Geologia de Campo (XV)
Pegmatito dobrado, cortado por pequena zona de cisalhamento. Cap de Creus, Catalunha, Espanha.
Pegmatito dobrado, cortado por pequena zona de cisalhamento. Cap de Creus, Catalunha, Espanha.
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Rui M
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geologia de campo
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Rui M
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Documentários

Gallileu Galilei nasceu em Pisa no dia 15 de Fevereiro de 1564. Foi um notável físico, matemático e astrónomo italiano, sendo considerado um dos maiores génios da história da humanidade. (ver mais sobre Galileu aqui).
Hoje é um dado aceite que a Terra é redonda e que gira em torno do Sol. Mas nem sempre foi assim. Antes pelo contrário. Esta é uma ideia muito recente e apenas enraizada nas sociedades modernas ocidentais.
Actualmente compreende-se o porquê das coisas serem assim. Pelo menos um porquê parcial. Depois de Newton e Einstein o mundo tornou-se muito mais compreensivel para aqueles que possuem alguns conhecimentos de física e matemática e muito mais incompreensivel para aqueles que não se interessam por estas matérias. O próprio Einstein uma vez referiu que desde que os matemáticos começaram a trabalhar na teoria da relatividade, até ele já não a percebia.
Estas revoluções demoram o seu tempo, muito tempo, a consolidarem-se no seio de uma sociedade. Veja-se, já em 1543 (apenas cerca de 300 anos após a existência de D. Afonso Henriques) o astrónomo e matemáticos polaco Nicolau Copérnico (1473-1543), escreveu um livro sugerindo que o Sol estava no centro do Universo e que a Terra orbitava à sua volta e rodava diariamente no seu próprio eixo. Contudo não se atreveu a publicar o livro durante a sua vida, e só viu a primeira cópia já no seu leito de morte. Tal como ele temia, o livro foi rapidamente banido pelo a igreja católica.
Um dos seguidores de Copérnico, Giordano Bruno (c. 1548-1642) expôs claramente as suas ideias de que o Universo é infinito, que a Terra gira à volta do Sol, que as estrelas eram outros sóis com planetas à sua volta, e que a vida não estava confinada à Terra. Depois de ter estado preso durante algum tempo, por disseminar tais noções controversas, foi julgado e queimado na fogueira por heresia. (Mas que mania a nossa, seres ditos inteligentes, de nos matarmos uns aos outros, ainda por cima de formas tão divertidas como esta!). Galileu quase seguiu o mesmo caminho. Sob ameaça de tortura (o que também é uma coisa divertida! típica de seres geniais), foi forçado a negar que a Terra se movia em torno do Sol. Embora a Santa Inquisição lhe tivesse poupado a vida, foi obrigado a viver em prisão domiciliária o resto da vida!
As obras de Galileu foram censuradas e proibidas pela igreja católica romana . No entanto, Galileu conseguiu que uma das suas obras (sobre mecânica) fosse publicada em Leiden, na actual Holanda, uma zona protestante, onde a Igreja Católica não tinha grande influência. 341 anos após a sua morte, em 1983, a mesma igreja, revendo o processo, decidiu-se pela sua absolvição (mas o que é que isto interessa!? já toda a gente sabia que o senhor não era culpado de nada! foi absolvido da acusação de ter cometido o crime gravíssimo de ter dito a verdade! mas que grande lata! haverá algo mais hipócrita que isto? 341 anos!!!!).
Os cientistas (por profissão ou por alma) são os herdeiros desta maravilhosa luta. A luto pelo direito de descobrir coisas novas, o direito de nos questionarmos acerca do meio que nos rodeia, a possibilidade de partilhar e divulgar essas incríveis descobertas. De podermos discutir com um brilho de alegria nos olhos. De podermos olhar completamente fascinados para o céu nocturno e interrogarmos o que existe lá fora, "na vastidão do espaço e na imensidão do tempo..."
Bibliografia: Wikpédia e História Merdosa de Quase Tudo, de A. Parody.
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João Moedas Duarte
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Biografia
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Rui M
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cartografia geológica,
geologia de campo
União Europeia aposta em energias renováveis para reduzir as emissões de dióxido de carbono.
