quarta-feira, janeiro 24, 2007
Estabelecido novo recorde sul-americano de profundidade em cavernas

Brandt transpõe lance vertical (foto Lorenzo Epis)
2007-01-23
Por Marcelo Augusto Rasteiro
Sociedade Brasileira de Espeleologia
Notícia completa: http://www.cienciahoje.pt/index.php?oid=17417&op=all
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João Moedas Duarte
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10:41
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Sócrates debate alterações climáticas
O primeiro-ministro, José Sócrates, escolheu as alterações climáticas para tema do debate mensal da Assembleia da República hoje, quarta-feira.
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João Moedas Duarte
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10:26
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Glaciares dos Alpes correm o risco de desaparecer
A maioria dos glaciares dos Alpes desaparecerá até 2050, declararam hoje vários cientistas numa conferência sobre alterações climáticas realizada em Viena.
Os cientistas baseiam os seus cálculos em provas de degelo lento, mas constante, nas camadas de gelo continental da região.
Os glaciares da província alpina austríaca do Tirol têm vindo a encolher cerca de três por cento por ano, o que significa que a sua massa baixa anualmente cerca de um metro, segundo Ronald Psenner, do Instituto para a Ecologia da Universidade de Innsbruck.
"Como a densidade média dos glaciares nos Alpes é de 30 metros, parece bastante certo que já não existirão glaciares em 2050, a não ser os poucos situados acima dos quatro mil metros", disse o especialista.
"O futuro parece bastante líquido", acrescentou.
Os peritos exortaram à tomada de medidas preventivas para proteger os residentes nos vales alpinos, que poderão enfrentar riscos acrescidos de cheias perigosas.
in Publico, 22-01-2007
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João Moedas Duarte
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10:24
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terça-feira, janeiro 23, 2007
ALTERAÇÕES CLIMÁTICAS um problema inconveniente
Título do Público de hoje, que aborda o discurso que George W. Bush tem preparado para hoje, para o Estado da União, os seus antecedentes e os catalizadores desta, aparente, mudança.
Digo aparente porque me recordo de um outro discurso, também para o Estado da União, nas vésperas dos ataques ao Iraque (porque seria?). Aparente porque ainda há dias surgiram notícias sobre a intenção de explorar os recursos petrolíferos do Alasca, em plena reserva ecológica. Aparente porque, ao que tudo indica, uma tal senhora Clinton está na corrida para a Presidência, apoiada por dez grandes empresas energéticas. Aparente pela inconveniência do documentário do seu antigo opositor Al Gore.
Este senhor Bush faz-me lembrar aqueles miúdos que querem os brinquedos todos. Quando se apercebe que não tem ninguém para brincar, começa a querer oferecer... Aparentemente já vem tarde, a inteligência dos outros "miúdos" teve de ser desenvolvida para criar novos "brinquedos" e não creio que alguém queira ouvir este novo discurso de mudança. O povo desconfia, eu desconfiava...
Público:
Alterações Climáticas
Estratégia de George W. Bush
Novo relatório global
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joaosete
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14:56
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segunda-feira, janeiro 22, 2007
As dunas já não são como divãs, são coisas muito, muito mais caras
Educação
por Carlos Moreira Cruz (Professor Adjunto Equiparado do Departamento de CMD da ESE de Setúbal)
28-12-2006
As dunas já não são como divãs, são coisas muito, muito mais caras.
Neste mês fomos apanhados de surpresa pela notícia de que o oceano estava prestes a invadir o litoral de São João de Caparica, na freguesia da Costa de Caparica (Almada). Uns culparam o aquecimento global e a consequente elevação do nível médio das águas do mar, outros a falta de recarga de sedimentos do rio Tejo, devido à construção das barragens, outros ainda lembraram que a ocupação do nosso litoral não pode contrariar a tendência natural: a criação de uma espécie de baía na zona litoral da Costa de Caparica.
Tudo verdade, mas omitiu-se uma coisa importante. É que, desde meados dos anos 80, uma empresa de construção, proprietária da quase totalidade dos terrenos entre a Cova do Vapor e São João de Caparica, vedou as suas propriedades, incluindo caminhos públicos com séculos – tudo ilegal mas tudo consentido -, destruiu grande parte das dunas já quase mortas (vários estudos o referiam) – com autorização, suponho - para construir parques de estacionamento, e, mais tarde, fez grandes movimentações de terras na própria praia (?).
Ora dunas e praias são organicamente a mesma coisa. Para termos praias temos de ter dunas. Se destruímos as dunas destruímos as praias, se destruímos as praias destruímos as dunas. É de admirar que as dunas tenham sido quase submersas, depois de “comido” o areal?
