Ciência Hoje?
Se a linha editorial do Ciência Hoje se mantiver, esperamos ansiosamente um texto da astróloga Maya sobre a influência dos astros nas cores das roupas que decidimos usar.
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Rui M
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Cascata na sequência de escoadas lávicas intruídas por soleiras da ilha de Skye, Escócia, Reino Unido.
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Rui M
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geologia de campo

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João Moedas Duarte
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João Moedas Duarte
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João Moedas Duarte
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João Moedas Duarte
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João Moedas Duarte
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Geologia Planetária
Evolução da distribuição das massas continentais nos últimos 750 milhões de anos. Retirado daqui.
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Rui M
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Tectónica de Placas
Ontem, no aparentemente infame Colóquio realizado na FCUL, Jónatas Machado deu, perante uma assistência maioritariamente constituída por cientistas, o seu show criacionista.
O programa do espectáculo consistia em primeiro rejeitar as regras da Ciência para depois demonstrar que esta, quando aplicada ao estudo da Vida, chegava a uma conclusão falaciosa porque da interpretação naturalista da Vida só pode resultar a teoria da Evolução. Isto constitui na visão deste senhor um argumento circular e um óbvia falácia e um caso exemplar de, nas palavras do próprio, trash in – trash out.
Pena que Jónatas Machado não tenha aplicado este raciocínio à interpretação Criacionista do mundo, essa sim, o argumento circular perfeito e um dos exemplos mais utilizados para descrever a falácia do argumento circular. É caso para dizer que se trata simplesmente de God in – God out.
Contudo, é curioso que o Criacionismo, apesar de rejeitar as regras da Ciência, procure tão persistentemente disfarçar-se de teoria cientifica, como que sugerindo que estas são necessárias para legitimar e validar as crenças religiosas, como uma interveniente sugeriu durante o debate final do colóquio.
Depois seguiu-se uma catadupa de questões a que a Ciência ainda não respondeu ou para a qual não existe ainda uma resposta consensual. Enfim, nada mais que os eternos pontos de interrogação que os criacionistas tanto gostam de transformar em divindade.
È claro que isto veio misturado com uma série de outras questões cuja resposta é conhecida e aceite, embora ainda se discutam alguns pormenores. Como a origem dos oceanos, que dá muito jeito rotular como desconhecida, principalmente se se estiver a pensar em arranjar uma maneira ligeiramente menos estapafúrdia de se meter um dilúvio e uma arca ao barulho para explicar a história do planeta e da vida nele contida.
Nos últimos minutos da sua intervenção, Jónatas Machado declarou que a evolução era cruel e ineficiente quando comparada com a criação perfeita um Deus omnisciente, omnipresente e benevolente (excepto naquele dia em Sodoma e Gomorra, mas dias maus temos todos…). Aparentemente os criacionistas vivem num mundo de eterna Primavera em que os passarinhos cantam, as abelhas polinizam lindas flores e os casais de animaizinhos aguardam em paz o nascimento das suas crias, alheios à existência de presas e predadores, de competição inter e intra populações, do canibalismo e de toda uma gama de catástrofes naturais que ocorrem quase diariamente por este mundo fora.
Posto isto, o orador saiu cedo evitando grandes confrontos com as suas afirmações (fora aquelas proferidas nas palestras que antecederam a sua) e remetendo para sites de supostos cientistas criacionistas. Não se pode dizer que se tenha perdido grande coisa…
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Rui M
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Criacionismo,
Eventos
A leitura deste post de Palmira F. da Silva sobre as origens do Criacionismo moderno. E do resto do De Rerum Natura também.
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Rui M
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Criacionismo
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João Moedas Duarte
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Marte
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Na mina zinco, prata e chumbo de Naica situada na província de Chihuahua no México, descobriu-se em 2000, durante a escavação de um túnel, uma gruta repleta de cristais de gesso (selenite) com dimensões que podem atingir os 2 metros de diâmetro por 10 de comprimento.
Estes cristais precipiraram lentamente numa gruta formada pela dissolução do calcário através da acção de fluidos ácidos, ricos em enxofre. Estes fluidos preencheram a cavidade e entraram em contacto com outros provenientes da superfície ricos em oxigénio que oxidaram o enxofre e deram origem à precipitação lenta de gesso que permitiu a formação destes gigantes.
O único entrave à exploração (e à existência de mais fotos incríveis) desta gruta é o facto de se encontrar a temperaturas próximas dos 50ºC e ter uma taxa de humidade de 100%, o que a torna numa sauna natural a trezentos metros de profundidade onde a permanência prolongada sem o equipamento adequado pode causar a morte, deixando uma pessoa practicamente "cozida".
Mas isto não impediu o grupo italiano "La Venta" a inventar uma técnica que permitisse a permanência nas grutas, levando a cabo a sua exploração e a realização de um documentário rodado já no início deste ano.
Trailer do documentário aqui.
Mais informações sobre a descoberta e formação destas geodes de gesso gigantescas aqui, aqui e aqui.
Fotos aqui e aqui.
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Rui M
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Mineralogia
Erupções vulcanicas em Io. Fotografada pela New Horizons em Feb. 28, 2007(aqui).