E ainda bem, parece-me melhor ideia do que ter uma central nuclear em cada esquina.
Água em Marte pode estar presente sobretudo em lençóis freáticos subterrâneos e ser expulsa como consequência de erupções vulcânicas.
George W. Bush quer aumentar o consumo de biocombustíveis nos EUA e para isso conta com a ajuda do Brasil.
Vamos lá ver se isso não envolve deitar o que resta da Amazónia abaixo.
A poluição atmosférica reduz a precipitação em zonas montanhosas.
Os fluxos de gelo na Antártida são controlados por um sistema de lagos e cursos de água subterrâneos.
Se esses fluxos se alterarem lá vão as calotes polares alegremente até ao mar.
Descoberta ligação entre as nuvens de poluição asiáticas e as tempestades do Pacífico.
Já falamos disto aqui.
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Rui M
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Há já algum tempo que uma geonotícia não me causava tão grande estupefacção.

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Terra Que Gira
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Cavaco Silva dedica segunda jornada do roteiro para a ciência às tecnologias limpas
05.03.2007 - Público
O Presidente da República, Cavaco Silva, vai dedicar a segunda jornada do roteiro para a ciência, que está marcada para os próximos dias 12 e 13, às tecnologias limpas.
As energias renováveis, a eficiência energética, a água, o saneamento básico, o combate à poluição marítima e a gestão dos recursos hídricos serão as áreas em torno das quais se desenvolverá a segunda jornada do roteiro para a ciência.Cavaco Silva vai visitar universidades, centros de investigação e desenvolvimento, empresas e instituições públicas (civis e militares) dos distritos de Viana do Castelo, Porto, Aveiro, Santarém e Lisboa, cita a Lusa.
Já assitimos todos a inúmeras Presidências Abertas dedicadas às ciências. É caso para felicitarmos as iniciativas, porque nunca são demais. É bom ouvir falar os especialistas, promover o debate, divulgar os casos de sucesso, alertar para os perigos, etc. A minha questão está relacionada com o real benefício destas iniciativas. O que se sucede depois de mudar o tema da Presidência Aberta? Quantos mais cientistas passam a ser ouvidos? Quantos projectos novos se iniciam?
Acho que se poderia arriscar mais, afinal, é o Presidente da República o principal promotor. Não é uma simples conferência anual, ou um debate promovido por uma qualquer associação. Será que ficamos todos mais esclarecidos? Será que ficamos a ver o mundo que nos rodeia com outros olhos? Ou será apenas mais uma notícia que lemos nos jornais?
Quais são os reais benefícios de iniciativas como esta, ou como a Presidência Aberta, para a ciência em Portugal?
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joaosete
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iniciativas políticas
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Rui M
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Rui M
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Criacionismo,
Documentários
Sequência de escoadas lávicas (mais escuras) intruídas por soleiras e um dique (mais claros) na ilha de Skye, Escócia.
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Rui M
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geologia de campo
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Rui M
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aerossóis,
alterações climáticas,
poluição
Já que se falou no sismo de 1755 e na Planície Abissal da Ferradura, fica aqui o link para uma entrevista com o Dr. Pedro Terrinha, um dos especialistas nesta matéria, publicada na revista Vega.
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João Moedas Duarte
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Falha da Ferradura,
sismo
Também hoje houve mais um pequeno sismo (mag. 3,7) na zona da Planície Abissal da Ferradura (Horseshoe Abissal Plain). Ver aqui
A Planicie Abissal da Ferradura localiza-se na Margem SW Ibérica, sendo limitada a Oeste pelo Banco de Gorringe e a Este pela Falha da Ferradura. É o zona onde se localiza a fonte do sismo de 1969, assim como do sismo do passado mês de Fevereiro. Vários autores conjecturam que o Grande Sismo de Lisboa de 1755 também pode ter sido gerado neste local.
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João Moedas Duarte
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Falha da Ferradura,
sismo

Um sismo abalou hoje a Indonésia e a cidade-Estado de Singapura e fez pelo menos 82 mortos na ilha indonésia de Sumatra, segundo as últimas informações divulgadas por funcionários da Unicef presentes no local, indicou um porta-voz daquela organização da ONU, a partir de Genebra.