Agora vamos a custos. Em meados dos anos 90 o preço de uma intervenção na praia para aumentar o areal ficava-se por um milhão de euros (200 mil contos em moeda antiga). Agora para resolver a situação tem que se gastar 10 a 15 vezes mais. E, ainda por cima, além de se tratar de uma intervenção cara e difícil, os resultados são relativamente imprevisíveis.
artigo em: Setubal na Rede
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joaosete
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11:42
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sexta-feira, janeiro 19, 2007
Resultados dos Projectos SIAM e CLIMAT II serão apresentados no dia 22

Os primeiros resultados dos projectos SIAM (Scenarios, Impacts and Adaptation Measures) e CLIMAAT II (Clima e Meteorologia dos Arquipélagos Atlânticos) vão ser apresentados em Lisboa no dia 22. O cenário não é animador: «Nas próximas décadas, Portugal vai assistir a uma cada vez maior assimetria sazonal de disponibilidade hídrica, a uma redução do escoamento médio anual de água na Primavera, Verão e Outono, e à cada vez maior concentração de chuva no Inverno, facto que indicia um aumento do fenómeno das cheias nos próximos anos».
Os impactos das alterações climáticas sobre os recursos hídricos superficiais e subterrâneos em Portugal continenatl e na Madeira serão apresentados na 6ª Conferência de Ambiente do Instituto Superior Técnico (IST) em que participam Luís Ribeiro (IST), Rodrigo Oliveira e Luís Veiga da Cunha, ambos da Universidade Nova de Lisboa, e Filipe Duarte Santos, da Faculdade de Ciências da Universidade de Lisboa.
O Painel Internacional sobre Alterações Climáticas prevê um aumento da temperatura média do ar entre 0,8°C e 2,6°C em 2050, e entre 1,4°C e 5,8°C em 2100. Na Europa meridional este aumento será particularmente pronunciado no Verão, esperando-se um aquecimento com uma taxa de crescimento dupla da do norte da Europa. A precipitação média anual na Europa meridional pode decrescer ligeiramente a uma taxa máxima de 1% por década. Além disso, esperam-se alterações sazonais importantes. Os Invernos deverão tornar-se mais húmidos, com um aumento de precipitação de 1% a 4% por década, enquanto os Verões deverão tornar-se mais secos, com uma redução de cerca de 5% por década.
Em relação a Portugal prevê-se ainda que a degradação dos ecossistemas se vai acentuar e que será uma realidade o rebaixamento dos níveis freáticos e a perda significativa da qualidade da água.
in Ciência Hoje, 2007-01-16
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João Moedas Duarte
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12:14
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"O FIM DO MUNDO. ASPECTOS GEOLÓGICOS E GEOMORFOLÓGICOS DA TERRA DO FOGO"
24 de Janeiro, às 13 horas,
sala 2.12 da Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa
A Terra do Fogo, situada entre os 52º- 55ºS e 65º-73º W, é composta por um conjunto de ilhas a Sul do Estreito de Magalhães, de onde se destaca a Ilha Grande da Terra do Fogo. O seu posicionamento em latitude e o facto de ser atravessada por um contacto tectónico de primeira ordem, entre as placas Sul Americana e da Scotia, marcam a paisagem de toda a região. Este seminário tem como objectivo a divulgação das características gerais da Terra do Fogo Argentina e dos estudos que actualmente têm sido realizados pelo Centro Austral de Investigações Científicas (CADIC-CONICET) e Universidade Nacional de la Patagonia. O limite de placas, conhecido como falha Magalhães-Fagnano, divide a Ilha Grande em dois sectores: a área Norte, é caracterizada por materiais de origem marinha, onde se podem observar relevos pouco acidentados e alguns terraços testemunhando um posicionamento da linha de costa diferente do actual; e a área Sul, composta por rochas plutónicas e metamórficas, onde fenómenos de compressão formam os Andes Fueginos, condicionando toda a dinâmica geomorfológica local. As glaciações são outro dos condicionantes da morfologia regional, com vestígios de ciclos glaciares e periglaciários e glaciares de montanha activos nas áreas mais elevadas a Sul. Apesar dos inúmeros vestígios, não é claro o limite e idade de muitas das formas, pelo que têm sido testadas diversas metodologias de datação, desde a termoluminescência e idades radio-carbono até à liquenometria para tentar reconstituir a extensão dos vários ciclos glaciares. A análise de blocos erráticos e sondagens em turfeiras muito têm contribuído para a evolução destes estudos. No que diz respeito à dinâmica tectónica, também esta tem sido estudada, persistindo dúvidas acerca da importância da compressão e da isostasia na geração do relevo. No entanto, uma monitorização com GPS revela que a placa Scotia se desloca, em termos médios 2-3 mm/ano, para Este em relação à placa Sul Americana.
