terça-feira, novembro 21, 2006

Cidadãos da UE estão preocupados com as alterações climáticas

Cerca de 45 por cento dos cidadãos de cinco países da União Europeia considera que o aquecimento do planeta é uma ameaça a curto prazo para si e para os seus filhos.

As conclusões são de uma sondagem sobre o aquecimento global encomendada pelo "Financial Times" ao Instituto Harris, que entre 2 e 10 de Novembro inquiriu cidadãos em Espanha, França, Reino Unido, Alemanha e Itália.

De acordo com os resultados da sondagem, os espanhóis são os que mais temem o aquecimento da Terra (67 por cento dos inquiridos), havendo ainda a assinalar que 68 por cento do total de inquiridos está disposto a mudar de atitude para reduzir o impacto das suas acções no Planeta.

Os franceses (73 por cento) e os alemães (72 por cento) são os mais favoráveis à alteração de hábitos quotidianos com vista a uma menor agressão ao ambiente.

Dos 5346 adultos entrevistados, 43 por cento são a favor da aplicação de uma taxa especial aos passageiros das linhas aéreas devido aos danos causados pelos voos, enquanto 36 por cento se opõe à medida.

A sondagem permitiu também concluir que 46 por cento dos inquiridos não vê com bons olhos a construção de mais centrais nucleares no seu país, ao passo que 30 por cento apoia essa instalação.

Neste tópico, os mais anti-nuclear são os espanhóis, com 62 por cento contra, e os que denotam menor oposição são os italianos, com 42 por cento dos inquiridos a favor.

A esmagadora maioria das pessoas auscultadas (85 por cento) considerou também que o governo do seu país deveria aumentar o investimento em energias renováveis.

Questionados ainda sobre se os Estados Unidos representam o maior perigo para a estabilidade mundial, por comparação com o Irão, a China, a Coreia do Norte, a Rússia e o Iraque, 38 por cento dos inquiridos escolheu os EUA, 16 por cento a China e outros 16 por cento a Coreia do Norte.

Lusa, in publico 21/11/2006

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