O Instituto Nacional americano de Geofísica estimou que a magnitude do sismo foi de 6,3 na escala aberta de Richter, com o epicentro a uma profundidade de 30 quilómetros. Por seu lado, a agência de meteorologia de Singapura estimou que a magnitude do abalo rondou os 6,6 na mesma escala de avaliação.
O abalo telúrico ocorreu às 10h49 em Sumatra (3h49 em Lisboa) e o seu epicentro localizou-se a 21 quilómetros a sudoeste da cidade de Bukittinggi, indicou à AFP a agência de sismologia de Jacarta, a Jafar.
in Público, 6/3/2007
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João Moedas Duarte
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sismo
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João Moedas Duarte
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vulcanismo
O glaciar de Vatnajökull, na Islândia, seria apenas mais um na extensa lista de glaciares árticos não fosse a particularidade de por debaixo deste se situar o bastante activo vulcão de Grímsvötn.



Islândia, uma terra de extremos.
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Rui M
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vulcanismo
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João Moedas Duarte
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Fonte: hubblesite.org
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João Moedas Duarte
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Glaciar "Pé de Elefante", costa Este da Gronelândia.
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Rui M
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21:25
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Ruptura provocada pelo sismo de 1999 em Taiwan.
Quando ocorre um sismo violento, a uma profundidade reduzida e numa falha que se propague até à superfície é provável que o movimento ao longo do plano de falha venha modificar a superfície topográfica, como nas fotografias que ilustram este post.
Ruptura associada ao sismo de 1999 em Izmit, Turquia.
Ruptura associada ao sismo de 2004 em Nigita, Japão.
Ruptura superficial associada a um sismo ocorrido em 1999 no sul da Califórnia, EUA.
Ruptura provocada pelo sismo de 1999 em Taiwan.![]()
Ruptura provocada pelo sismo ocorrido em 1987 em Edgecumbe, Nova Zelândia.
Ruptura provocada por um sismo na falha de Santo André, Califórnia, EUA.
Ruptura superfícial associada a um evento sísmico recente na Mongólia.
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Rui M
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13:34
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falhas,
sismo
O buraco que se abriu este fim de semana na capital guatemalteca parece-me uma dolina associada a morfologia cársica típica de zonas com substratos calcários ou evaporíticos.
No entanto, os relatos feitos pelos media apontavam para que o buraco tenha sido escavado pelas águas que saiam de uma ruptura num esgoto, algo manifestamente insuficiente para erodir 100 metros de rocha em alguns dias mas que poderia muito bem remover o topo da gruta que entretanto colapsou.É bom que se comece a ter em conta a existência de grutas e dolinas na para efeitos de planeamento urbano. Ninguém está interessado em ver algo semelhante repetir-se em zonas de Portugal onde abundam grutas.
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Rui M
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18:18
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Geomorfologia
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joaosete
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educação
As perguntas suscitadas num dos posts anteriores levaram-me a pensar em escrever mais umas coisas acerca do Universo. Os físicos têm sido confrontados desde há muito tempo com a questão da criação e expansão do Universo. É “quase” consensualmente aceite que o Universo teve um principio no qual o espaço e o tempo foram criados a partir do nada, ou se quisermos, a partir de um ponto infinitamente pequeno e com densidade infinita (Ambos não fazem sentido nas nossas cabeças). O problema é que também não fazem sentido nas equações físicas. O edifício colapsa. Segundo diversos autores (a maioria) também o próprio tempo foi criado no Big Bang e por isso, chuta-se para canto, afirmando que desta forma não faz sequer sentido pensar no que havia “antes”. O antes simplesmente não existia, a expressão tempo não tem significado. Outra questão que é normalmente mal interpretada é a de o Big Bang ser visto como uma explosão. Numa explosão há qualquer coisa que se fragmenta e se espalha dentro de um meio, normalmente é matéria que