quarta-feira, março 28, 2007
Como é que você pode controlar a mudança do clima?

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João Moedas Duarte
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alterações climáticas
O aquecimento global vai criar zonas climáticas

"Os novos climas do século XXI podem promover a formação de novas associações entre espécies e outras surpresas ecológicas, enquanto o desaparecimento de outros climas aumentará o risco de extinção de espécies de distribuição geográfica ou climática estreita."
"A nossa análise mostra que é muito mais provável que as zonas climáticas se alterem no cenário de maior aumento da temperatura média. Por isso, diria que apresentamos argumentos fortes para dar prioridade à redução das emissões de dióxido de carbono, antes de investir em soluções de conservação das espécies baseadas na adaptação às alterações climáticas." Até porque a única coisa certa é que haverá surpresas: "Termos de lidar com climas completamente diferentes do que já experimentamos torna difícil fazer planos para o futuro."
Notícia completa: aqui
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João Moedas Duarte
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alterações climáticas,
aquecimento global
Maior parque solar do mundo

Portugal é um país com enorme potencial na produção de energias limpas. Temos vento, ondas e muita radiação solar, para além dos rios. Pessoalmente sou contra a construção de barragens. Primeiro por destruiram o ciclo geológico natural, e segundo por serem produtoras de CO2, proveniente da matéria orgânica em decomposição (estes estudos são praticamente inexistentes em Portugal).
Numa situação como a actual, em que ninguém sabe muito bem como será o clima daqui a 50 anos, a construção deste parque solar é de louvar. Esperemos que se continue por este caminho.
Fonte: Público
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João Moedas Duarte
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energia,
Notícias
terça-feira, março 27, 2007
A Terra e a Lua...

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João Moedas Duarte
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Terra
segunda-feira, março 26, 2007
Algumas curiosidades planetárias
Quando se começou a suspeitar de que a Terra era uma esfera, o céu foi reinterpretado como sendo a parte interna de uma esfera ainda maior que englobava a Terra. Em ambos os casos pensava-se tratar-se de uma cobertura sólida. Daí vem o termo firmamento, sendo que o prefixo firm- significa sólido ou firme. Ora, mas se o céu fosse firme então todos os corpos aí existentes deveriam mover-se solidariamente. Mas será que isto acontece deste modo?
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João Moedas Duarte
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Geologia Planetária
sábado, março 24, 2007
Tectónica de Placas
Evolução da distribuição das massas continentais nos últimos 750 milhões de anos. Retirado daqui.
Notícia via Público.
Mais informações aqui e mais animações e imagens aqui e aqui.
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Rui M
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14:31
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Tectónica de Placas
sexta-feira, março 23, 2007
quinta-feira, março 22, 2007
Um criacionista na Faculdade de Ciências
Ontem, no aparentemente infame Colóquio realizado na FCUL, Jónatas Machado deu, perante uma assistência maioritariamente constituída por cientistas, o seu show criacionista.
O programa do espectáculo consistia em primeiro rejeitar as regras da Ciência para depois demonstrar que esta, quando aplicada ao estudo da Vida, chegava a uma conclusão falaciosa porque da interpretação naturalista da Vida só pode resultar a teoria da Evolução. Isto constitui na visão deste senhor um argumento circular e um óbvia falácia e um caso exemplar de, nas palavras do próprio, trash in – trash out.
Pena que Jónatas Machado não tenha aplicado este raciocínio à interpretação Criacionista do mundo, essa sim, o argumento circular perfeito e um dos exemplos mais utilizados para descrever a falácia do argumento circular. É caso para dizer que se trata simplesmente de God in – God out.
Contudo, é curioso que o Criacionismo, apesar de rejeitar as regras da Ciência, procure tão persistentemente disfarçar-se de teoria cientifica, como que sugerindo que estas são necessárias para legitimar e validar as crenças religiosas, como uma interveniente sugeriu durante o debate final do colóquio.
