sexta-feira, outubro 13, 2006

Porque o mundo também é feito de grandes homens....

Stephen Bantu Biko
1946 - 1977




Stephen Bantu Biko (18 de dezembro de 1946 - 12 de setembro de 1977) foi um conhecido activista do movimento anti-apartheid na África do Sul, durante a década de 1960.

Insatisfeito com a União Nacional de Estudantes Sul-africanos (National Union of South African Students), da qual era membro, participou da fundação, em 1968, da Organização dos Estudantes Sul-africanos (South African Students' Organisation). Em 1972, tornou-se presidente honorário da Convenção dos Negros (Black People's Convention).

Em março de 1973, no ápice do regime de segregação racial (Apartheid), foi "banido" , o que significava que Biko estava proibido de comunicar com mais de uma pessoa por vez e, portanto, de realizar discursos. Também foi proibida a citação a qualquer de suas declarações anteriores, tivessem sido feitas em discursos ou mesmo em simples conversas pessoais.

Em 6 de setembro de 1977 foi preso num bloqueio rodoviário organizado pela polícia. Levado sob custódia, foi acorrentado às grades de uma janela da penitenciária durante um dia inteiro e sofreu grave traumatismo craniano. Em 11 de setembro, foi embarcado em veículo policial para transporte para outra prisão. Biko morreu durante o trajecto e a polícia alegou que a morte se devera a "prolongada greve de fome empreendida pelo prisioneiro".

Em 7 de outubro de 2003, autoridades do Ministério Público Sul-africano anunciaram que os cinco policias envolvidos no assassinato de Biko não seriam processados, devido a falta de provas. Alegaram também que a acusação de assassinato não se sustentaria por não haver testemunhas dos actos supostamente cometidos contra Biko. Levou-se em consideração a possibilidade de acusar os envolvidos por Lesão Corporal seguida de morte, mas como os fatos ocorreram em 1977, tal crime teria caducado (não seria mais passível de processo criminal) segundo as leis do país.

in Wikipedia

link (aconselho vivamente a sua leitura): http://www.sahistory.org.za/pages/people/biko,s.htm

quinta-feira, outubro 05, 2006

A Conveniência de saber a verdade.

Recomendei aqui uma ida ao cinema para descobrirmos uma Verdade Inconveniente...

Hoje, depois de o ver, reforço a recomendação e transformo-a em apelo. Foi realizado de forma inteligente. Relacionar as questões científicas com a parte emocional é para mim o segredo. Foi feito para chegar e marcar as massas.

Parabéns ao Sr. Gore.

Conhece o lado científico...


...e descobre o que podes fazer.

sexta-feira, setembro 29, 2006

Quantos tipos de vulcões existem?

Há muito que queria "trazer" os vulcões para este espaço. Depois de fazer uma visita ao Natural History Museum, não tinha mais desculpa.

Sendo o vulcanismo um dos fenómenos mais espantosos e temidos desta nossa terra-que-gira, tal como os sismos, assumem um papel importante na informação sobre o funcionamento interno da Terra. Isto deve-se, em parte, à dificuldade de fazer passar a mensagem da importância, da relevância e da beleza da geologia, pela "demora" dos acontecimentos que estuda.















Quantos tipos de vulcões existem? São todos explosivos? De que depende a intensidade das explosões nos vulcões?


Façam o vosso vulcão e respondam às vossas dúvidas...

sábado, setembro 23, 2006

Imagine

Imagine there's no Heaven
It's easy if you try
No hell below us
Above us only sky
Imagine all the people
Living for today
Imagine there's no countries
It isn't hard to do
Nothing to kill or die for
And no religion too
Imagine all the people
Living life in peace
You may say that I'm a dreamer
But I'm not the only one
I hope someday you'll join us
And the world will be as one
Imagine no possessions
I wonder if you can
No need for greed or hunger
A brotherhood of man
Imagine all the people
Sharing all the world
You may say that I'm a dreamer
But I'm not the only one
I hope someday you'll join us
And the world will live as one

John Lennon

sexta-feira, setembro 15, 2006

Estudo revela que Sol não será responsável pelas alterações climáticas

Revista “Nature”
AFP

A evolução da energia libertada pelo Sol não parece ter tido consequências nas alterações climáticas do planeta, pelo menos, desde o século XVII e provavelmente não virão a ter nos próximos milénios, revela um estudo publicado na edição da revista britânica “Nature” amanhã nas bancas.
A luminosidade do Sol, ou a energia que liberta, aumenta ou diminui pouco menos de 0,1 por cento, segundo o ciclo das manchas solares.
Remontando, por extrapolação, aos períodos deste ciclo até ao ano 1000, os investigadores concluíram que as variações foram muito fracas para explicar as alterações do clima na Terra.
“No conjunto, não podemos encontrar provas de variações da luminosidade do Sol de uma amplitude suficiente para causar variações climáticas significativas a uma escala de cem, mil ou mesmo um milhão de anos”, escrevem os autores do estudo, realizado por uma equipa que trabalha em institutos americano, suíço e alemão.
“Durante o último século, a acção do homem ultrapassou, de longe, as alterações da luminosidade do Sol” no que diz respeito às alterações climáticas, explicou um dos cientistas, Tom Wigley, do Centro Nacional para a Investigação Atmosférica (NCAR).As reconstituições da evolução do clima desde o século XVII mostram uma nítida aceleração do sobre-aquecimento no último século.

in Publico

Novo planeta gigante

Astronomia Cientistas da Universidade de Harvard descobrem novo planeta gigante
Reuters

