segunda-feira, julho 16, 2007

Castro do Zambujal


O Castro do Zambujal foi um dos maiores povoados do calcolitico da Europa Ocidental. Situa-se a três quilómetros de Torres Vedras, tendo sido descoberto pelo torriense Leonel Trindade. Esta fortificação está estrategicamente implantada num planalto limitado pela Ribeira de Pedrulhos, um afluente do rio Sizandro. Durante o 3º milénio a. C., este rio era navegável e uma bacia marítima chegava até à Ribeira de Pedrulhos, constituindo um excelente porto comercial.
O Instituto Arqueológico Alemão tem realizado investigações regulares, desde 1964. Neste momento (verão de 2007) está a realizar-se uma nova campanha de escavações liderada pelo arqueólogo Michael Kunst, do Instituto Arqueológico Alemão de Madrid. A equipa conta com membros e diversas nacionalidades (portugueses, belgas, holandeses, espanhóis e alemães).
Exste também um exposição permanente no Museu Leonel Trindade em Torres Vedras sobre o Castro do Zambujal.

Mais sobre o Castro do Zambujal:
O modus vivendi do Castro do Zambujal
Zambujal: Relatório de Escavações 1994-1995

Foto daqui

quarta-feira, julho 11, 2007

As entranhas de um vulcão


Um vulcão é mais que um amontoar impressionante de escoadas de lava e camadas de cinza e outros piroclastos.
Uma erupção envolve o transporte do magma desde o sitio onde este se gera (geralmente no manto) para uma câmara magmática onde este se vai acumular até que a pressão do mesmo seja suficiente para o fazer ascender por um sistema de diques e soleiras até às chaminés ou fendas por onde vai finalmente ser extruído sobre a forma de lava, cinzas, lapilli, escórias, bombas vulcânicas entre outros produtos piroclásticos.
Quando um vulcão se extingue e deixa de ser alimentado pelo seu intricado sistema de condutas os agentes erosivos encarregam-se de expor as redes de filões, soleiras, chaminés que a constituíam.

Em Portugal continental temos a sorte de poder observar todos estas diferentes partes de um sistema sub-vulcânico visto que o último episódio de actividade vulcânica na região se deu durante o Cretácico Superior e as rochas formadas durante este período se encontram agora expostas mostrando a quem quiser as entranhas dos vulcões portugueses que devem ter incomodado muito dinossauro com cinza e lava em abundância.

O Complexo Vulcânico de Lisboa, aflorante numa extensão de cerca de 200 km2 entre Lisboa e Torres Vedras compreende:

· Escoadas e camadas de cinza constituídas pelo material expelido por estes vulcões.

Escoada (a castanho) que corta camada de cinzas (avermelhada) em Negrais.

· Chaminés que transportavam a lava até à cratera onde esta atingia a superfície.

Chaminé do Cabeço de Montachique.


· Diques que transportavam verticalmente o magma da câmara magmática até zonas mais superficiais onde o magma, ao contactar com a superfície, se iria concentrar numa parte desta estrutura planar, formando uma chaminé ou irá parar o seu percurso acumulando-se numa soleira.

Dique em Ribeira d'Ilhas.

· Soleiras onde algum do magma seacumula e cristaliza sem nunca atingir a superfície.

Soleira na praia das Maçãs.

Podemos ainda observar antigas câmaras magmáticas de edifícios vulcânicos, hoje materializadas pelas Serras de Monchique e Sintra e pelo afloramento do Cabo de Sines onde a presença de brechas ígneas é indicadora da actividade vulcânica explosiva ocorrida no passado.

O cabo da Roca, parte integrante do maciço sub-vulcânico de Sintra, visto da praia do Guincho.

Em outros locais, a erosão e exposição destas manifestações de actividade ígnea passada deram origem a paisagens reconhecidas mundialmente, como é o caso de:

Ship Rock, Novo México, EUA - uma chaminé e os diques que a alimentam

Palisades, New Jersey, EUA - uma soleira.



Devil's Tower, Wyoming, EUA - uma caminé


As montanhas Cuillins na Ilha de Skye, Escócia - uma antiga câmara magmática.



