quando olhamos para uma praia ou quando olhamos para outra pessoa a maior parte dos átomos que os constituem foram formados em estrelas. Somos de facto pó de estrelas..

segunda-feira, novembro 26, 2007

Supernovas super-luminosas e antimatéria: o caso da SN2006gy


A Supernova SN2006gy maravilhou os físicos em 2006.

Vou começar um pouco mais atrás. Supernova é o nome dado à explosão de uma estrela com mais de 10 massas solares, produzindo uma nuvem de plasma extremamente brilhante. O brilho destes objectos vai diminuindo até se tornarem invisíveis passadas algumas semanas ou meses. Em apenas alguns dias o seu brilho pode aumentar um bilião de vezes a partir de seu estado original tornando a estrela tão brilhante como uma galáxia .

As supernovas formam-se quando a estrela chega à fase final da sua vida. Nesta altura os processos nucleares que alimentam a estrela geram um pressão dirigida para o exterior que acaba por vencer a força da gravidade que mantém a estrela coesa.

Ao contrário do que normalmente acontece com as supernovas comuns, que atingem um pico de luminosidade em alguns dias e que diminui nos meses seguintes, a SN2006gy demorou 70 dias a atingir o pico de luminosidade manteve-se mais brilhante do que qualquer supernova anteriormente observada durante três meses. Durante os oito meses seguintes ainda brilhou como uma supernova convencional no seu pico de luminosidade.

Este facto levantou problemas pois a energia da explosão apontava para que a estrela que lhe deu origem tivesse mais de 150 massas solares, coisa nunca antes observada. Seria uma estrela brutal!

Woosley et al. (submitted to Nature 2007) propõem um modelo para explicar a quantidade colossal de energia gerada durante a explosão. Os autores referem que no núcleo da supernova podem desencadear-se processos de formação de partículas de matéria e anti-partículas que em seguida se aniquilam emitindo grandes quantidades de energia.

Para ler mais sobre este assunto ver Aqui e Aqui




Ilustração do processo que pode ter desencadeado a explosão da supernova SN2006gy. Estrelas muitos "pesadas" podem produzir quantidades tão grandes de raios-gama que parte da radiação é convertida em pares de partículas e antipartículas (como electrões e positrões, ilustrados a branco e preto, respectivamente). Crédito: NASA/CXC/M.Weiss

sexta-feira, novembro 23, 2007

Ciclo de Debates "Na Fronteira da Ciência"

Ciclo de Debates "Na Fronteira da Ciência"


Cartaz da Conferência - acesso ao sítio da Fundação Calouste Gulbenkian para mais informações


"A Fundação Calouste Gulbenkian promove um ciclo de palestras intitulado “Na Fronteira da Ciência”, a decorrer entre 12 de Dezembro de 2007 e 16 de Julho de 2008.

A iniciativa irá reunir especialistas de diversas áreas científicas, da Matemática às Ciências do Mar passando pela Biotecnologia.

O evento conta com o apoio da Agência Nacional para a Cultura Científica e Tecnológica.


Para mais informações, consulte o seguinte endereço:
http://www.gulbenkian.pt/detalhe_coloquio.asp?ID=47

Pavilhão do Conhecimento é palco do Festival Europeu de Ciência

"No próximo Sábado, dia 24 de Novembro, o Pavilhão do Conhecimento - Ciência Viva celebra o Dia Nacional da Cultura Científica com um Festival Europeu de Ciência.

Mais de 35 instituições de 25 países, incluindo Portugal, apresentam as suas melhores actividades de comunicação em ciência no evento final do projecto WONDERS, a par de três outros projectos da Semana Europeia da Ciência que incluem parcerias com instituições portuguesas.

O ministro da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior, José Mariano Gago, participa na sessão de abertura, que terá lugar às 11h00."

Mais informações: http://www.cienciaviva.pt/home/

terça-feira, novembro 20, 2007

Matéria e interacções


Há uns dias pus aqui um post sobre antimatéria. Aqui vai mais uma reedição de um post de Janeiro de 2006 sobre os constituintes fundamentais que constituem a matéria e que medeiam as suas interacções.

Para percebermos de que é feito o nosso mundo temos de descer de escala e entrar pequeno mundo das partículas. Desde há muito que se procuram os tijolos elementares do nosso Universo, a unidade fundamental da qual tudo é feito. No entanto não existe ainda um consenso acerca de qual a sua natureza, e não há certezas de que essa unidade fundamental realmente exista.

Segundo o Modelo Padrão, compatível com os dados experimentais actualmente conhecidos, não existe apenas um tijolo mas sim quase uma centena de diferentes tijolos. Existe na realidade aquilo a que alguns físicos chamam “zoo de partículas”. Na realidade identificaram-se nos últimos anos nos aceleradores de partículas, a altas energias, quase tantas partículas como elementos químicos. Os físicos começaram a desesperar!

De acordo com o Modelo Padrão as partículas fundamentais existentes no Universo podem dividir-se em dois grandes grupos: os fermiões, partículas constituintes daquilo a que chamamos matéria; e os bosões, partículas fundamentais que asseguram a transmissão das forças da natureza.

Por sua vez a matéria pode ser agrupada em dois conjuntos, os quarks e os leptões. Os primeiros agregam-se para formar os hadrões, sendo os mais conhecidos o protão e o neutrão, os principais constituintes dos núcleos atómicos. Estes são constituídos por três quarks cada. Os leptões, ao contrário dos quarks, podem deslocar-se livremente. O electrão é o leptão mais conhecido, outros exemplos são o neutrino do electrão, o muão, o neutrino do muão, o tau e o neutrino do tau.

Os bosões, os responsáveis pela transmissão das forças, são o fotão (transportador da força electromagnética), o gluão (responsável pela força forte, que mantém os quarks unidos nos núcleos atómicos), o gravitão (que apesar de nunca ter sido observado, pensa-se ser o responsável pela transmissão da força da gravidade) e as partículas W+, W- e Z0 (responsáveis pela força fraca, à qual está associada a radioactividade).

As partículas fundamentais do Modelo Padrão não se esgotam aqui, tendo sido por exemplo deixadas de fora as antipartículas destas partículas. Existem ainda outros modelos que prevêm outros níveis fundamentais com propriedades radicalmente diferentes, como é o caso das várias Teoria de Cordas. Fica para outros "posts"!!





Bibliografia:
L'Antimatière, Gabriel Chardin.
In Search of Susy, John and Mary Gribbin.
O Código Cósmico. Heinz R. Pagels. Gradiva, Ciência Aberta 10.
Imagem de topo (três quarks no interior de um hadrão), crédito: Jefferson Lab

XXI FEIRA INTERNACIONAL DE MINERAIS, GEMAS E FÓSSEIS

(entrada livre)

6 a 9 Dezembro de 2007
Horário: 6 de Dezembro - das 15.00 h às 20.00 h 7, 8 de Dezembro - das 10.00 h às 20.00 h 9 de Dezembro - das 10.00 h às 18.00 h
Local: MUSEU NACIONAL DE HISTÓRIA NATURAL

Rua da Escola Politécnica, 60 1250-102 Lisboa
Contactos:
Telefone: 21 392 18 36; Fax: 21 390 58 50; e-mail: http://geologia.fc.ul.pt/smineralogia@fc.ul.pt