quinta-feira, julho 19, 2007

"O Universo Elegante" em Filme


"Por vezes diz-se que o acto de explorar não é tanto o de procurar novas paisagens, mas o de ver com novos olhos"

O Universo Elegante, de Brian Greene foi sem duvida um dos melhores livros que já li. Ao nível da Breve História do Tempo de Hawking, este livro oferece-nos uma nova visão da física e do Universo (ou Multiverso). O ponto de vista é a Teoria das Cordas. As imagens mentais que criamos ao ler este livro são fabulosas. Agora é possível ver o filme aqui. Não dá para fazer o download, mas pode-se ver online no site da NOVA (pode-se encontrar por lá mais filmes e documentários sobre ciência).

Para quem estiver interessado em rever conceitos básicos de física ao mesmo tempo que viaja por 11 dimensões e atravessa universos paralelos não deve perder este filme.

Imagem de topo daqui

quarta-feira, julho 18, 2007

Geologia na ponta dos dedos

O Departamento de Geologia da Faculdade de Ciências da Universidade de Lisboa (FCUL) e a Agência Ciência Viva promovem nos dias 24 e 31 de Agosto actividades dirigidas a cegos e amblíopes no âmbito da Geologia no Verão. "Geologia na Ponta dos dedos: as Rochas" vai realizar-se no laboratório do Deparatmento de Geologia, da FCUL, pelas 15h00 e dará a oportunidade a estes jovens de sentirem a geologia nas pontas dos dedos.
Mais informações:

Buracos Negros mesmo por cima das nossas cabeças


Num dos posts anteriores escrevi um pouco acerca dos buracos negros (aqui). Disse que se comprimirmos uma porção de matéria o suficiente a gravidade torna-se tão forte que nada pode escapar, nem mesmo a luz – forma-se um buraco negro. Outro ponto importante que referi é que podem formar-se buracos negros de quase todos os tamanhos, desde microscópicos até alguns dias-luz. A formação de um novo buraco negro depende da densidade da matéria e não apenas da sua massa total. As leis da física permitem densidades de matéria até 10^97 quilogramas por metro cúbico (denominado valor de Plank). Sobre estas densidades a gravidade torna-se tão forte que as flutuações quânticas destroem a estrutura do espaço-tempo. Tal densidade é suficientemente grande para criar um buraco negro com cerca de 10^-35 metros de diâmetro (comprimento de Plank) e com uma massa de 10^-8 (massa de Plank). Este é o buraco negro mais pequeno permitido pelas leis da física. É muito mais maciço que uma partícula elementar, mais muito mais pequeno.

Apesar de nunca ninguém ter visto um buraco negro os cientistas acreditam que estes podem ser detectado de forma indirecta. Inclusivamente um grupo de cientistas conjecturou que versões muito pequenas e leves destes objectos exóticos podem estar neste preciso momento a formar-se sobre as nossas cabeças, como resultado da colisão entre partículas ultra-energéticas denominadas de raios cósmicos e as moléculas que constituem a nossa atmosfera. Estes pequenos buracos negros rapidamente decairiam e formariam uma chuva de partículas atómicas inofensivas sobre o nosso planeta. De facto existem actualmente cerca de 1600 aparelhos instalados na superfície do planeta com o objectivo de detectar as partículas resultantes da formação e desintegração deste buracos negros (ver figura em baixo).


Ver artigo: The Black Hole Next Door
Imagem de topo daqui
Bibliografia: Quantum black holes: Physicists could soon creating black holes in the laboratory. Bernard J. Carr & Steven B. Gidding. Scientific American Reports, Especial Edition on Astrophysics, Volume 17, Number 1, 2007;

terça-feira, julho 17, 2007

Água, água por todo o lado - no planeta HD 189733b


"Os cientistas relatam a primeira descoberta conclusiva da presença de vapor de água na atmosfera de um planeta para além do nosso Sistema Solar (ESA, Portugal)."

Ver notícia completa no site da ESA aqui (Crédito da Imagem: ESA)

A descoberta foi publicada a 12 de Julho de 2007 na Nature: ‘Water vapour in the atmosphere of a transiting extrasolar planet’, G. Tinetti, A. Vidal-Madjar, M-C. Liang, J-P. Beaulieu, Y.L. Yung, S. Carey, R. Barber, J. Tennyson, I. Ribas, N. Allard, G. Ballester, D.K. Sing, F. Selsis.

Ao que parece esta descoberta foi feita por uma bolseira!! (vejam o post do Klepsýdra aqui)

Livros que ando a ler

O Luís Rodrigues do Ciência ao Natural desafiou-me a fazer um post sobre 5 livros que ando a ler. Não sendo este um blog pessoal pensei que poderia não ser correcto escrever um post pessoal. No entanto tendo em conta que este blog é acima de tudo um blog de divulgação científica, pensei: porque não? É uma boa oportunidade de partilhar alguma dos textos que me têm influenciado directamente na escrita de alguns posts. Vou por isso restringir-me aos livros de divulgação científica que ando a ler, que são praticamente todos. E desafio desde já os outros membros da equipa da Terra que gira a partilhar as suas leituras.