Uma equipa de astrónomos da Universidade de Harvard revelou hoje ter descoberto um novo planeta gigante, ao qual chamou HAT-P-1, orbitando em redor de uma estrela distante, a 450 anos-luz da Terra. A descoberta poderá obrigar a reavaliar as teorias sobre a formação dos planetas.
“Descobrimos um novo objecto muito bizarro”, comentou o astrofísico Robert Noyes, numa conferência de imprensa. “As pessoas que fazem modelos teóricos ficaram sem saber o que pensar disto”. O HAT-P-1 é o maior planeta alguma vez detectado, com um diâmetro quase um terço maior do que o de Júpiter mas com metade do peso. Contrariamente a Júpiter, Saturno e a outros “gigantes de gás”, este planeta não tem um núcleo sólido, afirmam os cientistas do Observatório Astrofísico Smithsonian, da Universidade de Harvard.Está extremamente perto da sua estrela, um sétimo da distância entre Mercúrio e o Sol e completa a órbita em 4,5 dias.
O que está a baralhar os cientistas é que o planeta é maior do que o previsto pelas actuais teorias. A sua dimensão pode ser o resultado do calor que vem do seu interior mas os cientistas ainda têm que determinar como isso pode acontecer, disse Noyes.
Os astrónomos detectaram o planeta devido a luz da estrela enfraquece quando o planeta passa à sua frente.

in Publico

quinta-feira, setembro 14, 2006

Uma Verdade Inconveniente

Estreia da semana, um tema de que se fala muito. Ainda não fui, mas foi-me recomendado, e como isto sempre funciona melhor com imagens, e chocantes...

Uma Verdade Inconveniente
Título original: An Inconvenient Truth
De: Davis Guggenheim
Género: Doc

Classificacao: M/16
EUA, 2006, Cores, 100 min.


Documentário que tem como figura condutora Al Gore, o antigo Vice-presidente dos Estados Unidos, que depois da sua derrota nas eleições de 2000 voltou à sua cruzada de ajudar o planeta. Segundo alguns cientistas, teremos apenas dez anos para evitar uma grande catástrofe que pode destruir o nosso planeta gerando condições meteorológicas agressivas, inundações, epidemias e ondas de calor que ultrapassam tudo o que conhecemos. O documentário segue a luta de Al Gore para travar o aquecimento global e a sua tentativa de impor o problema, não como uma questão política, mas sim um desafio global para a Humanidade.

in cinecartaz

Para mais informações: climate crisis

terça-feira, setembro 12, 2006

A Geologia pela Wikipedia

Sou muitas vezes confrontado como sendo um "cientista dos calhaus".
Lembro-me da frase de uma professora: "Calhaus? não, calhau, estudamos um calhau e é o 3º a contar do Sol."
Muito bem, senhora professora.

Resolvi fazer uma pesquisa, muito fácil e rápida, porque acho que nos cabe a nós, "cientistas do calhau" divulgar a nossa ciência.

Podem encontar este texto e mais informações em Wikipedia

Geologia, do grego γη- (ge-, "a terra") e λογος (logos, "palavra", "razão"), é a ciência que estuda a Terra, sua composição, estrutura, propriedades físicas, história e os processos que lhe dão forma. É uma das Ciências da Terra. Os geólogos ajudaram a determinar a idade da Terra, que se julga ser cerca de 4.6 biliões de anos, descobriram que a litosfera terrestre se encontra fragmentada em várias placas tectónicas que se deslocam subre o manto superior fluido e viscoso (astenosfera) de acordo com um conjunto de processos denominado tectónica de placas. Os geólogos ajudam a localizar e a gerir os recursos naturais, como o petróleo e o carvão, bem como os metais como o ferro, cobre e urânio, por exemplo. Outros materiais de interesse económico são as gemas, bem como muitos minerais com aplicação industrial, como asbesto, pedra pomes, perlita, mica, zeólitos, argilas, quartzo ou elementos como o enxofre e cloro.
A palavra "geologia" foi usada pela primeira vez por
Jean-André Deluc em 1778, sendo utilizada por Horace-Bénédict de Saussure em 1779 de maneira mais definitiva. Astrogeologia é o termo usado para designar estudos similares de outros corpos do sistema solar. No entanto, também são usados termos específicos tais como selenologia (da Lua), areologia (de Marte).
A Geologia relaciona-se directamente com outras ciências, em especial com a
Geografia e Astronomia. Por outro lado a Geologia serve-se de ferramentas fornecidas pela Química, Física e Matemática, entre outras. Finalmente, a Biologia e a Antropologia servem-se da Geologia para dar suporte a muitos dos seus estudos.

Stephen Hawking


O físico britânico Stephen Hawking, de 63 anos, fez contribuições fundamentais à compreensão da formação do Universo, incluindo estudos sobre os buracos negros. Uma doença degenerativa o mantém-o preso a uma cadeira de rodas e obriga-o a falar por meio de um computador.

Desde que lançou "Uma breve história do tempo", em 1988, seus livros já venderam mais de dez milhões de cópias e foram traduzidos em 40 línguas. Ele tornou-se o cientista mais famoso do mundo e atrai fundos para o Departamento de Matemática Aplicada da Universidade de Cambridge, na Grã-Bretanha, onde ocupa a cadeira que foi de Isaac Newton.

Hawking já contou que o Papa João Paulo II pediu-lhe uma vez que não tentasse mergulhar nas origens das galáxias, por ser um mistério apenas de Deus.

