segunda-feira, outubro 30, 2006

Protocolo de Quioto relativo às alterações climáticas

O protocolo de Quioto é o mais importante instrumento na luta contra as alterações climáticas. Integra o compromisso assumido pela maioria dos países industrializados de reduzirem em 5%, em média, as suas emissões de determinados gases com efeito de estufa responsáveis pelo aquecimento planetário.

ver link: http://europa.eu/scadplus/leg/pt/lvb/l28060.htm


Que ciência se faz em Portugal? Quem são os nossos cientistas? Como trabalham? O que investigam? Que resultados obtêm?

Todos os anos, em Novembro, durante a Semana da Ciência e da Tecnologia, instituições científicas, universidades, escolas, associações e museus abrem as portas para que estas e outras perguntas possam ser respondidas, dando a conhecer as actividades que desenvolvem, através de um contacto directo com o público.

Semana C&T: Edição de 200620 a 25 de Novembro Formulário para Inscrição de Eventos

DESCOBERTA DE 16 CANDIDATOS A PLANETAS EXTRA-SOLARES

Pela primeira vez, com o auxílio do Telescópio Espacial Hubble, os astrónomosdetectaram com sucesso 16 candidatos a planetas extra-solares em órbita devárias estrelas, localizadas a grandes distâncias no interior da Via Láctea.

As observações do Hubble chegaram ao bojo central da nossa galáxia, localizado a26 mil anos-luz de distância, ou um quarto do diâmetro do disco desta.

Baseado em detecções anteriores de planetas extra-solares na vizinhança local doSistema Solar, que apenas cobre 5% do disco da Via Láctea, o número de planetasdescobertos é consistente com o número que se esperava encontrar como resultadode observações realizadas a tais distâncias.

Extrapolando este número de planetas encontrados pelo Hubble, é possível estimarcom uma forte certeza a existência de cerca de 6 mil milhões de planetas dotamanho de Júpiter na nossa galáxia.

Dos 16 planetas descobertos, 5 representam um novo tipo extremo destes objectos,ainda não encontrado nas pesquisas locais. Designados por Planetas de PeríodoUltra-Curto (PPUC), estes mundos completam uma órbita em torno das suas estrelasem menos de um dia, sendo o período orbital mais pequeno de 10 horas.

A descoberta destes planetas com um período orbital muito diminuto foi umagrande surpresa, e apenas o Hubble, com a sua resolução e sensibilidadesoberbas, poderia ter espreitado através da nossa galáxia e detectado planetasem torno de estrelas débeis.

Esta descoberta revelou ser também uma forte evidência de que os planetas sãotão abundantes em outras partes da Via Láctea como o são na vizinhança doSistema Solar.

Embora possua características que que fazem dele um instrumento poderoso, oHubble não foi capaz de observar directamente os 16 planetas. Os astrónomosutilizaram um dos instrumentos do Hubble, de modo a medir a ligeira alteração daluminosidade de uma estrela, resultante da passagem de um planeta à frentedesta, evento este designado por trânsito. Mesmo nestas condições, o planeta emquestão tem de ter uma massa aproximada à de Júpiter para que a variação daluminosidade da estrela seja suficiente para ser detectada (1 a 10%).

Os 16 planetas descobertos, são designados por candidatos devido ao facto de osastrónomos só terem conseguido até ao momento medir a massa de dois deles.

Para ver uma ilustração artística de um trânsito, consulte:http://www.oal.ul.pt/astronovas/planetas/pla1.jpg

Fonte: ASTRONOVAS
Lista de distribuição de notícias de Astronomia em Português
Observatório Astronómico de Lisboa
Centro de Astronomia e Astrofísica da Universidade de Lisboa

domingo, outubro 29, 2006

Galileu Galilei - um dos primeiros a defender que a terra gira

Galileu Galilei (Pisa,15 de fevereiro de 1564 — Florença, 8 de janeiro de 1642) foi um notável físico, matemático e astrónomo italiano. É considerado um dos maiores génios da história da humanidade, como Leonardo da Vinci, Isaac Newton e Albert Einstein, tendo um QI estimado em cerca de 240.

Filho do carpinteiro toscano Vincenzo Galilei, na mocidade dedicou-se às mulheres, escrevendo sobre Dante e Tasso. Descobriu a lei dos corpos e enunciou o princípio da Inércia. Por pouco Galileu não seguiu a carreira artística. Um de seus primeiros mestres, Orazio Morandi, tentou estimulá-lo a partir da coincidência de datas com Michelangelo (que havia morrido três dias depois de seu nascimento). O seu pai queria que fosse médico, então desembarcou no porto de Pisa para seguir essa profissão. Mas era um grande aluno e só pensava em fazer experiências físicas (que, na época, era considerada uma ciência de sonhadores).

Foi nessa época que descobriu como fazer a balança hidrostática, que originaria o relógio de pêndulo. Tendo sabido da construção do primeiro telescópio, na Holanda, a partir de um folheto, construiu, em 1609, em Veneza a primeira luneta astronómica e fez com ela observações astronómicas: a composição estelar da Via Látea a partir de 1610, os satélites de Júpiter, os “braços” de Saturno (não chegou a discernir os anéis), as manchas do Sol e as fases de Vénus. Todas essas descobertas foram comunicadas ao mundo no livro Sidereus nuntius (Mensageiro das estrelas) em 1610. A observação das fases de Vênus, levaram-no a adaptar o sistema de Copérnico (Heliocêntrico).

