terça-feira, setembro 18, 2007

Cursos do MIT online


Encontrei há uns dias uma mina de ouro do conhecimento. O MIT (Massachusetts Institute of Technology), uma das melhores escolas e centros de investigação do mundo, disponibiliza online material de estudo de praticamente todos os cursos das mais diversas áreas do conhecimento.
O link está aqui
O MIT é um centro universitário de educação e pesquisa localizado em Cambridge, Massachusetts, nos EUA. O MIT é um dos líderes mundiais em ciência e tecnologia, bem como noutros campos, como administração, economia, linguística, ciência política e filosofia.
Entre os professores e ex-alunos do MIT estão incluídos vários políticos, executivos, escritores, astronautas, cientistas e inventores proeminentes. Até 2006, sessenta e um membros ou ex-membros da comunidade do MIT receberam o Prémio Nobel.
Para quem gosta de estudar aqui está um pequeno paraiso! E já agoro este é uma bom exemplo a seguir pelas instituições portuguesas.

quarta-feira, setembro 12, 2007

Saturno e companhia..

A Nasa não pára de me surpreender. Aqui estão mais uma magníficas imagens de outros mundos. Foram obtidas pela Cassini.

Saturno, Titan (esquerda) e Enceladus



Saturno, Titan e Dione (direita)



Saturno, Titan (esquerda) e Dione



Saturno e Dione (em cima)

Credito: NASA/JPL/Space Science Institute
Fonte: Nasa

Adivinhem quem voltou


O confronto Evolução versus Criacionismo vai conhecer mais um round, desta vez tendo lugar na Culturgest de 8 a 12 de Outubro. Fica o programa e os links.

Segunda 8
História das relações entre criacionismo e evolucionismo
por Teresa Avelar (Universidade Lusófona)

Terça 9
Muitos criacionismos e a efervescência actual do Criacionismo Científico
por Gonçalo Jesus e Augusta Gaspar (Universidade Lusófona)

Quarta 10
Alguns Erros do Criacionismo Científico Explicados e Corrigidos
por Frederico Almada (Universidade Lusófona) e Octávio Mateus (Museu da Lourinhã)

Quinta 11
O que nos ensinaram duas décadas de evolução experimental em Drosophila?
por Margarida Matos (Universidade de Lisboa)

Sexta 12
Uma história evolutiva da Ética humana
por Augusta Gaspar (Universidade Lusófona)


Mais informações aqui.
Via Viridarium.

sexta-feira, setembro 07, 2007

Porque pode ser tarde


A espécie humana tem-se mostrado nos últimos anos bastante eficaz na procura e acumulação de conhecimento. Basta entrar numa qualquer biblioteca universitária para nos apercebemos que temos matéria para estudar suficiente para nos ocupar por 20 ou 30 vidas. Por exemplo avanços na Física do final do século XIX e início do século XX realizados por Maxwell, Einstein, Bohr e companhia mudaram a nossa forma de “ver” e compreender o mundo, apesar de muita gente ainda não ter dado por isso. Mas esse é o preço a pagar. A transmissão deste conhecimento adquirido só se consegue com bons sistemas de ensino, que praticamente não existem. É certo que tem havido melhorias, mas não chega.

Em oposição à capacidade de adquirir conhecimento, o homem tem-se mostrado muito pouco eficaz na utilização do mesmo, especialmente quando não é do interesse dos grandes grupos empresariais ou porque não interessa a determinados grupos políticos. Os cientistas não têm conseguido passar a mensagem, com culpas de todos os lados. Tem melhorado mas também não chega.

Um exemplo desta falta de eficácia tem sido a forma como o Aquecimento Global tem sido tratado. Apesar de o assunto andar a ser debatido à já alguns anos, só recentemente passou a ser moda. Mas o facto de ser moda tem um problema. As modas passam. E na realidade pouco mais tem sido feito do que algumas reuniões a delinear objectivos baseados em muitos estudos, grande parte deles manipulados pelos ditos grupos para quem Aquecimento Global não é sinónimo de dinheiro ou de mais uns votos.

São precisos mais estudos para compreender melhor qual é de facto a situação do Planeta e da forma como este vai “reagir”. No entanto aqui mais do que em qualquer outro assunto deve ser aplicado o Principio da Precaução, que diz mais ou menos isto: “Quando houver ameaça de danos graves ou irreversíveis, a ausência de certeza científica absoluta não será utilizada como razão para o adiamento de medidas economicamente viáveis para prevenir a degradação ambiental”.