Centro de Estudos Geograficos - Universidade de Lisboa Faculdade de Letras,
Alameda da Universidade, 1600-214 Lisboa, Portugal
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joaosete
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10:38
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quinta-feira, janeiro 18, 2007
Fórum Portugal Pós-Quioto
Como 2012 e o fim do protocolo de Quioto se aproximam, a Conferência Inaugural do Fórum Português Pós-Quioto a realizar no último dia deste mês na Gulbenkian tem em vista a participatação da sociedade civil em todo o processo que conduzirá à adopção de novas metas de limitação ou redução das emissões de Gases de Efeito de Estura.
A Conferência Inaugural do Fórum Português Pós-Quioto, realiza-se no dia 31 de Janeiro de 2007, às 9h30, na Sala 1 da Sede da Fundação Calouste Gulbenkian . A assistência à conferência está limitada à capacidade da sala, pelo que a inscrição gratuita deverá ser efectuada até ao dia 26 de Janeiro de 2007.
Mais informações aqui e o programa aqui.
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Rui M
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21:47
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Geologia de Campo (IV)
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João Moedas Duarte
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geologia de campo
Urânio enriquecido
"Urânio enriquecido". Já todos ouvimos falar desta designação. Ontem enquanto lia um livro sobre a Terra (A Agonia da Terra, Hubert Reeves), no qual são apresentadas e discutidas as diversas energias alternativas, apareceu a meio do texto este termo sem estar explicado. Ora, deparei-me com o problema de não saber exactamente o que este termo significava, pelo que fui procurar. Partilho aqui a definição que encontrei:
O termo combustível nuclear é comummente empregado para designar o material que pode sofrer fissão nuclear. O dióxido de urânio (UO2) é matéria-prima para fabricação do combustível nuclear nos reactores nucleares. Este óxido é muito pobre em urânio físsil (235U92), isto é que pode sofrer fissão nuclear. Apenas 0,7% dos átomos de urânio presentes nesse óxido são (235U92); os 99,3% restantes são de (238U92), não-físsil. Assim, é necessário um novo tratamento para separar o isótopo físsil do isótopo não-físsil. Este tratamento é conhecido como enriquecimento do urânio.
Um dos processos para realizá-lo consiste em transformar o dióxido de urânio no gás hexafluoreto de urânio (UF6) e fazer este gás difundir-se por placas porosas. Com isso, consegue-se separar o (235UF6) do (238UF6).
Em seguida, o gás hexafluoreto de urânio enriquecido volta a ser convertido em dióxido de urânio. Este óxido é o que constituirá finalmente o combustível nuclear.
Retirado de "http://pt.wikipedia.org/wiki/Ur%C3%A2nio_enriquecido"
Espero em breve escrever alguns posts acerca desta temática (energias alternativas), por enquanto ainda estou na fase de estudo, pelo que reservo o direito de não emitir juízos de valor acerca do tema.
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João Moedas Duarte
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quarta-feira, janeiro 17, 2007
UM BURACO NEGRO OUSADO

Os astrónomos descobriram um buraco negro no interior de um enxame globular deestrelas, local onde poucos pensavam que um destes objectos pudesse existir.Esta descoberta traz grandes implicações para a compreensão da dinâmica dosenxames estelares assim como para a hipótese da existência de uma nova classede buracos negros designados por "buracos negros de massa intermédia".
Os enxames globulares são conjuntos densos de milhares ou milhões de estrelasvelhas e, até à data, muitos cientistas duvidavam que um buraco negro pudesseexistir num ambiente tão exclusivo. Simulações em computador mostram que umburaco negro recém-formado seria atraído para o centro do enxame de estrelas.Após pouco tempo, este objecto seria catapultado para fora do enxame por acçãode forças gravíticas devido à interacção com as míriades de estrelas.
A nova descoberta fornece a primeira evidência convincente de que um buraconegro pode residir e crescer num enxame globular.Esta descoberta foi uma surpresa total que deixou os astrónomos bastantesurpreendidos. Já há algum tempo que se estava a preparar a observaçãosistemática de milhares de enxames globulares na esperança de neles seencontrar um buraco negro. O que não estava previsto era que no início dapesquisa, logo no segundo enxame observado, o objecto que se procurava fosseencontrado.