Não tenho por hábito ler um livro de enfiada, excepto quando estou em viagem. Geralmente leio muitos ao mesmo tempo. A minha mesa-de-cabeceira está coberta por uma pilha deles. Pego num ou noutro consoante o meu estado de espírito.


Tecido do Cosmos
Brian Greene
Gradiva, Ciência Aberta, 2006

O meu preferido! Gosto tanto dele que leio muito devagar com medo de o acabar.
É um livro sobre o espaço e o tempo. Será o espaço uma entidade? Porque é que o tempo tem um sentido? Poderia o universo existir sem espaço nem tempo? Poderemos viajar até ao passado?
Partindo de ideias antigas de Galileu, Newton e Einstein (entre muitos outros), Brian Greene leva-nos até às fronteiras da Ciência. De uma perspectiva da física teórica transporta-nos numa viagem desde do Big Bang até a um Multiverso de onze dimensões. Descreve de forma brilhante e acessível a teoria da relatividade e a mecânica quântica, apresentando as novas ideias da teoria das supercordas.


A Agonia da Terra
Hubert Reeves, Frédéric Lenoir
Gradiva, Ciência Aberta, 2006


É um livro sobre aquecimento global, depauperamento dos recursos naturais, poluição dos solos e das águas, desigualdade na distribuição da riqueza, mal-nutrição dos homens, taxa elevadíssima de extinção de espécies, etc. Nos dias que correm é um livro a não perder. Muito bem fundamentado em termos científicos resume muito bem quais os problemas que a Humanidade e o Planeta enfrentam. Pensar globalmente, agir localmente é imperativo.


O Acaso
Joaquim Marques de Sá
Gradiva, Ciência Aberta, 2007


Um livro que explica o acaso. Que explica muito bem o que são as probabilidades. Que mostra porquê é que coisas improváveis acontecem.
O acaso é dos fenómenos mais mal compreendidos pelo homem, talvez por uma limitação natural do nosso cérebro em lidar com sistemas muito grandes e muito complexos. O nosso mundo é em grande parte probabilístico, sem percebermos o que é o acaso dificilmente compreenderemos o que se passa à nossa volta.


Conceitos Fundamentais da Matemática
Bento de Jesus Caraça
Gradiva, Ciência Aberta, 1998

Recentemente decidi estudar física moderna de forma metódica. Trabalhando em geologia cedo percebi que não iria ser fácil. Quando comecei apercebi-me que precisava de rever alguns conceitos básicos de física, mas principalmente tinha de dominar a matemática. Os textos de divulgação científica não são ferramentas de estudo por si, mas são excelentes complementos. Mesmo quando não tenho paciência ou tempo para estudar, ao ler estes livros delicio-me com a informação que ele contem e vou aprendendo alguma coisa. É juntar o útil ao agradável.
O livro parte da necessidade dos humanos fazerem contagens e da origem do número, levando-nos ao longo da evolução do conhecimento matemático desde a Pré-História até aos nossos dias, nunca esquecendo as monumentais influências filosóficas que a matemática proporcionou ao longo dos tempos.


Guia da Terra do Espaço
Isaac Asimov
Campo das Letras, Campo das Ciências, 1995

Pulsares, Buracos Negros, Supernovas, Porque é que a existem Marés? Incorporando sempre uma componente histórica e filosófica da evolução de muitas ideias e factos científicos, Asimov explica de forma sucinta e acessível a todos alguns dos assuntos mais interessantes que o pensamento e a investigação científica trouxeram para o seio da Humanidade. Um livro ideal para quem dá os primeiros passos no mundo da curiosidade. Asimov é sem duvida um dos melhores comunicadores de ciência que o mundo já viu.

Pronto, vou parar por aqui, já estão cinco. Tenho por lá mais uns livros que ando a ler, mas podem ficar para um próximo post. E quem sabe um dia escreva sobre os melhores que já li.

segunda-feira, julho 16, 2007

O Prof. Sentieiro e os bolseiros

Abaixo são reproduzidas as declarações recentes do Presidente da Fundação para a Ciência e Tecnologia (FCT) sobre aqueles cujo organismo a que preside tutela, os bolseiros, conjuntamente com a resposta da Associação de Bolseiros de Investigação Científica (ABIC).

Para além de dar a ideia que o Prof. não sabe muito bem o que é um bolseiro (ver a terceira declaração) há umas frases que dão a ideia de que o senhor também terá uma costela de comediante (a primeira e a última declaração).

DECLARAÇÕES DO PRESIDENTE DA FCT

O Presidente da FCT, durante a apresentação do Consórcio InBio, a dia 15 de Junho, em Vairão, respondeu a questões colocadas pelos bolseiros presentes no evento e que são elucidativas das suas posições. (As citações apresentadas aqui são parafraseamentos mas que pensamos preservar o sentido original.)

«Os bolseiros são privilegiados pois fazem aquilo de que gostam e ainda são pagos para isso.»