Optimista e bem-humorado, o cientista afirmou nesta numa visita à China:

- A raça humana necessita de um desafio intelectual. Deve ser chato ser Deus e não ter nada para descobrir.

Actualmente, ele está a escrever um livro de divulgação científica para crianças, em colaboração com sua filha Lucy.

- Será uma espécie de Harry Potter e o Universo, mas sobre ciência e não sobre magia - explicou.


(Publicada em 21/06/2006 às Globo Online)



Biografia:

Stephen William Hawking nasceu em Oxford, Inglaterra, em 8 de Janeiro de 1942. Seus pais eram Frank e Isobel Hawking. Teve duas irmãs mais novas, Philippa e Mary, e um irmão adotivo, Edward.

Entrou na University College, Oxford, onde pretendia estudar matemática. Como não pode estudar matemática, optou então por física, formando-se três anos depois. Obteve a graduação de doutoramento na Trinity Hall em Cambridge, onde é actualmente um membro honorário. Depois de obter o grau passou a ser investigador, e mais tarde professor nos Colégios Maiores de Gonville e Caius. Depois de abandonar o Instituto de Astronomia em 1973, Stephen entrou para o Departamento de Matemática Aplicada e Física Teórica, e desde 1979 ocupa o posto de professor lucasiano de Matemática.

Casou-se pela primeira vez em julho de 1965 com Jane Wilde. O seu segundo casamento realizou-se com sua enfermeira - Elaine Mason - em 16 de Setembro de 1995. Hawking continua combinando a vida em família (com sua esposa, seus três filhos e um neto) e sua investigação em física teórica junto com um extenso programa de viagens e conferências.

Hawking é portador de esclerose amiotrófica lateral, uma rara doença degenerativa que paralisa, um a um, os músculos do corpo. A doença foi detectada quando tinha 21 anos. Por isso, sofreu em 1985 uma traqueotomia, e desde então utiliza um sintetizador de voz para se comunicar. Gradualmente foi perdendo o movimento dos seus braços e pernas, assim como do resto da musculatura voluntária, incluindo a força para manter a cabeça erguida, com todo o qual sua mobilidade é praticamente nula.


Obra:

Os principais campos de pesquisa de Hawking são cosmologia teórica e gravidade quântica. Em 1971, em colaboração com Roger Penrose, ele provou o primeiro de muitos teoremas de singularidade; tais teoremas fornecem um conjunto de condições suficientes para a existência de uma singularidade no espaço-tempo. Este trabalho demonstra que, longe de serem curiosidades matemáticas que aparecem apenas em casos especiais, singularidades são uma característica genérica da relatividade geral.

Hawking também sugeriu que, após o Big Bang, primordiais ou mini buracos negros foram formados. Com Bardeen e Carter, ele propôs a quarta Lei da mecânica de buraco negro, fazendo uma analogia com a termodinâmica. Em 1974, ele calculou que buracos negros deveriam termicamente criar ou emitir partículas subatómicas, conhecidas como radiação Hawking.
O asteróide 7672 Hawking é assim chamado em sua homenagem.

O Universo não teve um começo único

O Universo não teve um começo único, defende Stephen Hawking
Publicada em 21/06/2006 Globo Online

A pergunta sobre quando o Universo começou nunca será respondida, simplesmente porque não houve um único princípio. A argumentação é do cientista britânico Stephen Hawking , que defende que o início de tudo aconteceu de todas as maneiras imagináveis - e talvez de outras desconhecidas. Segundo a "Nature", Hawking e seu colega Thomas Hertog, da Suíça, devem publicar em breve um estudo sobre esta teoria.

Desta profusão de começos, a grande maioria se degenerou sem deixar qualquer marca no Universo como conhecemos hoje. Apenas uma mínima fracção deles se fundiu para formar o cosmos actual, afirmam Hawking e Hertog, segundo a "Nature".
Eles insistem que esta é a única conclusão possível sobre o começo do Universo, se a física quântica for considerada seriamente.

- A mecânica quântica impossibilita uma história única - afirmou Hertog ao site da revista.
Hawking e Hertog argumentam que os incontáveis "mundos alternativos" já pensados podem ter realmente existido. Pela teoria deles, nós deveríamos imaginar o Universo nos primeiros instantes do Big Bang como uma superposição de todas estas possibilidades, como a projecção de bilhões de filmes passados um por cima do outro.

A ideia pode parecer estranha, mas é precisamente a visão adoptada pela teoria quântica, afirma a "Nature". Por exemplo, o senso comum sugere que uma partícula de luz viaja em linha recta para chegar de uma lâmpada ao nosso olho. No entanto, para fazer as previsões corretas sobre o comportamento da partícula, a mecânica quântica precisa considerar também todas as trajectórias possíveis, incluindo aquela em que o fotão bate pelas paredes milhares de vezes antes de alcançar nossa vista.

A soma de todas as trajectórias é a única maneira de explicar algumas das propriedades esquisitas das partículas quânticas, como sua aparente habilidade de estar em dois lugares ao mesmo tempo. A chave da questão é que nem todas as trajectórias contribuem igualmente para o comportamento do fotão: a da linha recta domina as outras, escreve a "Nature".
Hertog defende que a mesma lógica deve ser verdade para a linha do tempo que levou o Universo a seu estado actual. Nós deveríamos encará-la como a soma de todas as histórias possíveis, argumenta ele.

quarta-feira, setembro 06, 2006

Ciclo "Origens"

No âmbito da Ciência Viva no Verão, o Núcleo Interactivo de Astronomia (NUCLIO), está a promover um ciclo de conferências sobre...as Origens.