As soleiras do grupo Jurássico de Ferrar, na Antártica

Parabéns!

Serve este post para mais uma vez congratular o amigo, conterrâneo, companheiro de deambulações geológicas e afins, cientista extraordinário e blogger incansável João Moedas (na foto preparado para enfrentar o agreste clima pirenaico) pela conclusão do seu Mestrado em Cartografia Geológica com a classificação de Muito Bom por Unanimidade.
Na ausência de trocadilhos geológicos decentes em português (aceitam-se sugestões), fico-me por um anglo-saxónico Keep on Rocking!
Que venha o doutoramento e uma carreira cheia de sucessos.

terça-feira, julho 10, 2007

Ciência nas Férias



Ciência nas Férias

Ciência nas Férias proporciona aos estudantes do ensino secundário uma oportunidade de aproximação à realidade do trabalho de investigação científica, através da participação em estágios científicos em laboratórios de diferentes instituições. Os estágios decorrem durante o período de férias escolares dos alunos, nos meses de Verão.

ver aqui

Ciência Viva no Verão
Edição de 2007 (15 de Julho a 15 de Setembro)

Para toda gente de todas as idades..

Na praia, no campo, na cidade, de dia ou de noite, faça férias com a Ciência. Observações astronómicas, passeios científicos, visitas a faróis e a grandes obras de engenharia.
Participe! Acesso gratuito. A inscrição é obrigatória para algumas acções.

Pode fazê-lo on-line ou através da linha azul 808 200 205.

Astronomia no Verão, Geologia no Verão, Biologia no Verão, Engenharia no Verão, Ciência Viva com os Faróis


Mina de São Domingos

sexta-feira, julho 06, 2007

Veredicto: Inocente


Ao contrário do que muita gente e um ou outro documentário cheio de erros querem fazer crer, a actuais alterações climáticas não são da responsabilidade de alterações na quantidade radiação emitida pelo Sol nem da alteração do fluxo de raios cósmicos no modulado pela actividade solar.
Como noticiado na Nature, na Wired e no Guardian, dois papers acabadinhos de sair apontam de novo para a inexistência de um aumento da actividade do astro rei (que atingiu um máximo em 1985-87) correlacionavel com o aumento da temperatura. Aumento este que também é impossível de atribuir a alterações no fluxo de raios cósmicos visto que o trabalho mais recente nessa área para além de não encontrar grande relação entre aumento da temperatura e o dito fluxo permitiria apenas atribuir 2% do aquecimento verificado a tal agente.
Resta agora esperar para ver se os "cépticos" vão continuar a espalhar bibliografia desactualizada e com erros graves como o último berro do progresso cientifico ou se não tentar arranjar outro mecanismo que explique o aumento recente da temperatura. Eu sugiro que se comecem e virar para o interior do planeta visto que o exterior aparentemente já deu o que tinha a dar, a não ser que se queiram juntar ás fileiras daqueles que acreditam que vem aí o Hercólubus...

Bibliografia:

T. SLOAN, A.W.WOLFENDALE, 2007. Cosmic Rays and Global Warming, 30th International Cosmic Ray Conference.
M. LOCKWOOD, C. FROHLICH, 2007. Recent oppositely-directed trends in solar climate forcings and the global mean surface air temperature. Proceedings of the Royal Society A. in press. doi:10.1098/rspa.2007.1880

As "Leis de Newton" foram publicadas há 320 anos


"A 5 de Julho de 1687 foi publicada a primeira edição integral dos "Princípios Matemáticos da Filosofia Natural", de Isaac Newton, que estabeleceram a teoria da gravitação universal, as leis da dinâmica e o desenvolvimento da óptica e da teoria corpuscular da luz, a base da física moderna.

No seu túmulo, em Westminster, o poeta Alexander Pope escreveu: "A Natureza e as Leis da Natureza estavam escondidas na noite. Então Deus disse: 'Faça-se Newton'. E tudo foi iluminado"."