Certamente que o Prof. Sentieiro não pretende sugerir que só os que trabalham naquilo que não gostam sejam pagos por isso. Os investigadores e técnicos recebem uma bolsa fruto do seu trabalho e estudo, cujo mérito foi avaliado e reconhecido por um painel de avaliação. Recebem pela realização do seu trabalho e contribuição para a produção científica um subsídio. Jovens investigadores e técnicos encontram na bolsa a única forma de prosseguir uma carreira em ciência. Fazem-no apesar das dificuldades e insegurança que o sistema de bolsas implica. O termo “privilegiado”, que faz recordar afirmações deste Governo face aos funcionários da Função Pública, é revelador de uma falta de reconhecimento do trabalho e serviço que os bolseiros prestam ao sistema científico e tecnológico nacional (SCTN). É necessário que façamos a tutela compreender que somos trabalhadores científicos, cujo trabalho deve ser valorizado.

«A nova proposta do estatuto de bolseiro da ABIC quer transformar os bolseiros em funcionários públicos.»

Esta é uma descaracterização da proposta da ABIC. A ABIC não apela à transferência dos bolseiros para os quadros da função pública. A PAEBI reclama a substituição das bolsas por contratos de trabalho.

Estes poderão ser contratos a termo, semelhantes aos actualmente financiados pela FCT através de contratos-programa no âmbito do «Concurso Público para a Contratação de 1000 investigadores doutorados». Estes contratos não implicam a entrada nos quadros das instituições de acolhimento. A PAEBI recomenda que os “contratos devem ser equiparados ao regime de Carreira de Investigação Científica ou ao regime geral das carreiras da Administração Pública”, para que esses investigadores, embora não pertencendo às carreiras, possam ir rentabilizando a sua experiência de trabalho em termos de remuneração – o que contrasta com a situação caricata de um ex-bolseiro de pós-doutoramento, que aceitando uma bolsa de projecto para prosseguir o seu trabalho, veja a sua remuneração mensal reduzida em cerca de 700€.

«Se um bolseiro é considerado um trabalhador igual aos outros então um estudante de engenharia também devia ser pago para estudar engenharia.»

Esta afirmação revela a confusão reinante sobre como distinguir um estudante de um profissional de ciência (investigador, técnico, gestor de ciência). A PAEBI segue neste respeito a Carta Europeia do Investigador, que define que o reconhecimento como profissional deve “começar no início da sua carreira, nomeadamente a nível pós graduado, e incluir todos os níveis”. Isto é, nos termos pré-Bolonha, um licenciado é considerado um profissional. Existe sempre alguma componente de formação no trabalho realizado por um bolseiro, mas essa componente é inerente à actividade científica e coloca-se a qualquer nível. Sem prejuízo dessa componente, a actividade dos bolseiros é fundamentalmente a de realização de trabalho científico e de produção científica, equivalente à dos investigadores e técnicos de carreira. Esta distinção é clara para a grande maioria dos actuais bolseiros, como sejam os bolseiros de pós-doutoramento e de projecto. Vejam como a maior parte dos anúncios de bolsas de investigação incluem nos requerimentos do candidato experiência na actividade que irão realizar enquanto bolseiro. Claramente a bolsa não se destina a formar um “estudante” na área de trabalho, mas para recrutar um profissional já com alguma experiência. A distinção poderá ser menos clara no caso de um doutorando, o actual 3º ciclo de ensino superior. O doutorando, muitas vezes referido como “estudante de doutoramento” tem de se inscrever na instituição de acolhimento, pagar propinas, e irá obter um grau académico. Tornam-se frequentes os programas de doutoramento que incluem um período de frequência de cadeiras e seminários. A PAEBI faz a este respeito uma distinção, considerando que durante este período mais curricular, sendo predominante a componente de formação, deve ser atribuída uma bolsa. Numa fase mais avançada do doutoramento, durante a qual é predominante a realização de trabalho científico, deve ser atribuído um contrato de trabalho. Este sistema misto existe, por exemplo, na Espanha, Grécia e Suécia. Noutros países da União Europeia, como a Alemanha, Áustria, Dinamarca, Holanda e Noruega os doutorandos assinam um contrato de trabalho durante todo o periodo de doutoramento. A exigência da generalização de contratos de trabalho tem em conta a realidade de grande parte dos actuais bolseiros e o justo reconhecimento do pós-graduado como profissional.

«Concordo que as pessoas tenham bolsas de pós-doc de 3 anos a seguir ao doutoramento, mas não devem ter bolsas para toda a vida.»

Neste ponto há convergência. A questão que se coloca é a de alternativas às bolsas. São conhecidos muitos casos de investigadores e técnicos que são bolseiros há 8-10 anos, alguns com mais de 12 anos. Mas a realidade é que a bolsa é muitas vezes a única forma de estes poderem auferir rendimento para a continuação do seu trabalho. Por isso a ABIC tem defendido, paralelamente à revisão do estatuto, um maior incentivo à criação de emprego científico. Nesse campo, as medidas do actual governo estão muito aquém das suas promessas. A principal medida foi a abertura do «Concurso Público para a Contratação de 1000 investigadores doutorados», mas seria necessário contratar dez vezes mais investigadores para aproximar o número de investigadores per capita face à média da União Europeia, e adicionalmente um número ainda superior de técnicos. Sendo esta medida positiva, ela é restritiva e insuficiente, não respondendo à acentuada necessidade de contratação de técnicos de investigação. Uma realidade crescente e preocupante é a substituição da bolsa por avenças: o mesmo investigador passa a ser pago pela sua instituição enquanto prestador de serviços. Em vez de ser assinado um contrato a termo, o investigador ou técnico assina regularmente um recibo verde – uma forma de trabalho precário infelizmente já generalizada entre os trabalhadores portugueses.