Pressionado pela Igreja, foi para Florença, onde concluíu nos seus estudos que o "Centro Planetário" era o Sol e não a Terra, essa girava ao redor dele como todos os planetas. Galileu foi chamado a Roma em 1611 para defender-se da acusação de heresia. Foi condenado, porém, em 1616, teve que assinar um decreto do Tribunal da Inquisição, declarando ser meramente hipotético o sistema heliocêntrico. Nessa declaração lê-se que os movimentos dos corpos no céu "já estavam descritos nos Salmos", no livro de Josua e em outras passagens da Bíblia. Por isso, Galilei deveria deixar estes temas para os pais da Igreja. Apesar das admoestações, encorajado pela entrada em funções em 1623 de um novo Papa Urbano VIII, um espírito mais progressivo e interessado nas ciências do que o seu predecessor, publicou nesse mesmo ano o Saggiatore (Experimentador) para combater a física aristotélica e estabelecer a matemática como fundamento das ciências exactas. No Diálogo dei massimi sistemi (Diálogo sobre os grandes sistemas do universo) em 1632, voltou a defender o sistema heliocêntrico. Colocou em discussão muitas idéias do filósofo grego Aristóteles, entre elas o facto de que os corpos pesados caem mais rápido que os leves, com a famosa história de que havia subido na torre de Pisa e lançado dois objectos do alto. Essa história nunca foi confirmada, mas Galileu provou que objectos leves e pesados caem com a mesma velocidade.

Galileu era católico fervoroso, mas viveu numa época atribulada na qual a Igreja Católica endurecia sua doutrina para fazer frente à Reforma Protestante. A prisão de Galileu tornou-se um exemplo muito citado da "luta entre fé e ciência". Enquanto que na Itália e nas zonas católicas seus livros eram proibidos, Galilei publicou sem quaiquer problemas nos Países Baixos, onde o protestantismo se tinha sobreposto ao catolicismo. Reza a lenda que, ao sair do tribunal após sua condenação, disse uma frase célebre: "Epur si Muove!", ou seja, "contudo, ela move-se", referindo-se à Terra. Passou os últimos anos de sua vida, retirado em sua vila, perto de Florença, escrevendo em 1634 Discorsi e dimonstrazioni matematiche in torno a due nuove scienze (Teorias e provas matemática sobre duas novas ciências), obra fundamental da dinâmica.

Morreu cego e condenado pela Igreja, longe do convívio público. Obras de Galileu foram censuradas e proibidas pela igreja católica romana (ver: Index Librorum Prohibitorum). No entanto, Galileu conseguiu que uma de suas obras (sobre mecânica) posteriores à proibição fosse publicada em Leiden, atual Holanda, uma zona protestante, onde a Igreja Católica não tinha grande influência. 341 anos após a sua morte, em 1983, a mesma igreja, revendo o processo, decidiu pela sua absolvição.

sexta-feira, outubro 20, 2006

O anel atómico da Europa

O LHC (Large Hadron Collider) é o maior instrumento científico do mundo. Está neste momento a ser construído no CERN (Centro Europeu de Física de Partículas – maior laboratório de física das partículas do mundo) na fronteira franco-suíça, nos arredores de Genebra, de modo a substituir o LEP (Large Electron Positron Collider). Quando estiver acabado, por volta do ano 2007, irá acelerar feixes de protões a energias sem precedentes ao longo de um túnel circular com 27 quilómetros de perímetro, a 100 metros abaixo da superfície terrestre.

Irá acelerar dois feixes de partículas que irão viajar em direcções opostas e, em quatro pontos do anel, as partículas irão colidir de frente, sendo estas colisões detectadas por enormes e avançados aparelhos detectores, que estudarão o resultado das colisões. Antes das partículas serem lançadas no LHC, estas terão que ser levadas para níveis de energia cada vez mais elevados, o que ocorrerá no complexo de aceleração. O LHC irá operar a 300 graus abaixo da temperatura ambiente (mais frio do que no espaço) e irá usar as tecnologias mais avançadas.

O grande desafio que o LHC enfrenta deve-se ao facto das enormes capacidades de armazenamento de dados (o LHC irá produzir 15 Pentabytes – 15 milhões de Gigabytes por ano. Esta enorme quantidade de informação não pode, naturalmente, ser analisada por computadores pessoais, pelo que o CERN está a projectar ligar centenas dos maiores centros de computação de todo o mundo de modo a poder analisar essa mesma informação.

Porém, foi criado o programa SixTrack que simula a viagem de partículas ao longo de 100.000 voltas ao LHC de modo a estudar a estabilidade das suas órbitas. Se, num caso real, o feixe perdesse o controlo da sua órbita, iria embater nas paredes do tubo de vácuo, o que implicaria uma paragem do projecto para reparações. Assim, repetindo os cálculos milhares de vezes, é possível determinar as condições segundo as quais o feixe se torna estável.

De cada vez que é instalado um novo íman supercondutor, são efectuadas medições às suas propriedades. Se elas se desviarem das especificações, o programa SixTrack é lançado para estudar o impacto, se existir, que essas diferenças irão produzir nas operações da máquina. Logo, obter rapidamente os resultados é imperativo para os engenheiros que instalam esses ímanes.

Assim, a participação no LHC@home implica uma ajuda enorme na construção do maior instrumento científico do mundo.

Quais os requisitos mínimos para poder participar? Os aspectos mais importantes são a memória RAM e o espaço de disco rígido no seu computador. Actualmente, 60 Mb de RAM livre e 30 Mb de espaço de disco livre são os requisitos mínimos requeridos. O fim do prazo de validade das unidades de trabalho (WU's) é actualmente de duas semanas; assim, o seu computador deve possuir uma velocidade suficiente para poder acabar as unidades nesse espaço de tempo. Em resumo: Sistema Operativo Linux 2.2 (ou mais novo), Windows 95 (ou mais novo); 60 Mb RAM; 30 Mb HD; Processador Pentium (ou superior).