Ver notícia completa aqui
Para saber mais sobre Newton clicar aqui (em português) ou aqui (em Inglês e mais completo)
Aqui está um post do joaosete de Fevereiro de 2007 intitulado "As Leis de Newton"

quinta-feira, julho 05, 2007

Viagens no Tempo (Parte 2 – Campos Gravitacionais e Buracos Negros)


No post anterior vimos como o intervalo de tempo entre quaisquer dois eventos depende da velocidade a que os observadores se deslocam. Assim qualquer partícula ou objecto que acelere para velocidades próximas da luz pode experimentar espectaculares saltos no tempo. Um exemplo é os raios cósmicos que se deslocam a velocidades próximas da luz. Do seu ponto de vista eles atravessam a galáxia em apenas alguns minutos, enquanto que do nosso ponto de vista, isto é usando a Terra como referencia, estas partículas parecem demorar dezenas de milhares de anos a atravessar a galáxia. Se a dilatação do tempo não ocorresse estas partículas nunca conseguiriam ter aqui chegar!

Chegando a este ponto já sabemos que a velocidade é uma forma de viajar para a frente no tempo. Existe outra forma de o fazer: através da Gravidade. É sabido que os relógios andam mais depressa no telhado do que na cave, que está mais perto do centro da Terra e portanto numa zona mais interna do seu campo gravitacional. De forma semelhante os relógios andam mais depressa no espaço do que na superfície da Terra. Apesar destes efeitos serem minúsculos, foram confirmados e medidos usando relógios de elevada precisão. Esta deformação do tempo afecta e tem de ser levada em conta nos Sistemas de Posicionamento Global (GPS em Inglês). Se estes efeitos não fossem considerados e corrigidos os marinheiros, os pilotos de avião, os taxistas, etc, iam parar a alguns quilómetros de distancia do sitio para onde pretendiam ir.

Junto a um estrela de neutrões a gravidade é tão forte que o tempo desacelera cerca de 30 vezes em relação à Terra. Se alguém estivesse junto a essa estrela a olhar para a Terra veria as coisa a acontecer a grande velocidade, como num filme de vídeo a andar para a frente.

É junto aos buracos negros que acontecem as coisas mais espectaculares em termos de distorção de tempo; na sua superfície o tempo pára em relação à Terra. Na prática isto quer dizer que se e caísse num buraco negro, o curto tempo que levava a atingir a sua superfície equivaleria a uma eternidade no resto do Universo. É como se a região dentro do buraco negro estivesse para lá do limite do tempo. Está para lá do futuro! Está no infinito!

Se um astronauta se aproximasse de um buraco negro e conseguisse voltar intacto poderia experimentar um espectacular salto para o futuro.




Imagens daqui e daqui
Adaptado de How to Build a Time Machine. Paul Davies, Scientific American Reports, Especial Edition on Astrophysics, Volume 17, Number 1, 2007.

quarta-feira, julho 04, 2007

O que aconteceu antes do Big Bang?


Novas descobertas no âmbito da teoria da Gravidade Quântica em Loop apontam no sentido de o nosso Universo ter surgido de um outro Universo em colapso.

A Gravidade Quântica em Loop é uma teoria que tenta conciliar a Relatividade Geral de Einstein com as equações da Mecânica Quântica, que não existiam na altura em que Einstein desenvolveu a sua teoria. As duas teorias mostraram até hoje ser incompatíveis. A Relatividade funciona para o muito grande, como a escalas planetárias, mas falha nas escalas subatómicas, onde a incerteza quântica prevalece.

Como se sabia a origem do Big Bang é um estado matemático absurdo, e sem sentido quando descrito pela Relatividade Geral - uma “singularidade” de volume zero e que no entanto contém densidade infinita e energia infinita.

Ao utilizarem as novas equações da Gravidade Quântica em Loop os cientistas aperceberam-se que quando recuavam no tempo as equações os levavam a um início deste Universo com um volume mínimo diferente de zero e uma energia máxima que não é infinita. E mais, a teoria revelou a existência de um Universo em contracção antes do Big Bang (que estes cientistas rebaptizaram por Big Bounce – Grande Salto), no qual o espaço-tempo apresentava uma geometria semelhante ao nosso Universo actual.