De onde vimos, De quem viémos...

Será que a Terra...gira?


As sessões terão início às 21:30.

Planetário Calouste Gulbenkian, nos dias 6/9, 13/9, 20/9, 27/9
Instituto Geográfico do Exército, nos dias 8/9, 15/9, 22/9 e 29/9.

sexta-feira, agosto 25, 2006

Plutão já não é um planeta

União Astronómica Internacional

O sistema solar passou a ter apenas oito planetas. A União Astronómica Internacional decidiu hoje que Plutão, até aqui um dos nove planetas do nosso sistema solar, é um planeta anão.

Os planetas do sistema solar são agora Mercúrio, Vénus, Terra, Marte, Júpiter, Saturno, Urano e Neptuno.

A primeira definição de planeta, aprovada hoje depois de um debate acalorado entre 2500 cientistas e astrónomos de todo o mundo, traça uma linha clara entre Plutão e os actuais oito planetas do sistema solar.

Segundo a nova definição, para que um corpo celestial possa ser considerado um planeta deve orbitar em torno de uma estrela, ter massa suficiente para ter gravidade própria e assumir uma forma arredondada e ser dominante na órbita. Esta última norma foi determinante para desclassificar Plutão, que até se cruza com o "vizinho" Neptuno na sua órbita em torno do Sol.

Para além das definições de planeta e de planeta anão, o documento da União Astronómica Internacional cria uma terceira categoria para abranger todos os outros objectos - à excepção dos satélites -, que ficam agora conhecidos como pequenos corpos do sistema solar.


Um anão com lugar indefinido no sistema solar

Plutão intriga os cientistas desde que souberam que existia. É um mundo feito de rochas e de água e metano congelados, por isso chamam-lhe "anão gelado". A temperatura é de 220 graus Celsius negativos.

Pouco após a sua descoberta - a 18 de Fevereiro de 1930, por Clyde Tombaugh, do Observatório de Lowell, nos EUA -, começou a pôr-se a hipótese de que seria uma lua de Neptuno fugidia. Foi o primeiro golpe contra o estatuto de Plutão como planeta. Mas a verdadeira contestação começou em 1992, quando se descobriu o primeiro de uma população de corpos rochosos e gelados para lá de Plutão. Um golpe ainda mais rude foi a descoberta de Xena, no ano passado, que está muito perto e até tem uma maior dimensão, um diâmetro de 3000 quilómetros.

A sua primeira lua, Caronte, foi descoberta em 1978, mas já em 2005 os astrónomos encontraram outras duas, Nix e Hydra, das quais foram recolhidas imagens através do telescópio espacial Hubble. A órbita deste anão gelado cruza-se com a do vizinho Neptuno. Demora 248 anos a dar a volta ao Sol.

in Público 24.08.2006

sábado, agosto 12, 2006














"O Caos não tem estátua nem figura e não pode ser imaginado; é um espaço que só pode ser conhecido pelas coisas que nele existem e ele contém o universo infinito."
Frances A. Yates

Na Mitologia grega, o Caos era considerado o estado não organizado, ou o nada, de onde todas as coisas surgiam. De acordo com a Teogonia de Hesiold, o Caos precedeu a origem, não só do mundo, mas também dos deuses. A cosmogonia de Orphic afirma que Chronos (personificação do tempo) deu origem a Ether e a Caos, este formou um enorme ovo de onde nasceu o Paraíso, a Terra e Eros.
Actualmente, com o desenvolvimento da Matemática e das outras ciências, a Teoria do Caos surgiu com o objectivo de compreender e dar resposta às flutuações erráticas e irregulares que se encontram na Natureza, resíduos da formação primordial vinda do grande ovo de Caos.
A ciência do Caos é relativamente recente e é considerada a terceira grande revelação deste século nas ciências físicas.
A investigação do Caos teve início nos anos 60, quando se descobriu que sistemas complexos, que podiam descrever possíveis previsões do tempo, podiam ser traduzidos por equações matemáticas simples. Do mesmo modo, sistemas que eram aparentemente simples e modelos deterministas, podiam levar a problemas muito complexos.
Através do estudo desta ciência, verificou-se que um sistema passa facilmente de um estado de ordem para um estado caótico, podendo surgir, por vezes de uma maneira espontânea, dentro do caos, a ordem. Também foi verificado que pequenas diferenças nas condições iniciais de um sistema podem conduzir a diferenças bastante significativas no resultado final, sendo deste modo fortemente abalado o paradigma da física determinista.
Porém, compreendendo o comportamento caótico, muitas vezes é possível entender como o sistema se comportará como um todo ao longo do tempo.
Esta ciência tem proporcionado algumas descobertas extraordinárias e levantado questões tão problemáticas que a tornam muito interessante e desafiante.
A geometria fractal está intimamente ligada à Teoria do Caos. São as estruturas quebradas, complexas, estranhas e belas desta geometria que conferem uma certa ordem ao caos, e esta é muitas vezes caracterizada como sendo a linguagem do caos.
A geometria fractal busca padrões organizados de comportamento dentro de um sistema aparentemente aleatório.

Vejamos o seguinte exemplo:
O João sai de casa às 9 horas para visitar a avó que vive a 30 Km.
Ao sair de casa, fica preso no elevador, por falta de corrente, o que o faz demorar 5 minutos e perder o autocarro que passa de 10 em 10 minutos (passou às 9 horas e 4 minutos). Chega à estação, acabando de perder o comboio (só o viu ao fundo da linha), o próximo é daí a 2 horas. Esta relação é um bom exemplo de caos: uma pequena alteração pode provocar uma diferença considerável, como no caso anterior.