«Têm que se mentalizar que têm que ir lá para fora e que isso não é mau para o país.»

Naturalmente que é positivo para o país existirem portugueses a trabalhar no estrangeiro, criando assim pontes de contacto entre comunidades científicas. Contudo o mais amplo aproveitamento da formação no estrangeiro só tem lugar se os investigadores e técnicos puderem depois regressar a Portugal para aqui se capitalizarem os conhecimentos e contactos estabelecidos lá fora. Porém, o actual défice de oferta de emprego científico, nos sectores público e privado, e a precariedade associada às bolsas de investigação, funciona como um desincentivo ao retorno e integração no sistema nacional. Certamente que não é benéfico para o país financiar investigadores cuja mais-valia não irá contribuir para a produção científica nacional, sobretudo quando Portugal tem grande necessidade de mais investigadores e técnicos e quando o Governo aponta a Ciência e Tecnologia como um dos eixos de desenvolvimento económico. A mobilidade dos investigadores é um elemento necessário para um ciência aberta, mas ela deve funcionar através de um sistema de incentivos, e.g., mais recursos de trabalho, melhor remuneração, e não através de factores de expulsão, e.g., precariedade, falta de perspectivas de emprego, que conduzem a uma “fuga de cérebros” e um desperdício dos recursos nacionais.

«Concordo com o aumento dos montantes das bolsas, mas isso irá fazer com que menos pessoas recebam bolsas no futuro.»

Os montantes das bolsas nacionais não são actualizados desde 2002, o que tem implicado, devido à inflação, um decréscimo significativo do valor real das bolsas. Uma actualização do montante das bolsas é claramente necessário. Face a esta reivindicação, a FCT tem retorquido que isso implicará uma redução do montante das bolsas, colocando o ónus da responsabilidade nos que reclamam uma justa actualização dos montantes. Mas essa ilação implica a decisão política por parte da tutela de não fazer o necessário reajuste orçamental. Um efectivo reforço do SCTN não pode ser feito à custa de uma maior precarização do trabalho científico. Tal tornará a carreira científica menos atractiva aos estudantes que têm de optar pela sua carreira profissional e conduzirá a uma maior “fuga de cérebros”. São necessários mais recursos humanos nas áreas de Ciência e Tecnologia, mas com condições dignas e atractivas, como recomendado pela Carta Europeia do Investigador.

Castro do Zambujal


O Castro do Zambujal foi um dos maiores povoados do calcolitico da Europa Ocidental. Situa-se a três quilómetros de Torres Vedras, tendo sido descoberto pelo torriense Leonel Trindade. Esta fortificação está estrategicamente implantada num planalto limitado pela Ribeira de Pedrulhos, um afluente do rio Sizandro. Durante o 3º milénio a. C., este rio era navegável e uma bacia marítima chegava até à Ribeira de Pedrulhos, constituindo um excelente porto comercial.
O Instituto Arqueológico Alemão tem realizado investigações regulares, desde 1964. Neste momento (verão de 2007) está a realizar-se uma nova campanha de escavações liderada pelo arqueólogo Michael Kunst, do Instituto Arqueológico Alemão de Madrid. A equipa conta com membros e diversas nacionalidades (portugueses, belgas, holandeses, espanhóis e alemães).
Exste também um exposição permanente no Museu Leonel Trindade em Torres Vedras sobre o Castro do Zambujal.

Mais sobre o Castro do Zambujal:
O modus vivendi do Castro do Zambujal
Zambujal: Relatório de Escavações 1994-1995

Foto daqui

quarta-feira, julho 11, 2007

As entranhas de um vulcão


Um vulcão é mais que um amontoar impressionante de escoadas de lava e camadas de cinza e outros piroclastos.
Uma erupção envolve o transporte do magma desde o sitio onde este se gera (geralmente no manto) para uma câmara magmática onde este se vai acumular até que a pressão do mesmo seja suficiente para o fazer ascender por um sistema de diques e soleiras até às chaminés ou fendas por onde vai finalmente ser extruído sobre a forma de lava, cinzas, lapilli, escórias, bombas vulcânicas entre outros produtos piroclásticos.
Quando um vulcão se extingue e deixa de ser alimentado pelo seu intricado sistema de condutas os agentes erosivos encarregam-se de expor as redes de filões, soleiras, chaminés que a constituíam.

Em Portugal continental temos a sorte de poder observar todos estas diferentes partes de um sistema sub-vulcânico visto que o último episódio de actividade vulcânica na região se deu durante o Cretácico Superior e as rochas formadas durante este período se encontram agora expostas mostrando a quem quiser as entranhas dos vulcões portugueses que devem ter incomodado muito dinossauro com cinza e lava em abundância.

O Complexo Vulcânico de Lisboa, aflorante numa extensão de cerca de 200 km2 entre Lisboa e Torres Vedras compreende:

· Escoadas e camadas de cinza constituídas pelo material expelido por estes vulcões.