Existem duas grandes classes de buracos negros: buracos negros de grande massae de "massa estelar". Na primeira classe de buracos negros, cada um destesobjectos contém a massa de milhões ou de milhares de milhões de sóis. Estesobjectos são encontrados no centro da maioria das galáxias, incluindo aVia-Láctea. Um quasar é uma das espécies de buracos negros de grande massa.Na segunda classe de buracos negros, estes objectos contêm a massa de cerca de10 sóis e são criados pelo colapso do núcleo de estrelas de grande massa.Pensa-se que a nossa galáxia contém milhões de buracos negros deste tipo. (...)
notícia completa em: http://www.oal.ul.pt/astronovas/index.html
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João Moedas Duarte
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Português entre cientistas que revelam evolução morfológica dos primeiros europeus

Os primeiros seres humanos modernos que chegaram da Africa há 40 mil anos continuaram a evoluir através do contacto com os Neandertais, revelou um estudo elaborado por vários cientistas, entre eles um investigador português da Universidade de Lisboa.
O estudo, publicado hoje na revista "Proceedings of the National Academy of Sciencies", foi elaborado por um grupo de cientistas europeus e norte-americanos, entre os quais o arqueólogo português João Zilhão, professor do Departamento de Arqueologia da Universidade de Bristol, na Inglaterra, e professor auxiliar do Instituto de Arqueologia da Universidade de Lisboa.
Os cientistas compararam os traços físicos nos restos de crânios dos primeiros seres humanos modernos, encontrados em 2003 na caverna "Petera Cu Oase", no Sudoeste da Roménia, com outras amostras do mesmo período Plistocénico.
Segundo o estudo, as diferenças entre os crânios sugerem "uma complexa dinâmica demográfica, à medida que os seres humanos modernos se dispersavam na Europa".
O estudo indica que os fósseis comparados - fragmentos cranianos e de uma mandíbula - têm mais ou menos a mesma idade (35 mil a 40.500 anos, respectivamente) e constituem o conjunto craniano do ser humano moderno mas antigo jamais encontrado na Europa, assim como a melhor prova da sua aparência física. (...)
in Publico, 15-01-2007
Texto completo: http://www.publico.clix.pt/shownews.asp?id=1282544
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João Moedas Duarte
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10:04
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Cortes orçamentais ameaçam capacidade dos EUA na previsão de fenómenos climáticos extremos
A capacidade norte-americana para prever fenómenos climáticos extremos como furacões, seca e alterações climáticas no geral está diminuida devido aos cortes orçamentais no programa de monitorização por satélite do clima e no atraso do lançamento de novos projectos, da responsabilidade da NASA, a agência espacial norte-americana.
Esta conclusão é da responsabilidade da Academia Nacional de Ciências dos EUA, que, após um estudo de dois anos, divulgado ontem e noticiado hoje no diário Washington Post, verificou que o orçamento para investigação científica da NASA decresceu 30 por cento desde 2000. O relatório afirma que o decréscimo começou quando foi tornada pública a atenção da administração Bush de investir nas missões tripuladas à Lua e a Marte.
Mas os cortes não afectam só a investigação na área do clima na NASA. Também a NOAA, a agência norte-americana para o estudo dos oceanos e clima viu o seu orçamento diminuido e inúmeros projectos adiados ou mesmo cancelados.
O resultado destes cortes, diz a Academia Nacional de Ciencias, é a incapacidade para apurar informação científica para fazer a previsão de fenómenos climáticos extremos: "Estes cortes são muito perturbadores da actividade das agências nesta área, numa altura em que precisamos mais do que nunca desta informação", disse ao Washington Post Berrien Moore III, da Universidade de New Hampshire, coordenador do relatório.
Segundo a NOAA, 2006 foi o ano mais quente de sempre nos EUA. Tanto a NOAA como a NASA vão agora analisar este estudo para rever as suas prioridades para os próximos dez anos.
in Publico, 16-01-2007
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João Moedas Duarte
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10:03
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domingo, janeiro 14, 2007
Fósseis confirmam que homens modernos já estavam na Europa há 45 mil anos
Os humanos modernos saíram de África e chegaram à Europa, pelo menos, há 45 mil anos, afirma um estudo de uma equipa internacional coordenada pela Academia Russa de Ciências e pela Universidade do Colorado, em Boulder.
As conclusões basearam-se na análise de pedras, ossos e utensílios encontrados debaixo de antiga cinza vulcânica em Kostenki, nas margens do rio Don, na Rússia, disse John Hoffecker, da Universidade do Colorado, em comunicado no site da instituição.
Naquele local, onde os cientistas acreditam ter encontrado os primeiros vestígios do homem moderno na Europa, foram também identificadas conchas perfuradas e marfim gravado que poderá representar uma pequena fugira humana. Esta será a primeira peça de arte figurativa do mundo, segundo John Hoffecker.