Depois seguiu-se uma catadupa de questões a que a Ciência ainda não respondeu ou para a qual não existe ainda uma resposta consensual. Enfim, nada mais que os eternos pontos de interrogação que os criacionistas tanto gostam de transformar em divindade.
È claro que isto veio misturado com uma série de outras questões cuja resposta é conhecida e aceite, embora ainda se discutam alguns pormenores. Como a origem dos oceanos, que dá muito jeito rotular como desconhecida, principalmente se se estiver a pensar em arranjar uma maneira ligeiramente menos estapafúrdia de se meter um dilúvio e uma arca ao barulho para explicar a história do planeta e da vida nele contida.
Nos últimos minutos da sua intervenção, Jónatas Machado declarou que a evolução era cruel e ineficiente quando comparada com a criação perfeita um Deus omnisciente, omnipresente e benevolente (excepto naquele dia em Sodoma e Gomorra, mas dias maus temos todos…). Aparentemente os criacionistas vivem num mundo de eterna Primavera em que os passarinhos cantam, as abelhas polinizam lindas flores e os casais de animaizinhos aguardam em paz o nascimento das suas crias, alheios à existência de presas e predadores, de competição inter e intra populações, do canibalismo e de toda uma gama de catástrofes naturais que ocorrem quase diariamente por este mundo fora.
Posto isto, o orador saiu cedo evitando grandes confrontos com as suas afirmações (fora aquelas proferidas nas palestras que antecederam a sua) e remetendo para sites de supostos cientistas criacionistas. Não se pode dizer que se tenha perdido grande coisa…
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Rui M
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Criacionismo,
Eventos
quarta-feira, março 21, 2007
Altamente recomendada
A leitura deste post de Palmira F. da Silva sobre as origens do Criacionismo moderno. E do resto do De Rerum Natura também.
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Rui M
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09:55
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Criacionismo
Marte: água suficiente para cobrir a superfície do planeta
Estas estimativas foram elaboradas após a medição da espessura do gelo, que se encontra estratificado. O radar permitiu inclusivamente detectar a base desta unidade, que se encontra a a cerca de 3,7 km de profundidade.
A existencia de níveis de água nas regiões polares de Marte é mais um dado a favor da conjectura de que o Planeta já possuiu água liquida no passado. Este facto é muito importante pois todas a formas de vida conhecidas dependem da água liquida. Pensa-se que a água também tem um papel fundamental na tectónica de placas, e que esta pode por sua vez ter um papel fundamental na evolução da Vida na Terra. Será que o mesmo se passou com Marte? Qual o futuro daquele gelo? Poderá Marte vir a ter água líquida no futuro?
Crédito: NASA/JPL-Caltech. Ver original informação original aqui.
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João Moedas Duarte
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Marte
terça-feira, março 20, 2007
segunda-feira, março 19, 2007
La Cueva de los Cristales
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Na mina zinco, prata e chumbo de Naica situada na província de Chihuahua no México, descobriu-se em 2000, durante a escavação de um túnel, uma gruta repleta de cristais de gesso (selenite) com dimensões que podem atingir os 2 metros de diâmetro por 10 de comprimento.
Estes cristais precipiraram lentamente numa gruta formada pela dissolução do calcário através da acção de fluidos ácidos, ricos em enxofre. Estes fluidos preencheram a cavidade e entraram em contacto com outros provenientes da superfície ricos em oxigénio que oxidaram o enxofre e deram origem à precipitação lenta de gesso que permitiu a formação destes gigantes.
O único entrave à exploração (e à existência de mais fotos incríveis) desta gruta é o facto de se encontrar a temperaturas próximas dos 50ºC e ter uma taxa de humidade de 100%, o que a torna numa sauna natural a trezentos metros de profundidade onde a permanência prolongada sem o equipamento adequado pode causar a morte, deixando uma pessoa practicamente "cozida".
Mas isto não impediu o grupo italiano "La Venta" a inventar uma técnica que permitisse a permanência nas grutas, levando a cabo a sua exploração e a realização de um documentário rodado já no início deste ano.
Trailer do documentário aqui.