Não me vou alongar mais, mas esta notícia pareceu-me extremamente interessante. Não são ideias totalmente novas e há muito tempo que a ideia do Big Bang parece ter como destino certo colapsar. Parece ser de facto uma consequência emergente da necessidade de conciliar a Mecânica Quântica e a Relatividade Geral. Vamos ficar atentos aos novos desenvolvimentos. Viveremos de facto num Multiverso? Será que já ocorreram ciclos de Big Bang – Big Crunch, de expansão e contracção?

Imagem daqui.
Notícia aqui

segunda-feira, julho 02, 2007

4D - Quatro dimensões


Projecção a 3D de um 24-cell a rodar


Estes objectos fascinam-me. Mas para além da sua componente estética permitem-nos saborear um mundo que não conhecemos. O mundo das dimensões superiores a 3. Algumas das mais promissoras teorias físicas, como a teoria de cordas (em português aqui), prevê que o Universo deve ter bem mais de 3 dimensões (10, 11 ou 26 dependendo das diferentes versões). Para quem quiser saber um pouco mais de 4D fica aqui um link em Inglês e aqui um link em português.

domingo, julho 01, 2007

Sentiram isto ?


Sismo de magnitude 5 com epicentro na região do Banco de Gorringe. Ao que parece foi sentido na região de Lisboa, mas eu como de costume não dei por nada.

Mais informações aqui e aqui.

sexta-feira, junho 29, 2007

Viajens no Tempo (Parte 1 - O Paradoxo dos Gémeos)


Há várias coisas que me fascinam na Física. Uma delas causa-me alguma comichão há já algum tempo, os Buracos Negros, de que tratei de forma muito superficial no post anterior. Outro tema absolutamente fascinante é o das viagens no tempo. Este tema foi popularizado por H. G. Wells quando escreveu, em 1895, o romance "A Máquina do Tempo".

As tentativas de conciliar a mecânica quântica com a relatividade numa única teoria unificadora assenta em grande mediada nas relações causa efeito das leis físicas. Se as viagens no tempo forem de facto possíveis as novas teorias seriam drasticamente afectadas.

A melhor descrição do tempo vem da teoria da relatividade de Einstein. Antes o tempo era encarado como algo absoluto e imutável. Na sua teoria da relatividade restrita Einstein propôs que o intervalo de tempo medido entre dois eventos depende de como o observador se move, isto é da sua velocidade.

Este fenómeno é conhecido como o "paradoxo dos gémeos". Vamos supor que a Ana e o Manel são gémeos. A Ana embarca numa nave espacial e vai até uma estrela próxima a uma velocidade próxima da da luz e volta à Terra, enquanto o Manel fica em casa. Enquanto que para a Ana a viagem pode durar, digamos, um ano, quando esta volta a casa nota que na Terra passaram 10 anos. O seu irmão é agora nove anos mais velho que ela. Deixaram de ter a mesma idade, apesar do facto de terem nascido no mesmo dia. Este exemplo ilustra um tipo possível de viagens no tempo. A Ana viajou nove anos para o futuro.

Este efeito é conhecido como dilatação do tempo e ocorre sempre que dois observadores se movem um em relação ao outro. Na nossa vida quotidiana não nos apercebemos deste efeito pois este apenas se torna perceptivel quando os movimentos são feitos a velocidades próximas da da luz. Mesmo num foguetão convencional a dilatação do tempo é de apenas alguns nano-segundos. No entanto os relógios atómicos são suficientemente precisos para medirem este efeito e confirmam que de facto o tempo é comprimido pelo movimento. Deste modo as viagens no tempo são um facto provado mesmo que até agora para quantidades de tempo não muito excitantes.
Adaptado de How to Build a Time Machine. Paul Davies, Scientific American Reports, Especial Edition on Astrophysics, Volume 17, Number 1, 2007.
Imagem daqui; Crédito: NASA.

quinta-feira, junho 28, 2007

Buracos Negros


O conceito de Buraco Negro, na sua forma moderna, emergiu da teoria da relatividade geral de Einstein. Esta prediz que se uma porção de matéria for suficientemente comprimida, a sua gravidade torna-se tão forte que distorce uma porção de espaço de onde nada consegue escapar. A velocidade de escape excede a velocidade da luz (aproximadamente 300.000 km/s) e nem mesmo esta pode escapar do seu interior, daí a origem do termo negro (se não houver luz emitida ou reflectida o objecto é invisível).