Quanto tempo dura uma unidade de trabalho (WU)? Isso depende naturalmente da velocidade do computador. Neste momento, as unidades de trabalho podem ter durações diferentes: algumas calculam 10.000 voltas, outras 100.000 voltas e o resto calcula 1.000.000 voltas em torno do acelerador. Um trabalho que calcule 1.000.000 voltas funcionará, aproximadamente, 10 horas num processador de 2 GHz. Alguns dos dados testados resultam na falha completa durante as primeiras voltas ao acelerador. O programa detecta esses erros, pelo que não tem nenhum sentido continuar a calcular as órbitas das partículas. De notar que estes trabalhos curtos são tão importantes aos cientistas como os trabalhos mais longos.

Fonte: http://teknospace.no.sapo.pt/LHC_home.htm

sexta-feira, outubro 13, 2006

Porque o mundo também é feito de disparates...

Apartheid

Apartheid ("vida separada") é uma palavra africânder adoptada legalmente em 1948 na África do Sul para designar um regime segundo o qual os brancos detinham o poder e os povos restantes eram obrigados a viver separadamente, de acordo com regras que os impediam de ser verdadeiros cidadãos. Este regime foi abolido por Frederik de Klerk em 1990 e, finalmente em 1994 eleições livres foram realizadas.

O primeiro registo do uso desta palavra encontra-se num discurso de Jan Smuts em 1917. Este político tornou-se Primeiro Ministro da África do Sul em 1919. Tornou-se de uso quase comum em muitas outras línguas. As traduções mais adequadas para português são segregação racial ou política de segregação racial.

"Da estupidez humana até os deuses têm medo."

Porque o mundo também é feito de grandes homens....

Stephen Bantu Biko
1946 - 1977




Stephen Bantu Biko (18 de dezembro de 1946 - 12 de setembro de 1977) foi um conhecido activista do movimento anti-apartheid na África do Sul, durante a década de 1960.

Insatisfeito com a União Nacional de Estudantes Sul-africanos (National Union of South African Students), da qual era membro, participou da fundação, em 1968, da Organização dos Estudantes Sul-africanos (South African Students' Organisation). Em 1972, tornou-se presidente honorário da Convenção dos Negros (Black People's Convention).

Em março de 1973, no ápice do regime de segregação racial (Apartheid), foi "banido" , o que significava que Biko estava proibido de comunicar com mais de uma pessoa por vez e, portanto, de realizar discursos. Também foi proibida a citação a qualquer de suas declarações anteriores, tivessem sido feitas em discursos ou mesmo em simples conversas pessoais.

Em 6 de setembro de 1977 foi preso num bloqueio rodoviário organizado pela polícia. Levado sob custódia, foi acorrentado às grades de uma janela da penitenciária durante um dia inteiro e sofreu grave traumatismo craniano. Em 11 de setembro, foi embarcado em veículo policial para transporte para outra prisão. Biko morreu durante o trajecto e a polícia alegou que a morte se devera a "prolongada greve de fome empreendida pelo prisioneiro".

Em 7 de outubro de 2003, autoridades do Ministério Público Sul-africano anunciaram que os cinco policias envolvidos no assassinato de Biko não seriam processados, devido a falta de provas. Alegaram também que a acusação de assassinato não se sustentaria por não haver testemunhas dos actos supostamente cometidos contra Biko. Levou-se em consideração a possibilidade de acusar os envolvidos por Lesão Corporal seguida de morte, mas como os fatos ocorreram em 1977, tal crime teria caducado (não seria mais passível de processo criminal) segundo as leis do país.

in Wikipedia

link (aconselho vivamente a sua leitura): http://www.sahistory.org.za/pages/people/biko,s.htm

quinta-feira, outubro 05, 2006

A Conveniência de saber a verdade.

Recomendei aqui uma ida ao cinema para descobrirmos uma Verdade Inconveniente...

Hoje, depois de o ver, reforço a recomendação e transformo-a em apelo. Foi realizado de forma inteligente. Relacionar as questões científicas com a parte emocional é para mim o segredo. Foi feito para chegar e marcar as massas.

Parabéns ao Sr. Gore.

Conhece o lado científico...


...e descobre o que podes fazer.

sexta-feira, setembro 29, 2006

Quantos tipos de vulcões existem?

Há muito que queria "trazer" os vulcões para este espaço. Depois de fazer uma visita ao Natural History Museum, não tinha mais desculpa.

Sendo o vulcanismo um dos fenómenos mais espantosos e temidos desta nossa terra-que-gira, tal como os sismos, assumem um papel importante na informação sobre o funcionamento interno da Terra. Isto deve-se, em parte, à dificuldade de fazer passar a mensagem da importância, da relevância e da beleza da geologia, pela "demora" dos acontecimentos que estuda.















Quantos tipos de vulcões existem? São todos explosivos? De que depende a intensidade das explosões nos vulcões?