Mais informações sobre a descoberta e formação destas geodes de gesso gigantescas aqui, aqui e aqui.
Fotos aqui e aqui.
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Rui M
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Mineralogia
Vulcões Alienígenas
Erupções vulcanicas em Io. Fotografada pela New Horizons em Feb. 28, 2007(aqui).
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João Moedas Duarte
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Geologia Planetária
domingo, março 18, 2007
O Inverno já não é o que era
A culpa desta anomalia é atribuída tanto ao aquecimento global antropogénico como à prevalência de uma anomalia positiva nas temperaturas superfíciais das águas do Pacífico Equatorial conhecida por El Niño, que apenas se começou a dissipar durante Fevereiro. Contudo, este El Niño foi de uma intensidade bem mais reduzida que o de 1997-1998 responsável pelo anterior máximo de temperaturas invernais.
Agora as águas do Pacífico parecem estar a anunciar a vinda de uma condição inversa, conhecida por La Niña que potencia a formação de furacões no Atlântico e padrões de precipitação e temperaturas contrárias às vigentes durante o El Niño.
É de salientar também que estas temperaturas recorde ocorrem ao mesmo tempo em que a actividade solar se encontra em valores mínimos, que ocorrem ciclicamente de 11 em 11 anos sendo que isto invalida o argumento de que o Sol é o maior e único motor das alterações climáticas no nosso pontinho azul.
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Rui M
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aquecimento global
Descobertas cavernas em Marte
Espeleologos deste mundo preparem-se para a vossa primeira descida a uma gruta extra-terrestre.Novas imagens da superfície marciana revelaram a existência de buracos na mesma, resultantes do colapso de aberturas subterrâneas com cerca de 80 metros de profundidade, um pouco à semelhança do buraco da Guatemala, com a diferença destas grutas serem de origem vulcânica (como o Algar do Carvão, na ilha Terceira, Açores) em vez de resultarem da dissolução de calcários.
Aparentemente estes sitios serão importantes caso se realize uma missão tripulada a Marte pois poderão fornecer abrigo de chuvas de micro meteoritos, radiação ultravioleta e das particulas e radiação libertadas por explosões solares. Tudo isto para além da possibilidade remota de poderem conter água em estado sólido no seu interior.
Portanto, comecem a pensar em equipamento para explorar grutas num ambiente estranho, com uma atracção gravítica mais reduzida e uma atmosfera extremamente rarefeita.
Notícia via Nature.
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Rui M
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Geologia Planetária,
Marte
sexta-feira, março 16, 2007
Vulcanólogo Steven Self dá palestra na FCUL
O tema da palestra são os efeitos ambientais das super erupções explosivas como a do Pinatubo em 1991 (nas fotos) ou as desencadeadas por supervulcões. O autor tem desenvolvido um trabalho extenso nessa área, tendo sido consultor da BBC em vários documentários entre os quais o já referido Supervolcano e outro sobre erupções fissurais na Islândia.
Mais informações sobre este tema aqui.
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Rui M
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vulcanismo
quinta-feira, março 15, 2007
Eclipse Lunar
Crédito: Mário Ramos (Clube Astronómico 2000/Instituto Geográfico do Exército); Telescópio: Celestron C14 (IGeoE); Instrumento: Câmara Digital Canon 300D. 
Tipos de eclipses lunares
Um eclipse de penumbra ocorre quando a Lua apenas passa através da penumbra da Terra, a porção externa da sombra terreste. A penumbra não provoca um escurecimento perceptível da superfície da Lua.
Um eclipse lunar total ocorre quando a Lua atravessa completamente o interior da umbra da Terra, a parte interna da sombra. A velocidade da Lua através da sombra é cerca de um quilómetro por segundo, e um eclipse total pode durar até 102 minutos (1h e 42min). O período decorrido a partir do momento em que a Lua tem o primeiro contacto com a umbra da Terra até o momento em que a abandona totalmente, por outro lado, pode durar várias horas. Se apenas parte da Lua entra na umbra, o eclipse é chamado de eclipse parcial.