Escoada (a castanho) que corta camada de cinzas (avermelhada) em Negrais.

· Chaminés que transportavam a lava até à cratera onde esta atingia a superfície.

Chaminé do Cabeço de Montachique.


· Diques que transportavam verticalmente o magma da câmara magmática até zonas mais superficiais onde o magma, ao contactar com a superfície, se iria concentrar numa parte desta estrutura planar, formando uma chaminé ou irá parar o seu percurso acumulando-se numa soleira.

Dique em Ribeira d'Ilhas.

· Soleiras onde algum do magma seacumula e cristaliza sem nunca atingir a superfície.

Soleira na praia das Maçãs.

Podemos ainda observar antigas câmaras magmáticas de edifícios vulcânicos, hoje materializadas pelas Serras de Monchique e Sintra e pelo afloramento do Cabo de Sines onde a presença de brechas ígneas é indicadora da actividade vulcânica explosiva ocorrida no passado.

O cabo da Roca, parte integrante do maciço sub-vulcânico de Sintra, visto da praia do Guincho.

Em outros locais, a erosão e exposição destas manifestações de actividade ígnea passada deram origem a paisagens reconhecidas mundialmente, como é o caso de:

Ship Rock, Novo México, EUA - uma chaminé e os diques que a alimentam

Palisades, New Jersey, EUA - uma soleira.



Devil's Tower, Wyoming, EUA - uma caminé


As montanhas Cuillins na Ilha de Skye, Escócia - uma antiga câmara magmática.



As soleiras do grupo Jurássico de Ferrar, na Antártica

Parabéns!

Serve este post para mais uma vez congratular o amigo, conterrâneo, companheiro de deambulações geológicas e afins, cientista extraordinário e blogger incansável João Moedas (na foto preparado para enfrentar o agreste clima pirenaico) pela conclusão do seu Mestrado em Cartografia Geológica com a classificação de Muito Bom por Unanimidade.
Na ausência de trocadilhos geológicos decentes em português (aceitam-se sugestões), fico-me por um anglo-saxónico Keep on Rocking!
Que venha o doutoramento e uma carreira cheia de sucessos.

terça-feira, julho 10, 2007

Ciência nas Férias



Ciência nas Férias

Ciência nas Férias proporciona aos estudantes do ensino secundário uma oportunidade de aproximação à realidade do trabalho de investigação científica, através da participação em estágios científicos em laboratórios de diferentes instituições. Os estágios decorrem durante o período de férias escolares dos alunos, nos meses de Verão.

ver aqui

Ciência Viva no Verão
Edição de 2007 (15 de Julho a 15 de Setembro)

Para toda gente de todas as idades..

Na praia, no campo, na cidade, de dia ou de noite, faça férias com a Ciência. Observações astronómicas, passeios científicos, visitas a faróis e a grandes obras de engenharia.
Participe! Acesso gratuito. A inscrição é obrigatória para algumas acções.

Pode fazê-lo on-line ou através da linha azul 808 200 205.

Astronomia no Verão, Geologia no Verão, Biologia no Verão, Engenharia no Verão, Ciência Viva com os Faróis


Mina de São Domingos

sexta-feira, julho 06, 2007

Veredicto: Inocente


Ao contrário do que muita gente e um ou outro documentário cheio de erros querem fazer crer, a actuais alterações climáticas não são da responsabilidade de alterações na quantidade radiação emitida pelo Sol nem da alteração do fluxo de raios cósmicos no modulado pela actividade solar.
Como noticiado na Nature, na Wired e no Guardian, dois papers acabadinhos de sair apontam de novo para a inexistência de um aumento da actividade do astro rei (que atingiu um máximo em 1985-87) correlacionavel com o aumento da temperatura. Aumento este que também é impossível de atribuir a alterações no fluxo de raios cósmicos visto que o trabalho mais recente nessa área para além de não encontrar grande relação entre aumento da temperatura e o dito fluxo permitiria apenas atribuir 2% do aquecimento verificado a tal agente.
Resta agora esperar para ver se os "cépticos" vão continuar a espalhar bibliografia desactualizada e com erros graves como o último berro do progresso cientifico ou se não tentar arranjar outro mecanismo que explique o aumento recente da temperatura. Eu sugiro que se comecem e virar para o interior do planeta visto que o exterior aparentemente já deu o que tinha a dar, a não ser que se queiram juntar ás fileiras daqueles que acreditam que vem aí o Hercólubus...

Bibliografia:

T. SLOAN, A.W.WOLFENDALE, 2007. Cosmic Rays and Global Warming, 30th International Cosmic Ray Conference.
M. LOCKWOOD, C. FROHLICH, 2007. Recent oppositely-directed trends in solar climate forcings and the global mean surface air temperature. Proceedings of the Royal Society A. in press. doi:10.1098/rspa.2007.1880

As "Leis de Newton" foram publicadas há 320 anos


"A 5 de Julho de 1687 foi publicada a primeira edição integral dos "Princípios Matemáticos da Filosofia Natural", de Isaac Newton, que estabeleceram a teoria da gravitação universal, as leis da dinâmica e o desenvolvimento da óptica e da teoria corpuscular da luz, a base da física moderna.