se dispersa no espaço ou no ar. Ora após o Big Bang o que se expandiu e continua a expandir é o próprio espaço, a matéria fica imóvel! Pensemos da seguinte forma: imaginemos duas pessoas paradas no espaço a uma distância de por exemplo 2 metros. Se de facto se tratasse de uma explosão convencional as pessoas afastavam-se do centro da explosão com uma determinada “velocidade”. Caso a explosão fosse exactamente no meio das duas estas afastavam-se em sentidos opostos (confesso que só agora me apercebi que é um pouco macabro dar este exemplo com pessoas, mas imaginemos que nada lhes acontece e que permanecem de boa a saúde e com todos os membros). Mas se por outro lado fosse o espaço que se estivesse a expandir, como é o caso do Universo, as duas pessoas não se mexem, mantêm-se imóveis, mas entanto afastam-se. Na realidade é o espaço entre elas que aumenta, é criado espaço novo entre elas. É exactamente isto que acontece com o Universo. E nenhuma lei física é violada. O Principio da Conservação da Massa não é violado. A física não permite que se crie matéria do nada (se bem que com a mecânica quântica possa ser discutível e de facto pode ser criadada matéria do nada, mas por apenas fracções de segundo, 10^− 43s e ao nível da escalas da dimensão de Plank, ~10^− 35m, chamam-se flutuações quânticas), mas o espaço pode e é criado. Outra analogia é pensarmos num balão a encher. Quando estiver vazio marquemos dois pontos sobre a sua superfície com um marcador. Quando o enchemos e à medida que a área da superfície elástica do balão aumenta os pontos vão-se afastando. Mas de facto eles não se mexem, mantêm-se exactamente no sítio onde os pintámos, é a superfície entre eles é que vai aumentando, vai esticando, cria-se espaço bidimensional entre os pontos. Com o Universo passa-se a mesma coisa, o espaço tridimensonal estica-se e a matéria fica mais diluída. (Na realidade o espaço tridimensional estica ao longo de um espaço quadrimensional, a 4D é o tempo; é imperativo haver um tempo ao longo do qual as outras três dimensões possam esticar-se. É-nos impossivel visualizar isto de forma intuitiva e sem ferramentas matemáticas, mas isto fica para o outro post..) Desta forma não faz sentido pensar num Universo a expandir dentro de uma espaço, o espaço só existe dentro do Universo. Fora dele estamos por enquanto no domínio da metafísica. Não me quero alongar mais com medo que isto se torne uma grande seca. Em breve voltarei a este assunto, mas tentarei reparti-lo por vários posts. É um assunto absolutamente fascinante.
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João Moedas Duarte
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21:03
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espaço,
tempo,
Universo
É um monoclinal? É um flanco de uma dobra?
Não, é a caixa de falha, colorida pelos efeitos da circulação de fluidos, da falha de Carboneras, na região de Almeria, Sul de Espanha.
A falha de Carboneras é um desligamento esquerdo onde já ocorreram, no mínimo, 30 km de movimento entre cada um dos blocos que separa, esmagando a rocha nas suas proximidades que depois de alteradas químicamente pela circulação de fluidos deram origem ao material observado na foto.
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Rui M
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17:47
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falhas,
geologia de campo
Acabei de tomar banho. Daqueles banhos em que ficamos debaixo do duche, fechamos os olhos e começamos a viajar. Teria sido normal, e não estaria aqui a escrever este post se essa viagem tivesse sido até uma qualquer ilha paradisíaca no meio do Oceano Pacífico. Mas não! Não foi! Viajei até aos limites do Universo, e claro perdi-me por lá. Quando lá estamos, sem sabermos bem onde, várias questões nos surgem: Será o Universo infinito? Será finito mas ilimitado (tipo a superfície da Terra, em que por mais que andemos nunca lhe encontramos um fim)? Confesso que qualquer uma das repostas me deixa estupidamente perturbado. Passo a dissecar. Se pararmos por uns instantes, fecharmos os olhos (aconselho vivamente a faze-lo debaixo do duche, e sozinhos de preferência) e pensarmos: Ok! O Universo é obviamente infinito. Esta afirmação traz rapidamente um outro problema. O que é o infinito? Fechemos outra vez os olhos, deixemos a água bater-nos na testa, e tentemos imaginar um universo infinito (ou outra coisa qualquer infinita). Não dá! Não faz sentido! É claro que podemos comer e calar, assumir que ele é infinito e pronto. Se os cientistas o dizem, não vale a pena pensar mais nisso. Mas