28 de Agosto de 2007; Total, Asia, Austrália, Pacifico, Americas;
21 de Fevereiro de 2008; Total, Pacifico, Americas, Europa, Africa;
9 de Fevereiro de 2009; Penumbra, Europa, Asia, Austrália, Pacifico;
7 de Julho de 2009; Penumbra, Austrália, Pacifico, Americas;
6 de Agosto de 2009; Penumbra, Americas, Europa, Africa, Asia;
31 de Dezembro de 2009; Parcial, Europa, Africa, Asia, Austrália;
26 de Julho de 2010; Parcial, Asia, Austrália, Pacifico, Americas;
21 de Dezembro de 2010; Total, Asia, Austrália, Pacifico, Americas, Europa.

Bibliografia: Wikipédia e Portal do Astrónomo.
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João Moedas Duarte
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Um pequeno ponto azul no espaço
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João Moedas Duarte
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Terra
terça-feira, março 13, 2007
Colóquio que põe frente a frente Criacionistas e Darwinistas na FCUL
As recentes notícias sobre a hipotética abertura de um parque temático em Mafra destinado a promover o Criacionismo como teoria científica concorrente da teoria da Evolução vieram por na ordem do dia o debate entre cientistas defensores da evolução e de uma Terra antiga e (principalmente) Cristãos Evangélicos fundamentalistas defensores da criação divina numa Terra recente (aí com uns 6000 anos, mais coisa menos coisa).A Faculdade de Ciências da Universidade de Lisboa propõe então um colóquio denominado: Darwinismo versus Criacionismo. Onde começa e onde acaba uma teoria científica? a realizar no próximo dia 21 de Março de 2007, das 14h às 20h no Edifício C6, 1º piso, Anfiteatro 36 das suas instalações no Campo Grande.
Eu vou tentar arranjar tempo para la dar um saltinho e aviso desde já que estou do lado do senhor das barbas, que para mal dos seus pecados não era omnisciente nem omnipotente, o que o impediu de forjar uma teoria perfeita.
Horários, programa e leitura adicional aqui.
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Rui M
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21:41
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Criacionismo,
Eventos
Alguns números
A Terra viaja a 107000 km/hora e pesa 6,6 sextiliões de toneladas.
O nosso Planeta formou-se há cerca de 4500000000 anos.
O cosmos contém cerca de 50000000 de galáxias.
Existem entre 100000000 e 1000000000 estrelas numa galáxia.
1 UA (Unidade Astronómica) é a distância média entre a Terra e o Sol, cerca de 150 milhões de quilómetros.
A luz do Sol leva 8 minutos e 20 segundos a alcançar a Terra a 299,792 km/seg.
A estrela mais próxima dá Terra fora do Sistema Solar está 270000 vezes mais afastada do que o Sol, o que dá 40500000000000 quilómetros.
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João Moedas Duarte
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NASA: subida do nível do mar pode ser maior do que se pensa
"A subida do nível do mar e o degelo dos pólos podem ser fenómenos bem mais graves do que se previa, de acordo com os oceanógrafos da agência espacial norte-americana, NASA.
Um ano antes da revolução industrial, no século XVIII, o aumento do nível do mar ocorria à razão de um milímetro por ano. Agora, dois séculos mais trade, esse aumento é três vezes superior, ou seja, três milímetros por ano. Segundo os especialistas, este fenómeno é provocado pela combinação de aquecimento global do planeta, degelo das calotes polares e longos ciclos de alteração natural dos níveis do mar.
(...) Segundo Eric Lidstrom, se as grandes placas polares se envolverem nessas alterações, "o nível do mar pode subir dezenas de metros".(...)"
in Publico
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João Moedas Duarte
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09:16
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A culpa é do Arrhenius
Um dos mais usados, cansados e falsos argumentos usados para descredibilizar a teoria do aquecimento global antropogénico é de que é tudo uma moda recente (ou uma conspiração perpetrada por comunistas camuflados, conforme o grau de paranóia) e que nos anos 70, para além do disco, dos bigodes e das calças à boca de sino, o que estava a dar era o arrefecimento global.