“A grande surpresa é a presença tão antiga de homens modernos num dos locais mais frios e secos na Europa”, acrescentou. “Este é um dos últimos locais que esperaríamos ver ocupados por quem viesse de África”.
“Ao contrário dos Neandertais, os humanos modernos tinham a capacidade para criar novas técnicas para se adaptarem aos climas frios e à escassez de alimentos”, disse o investigador. “Os Neandertais, que terão ocupado a Europa ao longo de mais de 200 mil anos, parecem ter deixado a porta aberta para os humanos modernos”.
Os resultados da investigação – que envolveu 15 cientistas - são publicados na edição de hoje da revista “Science”.
in Público, 12/01/2007
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João Moedas Duarte
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20:29
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Aquecimento Global e desinformação

Sendo o aquecimento global um problema cujas soluções acarretam, á primeira vista, a adopção de medidas que possam impor limites à actividade de económica de algumas grandes corporações, seria à partida de esperar uma reacção das mesmas.
Mesmo assim não consegui deixar de ficar surpreso quando li no Guardian uma coluna do jornalista George Monbiot em que este publicava informação desenvolvida no seu livro "Heat" acerca de como a ExxonMobil andava a financiar a divulgação de desinformação acerca deste assunto, usando as mesmas "instituições científicas" criadas pelas tabaqueiras para semear a dúvida acerca dos malefícios do tabaco.
Já este ano a Union of Concerned Scientists divulgou um relatório (disponível em pdf) sobre a campanha de desinformação da ExxonMobil que envolveu o pagamento de mais de 16 000 000 $ entre 1998 e 2005 a várias organizações que publicam material que procura deliberadamente lançar a dúvida sobre a veracidade ou a natureza antropogénica das recentes alterações climáticas publicitando factos já há muito tempo desacreditados como verdadeiros , chegando até a apresentar publicações com aparência de revistas científicas "peer-reviewed" e a usar o seu acesso privilegiado à administração Bush para ajustar as suas políticas científicas e comunicados governamentais de forma a melhor servir os seus interesses.
É claro que a ExxonMobil já se defendeu, alegando ser essa a sua maneira de contribuir para o debate científico. Ora bem, com contribuições destas é quase caso para dizer que nem era preciso um debate...
PS: Ao que parece, a pressão da opinião pública e do novo senado Democrata levaram a que a Exxon deixasse de financiar algumas destas instituições e há até quem fale numa mudança de política ambiental por parte da administração norte americana, a anunciar em breve. A ver vamos.
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Rui M
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15:50
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sábado, janeiro 13, 2007
Geologia de Campo (II)
Encrave de calcário (branco e cinzento) no maciço ígneo de Sintra (castanho alaranjado). Praia da Ursa, Sintra.
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Rui M
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geologia de campo
Mais um ano, mais uma ilha

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Rui M
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sexta-feira, janeiro 12, 2007
Geologia de Campo (I)
Achei por bem inaugurar por aqui uma série de posts com fotos nossas tiradas no campo, onde quer quer ele seja .
Segue uma imagem dos Mallos de Riglos, o que resta de um leque aluvial resultante da erosão da cadeia Pirenaica, muito apreciados por geologos, alpinistas e abutres.
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Rui M
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16:16
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geologia de campo
quinta-feira, janeiro 11, 2007
A Matemática das coisas (Pavilhão do Conhecimento)
Sabia que passear pelas calçadas de Lisboa pode ajudá-lo a aprender Geometria? Terá a Matemática alguma coisa que ver com incêndios, previsões meteorológicas e combate ao crime? E será que a Matemática nos pode fazer ganhar uma partida de basquetebol?
O ciclo de colóquios "A Matemática das Coisas" está de volta ao Pavilhão do Conhecimento - Ciência Viva. Nos próximos meses, juntaremos matemáticos a engenheiros, treinadores desportivos e elementos da PSP e da Protecção Civil para lhe mostrar como a Matemática está presente no nosso dia-a-dia.
Esta iniciativa, inserida nas "Tardes da Matemática", resulta de uma parceria iniciada em 2001 entre o Pavilhão do Conhecimento - Ciência Viva e a Sociedade Portuguesa de Matemática.
A primeira sessão acontece já no próximo sábado, dia 13, às 15h30, no auditório do Pavilhão do Conhecimento - Ciência Viva. Tal como em anos anteriores, a entrada é gratuita.
Ana Cannas da Silva, do Instituto Superior Técnico, e Luísa Dornellas, da Câmara Municipal de Lisboa, apresentarão os padrões utilizados pelos calceteiros e explicarão as simetrias que existem nas calçadas da cidade de Lisboa. E tudo isto à luz da Matemática viva!