Li ontem numa notícia do Público que o Árctico pode ficar sem gelo já em 2030. Não é daqui a mil anos, nem é daqui a 100 anos, é daqui a pouco mais de 20. As consequências podem ser brutais. A corrente do Golfo irá ser destabilizada e isso poderá ter consequências nefastas globais.

O problema é que esta notícia deixou de ser notícia. O assunto já não é novo e praticamente todos os meses a notícia repete-se nos jornais porque mais um grupo de cientistas veio defender esta previsão.

É portanto imperativo que se tomem medidas urgentes, aplicando o Principio da Precaução. E podem ter a certeza que não é poupando um bocadinho de electricidade em casa que vamos resolver o problema. As medidas têm de ser tomadas conjuntamente a nível global por quem tem o poder e cabe a nós pressionar essas pessoas ou instituições. Temos de exigir aos nossos políticos medidas claras e efectivas e não o blá blá blá do costume.

Já temos o conhecimento necessário para detectar problemas deste tipo e resolve-los. A inércia é enorme, mas à que agir.

O Planeta, esse, irá adaptar-se, mesmo que as consequências sejam negativas para a nossa espécie e para as milhares de espécies que gentilmente temos vindo a extinguir.

quarta-feira, setembro 05, 2007

Porque é que o céu é azul?


Esta é uma pergunta que provavelmente já todos fizemos, nem que tenha sido a nós próprios. Porque é que de noite não vemos um céu azul, pelo contrário este parece ser transparente permitindo nas noites de céu limpo uma magnífica visão duma parte da Via Láctea?


A resposta é hoje simples, em grande medida devido aos avanços da física dos séculos XIX e XX. Antes disso deve ter sido um enorme mistério!

A primeira pessoa a tentar dar uma resposta coerente e bem fundamentada foi o físico britânico John Tyndall, em meados do século XIX. Este defendeu que a cor azul do céu podia ser causada pelo modo como pequenas partículas de pó ou gotículas de água podiam reflectir a luz azul da luz branca do Sol, que por ter comprimentos de onda curtos dispersava-se em todas as direcções do céu enquanto que a luz laranja e vermelha, que tem comprimentos de onda maior, podia atravessar o céu sendo relativamente pouco afectada.

Outros cientistas posteriormente compreenderam que a dispersão tem de ser feita pelas próprias moléculas do ar, mas é preciso lembrar que no tempo de Tyndall os cientistas ainda nem sabiam se as moléculas realmente existiam.

Foi só em 1910 que Einstein publicou um artigo onde apresentava os cálculos que provavam que a cor azul do céu é produzida pela luz dispersa pelas moléculas do próprio ar (oxigénio e azoto).



O espectro visível


A luz branca do Sol é na realidade uma mistura de todas as cores do arco-íris. Este facto foi demonstrado por Isaac Newton, que usou um prisma de vidro para separar as diferentes cores que formam o conhecido espectro de luz visível. As diferentes cores de luz são caracterizados pelo seu comprimento de onda. A parte visível do espectro estende-se desde o vermelho, com um comprimento de onda de cerca de 720 nm (nanómetros) até ao violeta, com cerca de 380 nm, com o laranja, amarelo, verde, azul e ingido pelo meio.


Um pequeno paradoxo?

Então se as moléculas presentes no ar dispersam mais a luz com comprimentos de onda mais curtos, porque é que o céu não é violeta em vês de azul?
A resposta tem duas partes. A primeira é que grande parte da luz violeta é absorvida na alta atmosfera, pelo que nos chega muito pouca luz neste comprimento de onda. A segunda parte da resolução deste aparente paradoxo está na forma como os nossos olhos trabalham. A retina localizada nos nossos olhos tem três tipos de receptores, denominados de vermelho, azul e verde. Estes são mais sensíveis à luz correspondente a estes comprimentos de onda. Deste modo os nossos olhos quase não conseguem detectar a luz violenta e como resultado vemos o céu azul.


E então o pôr-do-sol?

Quando vemos o pôr-do-sol os raios de luz estão quase "paralelos" à atmosfera, atravessando-a ao longo de uma distância maior. Deste modo quando a luz chega aos nossos olhos praticamente todo o azul já foi disperso, restando o amarelo, laranja e vermelho. O pôr-do-sol é tipicamente amarelo, sendo que quando o ar está poluído este nos parece mais avermelhado. A bonita cor laranja, característica do por-do-sol sobre o mar, tem em grande parte a ver com a dispersão causada pelas de partículas sal.