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João Moedas Duarte
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Geologia Planetária
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Rui M
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aquecimento global
Espeleologos deste mundo preparem-se para a vossa primeira descida a uma gruta extra-terrestre.
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Rui M
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Geologia Planetária,
Marte
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vulcanismo
Crédito: Mário Ramos (Clube Astronómico 2000/Instituto Geográfico do Exército); Telescópio: Celestron C14 (IGeoE); Instrumento: Câmara Digital Canon 300D. 
Tipos de eclipses lunares
Um eclipse de penumbra ocorre quando a Lua apenas passa através da penumbra da Terra, a porção externa da sombra terreste. A penumbra não provoca um escurecimento perceptível da superfície da Lua.
Um eclipse lunar total ocorre quando a Lua atravessa completamente o interior da umbra da Terra, a parte interna da sombra. A velocidade da Lua através da sombra é cerca de um quilómetro por segundo, e um eclipse total pode durar até 102 minutos (1h e 42min). O período decorrido a partir do momento em que a Lua tem o primeiro contacto com a umbra da Terra até o momento em que a abandona totalmente, por outro lado, pode durar várias horas. Se apenas parte da Lua entra na umbra, o eclipse é chamado de eclipse parcial.

Bibliografia: Wikipédia e Portal do Astrónomo.
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João Moedas Duarte
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João Moedas Duarte
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Terra
As recentes notícias sobre a hipotética abertura de um parque temático em Mafra destinado a promover o Criacionismo como teoria científica concorrente da teoria da Evolução vieram por na ordem do dia o debate entre cientistas defensores da evolução e de uma Terra antiga e (principalmente) Cristãos Evangélicos fundamentalistas defensores da criação divina numa Terra recente (aí com uns 6000 anos, mais coisa menos coisa).
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Rui M
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Criacionismo,
Eventos
A Terra viaja a 107000 km/hora e pesa 6,6 sextiliões de toneladas.
O nosso Planeta formou-se há cerca de 4500000000 anos.
O cosmos contém cerca de 50000000 de galáxias.
Existem entre 100000000 e 1000000000 estrelas numa galáxia.
1 UA (Unidade Astronómica) é a distância média entre a Terra e o Sol, cerca de 150 milhões de quilómetros.
A luz do Sol leva 8 minutos e 20 segundos a alcançar a Terra a 299,792 km/seg.
A estrela mais próxima dá Terra fora do Sistema Solar está 270000 vezes mais afastada do que o Sol, o que dá 40500000000000 quilómetros.
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João Moedas Duarte
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"A subida do nível do mar e o degelo dos pólos podem ser fenómenos bem mais graves do que se previa, de acordo com os oceanógrafos da agência espacial norte-americana, NASA.
Um ano antes da revolução industrial, no século XVIII, o aumento do nível do mar ocorria à razão de um milímetro por ano. Agora, dois séculos mais trade, esse aumento é três vezes superior, ou seja, três milímetros por ano. Segundo os especialistas, este fenómeno é provocado pela combinação de aquecimento global do planeta, degelo das calotes polares e longos ciclos de alteração natural dos níveis do mar.
(...) Segundo Eric Lidstrom, se as grandes placas polares se envolverem nessas alterações, "o nível do mar pode subir dezenas de metros".(...)"
in Publico
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João Moedas Duarte
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09:16
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Um dos mais usados, cansados e falsos argumentos usados para descredibilizar a teoria do aquecimento global antropogénico é de que é tudo uma moda recente (ou uma conspiração perpetrada por comunistas camuflados, conforme o grau de paranóia) e que nos anos 70, para além do disco, dos bigodes e das calças à boca de sino, o que estava a dar era o arrefecimento global.
A base desta alegação é constituída por dois artigos saídos nas muito pouco científicas revistas Time e Newsweek que algures na década de 70 dedicaram espaço nas suas páginas a um hipotético arrefecimento global.
Ora, visto que esses artigos são usados pelos detractores da teoria do aquecimento global como provas de um consenso científico à volta de um arrefecimento generalizado do planeta, estranhamente representado apenas por artigos na imprensa generalista, William Connolley um climatólogo do British Antartic Survey, decidiu compilar todos os artigos científicos com referencias à suposta eminente idade do gelo. O resultado não impressiona ninguém, não devem chegar à vintena entre livros, relatórios e artigos, os textos que mencionam tal hipótese. Lá se vai o consenso sobre o arrefecimento na década de 70.
Para piorar as coisas, afinal já se fala de aquecimento global há bastante tempo. Aí desde 1896, para ser mais preciso, quando o prémio Nobel da Química Svante Arrhenius sugeriu que o aumento das concentrações de CO2 na atmosfera devido à queima de combustíveis fósseis poderia provocar um aumento das temperaturas.
Nos anos 40 esta hipótese foi confirmada pela espectrometria de infravermelhos que permitiu verificar que o dióxido de carbono absorve radiação infravermelha indo o aumento da sua concentração na atmosfera fazer também aumentar as temperaturas da mesma.