O debate será alargado ao público e verá como é fácil conversar sobre Matemática.
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joaosete
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12:45
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quarta-feira, janeiro 10, 2007
Uma visão do futuro
Robert May, da Universidade de Oxford e presidente da Royal Society: "A taxa de extinção da espécies acelerou durante os últimos cem anos, para atingir um valor aproximadamente igual a mil vezes o que se verificava antes do surgimento da espécie humana na Terra.
E. O. Wilson, da Universidade de Harvard: "Estima-se que hoje são eliminadas, por decénio, 1% a 10% das espécies, ou seja cerca de 27000 cada ano." Mais de 500 espécies por semana e 72 por dia.
Michael Novacek, do Museu de História Natural, em Nova Iorque: Não é irrealista prever que teremos eliminado metade de todas as espécies vivas a meio do século XXI". Já não falta assim tanto tempo!!!
Em 1998, um inquérito efectuado entre os biólogos mostrou que 70% deles crêem estar em curso uma extinção maciça das espécies e um terço pensa que se perderão de 10% a 5o% das espécies nos próximos trinta anos.
Há uns dias vi na televisão que a pesca por arrastão arrasou até hoje uma área do fundo do mar equivalente á área da Russia, destruindo os ecossistemas aí existentes.
É incrível como o nosso futuro está constantemente a ser mostrado na televisão, normalmente no canal 2, a maioria das pessoas nem vê. E por vezes quando vemos dificilmente conseguimos processar a informação e tomar consciencia do que realmente nos vai acontecer daqui a poucos anos.
Hoje ouvi nas noticias na rádio: A UE quer reduzir em 20% a emissão de gases de efeito de estufa até 2050. Para que a temperatura média não aumente mais de 2º.
As consequencias de um aumento de 2% é brutal!!! Isto pode corresponder a aumentos de 8 a 10º nas áreas de climas mais extremos. Passamos a ter o Saara no Alentejo e os gelos da Gronelândia derretem. E não vai ser daqui 100 anos, pode ser em muito menos. As consequências são completamente desconhecias. Mas não vai ser um cenário bonito de se ver. ´
Tambem vi na TV que viver em algumas cidades na India equivale a fumar dois maços e meio de tabaco.... só de respirar!!!
É melhor começarmos a pensar profundamente o que queremos fazer do nosso planeta..
O problemas não é apenas um, são muitos: CO2, Poluição dos mares, extinção das espécies..
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João Moedas Duarte
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21:42
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terça-feira, janeiro 09, 2007
João Magueijo dá palestra em Lisboa sobre as leis da Física
João Magueijo, físico que se tornou mundialmente conhecido quando em 2003 publicou o livro “Mais Rápido que a Luz”, dá uma palestra na Faculdade de Ciências da Universidade de Lisboa sobre as leis da física a próxima 5ª feira, dia 11. Nesta palestra, intitulada "A Física da Inconstância", o cientista português que contestou a Teoria da Relatividade discute a possibilidade de as leis da Física evoluírem no tempo, contrariando a ideia de que são eternas.
Em particular João Magueijo irá debruçar-se sobre teorias de "constantes variáveis", as suas implicações para a cosmologia e teorias de gravidade quântica, e finalmente a sua viabilidade observacional.
João Magueijo é licenciado pelo Departamento de Física da FCUL, doutorado em Física Teórica pela Universidade de Cambridge e é professor nesta área no Imperial College de Londres. Em 2003 abalou o mundo científico quando publica o livro “Mais Rápido que a Luz” onde contesta a Teria da Relatividade de Albert Einstein.
Considerado como um físico genial por uns, contestado por outros, Magueijo é um forte crítico do modo como a ciência é feita e avaliada na comunidade científica.
Dia 11 de Janeiro às 17h00, no anfiteatro do edifício C3 (Sala 3.2.14), da Faculdade de Ciências da Universidade de Lisboa.
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João Moedas Duarte
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22:30
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segunda-feira, janeiro 08, 2007
Feito o mapa mais detalhado da matéria invisível no Universo
Tal como o corpo humano, o Universo tem um esqueleto que não está à vista. É feito de uma matéria invisível, a que apropriadamente chamaram matéria escura.
Enquanto os ossos humanos podem ficar expostos em qualquer radiografia, os telescópios mais poderosos não conseguem ver directamente os ossos do cosmos. No entanto, os cientistas estão a contornar essa dificuldade e a fazer mapas da matéria que não se vê: os mais pormenorizados foram revelados ontem, na edição "on-line" da revista "Nature".
Os cientistas já não duvidam de que a matéria escura existe, apesar de não emitir nem reflectir a luz. Sabem que está lá pelos efeitos gravitacionais que causa na matéria que vemos - afecta a rotação das galáxias e distorce a luz que emitem.