creio que não é essa a posição do leitor, caso contrario não estaria provavelmente a ler este post. Então voltemos às nossas questões. Escolheremos a outra perspectiva. O Universo é finito mas ilimitado. Pensemos… Que chatice, também não faz sentido! Ok! Até podemos assumir que o Universo é como a Terra, mas com curvatura negativa, isto é, em vez de estarmos na superfície da esfera da parte de fora, estamos na superfície de uma esfera, mas da parte de dentro. Por mais que andemos, vamos sempre parar ao mesmo sítio e não encontramos fronteiras. (Confesso que a superfície da Terra ser uma esfera também me causa alguma comichão, é que os gajos do outro lado do planeta estão a tomar banho de cabeça para baixo). Mas voltemos ao fim do Universo. Onde íamos? Ah! Sim! Já me lembro! Estávamos a queimar neurónios no Universo finito mas ilimitado. Ora! Pensemos outra vez... Isto também não faz sentido. Se estamos lá dentro tem de haver qualquer coisa lá fora. Alguns cientistas pensam que pode não ser bem assim, que poderia pura e simplesmente ser finito e ilimitado e não haver nada lá fora, nem sequer faz sentido pensar em lá fora. (ponto final) Mas há questões apêndice, como por exemplo: Para onde vai a matéria que entra num buraco negro? Outros cientistas, na tentativa de explicar este e outros fenómenos propuseram a existência de um Multiverso, no qual o nosso Universo é apenas um dos muitos Universos que para aí andam. Ora, daqui a cem anos saberemos muito mais e iremos ter a certeza de que de facto estamos num HiperMegaMultiUniverso, no qual o nosso MegaMultiUniverso é apenas um dos muitos MegaMultiUniversos que constituem o HiperMegaMultiUniverso. Claro, isto faz muito mais sentido!
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João Moedas Duarte
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16:49
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Universo
Ás vezes sinto que estou a fazer campanha por este senhor, mas não me importo. Simpatizo com a causa, inspira-me o esforço e a dedicação. Saúdo a inteligência política e científica com que percebeu que deveria abordar o tema.
A Verdade, é que o filme ganhou um óscar para melhor documentário. Parabéns ao primeiro ex-futuro Presidente dos EUA a "ganhar" um Óscar.
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joaosete
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18:40
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Documentários
Aqui e aqui.
O estrondo incial corresponde ao evento principal e os mais pequenos que se seguem a réplicas.
Estes sons são capturados por geofones associados a sismómetros.
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Rui M
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sismo


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João Moedas Duarte
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09:26
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Os momentos que acompanham a passagem das ondas sísmicas são cada vez mais frequentemente captadospor câmaras de em video por esse mundo fora, quer por câmaras pessoais quer pelas cada vez mais presentes câmaras de segurança.
Mas se o medo e a disrupção dos sistemas eléctricos associados à ocorrência de um sismo não permitem um registo claro do evento, há casos em que a intensidade destes é relativamente mais reduzida e permite ao operador filmá-lo em quase toda a sua totalidade.
É esse o caso do vídeo abaixo, filmado em 2006 durante um sismo de magnitude 6.7 ocorrido a 15 de Outubro de 2006 na ilha de Maui, no Hawaii.
Neste vídeo é possível distinguir, através do movimento da câmara, a chegada dos diferentes tipos de ondas sísmicas. Primeiro as ondas Primárias á volta dos 39 segundos, depois as ondas Secundárias (43 segundos) e finalmente as ondas de superfície (Love e Rayleigh) aos 45 segundos, que se propagam conforme a figura abaixo.
Abundam também pelo Youtube uma série de vídeos de sismos menos didáticos mas bem mais espectaculares como é o caso dos dois que se seguem, registados durante o sismo de magnitude 7 que afectou Kobe em 1995. Para além de ser impossível ficar indiferente aos efeitos causados por um evento desta magnitude, não consigo deixar de me perguntar porque raio é que estava aquele tipo no primeiro vídeo a dormir no escritório...
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Rui M
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15:22
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sismo
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João Moedas Duarte
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