No seu túmulo, em Westminster, o poeta Alexander Pope escreveu: "A Natureza e as Leis da Natureza estavam escondidas na noite. Então Deus disse: 'Faça-se Newton'. E tudo foi iluminado"."

Ver notícia completa aqui
Para saber mais sobre Newton clicar aqui (em português) ou aqui (em Inglês e mais completo)
Aqui está um post do joaosete de Fevereiro de 2007 intitulado "As Leis de Newton"

quinta-feira, julho 05, 2007

Viagens no Tempo (Parte 2 – Campos Gravitacionais e Buracos Negros)


No post anterior vimos como o intervalo de tempo entre quaisquer dois eventos depende da velocidade a que os observadores se deslocam. Assim qualquer partícula ou objecto que acelere para velocidades próximas da luz pode experimentar espectaculares saltos no tempo. Um exemplo é os raios cósmicos que se deslocam a velocidades próximas da luz. Do seu ponto de vista eles atravessam a galáxia em apenas alguns minutos, enquanto que do nosso ponto de vista, isto é usando a Terra como referencia, estas partículas parecem demorar dezenas de milhares de anos a atravessar a galáxia. Se a dilatação do tempo não ocorresse estas partículas nunca conseguiriam ter aqui chegar!

Chegando a este ponto já sabemos que a velocidade é uma forma de viajar para a frente no tempo. Existe outra forma de o fazer: através da Gravidade. É sabido que os relógios andam mais depressa no telhado do que na cave, que está mais perto do centro da Terra e portanto numa zona mais interna do seu campo gravitacional. De forma semelhante os relógios andam mais depressa no espaço do que na superfície da Terra. Apesar destes efeitos serem minúsculos, foram confirmados e medidos usando relógios de elevada precisão. Esta deformação do tempo afecta e tem de ser levada em conta nos Sistemas de Posicionamento Global (GPS em Inglês). Se estes efeitos não fossem considerados e corrigidos os marinheiros, os pilotos de avião, os taxistas, etc, iam parar a alguns quilómetros de distancia do sitio para onde pretendiam ir.

Junto a um estrela de neutrões a gravidade é tão forte que o tempo desacelera cerca de 30 vezes em relação à Terra. Se alguém estivesse junto a essa estrela a olhar para a Terra veria as coisa a acontecer a grande velocidade, como num filme de vídeo a andar para a frente.

É junto aos buracos negros que acontecem as coisas mais espectaculares em termos de distorção de tempo; na sua superfície o tempo pára em relação à Terra. Na prática isto quer dizer que se e caísse num buraco negro, o curto tempo que levava a atingir a sua superfície equivaleria a uma eternidade no resto do Universo. É como se a região dentro do buraco negro estivesse para lá do limite do tempo. Está para lá do futuro! Está no infinito!

Se um astronauta se aproximasse de um buraco negro e conseguisse voltar intacto poderia experimentar um espectacular salto para o futuro.




Imagens daqui e daqui
Adaptado de How to Build a Time Machine. Paul Davies, Scientific American Reports, Especial Edition on Astrophysics, Volume 17, Number 1, 2007.

quarta-feira, julho 04, 2007

O que aconteceu antes do Big Bang?


Novas descobertas no âmbito da teoria da Gravidade Quântica em Loop apontam no sentido de o nosso Universo ter surgido de um outro Universo em colapso.

A Gravidade Quântica em Loop é uma teoria que tenta conciliar a Relatividade Geral de Einstein com as equações da Mecânica Quântica, que não existiam na altura em que Einstein desenvolveu a sua teoria. As duas teorias mostraram até hoje ser incompatíveis. A Relatividade funciona para o muito grande, como a escalas planetárias, mas falha nas escalas subatómicas, onde a incerteza quântica prevalece.

Como se sabia a origem do Big Bang é um estado matemático absurdo, e sem sentido quando descrito pela Relatividade Geral - uma “singularidade” de volume zero e que no entanto contém densidade infinita e energia infinita.

Ao utilizarem as novas equações da Gravidade Quântica em Loop os cientistas aperceberam-se que quando recuavam no tempo as equações os levavam a um início deste Universo com um volume mínimo diferente de zero e uma energia máxima que não é infinita. E mais, a teoria revelou a existência de um Universo em contracção antes do Big Bang (que estes cientistas rebaptizaram por Big Bounce – Grande Salto), no qual o espaço-tempo apresentava uma geometria semelhante ao nosso Universo actual.

Não me vou alongar mais, mas esta notícia pareceu-me extremamente interessante. Não são ideias totalmente novas e há muito tempo que a ideia do Big Bang parece ter como destino certo colapsar. Parece ser de facto uma consequência emergente da necessidade de conciliar a Mecânica Quântica e a Relatividade Geral. Vamos ficar atentos aos novos desenvolvimentos. Viveremos de facto num Multiverso? Será que já ocorreram ciclos de Big Bang – Big Crunch, de expansão e contracção?