Utilizando o telescópio espacial Hubble, a equipa de Richard Massey (do Instituto de Tecnologia da Califórnia, nos Estados Unidos) começou por medir a forma de 500 mil galáxias distantes. Depois, os cientistas usaram a distorção na luz emitida por elas, causada tanto pela matéria visível como pela invisível, para elaborar mapas da distribuição da matéria escura entre essas galáxias e a Terra, numa grande área do céu (o equivalente a oito vezes o tamanho ocupado pela Lua Cheia).
"Se um fotão vem de uma dessas galáxias e atravessa essa rede de matéria escura, a sua trajectória é distorcida. Tem uma trajectória às ondinhas, ligeiramente irregular", explica Domingos Barbosa, do Instituto Superior Técnico, em Lisboa. O cosmólogo português acrescenta que, em galáxias distantes, como as que foram observadas, é mais difícil detectar o efeito de distorções da luz pela matéria do que em exames de galáxias.
Mesmo assim, o resultado foi o atlas mais detalhado dos ossos do Universo, e não só. "Conseguiram também reconstituir a distribuição da matéria escura em três dimensões entre nós e essas galáxias, no campo do céu que observaram. E é a primeira vez que se faz isso", comenta.
Há uma razão para se dizer que a matéria escura é o esqueleto do Universo, e não é só porque não está à vista. Oitenta por cento da matéria é escura, distribuída pelo Universo em enormes filamentos. E são eles que agregam a matéria visível, ou bariónica, como os físicos chamam à matéria normal.
"Descobriram que a matéria invisível está agrupada em enormes filamentos e em bolas, mais ou menos conectados com outras regiões com matéria escura e bariónica. A matéria escura funciona como um esqueleto gravitacional, para onde a matéria bariónica acaba por ser atraída", explica Domingos Barbosa. "É um esqueleto invisível, à volta do qual a matéria normal vai cair e formar essa carne de estrelas e galáxias."
Assim, o trabalho da equipa de Richard Massey permite compreender melhor como a matéria está ordenada pelo Universo, sublinha o investigador português.
Mas ninguém sabe de que é feita a matéria escura, que terá surgido pouco depois do Big Bang, o fenómeno que criou, há 13.700 milhões de anos, o Universo que conhecemos. Aliás, os mapas apresentados pela equipa de Richard Massey mostram a distribuição da matéria até à altura em que o Universo tinha metade da idade actual. A escola de pensamento dominante defende que a matéria escura é exótica, logo totalmente diferente da matéria vulgar. "O mais plausível - diz também Domingos Barbosa - é que seja feita de uma partícula exótica."
Teresa Firmino, in Publico 8-1-2007
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João Moedas Duarte
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sábado, janeiro 06, 2007
Valores da Ciência
A ciência pode ser vista como a investigação racional ou estudo da natureza, direccionado à descoberta da verdade. O cientista será aquele que faz desta a sua actividade profissional. No entanto, a ciência pode ser também encarada como um modo de vida ou como uma base de ensino para as gerações futuras. Viver segundo os valores da ciência é viver de forma racional, procurando sempre o caminho da verdade e a compreensão da realidade, fugindo ao mundo das crenças e à autoridade. A ciência tem regras, mas pressupões acima de tudo um pensamento livre. Eis alguns dos valores básicos inerentes a um espírito científico:
• Espírito crítico: valorização das provas e da argumentação, distinguindo-as cuidadosamente da
tradição e da autoridade.
• Valorização do estudo cuidadoso, informado, imparcial e objectivo, distinguindo-o da opinião
avulsa, desinformada, parcial e aleatória.
• Honestidade intelectual.
• Aceitação das regras da discussão racional de ideias.
• Amor pela verdade e pela precisão.
• Curiosidade intelectual.
• Criatividade.
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João Moedas Duarte
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14:44
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O princípio da precaução
O princípio da precaução foi definido pela ONU em 1994 e enuncia-se assim:
"Quando há risco de perturbações graves irreversíveis, a ausência de certezas cientificas absolutas não pode servir de pretexto para diferir a adopção de medidas."
Este princípio permite que sejam tomadas medidas em relação a certos fenómenos, como é o caso das alterações climáticas, sem ser preciso esperar pelas provas completas e irrefutáveis da existência de um perigo eminente.
"No entanto, o cientista tem o dever de julgar com espírito crítico a extensão das ameaças actuais e apresentar com a maior prudência os resultados , bem como os elementos de prova." (Hubert Reeves (2006) - A Agonia da Terra, Ciência Aberta, Gradiva, nº155)
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João Moedas Duarte
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quinta-feira, janeiro 04, 2007
um pensamento
Os piores cenários dos fenómenos de alteração climática são hoje uma realidade. É caso para dizer que a geração rasca passou agora a ser uma geração à rasca.