Teoricamente podem existir buracos negros de qualquer tamanho, de microscópico a astronómico (alguns com dias-luz de diâmetro). Estes objectos apresentam apenas três características: massa, momentum angular (spin) e carga eléctrica, ou seja, buracos negros com valores iguais destas três grandezas são indistinguíveis. Uma vez que, depois de formado, o seu tamanho tende para zero, isso implica que a "densidade tenda para infinito".

A massa de um buraco-negro de 1cm de diâmetro é superior à massa da Terra.

Para o Sol se tornar num buraco negro tinha de ser comprimido até ter um raio de 3 km, 1/4000000 das dimensões actuais.

A Terra para se tornar num buraco negro tinha de ser comprimida até ter um raio de 9 milímetros, 1/1000000000 do tamanho actual.

Um buraco negro com a massa do Sol teria uma densidade de cerca de 100000000000000000000 kg por metro cúbico (10^19 kg/m^3).

Fontes: Quantum black holes: Physicists could soon creating black holes in the laboratory. Bernard J. Carr & Steven B. Gidding. Scientific American Reports, Especial Edition on Astrophysics, Volume 17, Number 1, 2007;

Wikipédia.

quarta-feira, junho 27, 2007

Novo veiculo pronto para estudar a vida e as fontes hidrotermais no fundo do mar polar


Uma equipa de cientistas e engenheiros do Woods Hole Oceanographic Institution terminou com sucesso os testes de um novo veiculo robotizado desenhado para o estudar a vida no fundo do mar no Oceano Árctico.
Os investigadores do WHOI contruiram dois novos AUVs (autonomous underwater vehicles) e um novo sistema de amostragem não tripulado especifico para operar nas difíceis condições existentes no Árctico.
Os cientistas esperam encontrar formas de vida exóticas junto às fontes hidrotermais localizadas na zona do rifte que separa a Placa América da Placa Eurásia.
Fonte: Woods Hole Oceanographic Institute; Via NASA
Notícia completa aqui e aqui


UMA MÍRIADE DE GALÁXIAS ANÃS


"Com o auxílio do telescópio espacial Spitzer, uma equipa de astrónomosdescobriu um conjunto de mais de mil galáxias anãs num enxame gigante degaláxias.

As galáxias anãs, apesar dos seus tamanhos diminutos, desempenham um papel crucial na evolução cósmica. Os astrónomos acreditam que estas foram asprimeiras galáxias a formar-se e que são os blocos de construção de galáxias demaior dimensão. Este tipo de galáxias é de longe o mais numeroso no Universo e ajudam a mapear a estrutura de larga-escala do Cosmos. Simulações computorizadasde evolução cósmica sugerem que regiões do Universo de grande densidade, tais como os enxames gigantes de galáxias, deveriam conter um número muito maior de galáxias anãs do que aquele que tem vindo a ser observado."

in Astronovas

"New picture of Earth's lower mantle emerges from laboratory studies"

segunda-feira, junho 25, 2007

"Como Bola Colorida - A Terra, Património da Humanidade"


O Pavilhão do Conhecimento - Ciência Viva, o Museu Nacional de História Natural e a Âncora Editora têm o gosto de o (a) convidar para o lançamento do livro "Como Bola Colorida - A Terra, Património da Humanidade" da autoria de A. M. Galopim de Carvalho. Este lançamento enquadra-se nas comemorações do Ano Internacional do Planeta Terra (Unesco).

A sessão terá lugar no dia 27 de Junho, quarta-feira, às 18h30m, no Pavilhão do Conhecimento, Parque das Nações, em Lisboa.

A apresentação do livro será feita pelo Professor António Ribeiro, da Faculdade de Ciências da Universidade de Lisboa.

Também estará presente Manuel Freire que, em homenagem ao título do livro, não deixará de brindar Galopim de Carvalho com a Pedra Filosofal.

