segunda-feira, dezembro 18, 2006

Subida do mar poderá ser mais rápida do que previsto

O aquecimento climático poderá provocar uma subida do nível do mar mais rápida do que o previsto durante este século , segundo um estudo hoje publicado na revista Science. Essa subida poderá atingir 1,40 metros até 2100, ou seja, o dobro da estimativa estabelecida até agora, aumentando os riscos de inundações de regiões baixas e a ameaça de tempestades violentas em cidades como Nova Iorque e Londres. Os climatologistas previam até agora um aumento de entre nove e 88 centímetros em relação ao nível de 1990 daqui até ao fim do século.

Hoje, no estudo publicado na Science, o investigador alemão Stefan Rahmstorf, especialista de oceanos na Universidade de Potsdam (Alemanha), prevê uma subida de entre 50 centímetros e 1,40 metros. Na sua perspectiva, as estimativas actuais não são fiáveis por se basearem em modelos de simulação que subestimam a subida do nível do mar ocorrida até agora.

"Durante os últimos 40 anos, o nível do mar aumentou 50 por cento mais do que previam os modelos climáticos. Isto revela que ainda não compreendemos o problema da subida do nível do mar", afirmou. Rahmstorf estudou a relação entre a subida do nível do mar e as subidas das temperaturas médias do ar à superfície do globo. Desse trabalho concluiu que o aumento do nível do mar foi proporcional à subida das temperaturas e teve impacto nas alterações registadas no século XX.

A subida do nível do mar mais importante do que previsto tem pesadas consequências não só para as regiões baixas ameaçadas de inundações, como para algumas grandes cidades ocidentais. Num estudo publicado no ano passado, Rahmstorf e a sua equipa do Instituto para a Investigação do Impacto das Alterações Climáticas de Potsdam estimaram que o aquecimento do planeta poderia provocar uma subida do nível do mar no Atlântico Norte por fechar ou enfraquecer uma corrente oceânica conhecida por "tapete rolante" (Conveyor Belt).

Segundo este cenário, o nível do mar da região poderia aumentar até um metro e, juntando a isso o efeito dos gases com efeito de estufa, a subida poderia mesmo atingir dois metros, expondo Londres e Nova Iorque a "tempestades violentas devastadoras".

in Ciencia Hoje, 2006-12-15

Sonda europeia descobre topografia rugosa e encoberta de Marte


A sonda orbital europeia Mars Express enviou para Terra imagens que mostram Marte com uma topografia mais antiga e rugosa, escondida sob uma camada superficial mais lisa e recente, anunciou hoje a Agência Espacial Europeia (ESA). Segundo os cientistas, as imagens fornecem novas e importantes chaves para compreender a evolução geológica de Marte e até mesmo da Terra.

De acordo com um comunicado da ESA, o radar da sonda revelou a existência de crateras de impacto soterradas com diâmetros de entre 130 e 470 quilómetros, debaixo de grande parte das terras baixas do norte do planeta. "As novas descobertas aproximam os cientistas planetários da compreensão de um dos mais persistentes mistérios sobre a evolução geológica e a história de Marte", diz a ESA.

A agência refere que as descobertas também ajudam os cientistas a compreender a evolução inicial da Terra, onde é mais difícil encontrar sinais das forças em acção porque a erosão e as erupções vulcânicas os apagaram. Ao contrário da Terra, Marte mostra grandes diferenças entre os seus hemisférios norte e sul.

Enquanto todo o hemisfério sul tem planaltos muito rugosos e cheios de crateras, a metade norte é mais lisa e menos elevada, uma topografia que se julga ser mais recente por ter sofrido os efeitos da erosão e de outros processos. Os novos dados "indicam que a crosta subjacente é extremamente antiga", afirma a ESA.

Marte formou-se há mais de 4,5 mil milhões de anos e os cientistas estão na sua generalidade convencidos de que passou por uma fase inicial húmida e quente que acabou passados 1,5 a 2,5 mil milhões de anos, para se converter num planeta extremamente seco e frio.

in Ciencia Hoje, consultado em 18 de dezembro de 2006
imagem ESA

Astronautas do vaivém Discovery preparam nova saída espacial

Os astronautas do vaivém Discovery passaram o dia a descarregar mantimentos trazidos pelo vaivém e a preparar uma nova saída espacial, que não estava inicialmente prevista, para desbloquear o mecanismo de um painel solar na estação espacial internacional (ISS, sigla em inglês).

A missão para abastecer e continuar a construir a estação, que se prevê ficar concluída em 2010, foi prolongada um dia devido à saída espacial extra. Esta, a realizar por Robert Curbeam e Christer Fuglesang, será a quarta desta tripulação. Terá uma duração de seis horas e meia.

O vaivém Discovery deverá agora regressar à Terra na sexta-feira, depois de 13 dias no espaço.

17.12.2006 -Reuters

domingo, dezembro 17, 2006

A terceira Cultura

A distância entre "linguagens" não é recente. Já na década de 1950 havia uma cisão entre duas culturas, a das artes (pintores, escritores, etc) e os cientistas. Os primeiros assumiam para si o papel de pensadores, de visionários. Era deles a responsabilidade de traçar o rumo para as suas comunidades. Aos cientistas restava...
C.P. Snow, filósofo e cientista e autor de um livro intitulado " As Duas Culturas", previa o aparecimento de uma terceira cultura. A ideia, optimista, era a de que os "artistas" se iriam aproximar da "outra" cultura, que os passariam a entender e fazer chegar ao grande público as novas descobertas sobre o mundo e os mundos novos descobertos. A verdade é que a história não se desenrolou bem assim. Foi através de uma linguagem mais actual dos cientistas e da adaptação da ciência à ficção que foi crescendo a curiosidade e interesse do cidadão comum. Nascia assim a Terceira Cultura e desde então, nomes como Carl Sagan contribuíram para o seu desenvolvimento.

