terça-feira, setembro 12, 2006

O Universo não teve um começo único

O Universo não teve um começo único, defende Stephen Hawking
Publicada em 21/06/2006 Globo Online

A pergunta sobre quando o Universo começou nunca será respondida, simplesmente porque não houve um único princípio. A argumentação é do cientista britânico Stephen Hawking , que defende que o início de tudo aconteceu de todas as maneiras imagináveis - e talvez de outras desconhecidas. Segundo a "Nature", Hawking e seu colega Thomas Hertog, da Suíça, devem publicar em breve um estudo sobre esta teoria.

Desta profusão de começos, a grande maioria se degenerou sem deixar qualquer marca no Universo como conhecemos hoje. Apenas uma mínima fracção deles se fundiu para formar o cosmos actual, afirmam Hawking e Hertog, segundo a "Nature".
Eles insistem que esta é a única conclusão possível sobre o começo do Universo, se a física quântica for considerada seriamente.

- A mecânica quântica impossibilita uma história única - afirmou Hertog ao site da revista.
Hawking e Hertog argumentam que os incontáveis "mundos alternativos" já pensados podem ter realmente existido. Pela teoria deles, nós deveríamos imaginar o Universo nos primeiros instantes do Big Bang como uma superposição de todas estas possibilidades, como a projecção de bilhões de filmes passados um por cima do outro.

A ideia pode parecer estranha, mas é precisamente a visão adoptada pela teoria quântica, afirma a "Nature". Por exemplo, o senso comum sugere que uma partícula de luz viaja em linha recta para chegar de uma lâmpada ao nosso olho. No entanto, para fazer as previsões corretas sobre o comportamento da partícula, a mecânica quântica precisa considerar também todas as trajectórias possíveis, incluindo aquela em que o fotão bate pelas paredes milhares de vezes antes de alcançar nossa vista.

A soma de todas as trajectórias é a única maneira de explicar algumas das propriedades esquisitas das partículas quânticas, como sua aparente habilidade de estar em dois lugares ao mesmo tempo. A chave da questão é que nem todas as trajectórias contribuem igualmente para o comportamento do fotão: a da linha recta domina as outras, escreve a "Nature".
Hertog defende que a mesma lógica deve ser verdade para a linha do tempo que levou o Universo a seu estado actual. Nós deveríamos encará-la como a soma de todas as histórias possíveis, argumenta ele.

3 comentários:

Anónimo disse...

Quem somos nós pra afirmar se o universo teve ou não um começo? É realmente uma incógnita. Ele pode ainda estar começando. Quem somos pra definir o que é o Universo? Pra definir qual a menor partícula? somos cheios de limitações e na verdade não temos certeza de nada a não ser da morte.

Anónimo disse...

Quem somos nós pra afirmar se o universo teve ou não um começo? É realmente uma incógnita. Ele pode ainda estar começando. Quem somos pra definir o que é o Universo? Pra definir qual a menor partícula? somos cheios de limitações e na verdade não temos certeza de nada a não ser da morte.

Anónimo disse...

Isso reforça a (espero que não só minha) "teoria" de que existem múltiplas possibilidades de um "final" para todos nós...
Se conseguirmos recuperar o "juízo" em tempo trataremos, pelo menos, de evitar as piores opções.
Isto considerando que a nossa "influência" possa fazer alguma diferença nesse processo...
Não somos (no mínimo) observadores...?