O Ministro da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior, Mariano Gago, que prefaciou este livro, também nos honra com a sua presença.

Confirmações:
Telefone: 21 891 71 00
E-mail: info@pavconhecimento.pt

Geologia Urbana (I)


Afloramento de xisto de Manhattan com dobras. O topo ondulado do afloramento deve-se à erosão provocada pelos movimentos das calotes de gelo durante o último periodo glaciar. Central Park, Nova Iorque, E.U.A.

Se por acaso alguém for suficentemente nerd para querer saber mais algo sobre a geologia de Manhattan existe um guia online e tudo.

[R]evolução Energética

Deixa o teu e-mail e durante 7 semanas recebes 1 dica por semana, sobre a utilização de energia.

Faz a diferença no modo como a energia é usada em tua casa, e no Mundo.

[R]evolução Energética

http://www.greenpeace.org/international/campaigns/climate-change/take_action/7steps


Enviado por João Aguiar.

Vulcões

Vulcão Arenal, Costa Rica



Monte de Santa Helena, Outubro de 2004




Vulcão Kilauea, Hawaii, Agosto de 2006





Videos do Kilauea aqui , aqui , aqui e aqui.
Há mais videos do sitio de onde estes vieram (Aqui)
As imagens vieram daqui



sexta-feira, junho 22, 2007

Por falar em lagos que desaparecem...



Este é um excerto de um documentário do canal História sobre um lago na Louisiana, Estados Unidos, que foi sugado para o interior de uma mina de sal gema porque alguém furou a cobertura impermeavel do sal ao fazer uma sondagem no fundo do mesmo.
Ora a água dissolve o sal, e liberta espaço que permite a entrada de mais água que por sua vez vai dissolver ainda mais sal até que se gera um buraco enorme que arrasta a água e o solo á volta para o seu interior modificando radicalmente a paisagem naquela parte do mundo.
Eu só sei que não gostava nada de ter sido a pessoa responsável por aquela sondagem...

Perdeu-se: Lago



Na região de Magallanes, na Patagónia Chilena um lado desapareceu subitamente, deixando á mostra uma extensa fenda no seu fundo agora exposto.
O Chile é uma zona com sismicidade intensa e a fenda pode ser a expressão superficial de um sismo forte. Agora, para a água desaparecer completamente é bom que o terreno abaixo do lago seja no mínimo poroso ou um carso com grutas e um sistema de drenagem subterrâneo bem desenvolvido.
No entanto os cientistas locais inclinam-se mais para a hipótese de que o lago tenha sido esvaziado após a acumulação de blocos de gelo ter bloqueado o curso de água que tinha origem no mesmo. Este estrangulamento do curso de água terá criado uma barragem natural de gelo e sedimento que posteriormente cedeu á pressão causada pela acumulação de grandes quantidades de água esvaziando o lago repentinamente.

Notícia via Quinta do Sargaçal.

quinta-feira, junho 21, 2007

Notícias interessantes..

New evidence points to oceans on Mars in the past

Two more active moons around Saturn

Hidden planet pushes the ring of the star a billion miles off-centre

Remains of earliest giant panda discovered

Computer models suggest planetary and extrasolar planet atmospheres

Scientists ponder plant life on extrasolar Earth-like planets

Building a liquid telescope on the moon

New view of doomed star

Bonobos e Memes

O vídeo em baixo, que vale a pena ser visto, retracta a interacção de um grupo de Bonobos (Order: Primates; Family: Hominidae; Genus: Pan; Species: P. paniscus) com um grupo de seres-humanos. O video é narrado apresentado e narrado pela antropóloga Susan Savage-Rumbaugh.

Tirei o vídeo de um post do Francisco Burnay, intitulado Macacos de imitação (II), que vale a pena ser lido. Este é a segunda parte de um outro post: Macacos de imitação (I).

Os dois posts mais o vídeo sustentam uma ideia apresentada criada pelo biólogo evolucionista Richard Dawkins, no seu livro "O Gene Egoísta", a ideia de "meme".