Imagem daqui.
Notícia aqui

segunda-feira, julho 02, 2007

4D - Quatro dimensões


Projecção a 3D de um 24-cell a rodar


Estes objectos fascinam-me. Mas para além da sua componente estética permitem-nos saborear um mundo que não conhecemos. O mundo das dimensões superiores a 3. Algumas das mais promissoras teorias físicas, como a teoria de cordas (em português aqui), prevê que o Universo deve ter bem mais de 3 dimensões (10, 11 ou 26 dependendo das diferentes versões). Para quem quiser saber um pouco mais de 4D fica aqui um link em Inglês e aqui um link em português.

domingo, julho 01, 2007

Sentiram isto ?


Sismo de magnitude 5 com epicentro na região do Banco de Gorringe. Ao que parece foi sentido na região de Lisboa, mas eu como de costume não dei por nada.

Mais informações aqui e aqui.

sexta-feira, junho 29, 2007

Viajens no Tempo (Parte 1 - O Paradoxo dos Gémeos)


Há várias coisas que me fascinam na Física. Uma delas causa-me alguma comichão há já algum tempo, os Buracos Negros, de que tratei de forma muito superficial no post anterior. Outro tema absolutamente fascinante é o das viagens no tempo. Este tema foi popularizado por H. G. Wells quando escreveu, em 1895, o romance "A Máquina do Tempo".

As tentativas de conciliar a mecânica quântica com a relatividade numa única teoria unificadora assenta em grande mediada nas relações causa efeito das leis físicas. Se as viagens no tempo forem de facto possíveis as novas teorias seriam drasticamente afectadas.

A melhor descrição do tempo vem da teoria da relatividade de Einstein. Antes o tempo era encarado como algo absoluto e imutável. Na sua teoria da relatividade restrita Einstein propôs que o intervalo de tempo medido entre dois eventos depende de como o observador se move, isto é da sua velocidade.

Este fenómeno é conhecido como o "paradoxo dos gémeos". Vamos supor que a Ana e o Manel são gémeos. A Ana embarca numa nave espacial e vai até uma estrela próxima a uma velocidade próxima da da luz e volta à Terra, enquanto o Manel fica em casa. Enquanto que para a Ana a viagem pode durar, digamos, um ano, quando esta volta a casa nota que na Terra passaram 10 anos. O seu irmão é agora nove anos mais velho que ela. Deixaram de ter a mesma idade, apesar do facto de terem nascido no mesmo dia. Este exemplo ilustra um tipo possível de viagens no tempo. A Ana viajou nove anos para o futuro.

Este efeito é conhecido como dilatação do tempo e ocorre sempre que dois observadores se movem um em relação ao outro. Na nossa vida quotidiana não nos apercebemos deste efeito pois este apenas se torna perceptivel quando os movimentos são feitos a velocidades próximas da da luz. Mesmo num foguetão convencional a dilatação do tempo é de apenas alguns nano-segundos. No entanto os relógios atómicos são suficientemente precisos para medirem este efeito e confirmam que de facto o tempo é comprimido pelo movimento. Deste modo as viagens no tempo são um facto provado mesmo que até agora para quantidades de tempo não muito excitantes.
Adaptado de How to Build a Time Machine. Paul Davies, Scientific American Reports, Especial Edition on Astrophysics, Volume 17, Number 1, 2007.
Imagem daqui; Crédito: NASA.

quinta-feira, junho 28, 2007

Buracos Negros


O conceito de Buraco Negro, na sua forma moderna, emergiu da teoria da relatividade geral de Einstein. Esta prediz que se uma porção de matéria for suficientemente comprimida, a sua gravidade torna-se tão forte que distorce uma porção de espaço de onde nada consegue escapar. A velocidade de escape excede a velocidade da luz (aproximadamente 300.000 km/s) e nem mesmo esta pode escapar do seu interior, daí a origem do termo negro (se não houver luz emitida ou reflectida o objecto é invisível).

Teoricamente podem existir buracos negros de qualquer tamanho, de microscópico a astronómico (alguns com dias-luz de diâmetro). Estes objectos apresentam apenas três características: massa, momentum angular (spin) e carga eléctrica, ou seja, buracos negros com valores iguais destas três grandezas são indistinguíveis. Uma vez que, depois de formado, o seu tamanho tende para zero, isso implica que a "densidade tenda para infinito".

A massa de um buraco-negro de 1cm de diâmetro é superior à massa da Terra.

Para o Sol se tornar num buraco negro tinha de ser comprimido até ter um raio de 3 km, 1/4000000 das dimensões actuais.

A Terra para se tornar num buraco negro tinha de ser comprimida até ter um raio de 9 milímetros, 1/1000000000 do tamanho actual.

Um buraco negro com a massa do Sol teria uma densidade de cerca de 100000000000000000000 kg por metro cúbico (10^19 kg/m^3).