Mas também pode acontecer que uma alteração não origine uma diferença significativa como se pode ver na situação seguinte:
Se o João tivesse saído de casa às 8 horas e 59 minutos, o elevador não tinha parado e teria chegado a horas a casa da avó.
Mas a mais pequena alteração pode ter consequências imprevisíveis.
Neste exemplo, saíndo às 9 horas, apenas um minuto mais tarde, o João vai chegar a casa da avó 2 horas e 14 minutos mais tarde.

Outra relação existente entre a geometria fractal e a Teoria dos Caos prende-se com o facto de ambas se terem desenvolvido e crescido graças ao desenvolvimento da informática. No entanto, embora a utilização de computadores seja indispensável, não podemos confiar cegamente nos computadores pois uma alteração mínima nas condições iniciais pode ser o suficiente para que o resultado sofra mudanças bastante significativas.
Apesar das inúmeras aplicações e utilidades, os fractais ainda têm um longo caminho pela frente. Faltam muitas ferramentas e vários problemas continuam sem solução. Uma teoria completa e unificada é necessária e a pesquisa prossegue neste sentido.

"O mundo que nos cerca é caótico mas podemos tentar limitá-lo no computador. A geometria fractal é uma imagem muito versátil que nos ajuda a lidar com os fenómenos caóticos e imprevisíveis."
Benoît Mandelbrot

Fonte: http://www.educ.fc.ul.pt/icm/icm99/icm14/

Os fractais

"A Geometria dos Fractais não é apenas um capítulo da Matemática, mas também
uma forma de ajudar os Homens a verem o mesmo velho Mundo diferentemente"
(Benoît Mandelbrot)



Nos últimos anos, diferentes definições de fractais têm surgido. No entanto, a noção que serviu de fio condutor a todas as definições foi introduzida por Benoît Mandelbrot através do neologismo "Fractal", que surgiu do latino fractus, que significa irregular ou quebrado, como ele próprio disse: "Eu cunhei a palavra fractal do adjectivo em latim fractus. O verbo em latim correspondente frangere significa quebrar: criar fragmentos irregulares, é contudo sabido – e como isto é apropriado para os nossos propósitos! – que, além de significar quebrado ou partido, fractus também significa irregular. Os dois significados estão preservados em fragmento".

Os fractais são formas geométricas abstractas de uma beleza incrível, com padrões complexos que se repetem infinitamente, mesmo limitados a uma área finita. Mandelbrot, constatou ainda que todas estas formas e padrões, possuíam algumas características comuns e que havia uma curiosa e interessante relação entre estes objectos e aqueles encontrados na natureza.


Um fractal é gerado a partir de uma fórmula matemática, muitas vezes simples, mas que aplicada de forma iterativa, produz resultados fascinantes e impressionantes.

Uma 1ª definição, pelo próprio Mandelbrot, diz que: "Um conjunto é dito fractal se a dimensão Hausdorff deste conjunto for maior do que a sua dimensão topológica". Contudo, no decorrer do tempo ficou bastante claro que esta definição era muito restrita, embora apresentasse algumas motivações pertinentes.

Existem duas categorias de fractais: os geométricos, que repetem continuamente um modelo padrão e os aleatórios, que são feitos através dos computadores.

Além de se apresentarem como formas geométricas, os fractais representam funções reais ou complexas e apresentam determinadas características: auto-semelhança, a dimensionalidade e a complexidade infinita.

Uma figura é auto-semelhante se uma parte dela é semelhante a toda a figura. Podemos observar esta característica na curva de Koch.


" As imagens que calculei com a minha teoria matemática assemelhavam-se curiosamente à realidade: e se eu podia imitar a Natureza, era porque provavelmente teria descoberto um dos seus segredos..." (Benoît Mandelbrot)

"É possível acreditar que no dia de amanhã, ninguém poderá ser considerado cientificamente culto se não estiver familiarizado com os fractais." (John Archibald)

A informação desta "postagem" foi retirada de uma página da net elaborada por três estudantes de ensino de matemática da FCUL (Inês Quaresma, Jorge Oliveira e Paula Faria ). Parabens a eles, a página está muito boa e é uma excelente iniciativa. Se tiveram oportunidade visitem-na (http://www.educ.fc.ul.pt/icm/icm99/icm14/). Espero que o autores não se importem de ter retirado algumas coisas de lá. O meu objectivo, e penso que também o deles, é divulgar a ciência.

quinta-feira, agosto 10, 2006

Geologia do Petróleo

O estudo do petróleo engloba várias áreas da geologia, desde a prospecção, através de métodos geofísicos (sísmica, gravimetria, magnetometria, etc.), ao estudo das rochas reservatório, que servem de armadilha às reservas de petróleo ou gás, através da sedimentologia, estratigrafia e paleontologia.

Estes estudos tornam mais eficiente a "busca" a esta fonte de energia, que é a principal em todo o mundo, pois permitem inferir, com um considerável nível de certeza/risco, a localização destas ditas armadilhas.

A geologia do petróleo é, como muitas vertentes da geologia, uma combinação de vários conhecimentos, sendo necessário uma equipa pluridisciplinar em qualquer das fases de trabalho.

As imagens seguintes demonstram como se encontram as reservas de petróleo e como é extraído.

http://encarta.msn.com/media_461531212_761576221_-1_1/Oil_Drill_Rig_and_Reservoir.html

Para saber mais:

Encarta

Wikipedia

A explicação do fenómeno geométrico

A visão às vezes cega a razão...

que é realmente o que explica o fenómeno!