Adaptado de Histórias do Universo, José Fernando Monteiro

Foi entregue, recentemente o Prémio Pessoa, que destacou António Câmara, investigador e empresário, na área das novas tecnologias. Nas entrevistas que se seguiram, ouvi do premiado uma frase que me marcou, tendo em conta que o lado empresarial deste "cientista" é bastante bem sucedida... ele diria que era preciso continuar a investigar por brincadeira.

Boas notícias, benvindo o tão afamado choque tecnológico e a nova Terceira Cultura.

sexta-feira, dezembro 15, 2006

Há água em Marte!? Segundo a Nasa as provas desse facto são cada vez mais fortes


Cientistas que investigaram imagens de alta resolução da superfície de Marte acreditam que, no hemisfério Sul do planeta, existem vestígios da recente passagem de água, revelou, esta quarta-feira, a NASA.

De acordo com a Lusa as fotografias, as primeiras das quais foram captadas pela cápsula de exploração espacial Mars Global Surveyor (MGS), agora inactiva, mostraram que a água em Marte é uma realidade actual, afirmou o perito Kennet Edgett.

«Pode ser água salgada, água com uma grande quantidade de sedimentos ou água ácida mas é seguramente água, H2O», sublinharam os cientistas, em conferência de imprensa, na sede da NASA.

Dadas as temperaturas extremas no planeta Marte, qualquer curso de água que corra na superfície não pode manter-se muito tempo em estado líquido - ou congela ou evapora-se.

Os investigadores tinham conhecimento dos vestígios desde 2000, quando a câmara da MGS as captou mas as comparações com imagens registadas em 1999, em 2001 e mais recentemente, foram determinantes.

A busca de água em Marte apaixonou os cientistas durante décadas, dado que relança a discussão sobre a hipótese de existência de vida.

in Portugal Diário 2006/12/06 20:18

Imagens de Marte - Foto NASA/AP

quarta-feira, dezembro 13, 2006

Foto de Familia (antes de Plutão ser posto no quintal)

Uma foto geológica: Cabo de Creus (Espanha)

Cientista espanhol descobre que a maior estrela da Via Láctea é formada por três estrelas

Graças ao telescópio espacial Hubble, o astrónomo espanhol Jesús Maíz, do Conselho Superior de Investigações Científicas (CSIC), descobriu que a estrela Pismis 24-1, considerada até ao momento a maior estrela gigante da Via Láctea, é afinal um sistema formado por três estrelas.

Os resultados da investigação - coordenada por este astrónomo do Instituto de Astrofísica de Andalucía (CSIC), em Granada, com o objectivo de encontrar a estrela com maior massa da Via Láctea – serão publicados no “Astrophysical Journal”.

Segundo um comunicado do CSIC, a Pismis 24-1 é 200 vezes maior do que o Sol.

“As estrelas gigantes, além de serem raras, tendem a formar-se em sistemas múltiplos. Por isso, um sistema estelar duplo pode parecer, à distância, uma estrela desmesuradamente grande”, explica Jesús Maíz. “A estrela Pismis 24-1, que era uma forte candidata à maior estrela da Via Láctea, é, afinal, um sistema formado por três estrelas”: Pismis 24-1 SW e a estrela dupla Pismis 24-1 NE.

Os investigadores estimam que cada uma das estrelas tenha uma massa de 70 sóis, o que as inclui na lista das 25 maiores da Via Láctea.

Maíz diz que na Via Láctea, por cada 15 mil estrelas como o Sol, existe uma estrela com mais de 65 massas solares.

A próxima missão do astrónomo será conseguir separar as três estrelas. “Elas estão tão próximas que não se podem captar imagens diferenciadas. No entanto, graças às variações de velocidade, podemos saber que têm existências separadas”.

in publico, 12-12-2006

Cientistas americanos estimam que Árctico pode ficar sem gelo no Verão a partir de 2040

O sobre-aquecimento do planeta está a causar alterações no Árctico, região que, segundo uma equipa de cientistas norte-americanos, poderá ficar sem gelo durante o Verão a partir de 2040.

“Os efeitos do sobre-aquecimento estão a começar a mostrar a sua cara feia”, comentou Mark Serreze, cientista do National Snow and Ice Data Center da Universidade do Colorado, em Boulder.

Marika Holland, cientista do Centro Nacional de Investigação Atmosférica, prevê um declínio lento mas constante do gelo no Ártico, num cenário de sobre-aquecimento global.

Os resultados da investigação, publicados hoje na revista “Geophysical Research Letters”, indicam que todos os meses de Setembro, a extensão de gelo pode reduzir-se tão drasticamente que, dentro de 20 anos, estará a desaparecer quatro vezes mais rapidamente do que em qualquer altura desde que existem registos.“

O gelo estará bastante estável até 2025 mas depois, começam os problemas”, disse Holland, no encontro de Outono da American Geophysical Union, em São Francisco.

Numa simulação, o gelo de Setembro pode passar, num espaço de dez anos, de seis milhões de quilómetros quadrados para dois milhões de quilómetros quadrados.