Façam o vosso vulcão e respondam às vossas dúvidas...

sábado, setembro 23, 2006

Imagine

Imagine there's no Heaven
It's easy if you try
No hell below us
Above us only sky
Imagine all the people
Living for today
Imagine there's no countries
It isn't hard to do
Nothing to kill or die for
And no religion too
Imagine all the people
Living life in peace
You may say that I'm a dreamer
But I'm not the only one
I hope someday you'll join us
And the world will be as one
Imagine no possessions
I wonder if you can
No need for greed or hunger
A brotherhood of man
Imagine all the people
Sharing all the world
You may say that I'm a dreamer
But I'm not the only one
I hope someday you'll join us
And the world will live as one

John Lennon

sexta-feira, setembro 15, 2006

Estudo revela que Sol não será responsável pelas alterações climáticas

Revista “Nature”
AFP

A evolução da energia libertada pelo Sol não parece ter tido consequências nas alterações climáticas do planeta, pelo menos, desde o século XVII e provavelmente não virão a ter nos próximos milénios, revela um estudo publicado na edição da revista britânica “Nature” amanhã nas bancas.
A luminosidade do Sol, ou a energia que liberta, aumenta ou diminui pouco menos de 0,1 por cento, segundo o ciclo das manchas solares.
Remontando, por extrapolação, aos períodos deste ciclo até ao ano 1000, os investigadores concluíram que as variações foram muito fracas para explicar as alterações do clima na Terra.
“No conjunto, não podemos encontrar provas de variações da luminosidade do Sol de uma amplitude suficiente para causar variações climáticas significativas a uma escala de cem, mil ou mesmo um milhão de anos”, escrevem os autores do estudo, realizado por uma equipa que trabalha em institutos americano, suíço e alemão.
“Durante o último século, a acção do homem ultrapassou, de longe, as alterações da luminosidade do Sol” no que diz respeito às alterações climáticas, explicou um dos cientistas, Tom Wigley, do Centro Nacional para a Investigação Atmosférica (NCAR).As reconstituições da evolução do clima desde o século XVII mostram uma nítida aceleração do sobre-aquecimento no último século.

in Publico

Novo planeta gigante

Astronomia Cientistas da Universidade de Harvard descobrem novo planeta gigante
Reuters

Uma equipa de astrónomos da Universidade de Harvard revelou hoje ter descoberto um novo planeta gigante, ao qual chamou HAT-P-1, orbitando em redor de uma estrela distante, a 450 anos-luz da Terra. A descoberta poderá obrigar a reavaliar as teorias sobre a formação dos planetas.
“Descobrimos um novo objecto muito bizarro”, comentou o astrofísico Robert Noyes, numa conferência de imprensa. “As pessoas que fazem modelos teóricos ficaram sem saber o que pensar disto”. O HAT-P-1 é o maior planeta alguma vez detectado, com um diâmetro quase um terço maior do que o de Júpiter mas com metade do peso. Contrariamente a Júpiter, Saturno e a outros “gigantes de gás”, este planeta não tem um núcleo sólido, afirmam os cientistas do Observatório Astrofísico Smithsonian, da Universidade de Harvard.Está extremamente perto da sua estrela, um sétimo da distância entre Mercúrio e o Sol e completa a órbita em 4,5 dias.
O que está a baralhar os cientistas é que o planeta é maior do que o previsto pelas actuais teorias. A sua dimensão pode ser o resultado do calor que vem do seu interior mas os cientistas ainda têm que determinar como isso pode acontecer, disse Noyes.
Os astrónomos detectaram o planeta devido a luz da estrela enfraquece quando o planeta passa à sua frente.

in Publico

quinta-feira, setembro 14, 2006

Uma Verdade Inconveniente

Estreia da semana, um tema de que se fala muito. Ainda não fui, mas foi-me recomendado, e como isto sempre funciona melhor com imagens, e chocantes...

Uma Verdade Inconveniente
Título original: An Inconvenient Truth
De: Davis Guggenheim
Género: Doc

Classificacao: M/16
EUA, 2006, Cores, 100 min.


Documentário que tem como figura condutora Al Gore, o antigo Vice-presidente dos Estados Unidos, que depois da sua derrota nas eleições de 2000 voltou à sua cruzada de ajudar o planeta. Segundo alguns cientistas, teremos apenas dez anos para evitar uma grande catástrofe que pode destruir o nosso planeta gerando condições meteorológicas agressivas, inundações, epidemias e ondas de calor que ultrapassam tudo o que conhecemos. O documentário segue a luta de Al Gore para travar o aquecimento global e a sua tentativa de impor o problema, não como uma questão política, mas sim um desafio global para a Humanidade.

in cinecartaz

Para mais informações: climate crisis

terça-feira, setembro 12, 2006

A Geologia pela Wikipedia

Sou muitas vezes confrontado como sendo um "cientista dos calhaus".
Lembro-me da frase de uma professora: "Calhaus? não, calhau, estudamos um calhau e é o 3º a contar do Sol."
Muito bem, senhora professora.

Resolvi fazer uma pesquisa, muito fácil e rápida, porque acho que nos cabe a nós, "cientistas do calhau" divulgar a nossa ciência.

Podem encontar este texto e mais informações em Wikipedia

Geologia, do grego γη- (ge-, "a terra") e λογος (logos, "palavra", "razão"), é a ciência que estuda a Terra, sua composição, estrutura, propriedades físicas, história e os processos que lhe dão forma. É uma das Ciências da Terra. Os geólogos ajudaram a determinar a idade da Terra, que se julga ser cerca de 4.6 biliões de anos, descobriram que a litosfera terrestre se encontra fragmentada em várias placas tectónicas que se deslocam subre o manto superior fluido e viscoso (astenosfera) de acordo com um conjunto de processos denominado tectónica de placas. Os geólogos ajudam a localizar e a gerir os recursos naturais, como o petróleo e o carvão, bem como os metais como o ferro, cobre e urânio, por exemplo. Outros materiais de interesse económico são as gemas, bem como muitos minerais com aplicação industrial, como asbesto, pedra pomes, perlita, mica, zeólitos, argilas, quartzo ou elementos como o enxofre e cloro.
A palavra "geologia" foi usada pela primeira vez por
Jean-André Deluc em 1778, sendo utilizada por Horace-Bénédict de Saussure em 1779 de maneira mais definitiva. Astrogeologia é o termo usado para designar estudos similares de outros corpos do sistema solar. No entanto, também são usados termos específicos tais como selenologia (da Lua), areologia (de Marte).
A Geologia relaciona-se directamente com outras ciências, em especial com a
Geografia e Astronomia. Por outro lado a Geologia serve-se de ferramentas fornecidas pela Química, Física e Matemática, entre outras. Finalmente, a Biologia e a Antropologia servem-se da Geologia para dar suporte a muitos dos seus estudos.