Na década de 50 Gilbert Plass adverte para os perigos provenientes da queima excessiva da combustíveis fósseis mas nessa altura pensava-se que os oceanos podiam absorver todo o CO2 em excesso, até que Charles Keeling publica as suas medições da variação da concentração de CO2 na atmosfera, mostrando sem sombra para dúvidas que esta se encontrava a subir.
E a partir daí o assunto foi ganhando momento e força mediática, excepto durante o tal intervalo nos anos 60-70 em que as elevadas emissões de aerossóis de sulfato fizeram com que as temperaturas globais não aumentassem como previsto, o que deixou de acontecer assim que nos anos 70 se começaram a regular as emissões destes poluentes, principalmente devido à existência de extensas áreas afectadas por chuvas ácidas e tendo em vista melhorar a qualidade do ar.
O que é pena é que ainda haja gente a bater nesta tecla e a apresentá-la vezes e vezes sem conta, como se fosse algo novo e relevante.
Mais informações:
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Rui M
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00:08
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aquecimento global

Imagem captada durante a calibração da sonda STEREO que visualiza as emissões de radiação ultravioleta da nossa estrela.
Mais imagens fantásticas e inclusive videos do transito da Lua em frente ao Sol aqui.
Via BoingBoing.
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Rui M
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Astronomia
Pegmatito dobrado, cortado por pequena zona de cisalhamento. Cap de Creus, Catalunha, Espanha.
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Rui M
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geologia de campo
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Rui M
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Documentários

Gallileu Galilei nasceu em Pisa no dia 15 de Fevereiro de 1564. Foi um notável físico, matemático e astrónomo italiano, sendo considerado um dos maiores génios da história da humanidade. (ver mais sobre Galileu aqui).
Hoje é um dado aceite que a Terra é redonda e que gira em torno do Sol. Mas nem sempre foi assim. Antes pelo contrário. Esta é uma ideia muito recente e apenas enraizada nas sociedades modernas ocidentais.
Actualmente compreende-se o porquê das coisas serem assim. Pelo menos um porquê parcial. Depois de Newton e Einstein o mundo tornou-se muito mais compreensivel para aqueles que possuem alguns conhecimentos de física e matemática e muito mais incompreensivel para aqueles que não se interessam por estas matérias. O próprio Einstein uma vez referiu que desde que os matemáticos começaram a trabalhar na teoria da relatividade, até ele já não a percebia.
Estas revoluções demoram o seu tempo, muito tempo, a consolidarem-se no seio de uma sociedade. Veja-se, já em 1543 (apenas cerca de 300 anos após a existência de D. Afonso Henriques) o astrónomo e matemáticos polaco Nicolau Copérnico (1473-1543), escreveu um livro sugerindo que o Sol estava no centro do Universo e que a Terra orbitava à sua volta e rodava diariamente no seu próprio eixo. Contudo não se atreveu a publicar o livro durante a sua vida, e só viu a primeira cópia já no seu leito de morte. Tal como ele temia, o livro foi rapidamente banido pelo a igreja católica.
Um dos seguidores de Copérnico, Giordano Bruno (c. 1548-1642) expôs claramente as suas ideias de que o Universo é infinito, que a Terra gira à volta do Sol, que as estrelas eram outros sóis com planetas à sua volta, e que a vida não estava confinada à Terra. Depois de ter estado preso durante algum tempo, por disseminar tais noções controversas, foi julgado e queimado na fogueira por heresia. (Mas que mania a nossa, seres ditos inteligentes, de nos matarmos uns aos outros, ainda por cima de formas tão divertidas como esta!). Galileu quase seguiu o mesmo caminho. Sob ameaça de tortura (o que também é uma coisa divertida! típica de seres geniais), foi forçado a negar que a Terra se movia em torno do Sol. Embora a Santa Inquisição lhe tivesse poupado a vida, foi obrigado a viver em prisão domiciliária o resto da vida!
As obras de Galileu foram censuradas e proibidas pela igreja católica romana . No entanto, Galileu conseguiu que uma das suas obras (sobre mecânica) fosse publicada em Leiden, na actual Holanda, uma zona protestante, onde a Igreja Católica não tinha grande influência. 341 anos após a sua morte, em 1983, a mesma igreja, revendo o processo, decidiu-se pela sua absolvição (mas o que é que isto interessa!? já toda a gente sabia que o senhor não era culpado de nada! foi absolvido da acusação de ter cometido o crime gravíssimo de ter dito a verdade! mas que grande lata! haverá algo mais hipócrita que isto? 341 anos!!!!).
Os cientistas (por profissão ou por alma) são os herdeiros desta maravilhosa luta. A luto pelo direito de descobrir coisas novas, o direito de nos questionarmos acerca do meio que nos rodeia, a possibilidade de partilhar e divulgar essas incríveis descobertas. De podermos discutir com um brilho de alegria nos olhos. De podermos olhar completamente fascinados para o céu nocturno e interrogarmos o que existe lá fora, "na vastidão do espaço e na imensidão do tempo..."
Bibliografia: Wikpédia e História Merdosa de Quase Tudo, de A. Parody.
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João Moedas Duarte
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14:04
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Biografia