Impactes ambientais e estratégicos

Apesar de estar longe do ponto de vista geográfico, o degelo no Árctico pode alterar os ecossistemas do planeta, a vida no mar e na terra, o clima, padrões de navegação e ainda as necessidades nacionais de defesa.“

Neste jogo vão haver vencedores e vencidos, mas penso que o balanço é negativo”, comentou Serreze.

Para a Rússia, “as rotas de navegação vão abrir-se, o que trará benefícios económicos”. “Para o Canadá, isto poderá representar um crescimento económico”.

O degelo poderá criar uma série de problemas, quer para a vida selvagem – como os ursos polares -, quer para os países. Todos terão de se adaptar e responder a novas fronteiras.

Em cima da mesa estão ainda questões de geoestratégia, lembrou Mead Treadwell, da U.S. Arctic Research Commission em Anchorage, no Alasca. Talvez os Estados Unidos tenham de passar a patrulhar a sua fronteira a Norte, no Alasca, e preparar-se para novos derrames de petróleo, quando se abrirem novas rotas de navegação.

A falta do arrefecimento do Árctico poderá alterar os padrões climatéricos um pouco por todo o planeta, por exemplo, com efeitos nas oportunidades de desportos de Inverno, como o esqui, ou ainda nas épocas das plantações.

Os cientistas acreditam que reduzir as emissões de gases com efeito de estufa poderia ajudar a abrandar o ritmo do degelo no Árctico.

in publico, 2-12-2006

terça-feira, dezembro 12, 2006

Ecoline

Nasceu o Ecoline!



É um projecto ambicioso, criterioso, e de muito trabalho de retaguarda. É uma plataforma de informação sobre a relação, ou relações, da população com o ambiente.

Com o mote de...

Conhecer mais para Mudar melhor / Conhecer melhor para Mudar mais

a informação que aqui é "oferecida" de uma forma trabalhada, muitas vezes traduzida para o cidadão comum, faz do Ecoline um site, na minha opinião (propavelmente parcial), de utilidade e serviço público.

Serve, não só um público mais especializado, como também, o cidadão curioso e interessado em questões ambientais.

Penso que existe neste espaço informação suficiente para novos estudos, para novas questões, para novas linhas orientadoras da ecologia em Portugal.

Muito há a fazer ainda...mas pelo menos já existe e está acessível à vossa curiosidade, crítica e vontade de continuar a fazer esta terra girar de uma forma responsável e sustentável.

quarta-feira, dezembro 06, 2006

NASA quer construir colónia na Lua. Poderá estar operacional em 2020.


A NASA tenciona estabelecer uma pequena colónia de astronautas no pólo sul da Lua por volta de 2020, primeira etapa de um programa ambicioso de exploração humana do sistema solar, anunciou ontem a agência espacial norte- americana.

O projecto da NASA, revelado após consultas com 13 agências espaciais de todo o mundo e com empresas privadas, considera o estabelecimento de um posto avançado lunar como uma escala para os astronautas que se desloquem a Marte.

Esta colónia na Lua permitiria, nomeadamente, a extracção do hidrogénio e do oxigénio necessários para produzir água e combustível para os motores dos foguetões.

Tal qual está actualmente concebido, o posto avançado lunar começará com uma tripulação de quatro elementos a efectuar estadas de uma semana cada até que os módulos habitacionais e o fornecimento de energia permitam missões mais prolongadas, que poderão atingir os seis meses, para preparar as viagens até Marte.

"Esta estratégia permitiria aos países interessados neste projecto optimizar os seus recursos técnicos e financeiros, contribuindo assim para coordenar o esforço que nos vai lançar nesta nova era de descoberta e exploração", assinalou Shana Dale, administradora-adjunta da NASA.

Segundo a mesma responsável, as condições existentes nos pólos lunares parecem ser as mais favoráveis para a localização do posto avançado, especialmente o pólo sul, que beneficia de uma maior exposição solar, ideal para produzir electricidade.

Recorde-se que o homem não visita o seu satélite desde 1972.

Fonte: Ciência Hoje, 2006-12-05

terça-feira, dezembro 05, 2006

XX FEIRA INTERNACIONAL DE MINERAIS, GEMAS E FÓSSEIS

XX FEIRA INTERNACIONAL DE MINERAIS, GEMAS E FÓSSEIS
7 a 10 Dezembro 2006

HORÁRIO:
7 de Dezembro - das 15.00 h às 20.00 h
8, 9 de Dezembro - das 10.00 h às 20.00 h
10 de Dezembro - das 10.00 h às 18.00 h

Local:
MUSEU NACIONAL DE HISTÓRIA NATURAL
Rua da Escola Politécnica, 60 1250-102 Lisboa

(entrada livre)

A Feira Internacional de Minerais Gemas e Fósseis de Lisboa, cumpre este ano a sua 20ª edição, e constitui, anualmente, um ponto alto da divulgação científica em Lisboa. Este ano o tema central são os minérios, presentemente altamente valorizados como reflexo do aumento do consumo em países como a China e a Índia. Dos minérios se extraem os metais que integram incontáveis objectos de uso corrente. Por outro lado, eles são constituídos por minerais, muitas vezes lindíssimos, aliás bem representados nas sucessivas Feiras.

Este certame, que também integra as componentes cultural, científica e pedagógica, reúne coleccionadores e comerciantes de minerais, gemas e fósseis, oriundos de diversos países da Europa, bem como um vasto público que tem aqui oportunidade de comprar, vender ou trocar exemplares do seu interesse. No âmbito desta Feira, terão lugar, como vem sendo hábito, um conjunto de actividades complementares de carácter pedagógico e de divulgação científica destinadas a jovens e adultos.