Stephen Hawking


O físico britânico Stephen Hawking, de 63 anos, fez contribuições fundamentais à compreensão da formação do Universo, incluindo estudos sobre os buracos negros. Uma doença degenerativa o mantém-o preso a uma cadeira de rodas e obriga-o a falar por meio de um computador.

Desde que lançou "Uma breve história do tempo", em 1988, seus livros já venderam mais de dez milhões de cópias e foram traduzidos em 40 línguas. Ele tornou-se o cientista mais famoso do mundo e atrai fundos para o Departamento de Matemática Aplicada da Universidade de Cambridge, na Grã-Bretanha, onde ocupa a cadeira que foi de Isaac Newton.

Hawking já contou que o Papa João Paulo II pediu-lhe uma vez que não tentasse mergulhar nas origens das galáxias, por ser um mistério apenas de Deus.

Optimista e bem-humorado, o cientista afirmou nesta numa visita à China:

- A raça humana necessita de um desafio intelectual. Deve ser chato ser Deus e não ter nada para descobrir.

Actualmente, ele está a escrever um livro de divulgação científica para crianças, em colaboração com sua filha Lucy.

- Será uma espécie de Harry Potter e o Universo, mas sobre ciência e não sobre magia - explicou.


(Publicada em 21/06/2006 às Globo Online)



Biografia:

Stephen William Hawking nasceu em Oxford, Inglaterra, em 8 de Janeiro de 1942. Seus pais eram Frank e Isobel Hawking. Teve duas irmãs mais novas, Philippa e Mary, e um irmão adotivo, Edward.

Entrou na University College, Oxford, onde pretendia estudar matemática. Como não pode estudar matemática, optou então por física, formando-se três anos depois. Obteve a graduação de doutoramento na Trinity Hall em Cambridge, onde é actualmente um membro honorário. Depois de obter o grau passou a ser investigador, e mais tarde professor nos Colégios Maiores de Gonville e Caius. Depois de abandonar o Instituto de Astronomia em 1973, Stephen entrou para o Departamento de Matemática Aplicada e Física Teórica, e desde 1979 ocupa o posto de professor lucasiano de Matemática.

Casou-se pela primeira vez em julho de 1965 com Jane Wilde. O seu segundo casamento realizou-se com sua enfermeira - Elaine Mason - em 16 de Setembro de 1995. Hawking continua combinando a vida em família (com sua esposa, seus três filhos e um neto) e sua investigação em física teórica junto com um extenso programa de viagens e conferências.

Hawking é portador de esclerose amiotrófica lateral, uma rara doença degenerativa que paralisa, um a um, os músculos do corpo. A doença foi detectada quando tinha 21 anos. Por isso, sofreu em 1985 uma traqueotomia, e desde então utiliza um sintetizador de voz para se comunicar. Gradualmente foi perdendo o movimento dos seus braços e pernas, assim como do resto da musculatura voluntária, incluindo a força para manter a cabeça erguida, com todo o qual sua mobilidade é praticamente nula.


Obra:

Os principais campos de pesquisa de Hawking são cosmologia teórica e gravidade quântica. Em 1971, em colaboração com Roger Penrose, ele provou o primeiro de muitos teoremas de singularidade; tais teoremas fornecem um conjunto de condições suficientes para a existência de uma singularidade no espaço-tempo. Este trabalho demonstra que, longe de serem curiosidades matemáticas que aparecem apenas em casos especiais, singularidades são uma característica genérica da relatividade geral.

Hawking também sugeriu que, após o Big Bang, primordiais ou mini buracos negros foram formados. Com Bardeen e Carter, ele propôs a quarta Lei da mecânica de buraco negro, fazendo uma analogia com a termodinâmica. Em 1974, ele calculou que buracos negros deveriam termicamente criar ou emitir partículas subatómicas, conhecidas como radiação Hawking.
O asteróide 7672 Hawking é assim chamado em sua homenagem.

O Universo não teve um começo único

O Universo não teve um começo único, defende Stephen Hawking
Publicada em 21/06/2006 Globo Online

A pergunta sobre quando o Universo começou nunca será respondida, simplesmente porque não houve um único princípio. A argumentação é do cientista britânico Stephen Hawking , que defende que o início de tudo aconteceu de todas as maneiras imagináveis - e talvez de outras desconhecidas. Segundo a "Nature", Hawking e seu colega Thomas Hertog, da Suíça, devem publicar em breve um estudo sobre esta teoria.

Desta profusão de começos, a grande maioria se degenerou sem deixar qualquer marca no Universo como conhecemos hoje. Apenas uma mínima fracção deles se fundiu para formar o cosmos actual, afirmam Hawking e Hertog, segundo a "Nature".
Eles insistem que esta é a única conclusão possível sobre o começo do Universo, se a física quântica for considerada seriamente.

- A mecânica quântica impossibilita uma história única - afirmou Hertog ao site da revista.
Hawking e Hertog argumentam que os incontáveis "mundos alternativos" já pensados podem ter realmente existido. Pela teoria deles, nós deveríamos imaginar o Universo nos primeiros instantes do Big Bang como uma superposição de todas estas possibilidades, como a projecção de bilhões de filmes passados um por cima do outro.

