quarta-feira, julho 19, 2006

Brian Greene. O novo Carl Sagan...

Brian Greene, o mais célebre cosmólogo da atcualidade, defende a teoria das supercordas, que resume o Universo numa única equação.

ÂNGELA PIMENTA, de Nova York

Há 20 anos que um punhado de físicos se dedica a elaborar uma teoria que explique, numa única equação, o funcionamento das galáxias, a natureza e o comportamento das mais ínfimas partículas do Universo. Tal achado materializaria o mais caro sonho de Albert Einstein: a unificação da teoria geral da relatividade, que trata de grandes dimensões espaciais, com a mecânica quântica, que tenta compreender o que se passa no coração das subpartículas atómicas.
Até recentemente, o debate sobre tal hipótese - a teoria das supercordas - restringia-se a herméticos congressos astronómicos e publicações académicas. Mas eis que, nos últimos cinco anos, Brian Greene, um físico americano com uma ar juvenil, notável currículo académico e talento para traduzir conceitos sofisticados em metáforas cotidianas, tem conseguido electrizar o grande público.
Em 1999, ele publicou o seu primeiro best-seller, O Universo Elegante. Traduzido para 26 línguas, o livro que disseca a teoria das supercordas foi transformado no ano passado em documetário pelo canal educativo americano PBS. Recentemente, Greene lançou O Tecido do Cosmos, que trata de noções de espaço e tempo. Graças a seu sucesso popular, o físico vem sendo comparado ao cosmologista britânico Stephen Hawking, autor de Uma Breve História do Tempo, e ao americano Carl Sagan (1934-1996), consagrado nos anos 80 pela série de TV Cosmos.
Doutor em Física pela Universidade de Oxford, Greene leciona em Colúmbia, Nova York, onde também dirige um instituto dedicado a estudos cosmológicos.

1 comentário:

JMD disse...

É comum falar-se de fosso entre ricos e pobres quando se analisam as nossas sociedades do ponto de vista da justiça social. Mas há um outro, bem mais fundo e com implicações óbvias no primeiro: o fosso entre conhecimento e ignorância.
Tudo o que se fizer para o minimizar é sempre pouco. Porque a dimensão da ignorância tende a aumentar com o tempo e a alienação das grandes massas anónimas que se contentam com pouco.
Há dias, num jornal diário, um leitor quixava-se: « ninguém me explica porque é que no Médio-Oriente há tanto ódio, morte e destruição. Não somos todos irmãos? Então porquê esta guerra sem sentido?...etc» e prosseguia, aparentemente sem reparar que era a sua ignorância que criava o "sem-sentido" da realidade.
Porque não lê? Porque não procura? Porque não fala com quem saiba mais?

Este "Uma Terra que gira" é mais uma ponte para o conhecimento. Pode ser que alguém veja e leia...
E a divulgação dos grandes livros de...«divulgação» é importante: ajuda a anular os efeitos devastadores da ignorância.
Continuem, pois.