Bibliografia:
Einstein. John Gribbin e Michael White 2004. Publicações Europa-América.
Wikipédia

sexta-feira, agosto 31, 2007

quinta-feira, agosto 30, 2007

Deriva Continental observada

A Placa África está em vias de se dividir em duas duas novas placas tectónicas - a Placa Núbia e a Placa Somália (Ver figuras 1 e 2).
A nova zona de fronteira está a desenvolver-se na zona Este de África onde se localiza um rifte continental - Rifte Este Africano.
Este Rifte terá tido inicio na zona de fronteira entre a Placa Arábia e ter-se-á propagado para Sul ao longo do Rifte Este Africano.

Durante a maior parte do tempo o afastamento das placas, neste local, dá-se a uma velocidade média da ordem de grandeza do crescimento das unhas humanas, no entanto, por vezes ocorrem eventos muito mais dramáticos.

Um deste eventos ocorreu em Setembro de 2005 e foi registado pelos cientistas (com GPS e outros equipamentos). Durante um espaço de poucos dias apareceram na superficie terrestre grandes fracturas profundas e nalgumas zonas as placas afastaram-se mais de 8 metros (ver fotografias). Mais de dois milhares de milhões de metros cúbicos de rocha fundida - magma - ascenderam ao longo da fronteira de placas forçando-as a afastarem-se.

Os cientistas ficaram estupefactos com este acontecimento: ver a tectónica de placas a funcionar e o nascimento de um novo oceano..

Figura 1: Placas Tectónicas (em diferentes tons de cinzento)


Figura 2: Localização do Rifte Este Africano

Fotografia: Tim Wright, University of Leeds


Fotografia: Julie Rowland, University of Auckland

Fotografia: Julie Rowland, University of Auckland


Fotografia: Julie Rowland, University of Auckland

Fotografia: Elizabeth Baker, Royal Holloway, University of London


Fotografia: Elizabeth Baker, Royal Holloway, University of London

Fonte: aqui

quarta-feira, agosto 29, 2007

Planet Earth Trailer - Sigur Ros

Provavelmente o melhor video que já vi, e a musica.. Tudo isto num minusculo ponto azul...

The Shape of Time

Black Holes, Neutron Stars, White Dwars, Space and Time

A 5 Dimensional Space-Time Animation

Distorção do espaço-tempo nas imediações de uma estrela de neutrões como previsto por Einstein



Um grupo de Astrónomos, usando satélites de raios-x europeus e japoneses, conseguiram ver a distorção do espaço-tempo junto a três estrelas de neutrões, como havia sido predito por Einstein.
As estrelas de neutrões são objectos ultra-densos. Contêm a matéria no estado mais denso observável de todo o universo - aproximadamente a densidade de um núcleo atómico. Uma maneira de visualizar estas condições extremas é imaginar, se possível, toda a massa do Sol concentrada numa esfera com o tamanho de uma cidade. Uma pequena porção de matéria de uma estrela de neutrões, digamos do tamanho de uma laranja, pesaria mais ou menos o mesmo que o Monte Evereste.
Deste modo os astrónomos usam este tipo de estrelas como laboratórios naturais para estudar a matéria sujeita a pressões extremas. Os núcleos destas estrelas podem conter vários tipos de matéria exótica impossíveis de estudar em laboratório.
Os astrónomos do European Space Agency’s XMM-Newton X-ray Observatory e do Japanese/NASA Suzaku X-ray observatory estudaram as linhas espectrais de átomos de ferro que estão a girar por detrás destas estrelas a cerca de 40% da velocidade da luz, em nuvens de gás.
Os cientistas observaram que as linhas espectrais são distorcidas, mostrando comprimentos de onda superiores ao que seria de esperar. Este efeito deve-se à distorção do espaço-tempo gerada pela poderosa gravidade das estrelas de neutrões e está de acordo com o que havia sido predito pela teoria da relatividade geral de Einstein publicada em 1915/16.

Fonte: aqui
Crédito da Imagem: NASA/Dana Berry

terça-feira, agosto 28, 2007

"Deus não só joga aos dados, como às vezes atira-os para onde não se podem ver."

Stephen William Hawkig

sábado, agosto 18, 2007

Mira: uma estrela com cauda.