A ideia pode parecer estranha, mas é precisamente a visão adoptada pela teoria quântica, afirma a "Nature". Por exemplo, o senso comum sugere que uma partícula de luz viaja em linha recta para chegar de uma lâmpada ao nosso olho. No entanto, para fazer as previsões corretas sobre o comportamento da partícula, a mecânica quântica precisa considerar também todas as trajectórias possíveis, incluindo aquela em que o fotão bate pelas paredes milhares de vezes antes de alcançar nossa vista.

A soma de todas as trajectórias é a única maneira de explicar algumas das propriedades esquisitas das partículas quânticas, como sua aparente habilidade de estar em dois lugares ao mesmo tempo. A chave da questão é que nem todas as trajectórias contribuem igualmente para o comportamento do fotão: a da linha recta domina as outras, escreve a "Nature".
Hertog defende que a mesma lógica deve ser verdade para a linha do tempo que levou o Universo a seu estado actual. Nós deveríamos encará-la como a soma de todas as histórias possíveis, argumenta ele.

quarta-feira, setembro 06, 2006

Ciclo "Origens"

No âmbito da Ciência Viva no Verão, o Núcleo Interactivo de Astronomia (NUCLIO), está a promover um ciclo de conferências sobre...as Origens.

De onde vimos, De quem viémos...

Será que a Terra...gira?


As sessões terão início às 21:30.

Planetário Calouste Gulbenkian, nos dias 6/9, 13/9, 20/9, 27/9
Instituto Geográfico do Exército, nos dias 8/9, 15/9, 22/9 e 29/9.

sexta-feira, agosto 25, 2006

Plutão já não é um planeta

União Astronómica Internacional

O sistema solar passou a ter apenas oito planetas. A União Astronómica Internacional decidiu hoje que Plutão, até aqui um dos nove planetas do nosso sistema solar, é um planeta anão.

Os planetas do sistema solar são agora Mercúrio, Vénus, Terra, Marte, Júpiter, Saturno, Urano e Neptuno.

A primeira definição de planeta, aprovada hoje depois de um debate acalorado entre 2500 cientistas e astrónomos de todo o mundo, traça uma linha clara entre Plutão e os actuais oito planetas do sistema solar.

Segundo a nova definição, para que um corpo celestial possa ser considerado um planeta deve orbitar em torno de uma estrela, ter massa suficiente para ter gravidade própria e assumir uma forma arredondada e ser dominante na órbita. Esta última norma foi determinante para desclassificar Plutão, que até se cruza com o "vizinho" Neptuno na sua órbita em torno do Sol.

Para além das definições de planeta e de planeta anão, o documento da União Astronómica Internacional cria uma terceira categoria para abranger todos os outros objectos - à excepção dos satélites -, que ficam agora conhecidos como pequenos corpos do sistema solar.


Um anão com lugar indefinido no sistema solar

Plutão intriga os cientistas desde que souberam que existia. É um mundo feito de rochas e de água e metano congelados, por isso chamam-lhe "anão gelado". A temperatura é de 220 graus Celsius negativos.

Pouco após a sua descoberta - a 18 de Fevereiro de 1930, por Clyde Tombaugh, do Observatório de Lowell, nos EUA -, começou a pôr-se a hipótese de que seria uma lua de Neptuno fugidia. Foi o primeiro golpe contra o estatuto de Plutão como planeta. Mas a verdadeira contestação começou em 1992, quando se descobriu o primeiro de uma população de corpos rochosos e gelados para lá de Plutão. Um golpe ainda mais rude foi a descoberta de Xena, no ano passado, que está muito perto e até tem uma maior dimensão, um diâmetro de 3000 quilómetros.

A sua primeira lua, Caronte, foi descoberta em 1978, mas já em 2005 os astrónomos encontraram outras duas, Nix e Hydra, das quais foram recolhidas imagens através do telescópio espacial Hubble. A órbita deste anão gelado cruza-se com a do vizinho Neptuno. Demora 248 anos a dar a volta ao Sol.

in Público 24.08.2006

sábado, agosto 12, 2006














"O Caos não tem estátua nem figura e não pode ser imaginado; é um espaço que só pode ser conhecido pelas coisas que nele existem e ele contém o universo infinito."
Frances A. Yates

Na Mitologia grega, o Caos era considerado o estado não organizado, ou o nada, de onde todas as coisas surgiam. De acordo com a Teogonia de Hesiold, o Caos precedeu a origem, não só do mundo, mas também dos deuses. A cosmogonia de Orphic afirma que Chronos (personificação do tempo) deu origem a Ether e a Caos, este formou um enorme ovo de onde nasceu o Paraíso, a Terra e Eros.
Actualmente, com o desenvolvimento da Matemática e das outras ciências, a Teoria do Caos surgiu com o objectivo de compreender e dar resposta às flutuações erráticas e irregulares que se encontram na Natureza, resíduos da formação primordial vinda do grande ovo de Caos.
A ciência do Caos é relativamente recente e é considerada a terceira grande revelação deste século nas ciências físicas.
A investigação do Caos teve início nos anos 60, quando se descobriu que sistemas complexos, que podiam descrever possíveis previsões do tempo, podiam ser traduzidos por equações matemáticas simples. Do mesmo modo, sistemas que eram aparentemente simples e modelos deterministas, podiam levar a problemas muito complexos.
Através do estudo desta ciência, verificou-se que um sistema passa facilmente de um estado de ordem para um estado caótico, podendo surgir, por vezes de uma maneira espontânea, dentro do caos, a ordem. Também foi verificado que pequenas diferenças nas condições iniciais de um sistema podem conduzir a diferenças bastante significativas no resultado final, sendo deste modo fortemente abalado o paradigma da física determinista.
Porém, compreendendo o comportamento caótico, muitas vezes é possível entender como o sistema se comportará como um todo ao longo do tempo.
Esta ciência tem proporcionado algumas descobertas extraordinárias e levantado questões tão problemáticas que a tornam muito interessante e desafiante.
A geometria fractal está intimamente ligada à Teoria do Caos. São as estruturas quebradas, complexas, estranhas e belas desta geometria que conferem uma certa ordem ao caos, e esta é muitas vezes caracterizada como sendo a linguagem do caos.
A geometria fractal busca padrões organizados de comportamento dentro de um sistema aparentemente aleatório.