A base desta alegação é constituída por dois artigos saídos nas muito pouco científicas revistas Time e Newsweek que algures na década de 70 dedicaram espaço nas suas páginas a um hipotético arrefecimento global.
Ora, visto que esses artigos são usados pelos detractores da teoria do aquecimento global como provas de um consenso científico à volta de um arrefecimento generalizado do planeta, estranhamente representado apenas por artigos na imprensa generalista, William Connolley um climatólogo do British Antartic Survey, decidiu compilar todos os artigos científicos com referencias à suposta eminente idade do gelo. O resultado não impressiona ninguém, não devem chegar à vintena entre livros, relatórios e artigos, os textos que mencionam tal hipótese. Lá se vai o consenso sobre o arrefecimento na década de 70.
Para piorar as coisas, afinal já se fala de aquecimento global há bastante tempo. Aí desde 1896, para ser mais preciso, quando o prémio Nobel da Química Svante Arrhenius sugeriu que o aumento das concentrações de CO2 na atmosfera devido à queima de combustíveis fósseis poderia provocar um aumento das temperaturas.
Nos anos 40 esta hipótese foi confirmada pela espectrometria de infravermelhos que permitiu verificar que o dióxido de carbono absorve radiação infravermelha indo o aumento da sua concentração na atmosfera fazer também aumentar as temperaturas da mesma.
Na década de 50 Gilbert Plass adverte para os perigos provenientes da queima excessiva da combustíveis fósseis mas nessa altura pensava-se que os oceanos podiam absorver todo o CO2 em excesso, até que Charles Keeling publica as suas medições da variação da concentração de CO2 na atmosfera, mostrando sem sombra para dúvidas que esta se encontrava a subir.
E a partir daí o assunto foi ganhando momento e força mediática, excepto durante o tal intervalo nos anos 60-70 em que as elevadas emissões de aerossóis de sulfato fizeram com que as temperaturas globais não aumentassem como previsto, o que deixou de acontecer assim que nos anos 70 se começaram a regular as emissões destes poluentes, principalmente devido à existência de extensas áreas afectadas por chuvas ácidas e tendo em vista melhorar a qualidade do ar.
O que é pena é que ainda haja gente a bater nesta tecla e a apresentá-la vezes e vezes sem conta, como se fosse algo novo e relevante.
Mais informações:The Discovery of Global Warming, livro online de Spencer Weart.
History of the greenhouse effect and global warming.
Video de Frank Capra sobre aquecimento global datado de 1958.
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Rui M
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aquecimento global
segunda-feira, março 12, 2007
Um Eclipse solar visto do Espaço

Imagem captada durante a calibração da sonda STEREO que visualiza as emissões de radiação ultravioleta da nossa estrela.
Mais imagens fantásticas e inclusive videos do transito da Lua em frente ao Sol aqui.
Via BoingBoing.
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Rui M
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Astronomia
Geologia de Campo (XV)
Pegmatito dobrado, cortado por pequena zona de cisalhamento. Cap de Creus, Catalunha, Espanha.
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Rui M
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geologia de campo
domingo, março 11, 2007
Prémio Descartes para divulgação da Científica atribuído a documentário sobre a História Natural da Europa
O documentário aborda vários aspectos, desde a evolução e formação do Mediterrâneo às glaciações e da intervenção do homem na paisagem ao futuro da vida selvagem num continente com elevada densadidade populacional.
Não seria nada mal pensado um certo e determinado canal de televisão pública investir na aquisição e exibição de um pedaço de fita tão didático.
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Rui M
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19:56
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Documentários
sábado, março 10, 2007
Eppur si muove

Gallileu Galilei nasceu em Pisa no dia 15 de Fevereiro de 1564. Foi um notável físico, matemático e astrónomo italiano, sendo considerado um dos maiores génios da história da humanidade. (ver mais sobre Galileu aqui).