Comecemos pela primeira figura... temos um triângulo grande de lados rectos com comprimento 5 e 13, o que faz com que a inclinação da sua hipotenusa seja exactamente 5/13 (vulgo tangente do ângulo que a hipotenusa faz com a recta horizontal). Da mesma forma, o triângulo vermelho tem lados rectos 5 e 8 o que prefaz uma inclinação da hipotenusa de 5/8 e para o triângulo verde temos lados 2 e 5 ou seja, inclinacao de 2/5! Acontece que 2/5, 5/8 e 5/13 são todos números diferentes... daí que a hipotenusa do triângulo maior, que nos parece ser uma linha recta, na realidade não o seja! É uma linha quebrada nos vértices dos triângulos pequenos! Na segunda o argumento é semelhante...

E está resolvido o mistério... a área do quadrado que sobra é a àrea dessa parte que foi tomada a mais...

Explicação enviada pelo mestre Pedro Serranho

UMA GRANDE "BOLA DE FOGO" COM A FORMA DE UM COMETA

Uma equipa internacional de cientistas, com o auxílio de dados obtidos pelosatélite de raios-x XMM-Newton, da ESA, descobriu uma bola de gás com a forma deum cometa com mais de mil milhões de vezes a massa do Sol. Esta "bola de fogo"colossal é de longe o maior objecto deste tipo a ser identificado até hoje eencontra-se a atravessar um enxame de galáxias distante, com uma velocidadesuperior a 750 quilómetros por segundo.
O tamanho e a velocidade deste objecto são verdadeiramente fantásticos. A bolade gás tem cerca de três milhões de anos-luz de extensão, o que corresponde aaproximadamente cinco mil milhões de vezes o tamanho do nosso sistema solar.Visto da Terra, este objecto aparece como uma "mancha" circular brilhante nosraios-x, possuindo o que se assemelha a uma cauda (como nos cometas) comaproximadamente metade do tamanho da Lua.
O enxame de galáxias em que a bola de gás está localizada é designado de Abell3266 e encontra-se a milhões de anos-luz da Terra, não representando assimqualquer perigo para o nosso sistema solar. O Abell 3266 contem centenas degaláxias e grandes quantidades de gás muito quente que se encontra atemperaturas de aproximadamente cem milhões de graus. Tanto o gás do enxame comoa bola gigante de gás encontram-se ligados pela atracção gravitacional dematéria negra.
Para os cientistas, o mais interessante não é apenas o tamanho desta bola de gásmas também o papel que esta desempenha na formação e evolução de estruturas noUniverso. Este objecto será provavelmente um grande "bloco de construção"entregue a uma das maiores concentrações de galáxias de que temos conhecimento.O enxame de galáxias Abell 3266 faz parte do super enxame Horologium-Reticulum eé um dos enxames de galáxias com maior massa. A bola de gás indica que esteenxame ainda se encontra activamente a aumentar de tamanho e que se tornará numadas maiores concentrações de massa no Universo próximo.
Com o auxílio dos dados do XMM-Newton os cientistas produziram um mapa deentropia - uma propriedade termodinâmica que fornece uma medida de desordem.Este mapa permitiu separar o gás frio e denso do "cometa", do gás mais quente erarefeito do enxame. Os dados mostram com grande detalhe o processo em que o gásé arrancado do núcleo do "cometa" para formar a grande cauda que contem gás maisfrio e denso. Os cientistas estimam que em cada hora o equivalente à massa doSol é arrancada do núcleo da bola de gás.
Para uma imagem de raios-x da bola de gás, consulte:http://www.oal.ul.pt/astronovas/varios/ball.jpg
A bola de gás está confinada às regiões laranja na imagem. A parte da frente do"cometa" encontra-se na extremidade inferior direita da estrutura com áreasavermelhadas.
O que observamos no enxame Abell 3266 é a formação de estruturas. A matérianegra é a cola gravitacional que mantém a bola de gás inteira. À medida que esta"corre" pelo enxame de galáxias uma guerra de forças ocorre, sendo que por umlado encontra-se o enxame a puxar e do outro a bola de gás. Mas o enxame acabaeventualmente por ganhar este confronto, arrancando e dispersando o gás da bola,que talvez um dia, levará à formação de estrelas e ao crescimento das galáxiasdo enxame.
Fonte: ASTRONOVAS

segunda-feira, agosto 07, 2006

Nota

As imagens seguintes, são representações segundo uma escala relativa de alguns corpos que constituiem o sistema solar, assim como de algumas estrelas mais próximas. Estas imagens foram-me gentilmente enviadas por Vasco Valadares. Obrigado Vasco!

segunda-feira, julho 31, 2006

Sismologia: Pequenos sismos ajudam a prever os grandes

Uma notícia que saiu na Lusa, faz-me pensar no que pode acontecer no nosso cantinho da Terra que gira.

São os desastres naturais, como sismos e actividade vulcânica, que mais interesse despertam. Por certo estará relacionado com o medo, com a capacidade de transformação da paisagem...superior à nossa. O que é certo é que tem sido esta fonte de energia, a verdadeira "empresa de construção" em todo o mundo. Cria montanhas, oceanos...também os apaga, aproxima e afasta continentes. Aquece a Terra, oferece-nos Vida.

Lembro-me muitas vezes de que aconteça o que acontecer com o nosso "descuido" com a natureza, a Terra continuará a girar sobre si mesma, como se nem sequer tivéssemos existido. Nós, que somos o explendor máximo da criação...nem...sequer...existido.