Vejamos o seguinte exemplo:
O João sai de casa às 9 horas para visitar a avó que vive a 30 Km.
Ao sair de casa, fica preso no elevador, por falta de corrente, o que o faz demorar 5 minutos e perder o autocarro que passa de 10 em 10 minutos (passou às 9 horas e 4 minutos). Chega à estação, acabando de perder o comboio (só o viu ao fundo da linha), o próximo é daí a 2 horas. Esta relação é um bom exemplo de caos: uma pequena alteração pode provocar uma diferença considerável, como no caso anterior.

Mas também pode acontecer que uma alteração não origine uma diferença significativa como se pode ver na situação seguinte:
Se o João tivesse saído de casa às 8 horas e 59 minutos, o elevador não tinha parado e teria chegado a horas a casa da avó.
Mas a mais pequena alteração pode ter consequências imprevisíveis.
Neste exemplo, saíndo às 9 horas, apenas um minuto mais tarde, o João vai chegar a casa da avó 2 horas e 14 minutos mais tarde.

Outra relação existente entre a geometria fractal e a Teoria dos Caos prende-se com o facto de ambas se terem desenvolvido e crescido graças ao desenvolvimento da informática. No entanto, embora a utilização de computadores seja indispensável, não podemos confiar cegamente nos computadores pois uma alteração mínima nas condições iniciais pode ser o suficiente para que o resultado sofra mudanças bastante significativas.
Apesar das inúmeras aplicações e utilidades, os fractais ainda têm um longo caminho pela frente. Faltam muitas ferramentas e vários problemas continuam sem solução. Uma teoria completa e unificada é necessária e a pesquisa prossegue neste sentido.

"O mundo que nos cerca é caótico mas podemos tentar limitá-lo no computador. A geometria fractal é uma imagem muito versátil que nos ajuda a lidar com os fenómenos caóticos e imprevisíveis."
Benoît Mandelbrot

Fonte: http://www.educ.fc.ul.pt/icm/icm99/icm14/

Os fractais

"A Geometria dos Fractais não é apenas um capítulo da Matemática, mas também
uma forma de ajudar os Homens a verem o mesmo velho Mundo diferentemente"
(Benoît Mandelbrot)



Nos últimos anos, diferentes definições de fractais têm surgido. No entanto, a noção que serviu de fio condutor a todas as definições foi introduzida por Benoît Mandelbrot através do neologismo "Fractal", que surgiu do latino fractus, que significa irregular ou quebrado, como ele próprio disse: "Eu cunhei a palavra fractal do adjectivo em latim fractus. O verbo em latim correspondente frangere significa quebrar: criar fragmentos irregulares, é contudo sabido – e como isto é apropriado para os nossos propósitos! – que, além de significar quebrado ou partido, fractus também significa irregular. Os dois significados estão preservados em fragmento".

Os fractais são formas geométricas abstractas de uma beleza incrível, com padrões complexos que se repetem infinitamente, mesmo limitados a uma área finita. Mandelbrot, constatou ainda que todas estas formas e padrões, possuíam algumas características comuns e que havia uma curiosa e interessante relação entre estes objectos e aqueles encontrados na natureza.


Um fractal é gerado a partir de uma fórmula matemática, muitas vezes simples, mas que aplicada de forma iterativa, produz resultados fascinantes e impressionantes.

Uma 1ª definição, pelo próprio Mandelbrot, diz que: "Um conjunto é dito fractal se a dimensão Hausdorff deste conjunto for maior do que a sua dimensão topológica". Contudo, no decorrer do tempo ficou bastante claro que esta definição era muito restrita, embora apresentasse algumas motivações pertinentes.

Existem duas categorias de fractais: os geométricos, que repetem continuamente um modelo padrão e os aleatórios, que são feitos através dos computadores.

Além de se apresentarem como formas geométricas, os fractais representam funções reais ou complexas e apresentam determinadas características: auto-semelhança, a dimensionalidade e a complexidade infinita.

Uma figura é auto-semelhante se uma parte dela é semelhante a toda a figura. Podemos observar esta característica na curva de Koch.


" As imagens que calculei com a minha teoria matemática assemelhavam-se curiosamente à realidade: e se eu podia imitar a Natureza, era porque provavelmente teria descoberto um dos seus segredos..." (Benoît Mandelbrot)

"É possível acreditar que no dia de amanhã, ninguém poderá ser considerado cientificamente culto se não estiver familiarizado com os fractais." (John Archibald)

A informação desta "postagem" foi retirada de uma página da net elaborada por três estudantes de ensino de matemática da FCUL (Inês Quaresma, Jorge Oliveira e Paula Faria ). Parabens a eles, a página está muito boa e é uma excelente iniciativa. Se tiveram oportunidade visitem-na (http://www.educ.fc.ul.pt/icm/icm99/icm14/). Espero que o autores não se importem de ter retirado algumas coisas de lá. O meu objectivo, e penso que também o deles, é divulgar a ciência.

quinta-feira, agosto 10, 2006

Geologia do Petróleo

O estudo do petróleo engloba várias áreas da geologia, desde a prospecção, através de métodos geofísicos (sísmica, gravimetria, magnetometria, etc.), ao estudo das rochas reservatório, que servem de armadilha às reservas de petróleo ou gás, através da sedimentologia, estratigrafia e paleontologia.