Pirâmides do Egipto construídas com pedra sintética

As pirâmides do Egipto foram construídas com pedra sintética que teria sido vazada como betão, indica um estudo de uma equipa internacional de investigadores hoje divulgado pela revista francesa "Science et Vie". Segundo os investigadores, a composição das pedras das pirâmides é "muito mais complexa do que a das pedreiras oficiais" de Toura e Maadi, de onde foram extraídos os materiais usados nos túmulos de Gisé.

Exames com raios-X e tocha de plasma mostraram que "certos microconstituintes dessas pedras apresentam vestígios de uma reacção química rápida que não lhes permitiu uma cristalização natural (...), uma reacção inexplicável se as pedras tivessem sido talhadas, mas compreensível se tivessem sido vazadas como betão", refere a "Science et Vie".

Várias técnicas de microscopia electrónica revelaram que "os espectros de difracção de pedras retiradas das pirâmides diferem nitidamente dos das pedreiras", de acordo com os trabalhos de Gilles Hug, do Gabinete Nacional de Estudos e Investigações Aeroespaciais (ONERA), de França, e Michel Barsoum, da Universidade de Drexel em Filadélfia (EUA), citados pela revista.

Na perspectiva de outro especialista, o químico Joseph Davidovits, que há 30 anos defende a tese do betão geopolimérico para a construção dos túmulos dos faraós, foram vazados no local blocos de calcário natural reconstruído. Eram constituídos por "93 a 97 por cento de agregados de calcário natural e três a sete por cento de ligante", argila caulinítica, um silico-aluminato que se desagrega na água e a que se teria juntado cal extinta.

Outro cientista, o físico Guy Dumortier, das Faculdades Universitárias Notre-dame de la Paix de Namur (Bélgica), defende também nesta revista de divulgação científica a teoria da pedra aglomerada, afirmando que observou um teor muito mais elevado do que no natural em flúor, silício, magnésio e sódio.

A "Science et Vie" provocou uma polémica em 2001 ao anunciar que as pirâmides eram feitas de "pedras falsas", citando uma investigadora do Centro Nacional de Investigação Científica (CNRS), Suzanne Raynaud, que tinha observado diferenças entre as pedras das pedreiras e amostras retiradas dos monumentos.

Fonte: Ciência Hoje, 2006-11-30

Espectáculo astronómico pode ser visto sábado através de binóculos

Um espectáculo astronómico que consiste no "ajuntamento pouco comum" dos planetas Júpiter, Mercúrio e Marte poderá ser observado na manhã de sábado através de binóculos normais, segundo os cálculos do matemático e astrónomo belga Jean Meeus. Os três planetas, que seguem as suas respectivas órbitas a milhares de quilómetros afastados um do outro, aparecerão para os observadores na Terra como estando separados por menos de um grau no momento em que estão mais juntos, formando "a ponta de uma flecha dirigida ao oeste", segundo o especialista.

Meeus prevê a conjunção de Mercúrio e Marte para sexta-feira e a união de Marte e Júpiter para domingo, "encontrando-se Mercúrio, no sábado, apenas a 1 ,5 graus por baixo e à direita da estrela Grafias na constelação de Escorpião". Segundo o astrónomo, normalmente é "muito difícil observar a olho nu este tipo de fenómenos em planetas próximos da terra".

Meeus tem vindo a calcular todos os trios planetários ocorridos desde 1 980 e aqueles que ocorrerão até 2050, tendo encontrado um total de 40, o que da uma média de um fenómeno a ocorrer a cada 21 meses.

Fonte: Ciência Hoje, 2006-12-05

quinta-feira, novembro 30, 2006

Do the evolution - Pearl Jam

I'm ahead,
I'm a man
I'm the first mammal to wear pants,
I'm at peace with my lust
I can kill 'cause in God I trust,
It's evolution, baby

I'm at peace,
I'm the man
Buying stocks on the day of the crash
On the loose, I'm a truck
All the rolling hills,
I'll flatten 'em out,
It's herd behavior,
It's evolution, baby

Admire me, admire my home
Admire my son,
he's my clone,



This land is mine,
this land is free
I'll do what I want but irresponsibly
It's evolution, baby
I'm a thief,
I'm a liar
There's my church, I sing in the choir: (hallelujah, hallelujah)

Admire me, admire my home
Admire my son,
admire my clones

'Cause we know, appetite for a nightly feast
Those ignorant Indians got nothin' on me
Nothin', why?
Because... it's evolution, baby!

I am ahead, I am advanced
I am the first mammal to make plans,
I crawled the earth, but now I'm higher
2010, watch it go to fire
It's evolution, baby

Do the evolution
Come on, come on, come on


Este teledisco diz tudo. Um dos melhores que vi até hoje. Uma crítica atenta à sociedade em que fazemos parte. É claro que podemos sempre dizer que a culpa do mal é do outro, que nós não somos assim.

No fim, a Terra é igual para todos e todos podemos sentir os erros, que embora não sejamos nós a cometer, não fizémos o suficiente para os impedir.

quarta-feira, novembro 29, 2006

terça-feira, novembro 28, 2006

"Mais vale prevenir que remediar"

Assisti na semana passada a uma conferência de David Gee, coordenador de um estudo para a Agência Europeia do Ambiente. O título da conferência, "Better safe than sorry!". Traduzido ficará qualquer coisa como, "Mais vale prevenir que remediar."