Os astrónomos da Nasa observaram, através do telescópio Galaxy Evolution Explorer, uma estrela com uma cauda semelhante às apresentadas pelos cometas.
A estrela chama-se Mira e há muito que era conhecida dos astrónomos, no entanto só agora foi possível observar este espectáculo cósmico.
A cauda tem 13 anos-luz, o que corresponde a cerca de 20.000 vezes a distância de Plutão ao Sol. Nunca nada de semelhante havia sido detectado junto a uma estrela.

A Mira é uma estrela na fase final da sua vida (uma gigante vermelha) que está a perder grandes quantidades de material da sua superfície. Esta emissão de partículas de carbono, oxigénio e muitos outros elementos essenciais à formação de novas estrelas, planetas e até talvez de vida, deve durar à pelo menos 30.000 anos.

A Mira acabará por perder a maior parte da sua massa que se irá acumular no espaço sobre a forma de uma nebulosa. Do que outrora fora uma estrela como o Sol irá apenas restar um pequeno núcleo, uma anã branca.

Ainda não é totalmente possível compreender o que de facto está a ocorrer naquela estrela, mas estas observações abrem caminho a novas linhas de investigação.

Resta dizer que a estrela Mira está a deslocar-se a uma velocidade de aproximadamente 130 quilómetros por segundo, possivelmente devido à atracção gravitacional de estrelas que ao longo dos tempos passaram por perto.

Fonte

quinta-feira, agosto 16, 2007

Qual o lubrificante da Tectónica de Placas?

A Terra é um sistema dinâmico e a sua superfície é um lugar muito activo. A superfície da Terra é constituída por um conjunto de placas litosféricas que se movem umas em relação às outras, estas podem chocar entre si formando cadeias de montanhas, roçam gerando sismos ou afastam-se permitindo a ascensão de magmas até à superfície, criando continuamente nova litosfera.



Por vezes uma placa litosfera afunda sob outra formando uma zona de subducção. Este processo permite que a litosfera seja reciclada no manto. Desta forma à medida que nova litosfera é criada nas zonas de afastamento das placas (riftes) a litosfera mais antiga (mais fria e mais densa) é consumida nas zonas de subducção. Estes processos permitem a manutenção do volume total da litosfera ao mesmo tempo que permitem a libertação de calor gerado pelos processos radioactivos que têm lugar no interior do planeta, impedindo que a Terra se expanda.
Pelo que se sabe a Terra é uma caso único no sistema solar. No entanto os cientistas ainda estão longe de perceber o que mantém as placas litosféricas lubrificadas de modo a poderem movimentar-se.

Existem algumas ideias e a maior parte da comunidade geológica está convencida que o segredo está na Astenosfera, a camada adjacente à Litosfera e sobre a qual esta última se desloca. A existência de uma camada dúctil é um um ponto essencial no enquadramento actual Teoria da Tectónica de Placas. É esta camada que permite que a Litosfera bóie e se mova ao longo da superfície da Terra empurrada pelas correntes de convecção do manto.

Sob os continentes o topo da Litosfera está a cerca de 150 km, enquanto que sob os oceanos pode encontrar-se a bem menos de 60 km. A base da Astenosfera encontra-se a cerca de 220 km, lugar onde esta passa a ter características de manto propriamente dito, bastante menos "flexível".

Mas afinal o que torna a Astenosfera tão dúctil?

Esta é uma pergunta que tem dado cabo da cabeça dos cientistas desde que a Teoria da Tectónica de Placas começou a tomar forma. Hoje acreditamos estar mais perto da resposta.

Esta resposta vem do enorme esforço que tem sido realizado quer em termos numérico/computacionais quer a nível experimental, reproduzindo as condições existentes no interior do planeta.

Para Björn Winker da Universidade de Frankfurt na Alemanha acredita que a chave deste mistério é a água. Segundo o mesmo: "É necessário ter água na astenosfera de modo a que esta possa deformar-se plasticamente. Esta água não se encontra no estado liquido, mas sim formando grupos hidroxilos (OH-) com estrutura cristalina.

Mas aqui surge uma nova questão: como é que aquela água está ali?

Estudos recentes revelaram que solubilidade da água torna-se mínima às condições de pressão e temperatura existentes na astenosfera. Os estudos revelaram também que nestas condições os minerais mantélicos eram incapazes de incorporar toda a água existente no manto nas suas estruturas cristalinas. Deste modo a água em excesso formaria um fundente silicatado rico em água.

Há muito que se sabe que a presença uma pequena quantidade de fundente numa rocha diminui drasticamente a sua resistência mecânica.