Estes estudos tornam mais eficiente a "busca" a esta fonte de energia, que é a principal em todo o mundo, pois permitem inferir, com um considerável nível de certeza/risco, a localização destas ditas armadilhas.

A geologia do petróleo é, como muitas vertentes da geologia, uma combinação de vários conhecimentos, sendo necessário uma equipa pluridisciplinar em qualquer das fases de trabalho.

As imagens seguintes demonstram como se encontram as reservas de petróleo e como é extraído.

http://encarta.msn.com/media_461531212_761576221_-1_1/Oil_Drill_Rig_and_Reservoir.html

Para saber mais:

Encarta

Wikipedia

A explicação do fenómeno geométrico

A visão às vezes cega a razão...

que é realmente o que explica o fenómeno!

Comecemos pela primeira figura... temos um triângulo grande de lados rectos com comprimento 5 e 13, o que faz com que a inclinação da sua hipotenusa seja exactamente 5/13 (vulgo tangente do ângulo que a hipotenusa faz com a recta horizontal). Da mesma forma, o triângulo vermelho tem lados rectos 5 e 8 o que prefaz uma inclinação da hipotenusa de 5/8 e para o triângulo verde temos lados 2 e 5 ou seja, inclinacao de 2/5! Acontece que 2/5, 5/8 e 5/13 são todos números diferentes... daí que a hipotenusa do triângulo maior, que nos parece ser uma linha recta, na realidade não o seja! É uma linha quebrada nos vértices dos triângulos pequenos! Na segunda o argumento é semelhante...

E está resolvido o mistério... a área do quadrado que sobra é a àrea dessa parte que foi tomada a mais...

Explicação enviada pelo mestre Pedro Serranho

UMA GRANDE "BOLA DE FOGO" COM A FORMA DE UM COMETA

Uma equipa internacional de cientistas, com o auxílio de dados obtidos pelosatélite de raios-x XMM-Newton, da ESA, descobriu uma bola de gás com a forma deum cometa com mais de mil milhões de vezes a massa do Sol. Esta "bola de fogo"colossal é de longe o maior objecto deste tipo a ser identificado até hoje eencontra-se a atravessar um enxame de galáxias distante, com uma velocidadesuperior a 750 quilómetros por segundo.
O tamanho e a velocidade deste objecto são verdadeiramente fantásticos. A bolade gás tem cerca de três milhões de anos-luz de extensão, o que corresponde aaproximadamente cinco mil milhões de vezes o tamanho do nosso sistema solar.Visto da Terra, este objecto aparece como uma "mancha" circular brilhante nosraios-x, possuindo o que se assemelha a uma cauda (como nos cometas) comaproximadamente metade do tamanho da Lua.
O enxame de galáxias em que a bola de gás está localizada é designado de Abell3266 e encontra-se a milhões de anos-luz da Terra, não representando assimqualquer perigo para o nosso sistema solar. O Abell 3266 contem centenas degaláxias e grandes quantidades de gás muito quente que se encontra atemperaturas de aproximadamente cem milhões de graus. Tanto o gás do enxame comoa bola gigante de gás encontram-se ligados pela atracção gravitacional dematéria negra.
Para os cientistas, o mais interessante não é apenas o tamanho desta bola de gásmas também o papel que esta desempenha na formação e evolução de estruturas noUniverso. Este objecto será provavelmente um grande "bloco de construção"entregue a uma das maiores concentrações de galáxias de que temos conhecimento.O enxame de galáxias Abell 3266 faz parte do super enxame Horologium-Reticulum eé um dos enxames de galáxias com maior massa. A bola de gás indica que esteenxame ainda se encontra activamente a aumentar de tamanho e que se tornará numadas maiores concentrações de massa no Universo próximo.
Com o auxílio dos dados do XMM-Newton os cientistas produziram um mapa deentropia - uma propriedade termodinâmica que fornece uma medida de desordem.Este mapa permitiu separar o gás frio e denso do "cometa", do gás mais quente erarefeito do enxame. Os dados mostram com grande detalhe o processo em que o gásé arrancado do núcleo do "cometa" para formar a grande cauda que contem gás maisfrio e denso. Os cientistas estimam que em cada hora o equivalente à massa doSol é arrancada do núcleo da bola de gás.
Para uma imagem de raios-x da bola de gás, consulte:http://www.oal.ul.pt/astronovas/varios/ball.jpg
A bola de gás está confinada às regiões laranja na imagem. A parte da frente do"cometa" encontra-se na extremidade inferior direita da estrutura com áreasavermelhadas.
O que observamos no enxame Abell 3266 é a formação de estruturas. A matérianegra é a cola gravitacional que mantém a bola de gás inteira. À medida que esta"corre" pelo enxame de galáxias uma guerra de forças ocorre, sendo que por umlado encontra-se o enxame a puxar e do outro a bola de gás. Mas o enxame acabaeventualmente por ganhar este confronto, arrancando e dispersando o gás da bola,que talvez um dia, levará à formação de estrelas e ao crescimento das galáxiasdo enxame.
Fonte: ASTRONOVAS

segunda-feira, agosto 07, 2006

Nota

As imagens seguintes, são representações segundo uma escala relativa de alguns corpos que constituiem o sistema solar, assim como de algumas estrelas mais próximas. Estas imagens foram-me gentilmente enviadas por Vasco Valadares. Obrigado Vasco!