A conferência centrava-se, essencialmente, na relação entre a ciência e as decisões políticas, principalmente políticas de saúde pública.

A investigação científica nem sempre se desenvolve tão depressa para agradar aos políticos e assegurar-lhes que tomam a decisão correcta. Por vezes acontece o contrário, e aos ouvidos mocos dos políticos, resta ao cientista dizer, depois de ter previsto e avisado sobre os acidentes, "eu bem avisei".

Na apresentação, David Gee, estabeleceu seis níveis de evidência para um cientista.

Some Levels of Evidence…..
6. Beyond all reasonable doubt
5. Reasonable certainty
4. Balance of probabilities/evidence
3. Strong possibility
2. Scientific suspicion of risk
1. Negligible/insignificant

Muitas vezes são precisas decisões difíceis. Para as apoiar, os estudos científicos. No caso da saúde pública, e até no caso dos riscos naturais, as certezas são difíceis de atingir. E o tempo que demora a evacuar uma aldeia antes de uma erupção, ou a tirar do mercado um medicamento, pode ser fatal. E, no caso das ciências, só através dessa fatalidade se atinge o último nível de evidência..."sem qualquer dúvida".
David Gee utilizou uma expressão curiosa: "Good for science, bad for public health." Ou seja, conseguiu-se atingir o nível máximo para uma evidência científica, mas o mal já estava feito.

...mais vale prevenir que remediar.

quinta-feira, novembro 23, 2006

Global Warming


As mudanças estão a acontecer, é notório para qualquer um.

A incógnita é saber as verdadeiras causas, e consequentemente, as soluções. Independentemente disso, há muita coisa que se pode ir fazendo, há ainda muito que se pode evitar...antes que seja tarde de mais.

quarta-feira, novembro 22, 2006

Peter Gabriel - Biko (Nelson Mandela Tribute Concert)


Concerto de homenagem a Nelson Mandela no dia em que fez 70 anos (11 de Junho de 1988). Nelson Mandela tornou-se um homem livre em fevereiro de 1990. Estiveram presentes neste concerto em Wembley 72000 pessoas, 600 milhões acompanharam pela televisão. Um pedaço de História deste maravilhoso planeta.
Esta música foi feita por Peter Gabriel em homenagem a Stephen Bantu Biko um activista anti-apartheid que defendia a não violência. Foi torturado durante meses, tendo morrido a 12 de Setembro de 1977 na prisão devido a causas desconhecidas! O exemplo de um homem que se manteve de pé lutando até ao fim por aquilo em acreditava.

terça-feira, novembro 21, 2006

Cidadãos da UE estão preocupados com as alterações climáticas

Cerca de 45 por cento dos cidadãos de cinco países da União Europeia considera que o aquecimento do planeta é uma ameaça a curto prazo para si e para os seus filhos.

As conclusões são de uma sondagem sobre o aquecimento global encomendada pelo "Financial Times" ao Instituto Harris, que entre 2 e 10 de Novembro inquiriu cidadãos em Espanha, França, Reino Unido, Alemanha e Itália.

De acordo com os resultados da sondagem, os espanhóis são os que mais temem o aquecimento da Terra (67 por cento dos inquiridos), havendo ainda a assinalar que 68 por cento do total de inquiridos está disposto a mudar de atitude para reduzir o impacto das suas acções no Planeta.

Os franceses (73 por cento) e os alemães (72 por cento) são os mais favoráveis à alteração de hábitos quotidianos com vista a uma menor agressão ao ambiente.

Dos 5346 adultos entrevistados, 43 por cento são a favor da aplicação de uma taxa especial aos passageiros das linhas aéreas devido aos danos causados pelos voos, enquanto 36 por cento se opõe à medida.

A sondagem permitiu também concluir que 46 por cento dos inquiridos não vê com bons olhos a construção de mais centrais nucleares no seu país, ao passo que 30 por cento apoia essa instalação.

Neste tópico, os mais anti-nuclear são os espanhóis, com 62 por cento contra, e os que denotam menor oposição são os italianos, com 42 por cento dos inquiridos a favor.

A esmagadora maioria das pessoas auscultadas (85 por cento) considerou também que o governo do seu país deveria aumentar o investimento em energias renováveis.

Questionados ainda sobre se os Estados Unidos representam o maior perigo para a estabilidade mundial, por comparação com o Irão, a China, a Coreia do Norte, a Rússia e o Iraque, 38 por cento dos inquiridos escolheu os EUA, 16 por cento a China e outros 16 por cento a Coreia do Norte.

Lusa, in publico 21/11/2006

segunda-feira, novembro 20, 2006

L'Hymne De Nos Campagnes

Si tu es né dans une cité HLM
Je te dédicace ce poème
En espèrant qu'aux fonds de tes yeux ternes
Tu puisses y voir un petit brin d'herbe
Et les man faut faire la part des choses
Il est grand temps de faire une pose
De troquer cette vie morose
Contre le parfum d'une rose

Refrain :
C'est l'hymne de nos campagnes
De nos rivières, de nos montagnes
De la vie man, du monde animal
Crie-le bien fort use tes cordes vocales !

Pas de boulots, pas de diplomes
Partout la même odeur de zone
Plus rien n'agite tes neurônes
Pas même le shit que tu mets dans tes cônes
Va voir ailleurs, rien ne te retient
Va vite faire quelque chose de tes mains
Ne te retourne pas ici tu n'as rien
Et sois le premier à chanter ce refrain !