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João Moedas Duarte
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18:34
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Afinal, pode mesmo haver lagos de metano líquido em Titã
A primeira aproximação da sonda Cassini à lua Titã, em Outubro de 2004, lançou um balde de água fria na Terra. Não havia sinais dos famosos lagos de metano ou do oceano global que toda a gente especulava existirem na maior lua de Saturno. Mas novas observações, em Julho de 2006, acabaram por descobrir lagos no hemisfério norte de Titã, anuncia-se hoje na revista Nature.
Os lagos não são de água, como na Terra. São de metano, o segundo elemento mais abundante na atmosfera de Titã e uma das poucas moléculas que pode ser líquida à superfície de Titã, onde a temperatura é de 180 graus Celsius negativos.
À primeira vista, parece não haver semelhanças entre a Terra e Titã. Mas há. A atmosfera primitiva da Terra terá sido como a de Titã, onde o azoto é o principal elemento, como ainda é no nosso planeta. E ambas possuem um ciclo "hidrológico"; o da Terra é com água e o de Titã com metano.
O grande mistério é saber de onde vem o metano que continua a reabastecer a atmosfera de Titã, ao ponto de originar brumas tão densas que pouco deixam ver da sua superfície a quem esteja na Terra.
Confrontaram-se duas hipóteses. Ou vem de uma fonte à superfície, como um oceano ou lagos. Ou do subsolo, através de vulcões de gelo ou de fracturas causadas por meteoritos. Caso contrário, ao longo dos 4500 milhões de anos de existência de Titã, já o metano teria sido tudo todo destruído e agora não haveria nenhum na atmosfera. Nem etano, resultante da destruição pela luz solar do metano.
Quando o módulo europeu Huygens (levado até ao sistema de Saturno pela Cassini, dos EUA) atravessou a atmosfera de Titã e pousou na sua superfície, em Janeiro de 2005, a paisagem circundante mostrava sinais de um ciclo de metano. Viam-se uma linha de costa e canais sinuosos.
Outros dados desta missão trouxeram mais revelações: está quase sempre a chuviscar metano durante metade do ano em Titã (que dura 29,5 anos terrestres), há nuvens em ambos os hemisférios e pode cair neve de etano nos pólos.
Mas o oceano ou os lagos de metano não apareceram, o que punha de lado a hipótese mais popular e a que mais aproximava Titã da Terra. Portanto, o metano viria do interior da lua, como sugeria a primeira aproximação da Cassini a Titã, quando ficou a 1174 quilómetros da superfície, ainda antes da travessia da Huygens .
Agora, a equipa de Ellen Stofan, da University College de Londres, volta a baralhar tudo, com base nas observações de radar da Cassini em 22 de Julho de 2006. É caso para abrir a garrafa de champanhe, diz Christophe Sotin, da Universidade de Nantes (França), num comentário, também na Nature.
Viram-se mais de 75 manchas escuras, entre os três e os 70 quilómetros, numa região onde se espera que o metano e o etano líquidos sejam abundantes e estáveis à superfície. "É a primeira prova definitiva da presença de lagos na superfície de Titã", escreve a equipa.
Algumas manchas estão associadas a canais, o que leva a equipa a dizer que as imagens obtidas mostram lagos. Outras são redondinhas, como se fossem crateras de meteoritos ou caldeiras vulcânicas com líquido. "Alguns lagos não enchem por completo a depressão, e aparentemente há depressões secas. A interpretação que fazemos é que há lagos num em vários estados, incluindo parcialmente secos e repletos de líquido", explica a equipa.
"Manchas escuras como estas são características de superfícies lisas. Infere-se a sua natureza líquida pela presença dos canais que conduzem até elas, o que parece indicar que os rios fornecem pelo menos parte do líquido", explica também Sotin no comentário. "Embora não se possa determinar a composição do líquido pelas observações por radar, o metano é o único candidato plausível: é das poucas moléculas que pode ser líquida com as condições existentes na superfície de Titã."
Os lagos encontraram-se só no hemisfério norte (em latitudes elevadas), onde agora é Inverno e o Verão chegará daqui a 13 anos. Para Sotin, esse facto pode indicar que os lagos aumentam no Inverno de Titã e encolhem no Verão, com a evaporação. Para a semana (dia 13), a Cassini aproximar-se-á de novo a Titã. Que outras surpresas trará no Ano Novo?
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João Moedas Duarte
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13:57
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