A notícia da Lusa, enviada por I. M.

"Sismologia: Pequenos sismos ajudam a prever os grandes - estudo

Tóquio, 31 Jul (Lusa) - Investigadores japoneses e norte- americanosafirmam estar mais perto de desvendar os segredos da previsão sísmicadepois de terem descoberto uma ligação entre abalos quaseimperceptíveis, a grande profundidade, e terramotos devastadorescapazes de arrasar cidades.

A chave para a descoberta foram os chamados sismos silenciosos, que semovimentam tão lenta e gradualmente que não produzem ondas sísmicas,mas podem provocar abalos violentos ao acumular pressão sobre ascamadas superiores da crosta terrestre.

Este avanço na investigação sísmica resultou de um projecto de trêsanos das universidades de Tóquio e de Stanford (Estados Unidos), queencontrou um meio de fazer com exactidão um mapa dos epicentros dessespré-sismos minúsculos.

O trabalho, divulgado no princípio do mês pela revista Nature, poderácontribuir para melhorar as previsões sísmicas e ajudar a salvarvidas.
"Monitorizar estes sismos silenciosos é importante para prever grandessismos mais tarde", sublinhou Sho Nakamula, da Universidade de Tóquio.

Os sismos silenciosos só foram descobertos recentemente e, até agora,os cientistas tinham dificuldade em localizar o seu hipocentro (focono interior da Terra a partir do qual se considera iniciada apropagação da energia libertada por um sismo) e determinar comexactidão o mecanismo que os provoca.

O novo estudo assinala em pormenor a ligação entre os sismossilenciosos e outro tipo de abalos de profundidade, os tremores deterra de baixa frequência, que podem chegar a durar duas horas.

Ao monitorizar estes sismos de baixa frequência, os cientistas podem
concentrar pressão e onde é provável que ocorram grandes terramotos,com importantes consequências para as zonas de grande activida desísmica.


A investigação representa um progresso na previsão de grandes sismospor localizar exactamente a origem dos abalos de baixa frequência edos silenciosos, considerou Kazushige Obara, do Instituto Nacionalsobre Ciência da Terra e Prevenção de Desastres, que não participou noestudo mas descobriu em 2002 a existência dos sismos de baixa frequência.
"Todavia, não mostra ainda a relação exacta entre os tremores lentos eos grandes sismos", afirmou.

Duas das áreas estudadas neste projecto foram o sinclinal (a partecôncava de uma dobra da crosta terrestre) de Nankai, ao largo da costado Pacífico da ilha japonesa de Shikpku e a plataforma subaquática aolargo da costa pacífica dos estados norte-americanos de Washington e Oregon.
A região de Nankai é abalada uma vez por século por gigantescossismos, o último dos quais ocorreu em 1946 e causou cerca de 1.400mortos.
O noroeste do Pacífico é outra área crítica onde no último século seregistaram vários sismos de magnitude 7 e mais fortes e se estima queocorra um terramoto de magnitude 9, com maremoto, num intervalo de 400a 600 anos. O último com essa força data de 1700.

Este projecto trans-Pacífico, iniciado em 2002, foi dirigido pelosgeocientistas Greg Beroza e David Shelly, da Universidade de Stanford,e Satoshi Ide, da Universidade de Tóquio."

CM. Lusa

quarta-feira, julho 19, 2006

Brian Greene. O novo Carl Sagan...

Brian Greene, o mais célebre cosmólogo da atcualidade, defende a teoria das supercordas, que resume o Universo numa única equação.

ÂNGELA PIMENTA, de Nova York

Há 20 anos que um punhado de físicos se dedica a elaborar uma teoria que explique, numa única equação, o funcionamento das galáxias, a natureza e o comportamento das mais ínfimas partículas do Universo. Tal achado materializaria o mais caro sonho de Albert Einstein: a unificação da teoria geral da relatividade, que trata de grandes dimensões espaciais, com a mecânica quântica, que tenta compreender o que se passa no coração das subpartículas atómicas.
Até recentemente, o debate sobre tal hipótese - a teoria das supercordas - restringia-se a herméticos congressos astronómicos e publicações académicas. Mas eis que, nos últimos cinco anos, Brian Greene, um físico americano com uma ar juvenil, notável currículo académico e talento para traduzir conceitos sofisticados em metáforas cotidianas, tem conseguido electrizar o grande público.
Em 1999, ele publicou o seu primeiro best-seller, O Universo Elegante. Traduzido para 26 línguas, o livro que disseca a teoria das supercordas foi transformado no ano passado em documetário pelo canal educativo americano PBS. Recentemente, Greene lançou O Tecido do Cosmos, que trata de noções de espaço e tempo. Graças a seu sucesso popular, o físico vem sendo comparado ao cosmologista britânico Stephen Hawking, autor de Uma Breve História do Tempo, e ao americano Carl Sagan (1934-1996), consagrado nos anos 80 pela série de TV Cosmos.
Doutor em Física pela Universidade de Oxford, Greene leciona em Colúmbia, Nova York, onde também dirige um instituto dedicado a estudos cosmológicos.