Refain

Assieds-toi près d'une rivière
Ecoute le coulis de l'eau sur la terre
Dis-toi qu'au bout, hé il y a la mer
Et que ça ça n'a rien d'héphémère
Tu comprendras alors que tu n'es rien
Comme celui avant toi, comme celui qui vient
Que le liquide qui coule dans tes mains
Te servira à vivre jusqu'à demain matin

Refain

Assieds-toi près d'un vieux chène
Et compare le à la race humaine
L'oxygène et l'ombre qu'il t'ammène
Mérite-t-il les coups de hache qui le saigne ?
Lève la tête, regarde ces feuilles
Tu verras peut-être un écureuil
Qui te regarde de tout son orgueuil
Sa maison est là, tu es sur le seuil...

Refrain

Peut-être que je parle pour ne rien dire
Que quand tu m'écoutes tu as envie de rire
Et si le béton est ton avenir
Dis toi que c'est la forêt qui fait que tu respires
J'aimerais pour tous les animaux
Que tu captes le message de mes mots
Car un lopin de terre, une tige de roseau
Servira la croissance de tes marmots !
Servira la croissance de tes marmots !

Refrain

tryo - mamagubida

Acordo internacional sobre reactor experimental de fusão nuclear será assinado na terça-feira

O acordo internacional que apresenta a estrutura jurídica que orientará a construção do reactor experimental de fusão termonuclear Iter será assinado na terça-feira em Paris, revelaram hoje fontes oficiais dos países participantes.

A cerimónia vai pôr um fim a dez anos de negociações, que terminaram em Junho de 2005 com a escolha do sítio francês de Cadarache para a instalação do Iter, orçado em dez mil milhões de euros.

O projecto envolve a China, Coreia do Sul, Estados Unidos, Rússia e União Europeia, aos quais se juntou a Índia em Dezembro de 2005.

A fusão nuclear controlada visa reproduzir as reacções ocorridas no centro do Sol. O objectivo é dotar a Humanidade de uma fonte de energia inesgotável e não poluente.

AFP, in publico 20/11/2006

Peniche: Ponta do Trovão tem valor geológico mundial

Lusa

A equipa de investigadores da Faculdade de Ciências da Universidade de Coimbra que estuda o lugar de Ponta do Trovão, em Peniche, concluiu que o local tem um valor geológico único a nível mundial.

"Pela leitura das rochas, sobre a qual já nos debruçamos há uma década, conclui-se que este é o local que apresenta o melhor registo geológico do mundo para o intervalo de tempo do período do jurássico inferior, há 183 milhões de anos", afirmou Luís Vítor Duarte, líder da equipa de investigadores.

Luís Duarte explicou que a península de Peniche, em termos geológicos, "mostra uma sucessão de estratos de rochas sedimentares carbonatadas de idade jurássica, registando, de forma contínua e ímpar, cerca de 20 milhões de anos da história geológica portuguesa".

"Constitui, sem dúvida, o melhor registo em Portugal de rochas daquela idade, relacionadas com uma fase marinha iniciada à volta dos 190 milhões de anos, anterior à génese do oceano Atlântico", disse.

O investigador defendeu ainda que a península de Peniche "ocupa um irrefutável valor científico à escala planetária, pois apresenta exemplos únicos da história geológica do período Jurássico".

Dos trabalhos elaborados, a equipa também concluiu que no jurássico inferior "a Península Ibérica era uma ilha e que as zonas das cidades como Coimbra, Lisboa e Peniche eram mar, só existia ambiente marinho".

Com os estudos realizados, a ideia é que dentro de dois anos o local venha a ser classificado pela Comissão Internacional de Estratigrafia (organismo pertencente à Unesco) como o estratotipo do limite Pliensbaquiano/Toarciano — um padrão à escala mundial entre dois dos andares do período Jurássico com cerca de 183 milhões de anos.

A equipa assinou ontem um protocolo com a Câmara Municipal de Peniche para a organização de actividades de divulgação científica na área da geologia para escolas, visitas de estudo e campos de trabalho por parte de investigadores internacionais.

Fonte: Lusa, in publico 20/11/2006

sexta-feira, novembro 17, 2006

Livro do dia

A Agonia da Terra
Hubert Reeves
com Frédéric Lenoir
CIÊNCIA ABERTA

O nosso planeta está doente: aquecimento global, depauperamento dos recursos naturais, poluição dos solos e das águas, desigualdade na distribuição da riqueza, malnutrição dos homens, taxa elevadíssima de extinção de espécies, etc. Mas a situação será realmente dramática? Que pensar das teses que põem em causa este pessimismo?

A partir dos dados científicos mais credíveis, Reeves traça um balanço rigoroso das ameaças que pesam sobre o Planeta. E o diagnóstico é alarmante: é o futuro da espécie humana que está ameaçado. E tudo se joga nos próximos decénios. É preciso reagir rapidamente!


Autor de inúmeras obras sobre a odisseia cósmica, como Um Pouco Mais de Azul, Últimas Notícas do Cosmos e O Primeiro Segundo (todos publicados na Gradiva), Hubert Reeves é astrofísico e director de investigação do CNRS. Neste livro, conversa com Frédéric Lenoir, filósofo e sociólogo.

quinta-feira, novembro 16, 2006

Genoma dos neandertais mostra que não são nossos avós

É um debate que dura há 150 anos: o homem de Neandertal é, ou não, nosso avô? Mais do que não haver consenso, o assunto tira do sério muita gente na comunidade científica. Amanhã, o debate promete voltar a animar-se, com a publicação da análise mais completa feita até agora de ADN de Neandertal.