Hoje é um dado aceite que a Terra é redonda e que gira em torno do Sol. Mas nem sempre foi assim. Antes pelo contrário. Esta é uma ideia muito recente e apenas enraizada nas sociedades modernas ocidentais.
Actualmente compreende-se o porquê das coisas serem assim. Pelo menos um porquê parcial. Depois de Newton e Einstein o mundo tornou-se muito mais compreensivel para aqueles que possuem alguns conhecimentos de física e matemática e muito mais incompreensivel para aqueles que não se interessam por estas matérias. O próprio Einstein uma vez referiu que desde que os matemáticos começaram a trabalhar na teoria da relatividade, até ele já não a percebia.
Estas revoluções demoram o seu tempo, muito tempo, a consolidarem-se no seio de uma sociedade. Veja-se, já em 1543 (apenas cerca de 300 anos após a existência de D. Afonso Henriques) o astrónomo e matemáticos polaco Nicolau Copérnico (1473-1543), escreveu um livro sugerindo que o Sol estava no centro do Universo e que a Terra orbitava à sua volta e rodava diariamente no seu próprio eixo. Contudo não se atreveu a publicar o livro durante a sua vida, e só viu a primeira cópia já no seu leito de morte. Tal como ele temia, o livro foi rapidamente banido pelo a igreja católica.
Um dos seguidores de Copérnico, Giordano Bruno (c. 1548-1642) expôs claramente as suas ideias de que o Universo é infinito, que a Terra gira à volta do Sol, que as estrelas eram outros sóis com planetas à sua volta, e que a vida não estava confinada à Terra. Depois de ter estado preso durante algum tempo, por disseminar tais noções controversas, foi julgado e queimado na fogueira por heresia. (Mas que mania a nossa, seres ditos inteligentes, de nos matarmos uns aos outros, ainda por cima de formas tão divertidas como esta!). Galileu quase seguiu o mesmo caminho. Sob ameaça de tortura (o que também é uma coisa divertida! típica de seres geniais), foi forçado a negar que a Terra se movia em torno do Sol. Embora a Santa Inquisição lhe tivesse poupado a vida, foi obrigado a viver em prisão domiciliária o resto da vida!
As obras de Galileu foram censuradas e proibidas pela igreja católica romana . No entanto, Galileu conseguiu que uma das suas obras (sobre mecânica) fosse publicada em Leiden, na actual Holanda, uma zona protestante, onde a Igreja Católica não tinha grande influência. 341 anos após a sua morte, em 1983, a mesma igreja, revendo o processo, decidiu-se pela sua absolvição (mas o que é que isto interessa!? já toda a gente sabia que o senhor não era culpado de nada! foi absolvido da acusação de ter cometido o crime gravíssimo de ter dito a verdade! mas que grande lata! haverá algo mais hipócrita que isto? 341 anos!!!!).
Os cientistas (por profissão ou por alma) são os herdeiros desta maravilhosa luta. A luto pelo direito de descobrir coisas novas, o direito de nos questionarmos acerca do meio que nos rodeia, a possibilidade de partilhar e divulgar essas incríveis descobertas. De podermos discutir com um brilho de alegria nos olhos. De podermos olhar completamente fascinados para o céu nocturno e interrogarmos o que existe lá fora, "na vastidão do espaço e na imensidão do tempo..."
Bibliografia: Wikpédia e História Merdosa de Quase Tudo, de A. Parody.
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João Moedas Duarte
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Biografia
sexta-feira, março 09, 2007
OneGeology - geologia sem fronteiras
O projecto dá pelo nome de OneGeology e é uma iniciativa do British Geological Service e tem como objectivo disponibilizar a cartografia geológica de todo o planeta à escala de 1:1 000 000 e conta com a colaboração de vários países. Curiosamente Portugal não é um deles...
Mais informações aqui.
Via The Guardian.
Nota: Afinal parece que Portugal já aderiu a este projecto e que a nossa ausência se devia à inexistência de contactos prévios entre os membros do projecto e os serviços geológicos nacionais.
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Rui M
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cartografia geológica,
geologia de campo