Este modelo denominado de "Modelo da Solubilidade da Água" é elegante e permite explicar porque é que a Astenosfera é tão dúctil, permitindo assim que as placas litosfericas se desloquem e que a Tectónica se desenrole.

A Tectónica de Placas é talvez a característica geológica mais distinta que o nosso planeta apresenta, influenciando directa ou indirectamente muitos outros processos biológicos, atmosféricos e oceanográficos.

Texto adaptado daqui

terça-feira, agosto 14, 2007

Evolução Humana: novos desafios!


Dois novos fosseis descritos esta semana na revista científica Nature estão a pôr em causa algumas das ideias paradigmáticas da pré-história humana, em particular o nascimento do género Homo. A descoberta foi feita no âmbito do projecto Koobi Fora Research Project, liderado por Meave e Louise Leakey, do National Museums of Kenya (NMK).

A evolução humana nos últimos 2 Milhões de anos tem sido descrita como uma sucessão mais ou menos linear de três espécies: Homo habilis - Homo erectus - Homo sapien (nós!). Entre estes, o Homo erectus é reconhecido como sendo o primeiro ancestral humano, semelhante ao homem comum em muitos aspectos, mas possuindo um cérebro mais pequeno.

Os novos fósseis no entanto fizeram soar uma campainha de alarme. Há novos dados que contradizem este modelo!

Um dos fósseis, um fragmento de um Homo habilis, data 1,44 Ma, o que o torna o mais recente fóssil conhecido daquela espécie. Este sobrevivente mostra que de facto o Homo habilis e o Homo erectus viveram lado a do na zona Este Africana durante cerca de meio milhão de anos.

Este facto torna pouco provável que o Homo erectus tenha evoluiu a partir do Homo habilis.

Por outro lado, o segundo fóssil encontrado era de um Homo erectus com 1,55 Ma, e parece ser bastante diferente dos descritos anteriormente. É o mais pequeno Homo erectus alguma vez encontrado e apresenta algumas características que põem em causa a ideia paradigmática que o Homo erectus é o ancestral comum da espécie humana.

É fascinante pensar que a evolução da espécie humana foi muito mais complicada do que foi inicialmente considerado e que várias espécies Homo podem ter coexistido durante muito. Restando a pergunta: porque só cá estamos nós?
Texto adaptado daqui
Imagem daqui

Constância inaugura primeiro observatório solar da Península Ibérica dedicado ao ensino


A vila de Constância vai ter o primeiro observatório solar da Península Ibérica, dedicado ao ensino e à divulgação. A inauguração é já este fim-de-semana, e é um dos pontos altos do programa da Astrofesta 2007, uma iniciativa do Museu de Ciência da Universidade de Lisboa, este ano em parceria com o Centro de Ciência Viva (CCV) de Constância (in Público 13/8/2007)

Notícia completa aqui

domingo, agosto 05, 2007

Neptuno, o Planeta Azul-Esverdeado


Esta é uma imagam magnifica de Neptuno, o planeta azul-esverdeado. A imagen foi captada pela sonda Voyager quando se encontrava a uma distância de cerca de 16 milhões de quilómetros.

É possivel observar diversos fenómenos atmosféricos, alguns deles enigmáticos, como é o caso do Grande Ponto Escuro.

Ver mais imagens de Neptuno aqui

Crédito: NASA

terça-feira, julho 31, 2007

Buracos Negros: embarque na viajem...

Embarquem numa viajem de até fora do sistema solar, vão até à Galáxia Andromeda ou até Cygnus X-1 e vejam de perto o buraco negro localizado no seu centro. Tudo isto é possível neste site:

http://hubblesite.org/explore_astronomy/black_holes/


O site foi criado por uma equipe liderada pelo astronomo Roeland van der Marel do Space Telescope Science Institute in Baltimore, Md.

Mais informações aqui

Aqui ficam duas imagens de Sygnus X-1 para abrir o apetite:



Sygnus X-1 é uma fonte de Raios-X na contelação Cygnus. Pensa-se que é um Buraco Negro.

Io e Júpiter


Esta imagem mostra Io, a lua de Júpiter conhecida pela sua actividade vulcânica. O ponto negro na superfície do planeta é a sombra de Io. Esta imagem foi captada pelo Hubble no dia 24 de Julho de 2006.
Credito: J. Spencer (Lowell Observatory) and NASA

segunda-feira, julho 30, 2007

Pedro Russo


O Astrónomo português Pedro Russo (Instituto Max Planck para a Investigação no Sistema Solar, Alemanha, e Centro Multimeios de Espinho) foi nomeado Coordenador Internacional do Ano Internacional da Astronomia 2009.