E a história que conta é que eles não são nossos avós — ou, se neandertais e homens modernos, a nossa espécie, fizeram sexo, isso acabou por ter pouca influência no genoma humano.

Não é a primeira vez que se obtém e analisa ADN de neandertais. A estreia foi em 1997, quando a equipa de Svante Pääbo (do Instituto Max Planck para a Antropologia da Evolução, na Alemanha) reduziu a pó uma secção de 3,5 gramas do úmero de um Neandertal. Eram amostras do primeiro Neandertal descoberto em 1856, no vale (Tal, em alemão) de Neander, perto de Düsseldorf, na Alemanha.

Essas amostras eram apenas de ADN das mitocôndrias, estruturas responsáveis pela produção de energia celular, que se encontram fora do núcleo das células (é no núcleo que está o grosso da informação genética, mas é mais fácil recuperar ADN mitocondrial antigo).

Tantos os resultados das análises do “primeiro” Neandertal, como de outros 11 indivíduos (encontrados na Alemanha, Rússia, Croácia, Bélgica, França, Itália e Espanha), deram sempre muita discussão. “Não havia provas de contribuição genética para os humanos modernos”, recordou Pääbo, numa conferência de imprensa para apresentação das novas análises.

Havia que recuperar o precioso ADN do núcleo e analisá-lo. É o que a equipa de Pääbo anuncia agora na revista Nature. Teste a ossos da CroáciaTestaram ossos e dentes de mais de 70 Neandertais encontrados na Europa e Ásia ocidental, à procura de amostras que não estivessem contaminadas por ADN de humanos modernos. Obtiveram-nas do fóssil com 38 mil anos, descoberto em 1980 na gruta de Vindija, na Croácia.

Teresa Firmino

Notícia completa: http://www.publico.clix.pt/shownews.asp?id=1276725
Notícia original: Nature

segunda-feira, novembro 13, 2006

Mais um livro que se lê...e recomenda.

Já vi o filme, já o recomendei...(re)recomendo-o.

O livro, chegou-me às mãos e posso dizer, é uma bela obra de/para colecção. Dá gosto ler, ver e aprender sobre este tema tão, tão..."pesado". Quando o tema das alterações climáticas se começa a entrever em qualquer conferência, debate, filme, etc, etc...é o primeiro passo para o "abandono cerebral" da assistência. A excepção, os "entendidos". Que, "coitados", não bastava já a incompreensão sobre aquilo que estudam e a luta, quase inglória, por um melhor ambiente para TODOS, ainda são apelidados de..."entendidos".

Este senhor veio mudar isso. Primeiro ponto de viragem...apercebeu-se, em bom tempo, de que era mesmo preciso (e insiste) falar sobre as alterações climáticas. Não porque gosta do seu quintal e dos rios da sua aldeia, mas porque quer que os seus filhos, netos, etc, desfrutem desse "ambiente" que ele insiste em defender. O segundo, apercebeu-se de que ninguém o ouvia, e mesmo hoje, aqueles a quem mais devia interessar...são os primeiros a dedicar-lhe o seu "abandono cerebral"... Por isso mudou a direcção do seu discurso e...

Mudou a linguagem, acrescentou-lhe a proximidade, a presença de personagem, a re-invenção de heróis e carrascos, uma história de amor, sem esquecer...as alterações climáticas.

O livro e o filme são um só. Mas é necessário tê-lo em casa. Tal como o filme, e provavelmente as palestras, o livro é um convite sincero ao "não abandono cerebral". Mais uma tentaiva de "despertar", de dar a entender aos "não-entendidos" que a responsabilidade é de todos, de que a realidade existe e de que é possível fazermos parte dela, da melhor maneira que pudermos.

Nos escuteiros aprendi assim...

"Think global, act local!"
...para que ninguém se dedique ao abandono cerebral desta última frase...faço a comparação muito utilizada para grandes projectos ou construções...
...por muito grande que seja a obra, é sempre preciso pôr peça por peça, tijolo sobre tijolo, dar pés às pontes...

terça-feira, novembro 07, 2006

Ciclo de Conferências

Quintas da Ciência: " Do grão ao Planeta"
18:30 - Entrada Livre
Biblioteca Museu República e Resistência
Espaço Cidade Universitária, Rua Alberto de Sousa, Zona B do Rego
217 802 760




2.Nov - Sismos Escondidos; João Cabral

9.Nov - Um Oceano nas Paisagens da Planície Alentejana - O Rheic - de Beja ao Sul de Inglaterra; Paulo Fonseca

16.Nov - Minas e Armadilhas; Jorge Relvas

23.Nov - Portugal ao Microscópio; Isabel Costa

30.Nov - As Tremuras dos Açores: Sismos, Fósseis, Passados e Recentes; José Madeira

7.Dez - Em busca do Petróleo escondido; Nuno Pimentel

14.Dez - Ser geólogo na Guiné-Bissau; Paulo Hagendorn Alves

11.Jan - Uma viagem aérea pela Geologia do mundo virtual; Nuno Pimentel

18.Jan - A memória dos grãos de quartzo: o passado num grão de areia; Teresa Azevedo

25.Jan - Lamas em Albufeiras: de problema a recurso; Fernando Barriga

1.Fev - Dinossáurios da Mongólia; Carlos Marques da Silva

8.Fev - Búzios em Terra, alterações climáticas no Mar; Carlos Marques da Silva

15.Fev - Fósseis em vulcões: Porto Santo (Madeira); Mário Cachão

22.Fev - Os metais no ambiente superficial da Terra; Mário Abel Gonçalves

1.Mar - Geoturismo e Geologia Virtual: novas abordagens do ensino da Geologia; Maria Teresa Mira de Azevedo

8.Mar - Fósseis em vulcões: Santa Maria (Açores); Mário Cachão

15.Mar - As viagens da água no interior do planeta; Catarina Silva

22.Mar - Portugal calcário; José Crispim

29.Mar - Do que se alimentam as praias. Grão a grão...