Um meme, termo cunhado em 1976 por Richard Dawkins no seu bestseller controverso O Gene Egoísta, é para a memória o análogo do gene na genética, a sua unidade mínima. É considerado como uma unidade de informação que se multiplica de cérebro em cérebro, ou entre locais onde a informação é armazenada (como livros) e outros locais de armazenamento ou cérebros. No que respeita à sua funcionalidade, o meme é considerado uma unidade de evolução cultural que pode de alguma forma auto-propagar-se. Os memes podem ser ideias ou partes de ideias, línguas, sons, desenhos, capacidades, valores estéticos e morais, ou qualquer outra coisa que possa ser aprendida facilmente e transmitida enquanto unidade autónoma. O estudo dos modelos evolutivos da transferência de informação é conhecido como memética.

Bonobos

quarta-feira, junho 20, 2007

Imagens da Estrutura do Universo



Figura 1: Esta imagem é uma simulação computacional da estrutura do Universo a grande-escala. Foi criada por um grupo de cientistas conhecido como "The Virgo Consortium". A janela mede cerca de 300 milhões de anos-luz. Os grandes pontos brilhantes são aglumerados de galáxias, enquanto os pontos mais pequenos representam galáxias individuais e grupos de galáxias.
Credito da imagem: The Virgo Consortium
Tirei a imagem daqui

Figura 2: Crédito: Greg L. Bryan and Michael L. Norman, Grand Challenge Cosmology Consortium. Tirei daqui


Figura 3: Do artigo "The large-scale structure of the Universe"
Volker Springel, Carlos S. Frenk and Simon D. M. White
Nature 440, 1137-1144 (27 April 2006)

ECO_92 - VEJAM ESTE VIDEO

Fronteiras da Ciência e Simulação Computacional

terça-feira, junho 19, 2007

Um ROV sonda o Canhão da Nazaré

"Um projecto de cartografia e análise do fundo do mar está a decorrer ao largo da Nazaré para conhecer o maior canhão submarino da Europa e um dos maiores do mundo", o Canhão da Nazaré (Ver figura 1).

Figura 1: Canhão da Nazaré (imagem daqui)


O estudo está a ser executado com o apoio de um ROV (Remote Operating Vehicle, ver figura 2) que permite recolher dados até cerca de 6500 metros de profundidade.

Figura 2: Um ROV explorando um navio afundado.

Ver notícia completa aqui

Mais sobre Canhões Submarinos Portuguese (aqui)

Campo Magnético Terrestre

Vi ontem um programa que documentava o conjunto de fenómenos que permitiu o aparecimento da Vida na Terra. Um deles, por vezes esquecido, é a existência do campo magnético terrestre, que nos protege do constante bombardeamento de partículas carregadas provenientes da coroa solar. O campo magnético deflecte as partículas em torno da Terra, protegendo-a (ver figura 1).


Figura 1: O vento solar e a Magnetosfera


A origem do campo magnético da Terra é ainda hoje discutida, mas a teoria mais aceite é a de que o nosso planeta possui um núcleo externo líquido constituído por ferro e níquel que se encontra em movimento (Ver figura 2). O movimento destes metais fundidos origina um campo eléctrico no interior do núcleo que por sua vez origina o campo magnético terrestre.


Figura 2: Estrutura e interna da Terra.

Marte não possui campo magnético com origem interna, isto deve-se ao facto do planeta não possuir um núcleo fundido. Muitos cientistas acreditam que de facto esta é a explicação para a aparência desértica da superfície de Marte (ver figura 3). A ausência de campo magnético não impede o bombardeamento de partículas solares carregadas o que causa a deterioração da atmosfera do planeta e em consequência provoca a sua desertificação.

Figura 3: Marte visto pela Spirit.


Outras condições necessárias para o aparecimento de Vida na Terra é a existência de água no estado líquido e de uma atmosfera rica em oxigénio. Estes assuntos poderão ser discutidos em posts subsequentes, pois pelo menos a necessidade da existência de oxigénio continua a ser um assunto controverso.


Existe pelo menos outro facto interessante em relação ao campo magnético terrestre: este inverte periodicamente a sua polaridade. Quais as causas desta inversão? Quais as consequências? Afectará a Vida? Este assunto também será desbravado num post seguinte a aparecer em breve.