O cientista português tem vindo a desenvolver o seu trabalho na Alemanha utilizando dados da missão espacial Vénus Express, uma missão da Agência Espacial Europeia, que está a estudar em detalhe a atmosfera daquele planeta.

Pedro Russo tem 29 anos e é natural de Figueira de Castelo Rodrigo (Guarda). Licenciou-se em Astrofísica, é Mestre em Geofísica e actualmente encontra-se a fazer o seu doutoramento.

Segundo as suas palavras: "Falar sobre ciência é tão importante como fazer ciência". Um exemplo a seguir.
Ler mais aqui e aqui

quinta-feira, julho 26, 2007

Um dia com um GPS

Na passada quarta-feira estive a tomar conta de um GPS. Missão cumprida. Ele não fugiu! A história é mais ou menos assim: um grupo de pessoal de geologia e engenharia geográfica do LATTEX da FCUL (também lá estava o Rui M.) tínhamos como objectivo passar 7 horas a adquirir dados de posição de um conjunto de pontos localizados a várias dezenas de quilómetros uns dos outros.

As minhas coisas, o GPS e a antena.


Estes pontos estavam situados em ambos os lados do Vale do Tejo, uma zona de fractura crustal (com falhas geológicas) que se pensa poder gerar sismos. Este projecto começou no início dos anos 90 e desde então têm sido realizadas diversas destas campanhas. O objectivo é medir a direcção e quantidade de movimento que estes pontos têm sofrido ao longo dos últimos anos, por outras palavras medir a sua cinemática. Medindo a sua posição através de GPS ao longo de vários anos podemos assim obter esta medida.

A minha missão, assim como a dos meus colegas, era a de certificar-nos que os GPS’s ficavam ligados durante as 7 horas necessárias para que os dados pudessem ser de confiança. Verificar os cabos, evitar que estes se desligassem, ver se estávamos ligados a mais de 3 satélites e principalmente verificar as baterias, que no meu caso eram fortemente temperamentais.

Bem, acontece que cada um de nós estava sozinho. Eu estava no cimo de um monte, que por ter ardido não tinha arvores, num dia de extremo calor e muito muito vento, o que se tornou problemático. Precisava de um chapéu-de-sol para não assar como uma sardinha, mas o vento tornou a tarefa de posicionar o chapéu extremamente difícil, que voou mais de uma vez, uma delas monte abaixo. E lá fui eu atrás dele que nem um doido. Acabei por passar a tarde com uma mão no cabo do chapéu a tentar mantê-lo o mais estável possível.

Para além de olhar para o ecrã do GPS não havia muita coisa para fazer, mas ia prevenido com uma bateria de livros, mas acabei por passar o dia agarrado ao “Tecido do Cosmos”, com uma mão apenas, pois a outra ia agarrando o chapeu assim que ouvia as árvores no fundo do vale a mexer.

Uma coisa muito boa era a vista. Do local onde estava (num monte por cima da Azambuja) via Lisboa, o Vale do Tejo, A Serra de Montejunto e o início da Serra D’Aire e Candeeiros. Naquela área havia também uma fauna avícola fabulosa, pelo que passei largos minutos a ver aves de rapina. Os insectos eram também extremamente abundantes, sendo que uma bateria de aranhas se apropriou do meu chapéu-de-sol alguns instantes após o ter colocado.

Não posso por isso deixar de aconselhar vivamente os leitores deste blog, amantes da natureza (e é este o objectivo deste post), a visitar este local e a observar a sua magnífica fauna e flora. Vale a pena levar uns binóculos, algo de que não me lembrei. Outra excelente opção é fazer o percurso Vale do Tejo – Serra de Montejunto e desfrutar do contraste Oeste/Lezíria.


Serra de Montejunto (Oeste)

Leziria e Rio Tejo

Ave de Rapina

Fotos daqui, daqui e daqui.

quarta-feira, julho 25, 2007

Lua Iapetus

A Lua de Saturno Iapetus terá permanecido congelada desde os tempos em que o sistema solar era ainda um jovem. Esta corpo terá retido as caracteristicas que apresentava quando tinha apenas algumas centenas de milhões de anos. É curiosa a cadeia montanhosa localizada exactamente sobre a o equador.
Ver a explicação e a notícia completa aqui.