12.Abr - Areias: todas iguais, todas diferentes; Maria Conceição Freitas

segunda-feira, novembro 06, 2006

Importância do conhecimento geológico

É o conhecimento geológico que permite compreender as condições que presidem à localização, natureza e quantidade de um enorme leque de recursos naturais essenciais à manutenção da qualidade de vida das populações e seu desenvolvimento económico, como é o caso dos solos, das águas subterrâneas e dos recursos minerais e energéticos. Permite compreender e contribuir para a prevenção de catástrofes associadas a uma grande diversidade de riscos naturais, como sejam os sismos, as erupções vulcânicas e deslizamentos de terrenos e ainda aqueles com repercussões na saúde pública, como as emissões radioactivas naturais de radão e o excesso ou deficiência de elementos traço em solos e águas, como o arsénio, o flúor e o iodo.

É também o conhecimento geológico que permite determinar os melhores e mais seguros locais para a construção de edifícios e outras infra-estruturas civis, onde se pode captar água de boa qualidade para consumo, onde se localizam os melhores locais para a deposição de resíduos consoante a sua natureza, onde se podem construir infra-estruturas subterrâneas como túneis, armazenamento de gás natural, entre muitos outros. Em suma, o conhecimento geológico é estruturante da sociedade e está na base do Ordenamento do Território.

A detenção de informação geológica é, assim, uma mais-valia de extrema importância e imprescindível às políticas públicas e programas que visam o ordenamento do território, a protecção ambiental, saúde pública e a gestão dos recursos geológicos (energéticos, minerais e hídricos). É neste contexto que a nível mundial a grande maioria dos estados considera a detenção de informação geológica relativa aos seus territórios como um factor estratégico para a sua gestão, valorização e desenvolvimento, razão pela qual detêm a missão de a adquirir, gerir e difundir através de organismos autónomos e independentes da rotatividade do poder político. Ainda recentemente, o agora reeleito Presidente do Brasil, Lula da Silva, afirmou que “o conhecimento geológico é tão importante como a construção de estradas e caminhos-de-ferro”.


Fernano Santana

Portugal, nação sem Serviços Geológicos!

Vale a pena perderem 5 minutos para ler o artigo abaixo.

http://www.cienciahoje.pt/index.php?oid=9546

sexta-feira, novembro 03, 2006

Terra terá sido uma bola de gelo no seu passado longínquo

O campo magnético da Terra permanece inalterado há mais de dois mil milhões de anos, o que parece confirmar a hipótese de que o planeta foi num passado longínquo uma gigantesca "bola de neve", revela hoje a revista "Nature".

De acordo com um estudo divulgado por esta revista científica, o geólogo norte-americano David Evans, da Universidade Yale, em New Haven (Connecticut), recolheu inúmeros dados globais sobre o geomagnetismo das rochas evaporíticas ( salinas) "descendo" até ao período Proterozóico (era que precede o aparecimento de formas de vida complexas sobre Terra).

Evans concluiu que as propriedades magnéticas destas rochas sugerem que no período Proterozóico o campo magnético da Terra se formava, tal como hoje, à volta de um eixo bipolar, deduzindo ainda que na era do Neoproterozóico (a última parte do Proterozóico, até há 540 milhões de anos), o planeta parecia uma "bola de neve". Os cientistas concordam que a era do Neoproterozóico correspondeu a um período glaciar nas regiões equatoriais da Terra, mas dividem-se quanto à situação no resto do planeta.

Uns têm defendido que as outras regiões do planeta estavam na altura igualmente cobertas de gelo e outros advogam que o fenómeno foi localizado, considerando que a obliquidade do planeta de então seria diferente da de hoje, fomentando o desenvolvimento dos gelos mais cedo perto do Equador. A obliquidade é o ângulo entre o eixo de rotação da Terra e a perpendicular ao plano da órbita terrestre em redor do Sol, que determina qual parte do planeta está fria e qual parte está quente.

É a actual obliquidade terrestre de 23,5 graus que faz com que os pólos sejam as zonas mais frias e as regiões equatoriais as mais quentes, uma situação que seria invertida caso esta inclinação excedesse os 58 graus. Segundo Evans, o magnetismo das rochas evaporíticas analisadas, oriundas de depósitos geológicos situados entre 10 e 35 graus de latitude, não reflecte nenhuma alteração na obliquidade.

No entender do geólogo norte-americano, isto só pode significar que a T erra devia ser então uma gigantesca "bola de neve" uniforme, contrariamente a outros períodos frios, nos quais os gelos abrangeram, em diversos graus, apenas as latitudes elevadas.

in: http://www.cienciahoje.pt/index.php?oid=9559&op=all

Obrigado Vasco por me enviares este link.