Michael Faraday

Michael Faraday nasceu em Newington, Surrey, em 22 de setembro de 1791, e morreu em Hampton Court em 25 de agosto de 186. Faraday foi químico, filósofo e estudioso de eletricidade, sendo nesse campo em que se destacou mais e ficou conhecido mundialmente.
Faraday foi oriundo de uma família pobre e seu pai era ferreiro. Quando sua família emigrou para Londres, Faraday empregou-se com sr. Ribeau, um encadernador e comerciante de livros, e aí que ele começou seus métodos autodidatas.
Em 1812, Faraday foi convidado para assistir a quatro conferências de sir Humphry Davy, um importante químico inglês e presidente da Royal Society entre 1820 e 1827. Faraday tomou notas dessas conferências e, mais tarde, redigiu-as em formato mais completo. Ele foi então encorajado a enviar suas notas a sir H. Davy, que recebeu-as favoravelmente.
Em 1813, foi nomeado ajudante de laboratório da Royal Institution por recomendação de sir H. Davy. Recebeu a nomeção para diretor do laboratório em fevereiro de 1825 e, em 1833, tornou-se titular da cátedra Fullerton de química na Royal Institution.
Faraday teve importância na química como descobridor de dois cloretos de carbono, investigador de ligas de aço e produtor de vários tipos novos de vidros. Um desses vidros tornou-se historicamente importante por ser a substância em que Faraday identificou a rotação do plano de polarização da luz quando era colocado num campo magnético e também por ser a primeira substância a ser repelida pelos pólos de um ímã.
Porém, suas descobertas no campo da eletricidade ofuscaram quase que por completo sua carreira química. Entre elas a mais importante é a indução electromagnética.

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.

Deriva Continental

A ideia da deriva continental foi proposta pela primeira vez por Alfred Wegener. Em 1912, ele propôs a teoria, com base nas formas dos continentes de cada lado do Oceano Atlântico, que pareciam se encaixar.
Muito tempo antes de Wegener, outros cientistas notaram este fato. A ideia da deriva continental surgiu pela primeira vez no final do século XVI, com o trabalho do holandês Abraham Ortelius que era um criador de mapas. No seu trabalho de 1596, Thesaurus Geographicus, Ortelius sugeriu que os continentes estariam estado juntos no passado. A sua sugestão teve origem apenas na similaridade geométrica das costas actuais da Europa e África com as costas da América do Norte e do Sul; mesmo para os mapas relativamente imperfeitos da época, ficava evidente que havia um bom encaixe entre os continentes. A ideia evidentemente não passou de uma curiosidade que não produziu consequências.
Outro geógrafo, Antonio Snider-Pellegrini utilizou o mesmo método de Ortelius para desenhar o seu mapa com os continentes encaixados em 1858. Como nenhuma prova adicional fosse apresentada, além da consideração geométrica, a ideia foi novamente esquecida.
A similaridade entre os fósseis encontrados em diferentes continentes, bem como entre formações geológicas, levou alguns geólogos do hemisfério Sul a acreditar que todos os continentes já estiveram unidos, na forma de um supercontinente que recebeu o nome de Pangeia.
A hipótese da deriva continental tornou-se parte de uma teoria maior, a teoria das placas tectónicas. Este artigo trata do desenvolvimento da teoria da deriva continental antes de 1950.

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.

Tectónica de Placas

Tectónica de placas (do grego τεκτονικός relativo à construção) é uma teoria da geologia, desenvolvida para explicar o fenómeno da deriva continental, sendo a teoria actualmente com maior aceitação entre os cientistas que trabalham nesta área. Na teoria da tectónica de placas a parte mais exterior da Terra está composta de duas camadas: a litosfera que inclui a crusta e a zona solidificada na parte mais externa do manto. Sob a litosfera encontra-se a astenosfera que inclui a parte mais interior e viscosa do manto. Numa escala temporal de milhões de anos, o manto parece comportar-se como um líquido super-aquecido e extremamente viscoso, mas em resposta a forças repentinas, como os terramotos, comporta-se como um sólido rígido.

As placas tectónicas da Terra foram cartografadas na segunda metade do século XX
Basicamente, a litosfera flutua sobre a astenosfera, e encontra-se partida em pedaços que se designam por placas tectónicas. Abaixo listam-se as principais placas tectónicas:
Placa Africana
Placa da Antártida
Placa Euroasiática
Placa Norte-americana
Placa Sul-americana
Placa do Pacífico
Placa Australiana
Existem ainda várias e mais numerosas placas menores.

A teoria da tectónica de placas surgiu a partir da observação de dois fenómenos geológicos distintos: a deriva continental, identificada no início do século XX e a expansão dos fundos oceânicos, detectada pela primeira vez na década de 1960. A teoria propriamente dita foi desenvolvida no final dos anos 60 e desde então tem sido universalmente aceite pelos cientistas, tendo revolucionado as Ciências da Terra (comparável no seu alcance com o desenvolvimento da tabela periódica na Química, a descoberta do código genético na Biologia ou à mecânica quântica na Física).

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.

quinta-feira, julho 13, 2006

Por sugestão de um habitual visitante, aqui ficam dois livros de cabeceira:

"Sobre a Terra"
...é um livro de Ricardo Garcia, jornalista ambiental.
Como diz na capa, óptimo para quem lê e escreve sobre ambiente. É, de facto, urgente saber como escrever sobre ambiente, para que estes temas não caiam no esquecimento de uns "iluminados".

"Breve História de Quase Tudo" - Bill Bryson
Este é daqueles livro de consulta, do género almanaque da história. "Deixa-me abrir o livro e descobrir mais um pouco sobre uma época da evolução da ciência.." é o que apetece fazer às vezes.
Um dos pontos fortes do livro é existirem duas histórias de quase tudo. Uma, que já referi, a evolução da ciência. A outra, e que acompanha a anteior de uma forma quase inperceptível, é a evolução do universo, do sistema solar, da Terra...
Mais um jornalista...