Fontes: Quantum black holes: Physicists could soon creating black holes in the laboratory. Bernard J. Carr & Steven B. Gidding. Scientific American Reports, Especial Edition on Astrophysics, Volume 17, Number 1, 2007;

Wikipédia.

quarta-feira, junho 27, 2007

Novo veiculo pronto para estudar a vida e as fontes hidrotermais no fundo do mar polar


Uma equipa de cientistas e engenheiros do Woods Hole Oceanographic Institution terminou com sucesso os testes de um novo veiculo robotizado desenhado para o estudar a vida no fundo do mar no Oceano Árctico.
Os investigadores do WHOI contruiram dois novos AUVs (autonomous underwater vehicles) e um novo sistema de amostragem não tripulado especifico para operar nas difíceis condições existentes no Árctico.
Os cientistas esperam encontrar formas de vida exóticas junto às fontes hidrotermais localizadas na zona do rifte que separa a Placa América da Placa Eurásia.
Fonte: Woods Hole Oceanographic Institute; Via NASA
Notícia completa aqui e aqui


UMA MÍRIADE DE GALÁXIAS ANÃS


"Com o auxílio do telescópio espacial Spitzer, uma equipa de astrónomosdescobriu um conjunto de mais de mil galáxias anãs num enxame gigante degaláxias.

As galáxias anãs, apesar dos seus tamanhos diminutos, desempenham um papel crucial na evolução cósmica. Os astrónomos acreditam que estas foram asprimeiras galáxias a formar-se e que são os blocos de construção de galáxias demaior dimensão. Este tipo de galáxias é de longe o mais numeroso no Universo e ajudam a mapear a estrutura de larga-escala do Cosmos. Simulações computorizadasde evolução cósmica sugerem que regiões do Universo de grande densidade, tais como os enxames gigantes de galáxias, deveriam conter um número muito maior de galáxias anãs do que aquele que tem vindo a ser observado."

in Astronovas

"New picture of Earth's lower mantle emerges from laboratory studies"

segunda-feira, junho 25, 2007

"Como Bola Colorida - A Terra, Património da Humanidade"


O Pavilhão do Conhecimento - Ciência Viva, o Museu Nacional de História Natural e a Âncora Editora têm o gosto de o (a) convidar para o lançamento do livro "Como Bola Colorida - A Terra, Património da Humanidade" da autoria de A. M. Galopim de Carvalho. Este lançamento enquadra-se nas comemorações do Ano Internacional do Planeta Terra (Unesco).

A sessão terá lugar no dia 27 de Junho, quarta-feira, às 18h30m, no Pavilhão do Conhecimento, Parque das Nações, em Lisboa.

A apresentação do livro será feita pelo Professor António Ribeiro, da Faculdade de Ciências da Universidade de Lisboa.

Também estará presente Manuel Freire que, em homenagem ao título do livro, não deixará de brindar Galopim de Carvalho com a Pedra Filosofal.

O Ministro da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior, Mariano Gago, que prefaciou este livro, também nos honra com a sua presença.

Confirmações:
Telefone: 21 891 71 00
E-mail: info@pavconhecimento.pt

Geologia Urbana (I)


Afloramento de xisto de Manhattan com dobras. O topo ondulado do afloramento deve-se à erosão provocada pelos movimentos das calotes de gelo durante o último periodo glaciar. Central Park, Nova Iorque, E.U.A.

Se por acaso alguém for suficentemente nerd para querer saber mais algo sobre a geologia de Manhattan existe um guia online e tudo.

[R]evolução Energética

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Faz a diferença no modo como a energia é usada em tua casa, e no Mundo.

[R]evolução Energética

http://www.greenpeace.org/international/campaigns/climate-change/take_action/7steps


Enviado por João Aguiar.

Vulcões

Vulcão Arenal, Costa Rica



Monte de Santa Helena, Outubro de 2004




Vulcão Kilauea, Hawaii, Agosto de 2006





Videos do Kilauea aqui , aqui , aqui e aqui.
Há mais videos do sitio de onde estes vieram (Aqui)
As imagens vieram daqui



sexta-feira, junho 22, 2007

Por falar em lagos que desaparecem...



Este é um excerto de um documentário do canal História sobre um lago na Louisiana, Estados Unidos, que foi sugado para o interior de uma mina de sal gema porque alguém furou a cobertura impermeavel do sal ao fazer uma sondagem no fundo do mesmo.
Ora a água dissolve o sal, e liberta espaço que permite a entrada de mais água que por sua vez vai dissolver ainda mais sal até que se gera um buraco enorme que arrasta a água e o solo á volta para o seu interior modificando radicalmente a paisagem naquela parte do mundo.
Eu só sei que não gostava nada de ter sido a pessoa responsável por aquela sondagem...

Perdeu-se: Lago



Na região de Magallanes, na Patagónia Chilena um lado desapareceu subitamente, deixando á mostra uma extensa fenda no seu fundo agora exposto.
O Chile é uma zona com sismicidade intensa e a fenda pode ser a expressão superficial de um sismo forte. Agora, para a água desaparecer completamente é bom que o terreno abaixo do lago seja no mínimo poroso ou um carso com grutas e um sistema de drenagem subterrâneo bem desenvolvido.
No entanto os cientistas locais inclinam-se mais para a hipótese de que o lago tenha sido esvaziado após a acumulação de blocos de gelo ter bloqueado o curso de água que tinha origem no mesmo. Este estrangulamento do curso de água terá criado uma barragem natural de gelo e sedimento que posteriormente cedeu á pressão causada pela acumulação de grandes quantidades de água esvaziando o lago repentinamente.

Notícia via Quinta do Sargaçal.